domingo, 7 de dezembro de 2014

Capítulo 31

Aloha gatas, voltei com um cap. gigantesco hahah 
Espero que gostem e nas notas finais tem recadinho.
***

Bruno’s Pov

Acordei na manha seguinte com o celular tocando. Caramba, era sábado de manha. Atendi o celular e verifiquei se a Rachel não havia acordado, felizmente não.
-Oi? –Falei com voz amarga de quem acabou de acordar.
-Bruno, é o Eric, estava dormindo? –Não entendo o motivo do meu irmão acordar sempre tão cedo.
-Sim cara, eu tava dormindo, aliás, por que acorda tão cedo? –Perguntei me levantando pra ir ao banheiro.
-Eu tenho filhos meu irmão, esse é o motivo, e é bom você ir acostumando, pois o seu logo logo tá chegando.
-Ah claro, vou lembrar disso. E pra todos os efeitos é SUA FILHA. –Falei me lembrando da nossa visita ao médico onde descobrimos que teríamos uma menininha.
-Sério mesmo Bruno? Parabéns cara. Amor olha só, o Bruno vai ter uma menininha. –Diz ele pra Cindia, eu suponho.
-Obrigada, mas agora, o que você quer? –Perguntei já que ele não havia me falado até agora.
-Ah sim. Bom, estamos indo fazer umas compras fora da cidade e nossa babá tá de folga então como o Liam fez a maior cena pedindo pra ficar na sua casa por que ele estava com saudade da Ray, nós estamos passando aí em 10 minutos deixar os pequenos.
-E quando vocês voltam?
-No fim da tarde. –Ele disse e vi Rachel se mexendo na cama, ainda sem roupa devido a noite anterior, o que me faz querer desligar o telefone e fazer tudo denovo com ela nesse exato momento. Ontem o dia foi estranho. Eu sei que tenho agido diferente com ela, mas eu fico repassando tudo o que vi naquele dia. Foi horrível vê-la em coma durante todo aquele tempo sem poder fazer nada. Eu estava pronto pra acabar com a minha própria vida a partir do momento que eu descobrisse que ela não iria mais viver. Eu sei que não seria capaz de estar mais nesse mundo sem a Rachel. Eu sei que sem ela, eu não pertenceria mais à esse plano de vida.
-Bruno, tá ai? –Perguntou Eric me tirando da minha viagem mental.
-Oi E, to sim. Pode trazer eles então. –Falei vendo que a Rachel abriu os olhos e me encarou como se perguntasse quem ele poderia trazer.
-Okay, obrigada cara, até mais.
-Até bro. –Falei e desligamos então larguei o celular na mesinha e percebi que Rachel ainda me encarava, e percebi também que eu ainda estava nu.
-Dá pra parar de me violar logo cedo? –Falei arqueando uma sobrancelha pra ela que soltou uma gargalhada.
-Eu não, você é muito gostoso. –Ela disse mordendo os lábios então fui até ela e me enfiei debaixo dar cobertas outra vez.
-Bom dia pra você também gostosa. –Falei beijando-a enquanto agarrava seus cabelos. –Eric vai trazer as crianças aqui hoje. –Falei quebrando o beijo e me apoiando sobre os cotovelos na cama.
-Que ótimo, estava com saudades daquelas crianças fofas. –Ray disse sorrindo lindamente.
-Bom, então vamos descer pra tomar um café que eles já estão chegando. –Falei e ela respirou fundo esfregando os olhos. Deus, ela parece um bebê quando está com sono.
-Okay, vamos, mas quero tomar um banho primeiro. Pode ir preparando o café pra mim por favorzinho? –Pediu ela sorrindo.
-Posso, mas, não vai precisar de ajuda? –Gaguejei um pouco. Eu sei que ela odeia se sentir impotente, mas se eu pudesse tomar todo o problema dela pra mim só pra que ela pudesse viver normalmente, eu com certeza tomaria.
-Não, tá tudo bem. –Disse ela com sua voz mais compreensiva.
-Bom, tudo bem então, vou descer. –Falei roubando um selinho dela e levantando da cama.
-Bruno. –Chamou ela e eu me virei. –Vai assim? –Perguntou ela rindo e então percebi que eu ainda estava sem roupa.
-Eu até poderia, mas em respeito à minha cunhada eu vou por uma roupa.
-E em respeito a mim também, não quero ninguém mais vendo tudo isso. –Ela falou apontando pro meu corpo enquanto eu vestia uma calça de moletom e uma camiseta de ficar em casa. –Tá bom assim? –Perguntei enquanto ela seguia com uma toalha pro banheiro, ainda em passos lentos.
-Agora sim, parece uma pessoa decente. –Falou ela entrando no banheiro então desci até a cozinha e comecei a preparar as coisas pro café.

Off

Assim que entrei no banheiro, liguei o chuveiro quente e tomei meu banho ainda com certa dificuldade. Realmente ficar com movimentos limitados, mesmo que seja bem pouco, é difícil, pois você se sente incapaz de fazer certas coisas, mas felizmente o médico disse que é por pouco tempo, até meu corpo acostumar.
Quando saí, vesti uma blusinha de manga comprida cinza e uma calça legging, deixei meu cabelo preso e desci, encontrando Liam brincando com Bruno enquanto Cindia amamentava Mila e Eric comia algo.
Parei perto da cozinha e fiquei observando enquanto Bruno fazia brincadeiras com o Liam, fazendo todos ali rirem. Agora eu penso em como ele será como um pai pra nossa pequena, todo babão e superprotetor.
-Hey, vai ficar aí me olhando ou vai vir aqui? –Bruno perguntou me fazendo voltar a atenção pra eles.
-Besta. Bom dia gente. –Falei entrando na cozinha enquanto Cindia entregava a pequena pro Eric.
-Parabéns pela sua menininha Ray. –Disse Cindia vindo me abraçar. Acho que fiquei um pouco vermelha, mas agradeci-a e fui cumprimentar Eric e a pequena Mila.


-O tia Ray, agora vem aqui que tem um carinha que tá com saudades de você e que te dar um abraço. –Bruno disse e Liam se encolheu todo de vergonha no colo do Bruno então me aproximei e estiquei meus braços pra ele que logo se jogou pra mim.
-Então quer dizer que sentiu minha falta? –Perguntei pra ele que acenou então passei minha mão por seu cabelo. –Eu também senti sua falta amorzinho.
-Você não vai mais embora né? –Pediu ele com os olhinhos brilhando e eu suspirei fundo.
-Não meu amor, a tia não vai mais embora. –Falei beijando sua bochecha e sentando com ele no meu colo.
-Tio, posso soltar o Gê? –Pediu ele.
-Pode sim, ele está lá atrás daquela portinha. –Bruno disse e Liam foi correndo abrir a porta pro Gerônimo que correu com o Liam por tudo.
-Bom gente, obrigada pelo café mas precisamos ir. Qualquer coisa é só ligar que a gente volta. –Disse Eric largando a bolsa da Mila em cima do sofá.
Depois de passar todas as orientações necessárias eles se foram e Bruno ficou com a Mila no colo enquanto Liam estava na sala brigando com o Gê por causa dos brinquedos. Ele puxava de um lado e o Gerônimo puxava de outro.
Quando terminei o café comecei a tirar as coisas da mesa, mas logo Bruno voltou do passeio que estava dando com a Mila no jardim e me impediu.
-Hey, pode deixar que eu faço amor. –Ele disse segurando minha cintura e me dando um beijo na bochecha.
-Não Bru, tudo bem. –Falei levando as coisas pra pia.
-Rachel, pode deixar que eu faço. –Ele disse com a voz calma enquanto colocava Mila no carrinho. –Já falei que não quero que você faça esforço. –Ele falou segurando meus pulsos, mas nada que machucasse.
-Ta bom Bruno. –Larguei as coisas na mesa e me virei pra sair quando minhas pernas fraquejaram e por um momento tive de me apoiar na mesa pra não cair então Bruno me segurou rapidamente. –Pode me soltar, não vou cair. –Falei me recompondo e saindo de suas mãos então peguei o carrinho da Mila e fui até a sala onde Liam estava e me sentei no sofá com ela.
Bruno continuou guardando as coisas com uma cara emburrada enquanto bufava uma palavra ou outra.
Continuei brincando com as crianças e logo Mila começou a pesar os olhinhos então levantei do sofá e comecei a embalar pra que ela dormisse. O que não demorou muito então coloquei-a no carrinho de volta e a deixei um pouco afastada do barulho da sala.
A manhã passou e na hora do almoço a bebê acordou chorando por comida então enquanto Bruno dava mamadeira pra ela, eu e Liam comíamos sentados na mesa. Ele era tão adorável e isso só me dava mais vontade de ter esse bebê que estou carregando, em meus braços. Enquanto eu e Liam praticamente brincávamos com a comida e dávamos risada, Bruno voltou a se sentar. Eu não havia trocado mais muitas palavras com o Bruno desde a manhã e não seria agora que iria fazê-lo. Eu estava brava com o fato de ele insistir em não me deixar fazer as coisas por mais simples que fossem. Eu já estava me sentindo impotente o suficiente.
***
-Ele dormiu também. –Falei saindo do quarto de hospedes onde havia deixado Liam e Mila dormindo. Aproveitamos que já tínhamos o berço montado e a colocamos lá.
-Tudo bem, podemos conversar? –Pediu Bruno coçando a nuca e eu respirei fundo.
-Podemos Bruno. –Falei e entramos no quarto dele. Eu me sentei na cama e esperei que ele começasse a falar. O que não aconteceu. –E então?
-Na verdade eu não sei o que dizer, só não quero mais ficar nesse clima ruim com você.  –Ele sentou de frente pra mim na cama e colocou a mão nos meus joelhos.
-Eu sei Bruno, eu sei, mas eu preciso que pare de agir como se eu fosse alguém impossibilitada de fazer as coisas. Eu não quero me sentir pior do que já me senti. –Falei e ele abaixou o olhar.
-Okay, eu sei que exagerei um pouco, mas eu me sinto mal por tudo o que aconteceu com você e tudo o que eu quero no momento é te proteger, mas acho que não estou acostumado com essa situação e se algo acontecer com você ou com a nossa filha, eu nunca vou me perdoar. –Ele falou passando a mão pelo meu rosto de leve.
-Tudo bem Bruno, me desculpa por ter agido daquela forma hoje mais cedo. Eu também não quero brigar. –Falei e ele me puxou pra um abraço, mas um abraço daqueles que eu senti tanta falta, daqueles que dávamos quando ele dormia comigo por causa dos meus pesadelos. –Eu te amo. –Falei encostando a testa no seu ombro.
-Eu também te amo Ray. –Ele falou segurando meu rosto com as duas mãos e me dando um beijo. – Então agora será que posso conversar com a minha filha um pouquinho? –Disse ele tocando sua mão na minha barriga.
-Claro que pode. –Falei e descruzei minhas pernas, encostando-me na guarda da cama então Bruno levantou minha blusa e se abaixou.
-Sabe, essa posição é boa pra fazer muitas outras coisas. –Ele falou arqueando a sobrancelha e eu ri.
-Bruno, não na frente da sua filha.
-Ok, ok me desculpa. –Ele falou e eu ri. –Oi filha, é seu papai que tá falando aqui. –Ele deu um beijinho na minha barriga.
-Diz que a mamãe ta mandando um beijo.
-Amorzinho, a mamãe tá mandando um beijo. Ah e vê se não demora muito viu, estamos loucos pra te ver. –Falou ele e eu automaticamente coloquei minhas mãos em seu cabelo, passando as unhas de leve enquanto sorria vendo a cena.
Bruno soltou um gemido rouco e olhou pra mim.
-Não faz isso não porque na posição que eu to eu não respondo por mim. Aliás, deveríamos repetir a dose de ontem. –Ele subiu até minha boca e mordeu meu lábio. Isso é sacanagem.
Bruno Mars é o homem mais irresistível desse mundo.
Coloquei minhas mãos por baixo da camisa dele e deixei minhas unhas trabalharem em suas costas enquanto ele beijava meu pescoço, com a força necessária pra deixar uma marca, eu suponho então apertei mais minha unhas em suas costas e ele gemeu.
-Você não vale nada Rachel. –Falou me fazendo deitar na cama e tirando minha blusa enquanto beijava meus peitos por cima do sutiã. Eu sentia ele ficando cada vez mais duro e só depois que já estávamos totalmente prontos pra arrancar todo o resto de roupa, eu me lembrei que as crianças estavam dormindo ali no quarto ao lado.
-B-Bruno, não podemos fazer isso agora. –Falei me afastando um pouco.
-E por que não?
-As crianças podem acordar. –Falei mas ele pareceu não se preocupar e suas mãos foram até meus peitos. –Bruno é sério agora não amor. –Falei parando ele, que fez uma cara de emburrado.
-Mas Ray, e o que eu faço com isso? –Ele falou olhando pra baixo e eu chacoalhei os ombros.
-Não sei, mas faz assim, vê lá se as crianças não acordaram enquanto eu penso aqui o que você pode fazer com isso. –Falei e ele rolou os olhos e levantou da cama, indo em direção ao outro quarto.

Bruno’s Pov

Levantei emburrado da cama e com uma puta ereção, e fui devagar até o quarto de hóspedes, que futuramente será o quarto da minha filha, ver se meus sobrinhos estavam bem.
Como previsto os dois estavam dormindo então voltei até o quarto pensando seriamente em terminar o que começamos.
-Ray, eles estão bem, agora podemos voltar ao que estávamos fazendo? –Falei entrando no quarto e de repente a porta atrás de mim fechou e eu vi Rachel vindo em minha direção.
-Pode deixar que eu resolvo isso pra você. –Ela disse ficando a milímetros de mim e me empurrando contra a porta.
-E como vai resolver isso? –Perguntei apertando o corpo dela contra o meu, fazendo-a sentir o que ela havia feito comigo.
-Pode deixar comigo Mr. Mars. –Ela sussurrou o meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e respirar bem fundo pra não rasgar toda a roupa dela ali.
Sua mão passou por cima da minha ereção e logo vi seu corpo se inclinando pra baixo. Não, ela não vai fazer isso. Sim ela vai.
Rachel abaixou minha calça de moletom, junto da minha cueca e logo meu membro se mostrou todo duro então uma de suas mãos o agarrou e começou a fazer movimentos.
-Ahh Rachel, você é tudo o que eu preciso pra minha vida. –Falei agarrando os cabelos dela.
-Shhh, fale menos e gema mais. –Ela falou e sua boca foi direto na minha glande, passando a língua maravilhosamente enquanto eu tentava abafar alguns gemidos então ela o colocou todo na boca enquanto suas mãos acariciavam minhas bolas. –Isso, assim... Ahh Rachel. –Eu falava enquanto empurrava sua cabeça pra trás e pra frente.
Ela continuava a fazer aqueles movimentos que sabe fazer tão bem e hora ou outra ela o tirava da boca e lambia toda sua extensão. Eu sabia que não ia aguentar mais muito tempo.
-Ray, eu não vou aguentar. –Falei e então ela parou, me fazendo soltar quase um urro.
-Eu sei que não. –Ela disse com um sorrisinho e voltou a fazer o que estava fazendo então logo me derramei na sua boca, segurando forte nas paredes ao meu lado.
Eu não conseguia acreditar que havia ganho o melhor boquete da minha vida exatamente naquele momento.
Rachel se levantou e eu sorri a encarando então logo que algo ia sair da minha boca, alguém me chama.
-Tio Bruno! –Liam gritou e Rachel me olhou.
-Vai lá ver o que seu sobrinho quer, tio Bruno. –Ela falou e entrou no banheiro rapidamente. Essa mulher ainda me mata.
Levantei as calças e saí do quarto correndo, chegando lá e encontrando um Liam com os olhinhos cheios de lágrimas. Chegou a dar dó até.
-O meu amorzinho, desculpa o titio não te escutou. –Falei pegando ele no colo e então devido a sua gritaria, Mila resolveu acordar também.

Off

Assim que saí do banheiro, encontrei três seres maravilhosos brincando na cama do Bruno.
-Acordaram com as baterias recarregadas então. –Falei me encostando na porta e observando-os enquanto faziam palhaçadas e Mila ria.
-E com muita fome tia Ray. –Disse Bruno bagunçando o cabelo do Liam e levantando da cama com a pequena no colo.
-Bom, então vamos lá pra baixo que eu e o tio Bruno vamos inventar algo pra você comer. –Falei e seguimos todos pra cozinha, onde eu comecei a preparar a mamadeira da Mila enquanto Bruno tentava acalmá-la. Liam ficou quietinho sentado na sala até terminarmos tudo.
-Amor, tá pronta a mamadeira? –Pediu Bruno desesperado.
-Tá sim, me dá ela aqui que eu vou dar a mamadeira. –Falei e Bruno me deu uma olhada antes de entregar a bebê então segui pra sala com ela. –Liam, vai ali na cozinha comer com o titio Bruno. –Falei e ele foi.
Depois de alimentar as crianças, alimentamos o Gê e ficamos sentado no tapete da sala brincando e vendo desenho até a hora que o Eric e a Cindia chegaram, o que foi lá pelas seis e meia. Eles também não demoraram muito pois estavam cansados então eles nos agradeceram, pegaram os pequenos e foram embora.


-Amor, eu tava pensando em marcar aquela viagem pra Veneza pra alguma data meio perto, se você puder é claro, pois eu não posso trabalhar por enquanto e acho que precisamos dessa viagem. O que acha? –Perguntei enquanto pegávamos os brinquedos do chão.
-Na verdade, eu esqueci de te falar, mas eu já marquei. –Ele disse dando um sorrisinho de criança.
-Sério? Pra quando? –Perguntei sentando no sofá, exausta do nosso dia um pouco diferente.
-Marquei pra daqui duas semanas. –Falou ele sentando ao meu lado e encostando a cabeça no meu ombro.
-Tudo bem, a data é boa. Agora vou ficar ansiosa, essa viagem será ótima pra nós dois. –Falei e ele riu.
-Sim minha linda, será ótima. –Falou ele beijando meu ombro, me fazendo soltar aquele sorriso bobo outra vez.

***
Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam e até o próximo.
P.S: Essa semana estarei viajando e volto na sexta de manha, mas amanha mando meu pc pra arrumar e não sei se ele fica pronto até eu voltar, mas assim que ele ficar bom, vou postar mais e se der posto até dois. Beijinhos amorees <3

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Capítulo 30

Oooi amoraas. Voltei com um cap mega pra vocês.
Boa leitura.
***

Um mês se passou e finalmente estou em casa, livre daquele hospital e livre de todos aqueles tubos horríveis que eles colocaram em mim com remédios.
Já era março e eu estava me sentindo bem, mas mesmo assim, ainda não estava totalmente autorizada a trabalhar e etc.
Enquanto eu estava no hospital, todos foram me visitar e isso foi um momento muito importante pra mim, pois à pouco tempo atrás eu era apenas a mulher que pensava que ia morrer sozinha, e agora, tenho o Bruno, meu pai e meu irmão, e tenho a Andréa. Sem falar na família do Bruno que sempre me trata muito bem.
-Ray, já comeu? –Bruno perguntou descendo as escadas da casa dele em direção à sala onde eu estava.
-Não, quer tomar café comigo?
-Quero sim. Vem cá que eu te ajudo. –Bruno falou vindo até o sofá e me dando a mão pra levantar. Eu odiava me sentir impotente, mas eu tinha que aceitar o fato de que meu corpo estava fraco e talvez ainda demorasse uns meses pra voltar ao normal.
Bruno me levou até a bancada da cozinha e me colocou sentada enquanto arrumava as coisas pra tomarmos café, sentando-se de frente pra mim logo em seguida.
Começamos a comer em silêncio, como tem sido todo santo dia desde que eu saí daquele maldito hospital. Bruno estava diferente comigo, não exatamente no mal sentido, mas também não era uma coisa boa.
Ultimamente ele tem andado muito calado, nossas conversas não passam de poucas coisas, ele não quer de jeito nenhum tocar no assunto do meu sequestro e de como eles me resgataram, e eu sinto que ele parece apavorado com algo, bem lá no fundo.
-Terminou o café? –Perguntou ele me tirando dos meus pensamentos então tomei o ultimo gole de café que havia na minha xícara.
-Terminei sim. –Falei e então ele levantou e veio até mim, parou e ficou me encarando. Sua boca fez menção de falar algo, mas ele logo desistiu e a fechou, como se tivesse algo que queria falar.
Sua mão seguiu o caminho até minha testa e seu polegar passou por cima da minha cicatriz, ele fechou os olhos e respirou fundo, beijando o local em seguida.



-Eu te amo. Desculpa se não tenho te dado muita atenção ultimamente, é só que, eu tenho tanta coisa passando pela minha cabeça. –Ele soltou de uma vez só, me encarando com aqueles olhos profundos.
-E por que não conversa comigo sobre tudo isso? Quero te ajudar. Sinto falta de você, do meu melhor amigo que sempre conversava comigo. –Falei e ele balançou a cabeça que não.
-Eu sei... É que, deixa pra lá. Você tem consulta hoje não tem? –Suspirei em frustração e concordei.
-Hoje é o dia do ultrassom. –Falei e ele sorriu como um bobo enquanto me levantava da cadeira.
-Vou com você. Vem vamos tomar um banho. –Falou ele enquanto subíamos as escadas.
Entramos no banho e tratamos de não demorar muito já que o transito deve estar caótico.
Coloquei uma roupa confortável e quentinha já que ainda fazia frio lá fora então peguei minha bolsa e seguimos pro carro onde Bruno ligou uma música enquanto víamos a cidade passar.
-O que acha que é? –Bruno perguntou olhando pra mim por um segundo.
-Uma menina.
-Também acho que será uma menina. –Passei minha mão por seu cabelo e sorri pra ele. –E se ela for linda como você vou comprar uma arma e ela só vai namorar com 18 anos. –Terminou ele e eu dei uma risada.
-Ah vai sonhando, se ela for como eu, quando você estiver pensando que ela tá fazendo algo, ela já vai ter ido e voltado. –Falei provocando uma gargalhada nele, que balançou a cabeça e ficou quieto. –Senti falta da sua risada. Você é tão lindo quando está sorrindo. –Falei e ele suspirou alto.



Não deu tempo dele responder nada, pois havíamos chego no hospital então ele estacionou e descemos do carro.
Bruno pegou na minha mão e caminhamos pra dentro do hospital, até a recepção.
Na verdade eu acho que o Bruno anda exagerando, pois embora eu esteja um pouco fraca, eu consigo andar muito bem ainda, só quando fico muito tempo parada que travo um pouco, mas talvez seja só o jeito dele de mostrar algum afeto.
Nos apresentamos na recepção dizendo que tínhamos hora marcada com o Dr. McVey e a moça logo chamou uma enfermeira pra nos acompanhar até a sala dele.
-Dr. McVey, a senhorita Williams está aqui. –Ela disse e pediu que entrássemos, se retirando em seguida.
-Olá Rachel. –Disse ele entendendo a mão pra me cumprimentar. –Olá Peter. Como estão? –Perguntou cumprimentando o Bruno e fazendo menção pra que nos sentássemos.
-Estamos bem doutor. –Falei olhando de canto pro Bruno que estava distraído com algo.
-Que ótimo. Bom, vamos começar? –Falou ele e eu concordei. –Deite-se na maca, por favor, e levante sua camiseta até a altura dos seios. –Ele disse e Bruno deu uma olhada meio torta pra ele. Eu conhecia aquele olhar, era ciúmes, mas por favor, agora não.
Bruno logo tratou de chegar mais perto de mim e segurar minha mão, me fazendo sorrir. Enquanto espalhava o gel pela minha barriga, o doutor foi fazendo perguntas sobre minha alimentação, repouso, se tenho praticado alguma atividade leve e coisas do tipo.
-Bom, agora vamos ver esse bebezão. –Ele disse pegando o aparelho e passando pela minha barriga. –O que vocês querem que seja?



-Menina. –Respondemos eu e Bruno juntos.
Nos minutos seguintes o doutor apenas olhava pra maquina, mexia o aparelho e apertava botões. Aquilo já estava me deixando apreensiva e eu olhava pro Bruno hora ou outra que me dava um olhar de “tudo vai dar certo”.
-E então doutor? –Perguntei mordendo os lábios.
-Aparentemente está tudo bem com a filha de vocês.
-Ufa que bom, já pensei que tin... PERAI, VOCÊ DISSE FILHA? –Falei eufórica.
-Isso mesmo, podem comemorar, sua menininha esta a caminho. –Ele disse e lágrimas caíram dos meus olhos.
-Bruno, vamos ter uma princesinha. –Olhei pra ele que sorriu pra mim e me beijou.
-Eu sabia, nossa menininha forte igual á mãe, parabéns minha linda. –Ele disse no meu ouvido.
***
Assim que chegamos em casa, eu larguei minha bolsa no quarto do Bruno e desci as escadas bem devagar. Minha felicidade estava a mil e eu mal podia esperar pra contar pra todos.
-Hey, deveria ter me chamado pra te ajudar, não quero que desça as escadas sozinha. –Ele disse colocando meu braço ao redor do seu pescoço e me ajudando o resto dos degraus.
-Tá tudo bem Bru, eu to conseguindo. –Falei e ele não disse nada então reparei que ele estava arrumado. –Aonde vai?
-Ah, esqueci de te avisar, vou pro estúdio, mas não vou demorar. Quer que eu te traga algo quando estiver voltando? –Pediu ele.
-Não tudo bem. –Falei e ele sentou ao meu lado no sofá.
-Te amo, qualquer coisa me liga ou manda mensagem tá? –Ele disse me dando um beijo enquanto acariciava meu rosto.
-Pode deixar. Também te amo.
-É tão bom ouvir você dizendo isso. –Ele disse e eu sorri. –Tchau minha princesinha, papai volta logo viu. Não enlouquece a mamãe. –Ele se abaixou e deu beijos na minha barriga pequena ainda.
Em seguida ele saiu pela porta e eu fique ali sozinha então liguei a TV e tentei assistir algo, mas meus pensamentos estavam longe. Eu não conseguia entender o que o Bruno tinha. Só de lembrar de como ele tem sido diferente esses dias me faz querer chorar.
Ouvi a campainha tocando e demorei um pouco pra levantar e chegar até a porta, ainda limpando algumas lágrimas que escorreram.
-Oi pai, tudo bem? –Perguntei vendo ele ali na porta.
-Tudo sim, só senti saudades. Me dá um abraço. –Ele pediu e eu o abracei.
-Vem entra. –Falei abrindo espaço pra ele entrar.
-Então, tudo bem com você? Cadê o Bruno?
-Tá no estúdio. Tudo sim pai. –Suspirei fundo.
-Hey, sei que tem algo te incomodando. Conta pra mim. –Ele pediu e eu resolvi falar. Talvez ele tenha um bom conselho.
- Sabe pai, o Bruno tem agido diferente comigo desde que saí do hospital. Nós não conversamos como conversávamos antigamente e ele não fala de jeito nenhum sobre o que aconteceu no barracão. Eu sinto falta dele. Quero meu Bruno de volta. –Falei já deixando algumas lágrimas descerem pelo meu rosto outra vez.
-Ah meu amor vem cá. Não fica assim. –Ele disse me abraçando. – O que aconteceu Ray, é que agora ele está traumatizado. Ele sofreu demais com tudo isso.
-Mas eu não entendo pai, ele poderia simplesmente sentar e se abrir comigo, eu preciso que ele fale.
-Não é tão simples assim meu amor. Imagine-se na situação dele. Ele entrou na sua casa aquela noite e havia sangue por todo o chão, você estava desaparecida e mais cedo mandou uma mensagem dizendo que precisava falar com ele. Então ele te encontrou no barracão toda machucada e ficou cara a cara com o pior pesadelo da sua vida, com o homem que arruinou sua adolescência. E ainda depois, ele precisou encarar a situação de te ver toda enfaixada e impossibilitada em coma durante quase dois meses, sabendo que você estava com um filho dele na barriga. Imagine-se nessa situação. Ele passou noites e noites naquele hospital Rachel e muitas vezes teve que vir embora forçado então acho que ele só precisa de um tempo pra amenizar tudo isso. –Tudo o que meu pai falou me acertou em cheio. Era verdade, Bruno estava traumatizado, pois ele tomou toda a minha dor pra tentar me deixar melhor.
-Meu Deus pai, eu não tinha pensado desse jeito. Eu sou uma egoísta mesmo, não enxergo as coisas. –Falei abraçando-o e chorando mais.



-Não Ray, não é assim. Vocês dois sofreram demais e agora estão se recuperando juntos, e essa criança vai ser a maior força de vocês. E se aceita minha ideia, acho que deveriam fazer uma viagem. Sair de Los Angeles, ficar uns dias longe de tudo isso, só vocês. –Assim que ele disse isso, eu me lembrei da nossa viajem pra Veneza, que Bruno me deu de aniversário. Ela pode ser marcada ainda.
-Tudo bem pai, obrigada, vou fazer isso mesmo. Acho que quando ele chegar vou conversar com ele. –Falei e ele secou minhas lágrimas e sorriu.
-Isso minha filha, agora se acalme por favor, não queremos que nada aconteça com essa criança. –Ele disse repousando a mão sobre minha barriga e eu me lembrei que não havia contado a ninguém sobre a consulta de hoje a tarde.
-E falando nisso pai, acho que o senhor deveria dar oi pra sua netinha. –Falei e os olhos dele se arregalaram.
-Ray, isso é sério? –Perguntou ele todo bobo.
-Sim pai, descobrimos hoje à tarde. –Falei e ele me abraçou.
-Parabéns filha, estou feliz que vou ter o Bruno e o Connor pra me ajudar a cuidar dela, pois se ela puxar a você. –Ele disse e eu ri. Exatamente o que o Bruno me falou hoje à tarde.
Eu e meu pai conversamos mais um pouco sobre a bebê, e eu disse que deixaria pra escolher o nome dela com o Bruno, já que se eu não o fizesse era capaz dele me dizimar, então depois ele foi pra casa já que teria que trabalhar bem cedo no outro dia.
Olhei no relógio e eram dez da noite então peguei uma maçã na cozinha e subi pro quarto, tomei um banho com certa dificuldade e deitei na cama enquanto mexia um pouco no celular então logo ouço barulho da porta e Bruno chamando.
-Ray cheguei.
-To aqui em cima. –Gritei pra ele e logo ouvi seus passos subindo a escada, pisando com força então Bruno entrou no quarto e se jogou na cama, fechando os olhos. –Cansado? –Perguntei me deitando ao lado dele e fazendo carinho no seu pescoço.
-Um pouco. –Ele resmungou e eu beijei seus lábios.
Bruno gostou da ideia e logo colocou sua mão por baixo da minha blusa do pijama então parei e olhei pra ele. –Preciso de você Ray. –Ele disse subindo sua mão até meus seios descobertos e acariciando meus mamilos de leve.
-Eu também preciso de você Bruno. –Falei me sentando sobre a cintura dele enquanto nos beijávamos.
Tirei minha blusa do pijama e Bruno agarrou meus peitos com vontade, fazendo gemidos escaparem da minha boca então me virou e ficou por cima dessa vez, tirando sua calça jeans junto com a cueca e sua camiseta.
-Acho que você não precisa disso. –Ele falou puxando minha calça e calcinha de uma vez só então voltou a me beijar enquanto sua mão fazia o caminho até o meio dar minhas pernas, acariciando com vontade.
-Bruno... Eu... Não hm... Isso. –Eu dizia sem saber realmente o que queria dizer.
Bruno logo tirou suas mãos dali e então se posicionou no meio das minhas pernas, introduzindo-se em mim devagar.
-Se estiver desconfortável você me diz viu. –Ele disse movendo-se dentro de mim enquanto sua boca beijava ora meus peitos, ora minha boca. Ele sabia como me deixar doida.



Logo ele aumentou a velocidade, indo cada vez mais fundo enquanto ambos soltavam suspiros pesados e grunhidos.
-Eu to chegando. –Falei pra ele que foi mais rápido, me fazendo gozar em seguida e me fechar ao redor do seu membro.
-Ah Rachel. –Ele falou alto quando também chegou, caindo em seguida ao meu lado. –Eu te amo Ray, nunca duvide disso. –Ele falou me puxando mais perto dele e nos cobrindo.
-Eu também te amo. –Falei agarrando seu pescoço e me aninhando por ali, ouvindo ele respirar cada vez mais calmamente.
Em poucos segundos, me senti apagando em seus braços num sono profundo.

***
Espero que tenham gostado meninas.
Eu tenho reparado que o numero de cometários diminuiu tipo, demais, e isso me deixa muito triste, pois mesmo estando sem tempo eu venho aqui e tento fazer meu melhor pra vocês.
Bom, até a próxima, beijos.