sexta-feira, 27 de junho de 2014

Capítulo 9

Oi oi gente tudo bem com vocês? Voltei aqui. Bom, não me matem e comentem. 
 ***
Bruno’s POV

Os dias foram passando, os shows foram se acabando e eu só tinha mais uma semana de shows pra fazer, eu e a Ray sempre nos falávamos por telefone e nesse um mês que fiquei fora tínhamos viajado bastante e estava sendo bem cansativo.
Acabei mais um show e os caras estavam animados pra sair então resolvi sair com eles. Fui pro hotel, tomei um banho e me vesti, então desci pra encontrar os meninos.
-Eai negão. –Cheguei na surdina atrás do Kameron que se assustou.
-Tá doido mano? Não chega por trás assim não. –Ele disse com a mão no peito e eu ri.
-Que foi? Te machuquei aí atrás? –Falei e ele fez uma careta de nojo e depois rimos. –Cadê o resto?
-Tão descendo já pra gente... Ah olha eles aí. –Ele não terminou sua frase e os caras chegaram até nós.
-Eai negada, vamos? –Disse Kam pros meninos.
-Agora! –Disse Jam. –Quero pegar altas hoje. –Completou fazendo todos rirem enquanto andávamos em direção é Limusine.
-Se orienta rapaz! –Zoei dele, enterrando o boné na sua cabeça.
-Vai dizer que você também não quer pegar todas ein? –Disse ele ajeitando o boné e na hora olhei pro Phil, que era o único que sabia do meu “lance” com Ray.
-Queridinho, sou o Bruno Mars. Não vou pegar todas, só as escolhidas. –Falei e o burburinho começou. Os meninos me zoando e Phil me dando uma olhada séria, que fiz questão de desviar.
Na boate, pegamos um camarote ótimo e com muitas mulheres semi-nuas, mas dessa vez não fui eu quem escolhi, foram o Ryan e o Jam. Até o momento não havia nem parado pra flertar com nenhuma das mulheres ali presentes, estava de boa, apenas bebendo minha dose de whisky e conversando com o Phil.


-Olha lá cara. –Falei apontando pó Ryan que babava olhando pra mulher que rebolava pra ele. Phil deu risada e balançou a cabeça.
-Não zoa não Bruno, ou você acha que não fica igual? –Disse ele.
-Claro que não, sei me controlar. –Falei e tomei meu whisky num gole só e servi mais.
-Aham, sei. –Ele falou com um olhar desconfiado. –É bom mesmo.
Continuamos conversando e bebendo por mais um tempo, minha visão já estava turva e meus sentidos um pouco alterados, mas pude ver quando Phil se levantou pra ir até o banheiro e uma morena muito gostosa começou a vir em minha direção. Ela sentou-se no meu colo e começou a puxar assunto então instintivamente minhas mãos foram até suas coxas nuas.
-O que a estrela faz aqui sozinha? –Disse ela fazendo uma voz sedutora perto do meu ouvido.
-Só de boa, conversando com meu amigo. –Dei uma resposta curta e um sorriso.
-Bom, eu vi que ele saiu então achei que quisesse companhia. –Ela disse e antes que eu pudesse responder um não, ela se “ajeita” no meu colo propositalmente, provocando meus instintos e causando um certo calor entre minhas pernas. Não consegui responder, pois estava tentando disfarçar algo que crescia ali embaixo, mas ela percebeu e com um rápido movimento, se mexeu denovo. Merda, não vou aguentar.
-Estou vendo que está um pouco animado ein. –Disse ela mordendo os lábios. Já mencionei que ela era muito gostosa? –Se quiser podemos dar um jeito nisso já já. –Ela se virou de frente e colocou uma perna de cada lado do meu corpo, apoiando os joelhos no pequeno sofá do camarote. Aquilo havia sido a gota d’água pra mim então segurei-a pelos cabelos, na nuca mais precisamente, e a puxei para um beijo selvagem, mas sabia que não podíamos fazer nada ali então rapidamente a puxei pela mão, e sem avisar ninguém, saímos da boate em direção ao primeiro motel que encontrei. Peguei uma suíte qualquer e entramos.
Mal fechei a porta e ela já me atacou denovo, me prensando contra a parede e me beijando. Logo peguei sua mão e levei até minha calça que estava quase rasgando então ela começou a me acariciar por fora da calça, mas não demorou muito tempo pra que sua mão fosse pra dentro da minha cueca e começasse a me masturbar, me fazendo gemer.
Não deixei ela ali por mais muito tempo então rapidamente tirei sua roupa e a joguei na cama, tirei a minha quase tropeçando, enquanto olhava ela se tocar pra mim.
-Vem aqui gato, sou todinha sua. –Disse ela, mas antes de ir até a cama, eu peguei uma camisinha que havia na minha carteira e coloquei. Eu posso estar bêbado, mas não sou burro.
***
Depois de terminar o que fomos fazer lá, eu a deixei na porta da boate denovo, fui direto pro hotel e simplesmente me joguei na cama.
OFF

***
Sexta-feira.
Assim que saí do trabalho fui tomar um café, como eu sempre costumava fazer toda sexta-feira pra dar uma relaxada. Entrei na cafeteria, pedi meu café e fui até a esquina comprar meu jornal, o que me fez lembrar do dia em que conheci o Bruno, então fiz uma nota mental de não andar lendo pra não ocorrer como aquela vez, se bem que foi muito legal. Acho que ninguém nunca entende o porquê de eu pegar o café e ir tomar lá fora então vou explicar: Bem, eu amo o frio e eu gosto de sentir o frio enquanto tomo café, é uma sensação ótima e é isso. Enfim, peguei meu café e terminei de tomar sentada no banquinho de praça que tem ali na frente e depois fui pra casa.
Assim que cheguei fui tomar um banho e depois comer enquanto olhava meu twitter e facebook pelo celular. Não tinha muita coisa de interessante, exceto pelo fato de muitas pessoas estarem me mandando tweets com o mesmo link. Cheguei a ficar com medo de abrir, pois poderia ser um vírus ou seilá, mas sou muuuito curiosa então abri e logo de cara estava uma foto enorme do Bruno agarrado com uma mulher e uma matéria que dizia sobre a possível hipótese de ele estar me “traindo”  pois de acordo com a mídia somos namorados. Também tinha uma outra foto em que a mulher estava com uma perna de cada lado dele e ele segurando no cabelo dela enquanto se beijavam.


Enquanto eu olhava pras fotos, senti algo que não sei o que é. Meu peito queimava e pela primeira vez desde que conheci o Bruno, senti uma vontade imensa de não olhar nunca mais pra cara dele, mas realmente não sei o motivo pelo qual estou sentindo isso. Seja lá o que foi “isso”.
Na verdade eu tenho uma suspeita, mas acho meio difícil que seja isso que estou pensando. Resolvi ligar pra Andréa então, pra perguntar, pois provavelmente ela sabe.
-Alô. –Diz ela com uma voz ofegante ao telefone depois do quinto toque.
-Oi Andréa, é a Ray. Atrapalhei alguma coisa? –Perguntei imaginando que ela poderia estar com o carinha que conheceu outro dia quando saímos.
-Ah oi Ray. Não atrapalhou não, pode falar. –Disse ela rindo.
-Então, é o seguinte: O que significa quando você vê seu amigo ou namorado perto de uma mulher e tem vontade de matar os dois? –Assim que eu terminei de falar ela deu uma gargalhada.
-Olha Ray, o nome disso é ciúmes e geralmente acontece quando você gosta de alguém. –Ciúmes? Não pode ser. Essa foi minha suspeita, mas é impossível eu estar com ciúmes do Bruno. –Deixa eu adivinhar. Bruno não é? –Ela voltou a falar me tirando dos meus pensamentos.
-É, ele mesmo. –Bufei!?
-Vai me contar tudo segunda-feira.  –Disse ela me fazendo rir.
-Vou sim. Agora vou desligar, muito obrigada. E eu sei que te atrapalhei então pode voltar ao que estava fazendo. –Falei e rimos.
-Tudo bem, até segunda Ray.
-Até. –Falei e desligamos.
Depois dessa merda de matéria e essa merda de sentimento que eu estou odiando, eu fui tomar um banho pra ver se conseguia relaxar, mas não deu muito certo então deitei na cama e logo meu celular toca. Era o Bruno.

Bruno’s POV

Acordei no outro dia com uma puta dor de cabeça então levantei da cama e olhei no relógio, já passava do meio dia. 


Olhei pro quarto e olhei pra mim, então me lembrei do que aconteceu noite passada. Bom, nem tanto, eu só lembro que peguei uma morena. Enfim, tomei um remédio e depois fui pro banho então quando tinha acabado de me vestir, ouço alguém gritando meu nome enquanto quase arromba a porta do quarto.
-BRUNOOOOOOOO! –Não era um simples alguém, era o Phil.

***
Então gente o que acharam? Negócio é o seguinte, vai ser assim, quanto menos comentários, mais tempo vou demorar pra postar e menor serão os capítulos. Poxa, eu sei que é chato, mas não custa nada comentar um simples "continua" pra eu saber se estão gostando ou não.



domingo, 22 de junho de 2014

Capítulo 8

<3 como estão meninas liamdas? Bom demorei sim, mas comoeu disse, vida corrida hehe Aproveitem.
E muito obrigada, Caroliny e Adriana por comentarem e sempre pedirem mais capitulos <3
***

Bruno’s POV



-Sim cara, o que foi? –Me ajeitei no sofá. Ele sentou ao meu lado me olhou por um tempo.
-O que tá acontecendo entre você e a Ray? –Perguntou ele querendo rir, mas mantendo a pose de sério. Quando ele perguntou, eu engoli a seco e cocei a nuca. Droga, eu não podia ter feito isso.
-Nada cara, por que acha isso? –Perguntei desviando dele e olhando pro chão.
-De certo porque você acabou de coçar a nuca, pelo que você me falou no telefone e pelo fato de eu ter visto vocês se pegando no aeroporto, mas tirando isso nada. –Ele falou e eu não consegui segurar o sorrisinho bobo, mas logo fechei ele.
-Alguém mais nos viu lá? –Olhei serio pra ele.
-Acho que não, o Phred tava pagando a conta.
-Ainda bem. –Respirei aliviado.



-Mas então, vai me explicar o que aconteceu agora? –Ele arqueou uma sobrancelha.
-Basicamente, estamos ficando, eu acho.
-Ahh negão, sabia que você tava na espreita. –Ele falou e eu ao me aguentei e ri.
-Não cara, quando você me ligou, me chamando pra sair, foi quando ficamos pela primeira vez, mas não passou de um beijo. –Contei um pouco da história pra ele que ouviu tudo com atenção.
-Tá cara, mas e esse sorrisinho bobo aí? –Lawrence, não deixa passar uma.
-Ela me deixa doido mano. Não entendo como. –Falei lembrando dos nossos olhos bem próximos, depois do nosso primeiro beijo.



-Ei, não baba viu. Sério mesmo? E por que não vão adiante com isso. –Ele perguntou e meu sangue gelou na hora. Não vou esconder as coisas do meu melhor amigo, mas agora eu não sei como dizer. Não sei como contar que estou gostando dela, mas ela não gosta de mim por que nunca amou alguém.
-Eu... É... O show vai começar, vamos? –Falei olhando pro relógio.
-Esperto Bruno, mas depois você não me escapa, vamos terminar essa conversa o mais rápido possível.
-Tá bro, vamos logo. –Falei e fomos saindo do camarim.
OFF

Depois que Bruno embarcou eu peguei meu carro e fui pra casa, fiquei o caminho inteiro lembrando dos nossos beijos, não sei porquê.
Assim que entrei em casa, o cheiro dele me encheu as vias respiratórias, me deixando quase alcoolizada, mas ao mesmo tempo me deixou com saudades e eu precisava dar um jeito nisso, senão ia acabar não muito bem. Já que eu ainda tinha a metade do sábado livre eu resolvi dar uma geral na casa, que estava precisando então comecei tirando pó das coisas, depois levantei tudo o que pude e limpei o chão todo. Assim que terminei, arrumei as coisas nos seus devidos lugares, comi alguma coisa e tomei um banho, me joguei na cama e fiquei vendo Tv.
Quando eram umas onze da noite, eu ainda estava deitada na cama, escutei meu celular tocar. Olhei no visor e vi o nome do Bruno então atendi.
-Oi. –Falei um pouco sem animo.
-Oi Ray, tudo bem? Que voz é essa? –Meu Deus, como o Bruno é exagerado.
-Tudo, só estou um pouco cansada, fiz faxina hoje. –Respondi respirando fundo. Mas a verdade é que eu não estava tão cansada assim, apenas um desanimo tomou conta de mim, do nada.
-Ah tá. –Ele disse e ficou em silêncio, me possibilitando ouvir sua respiração alta. –Hmm, o que tá fazendo?
-To deitada na cama, vendo Tv. E você? –Me virei de barriga pra baixo e me apoiei no travesseiro.
-To no quarto do hotel, deitado também, sem fazer nada. –Bruno sem fazer nada depois de um show? É isso mesmo?
-Ué, não quis sair hoje? –Perguntei.


-Não, fiquei sem vontade. –Ele falou com um tom de voz um pouco baixo, acho que ele está cansado do show.
-E o show como foi?
-Foi ótimo, eu estava com saudade disso tudo. –Sua voz aumentou um pouco o tom, era perceptível a animação na sua voz agora. Bruno realmente ama o que faz. –Mas por outro lado é ruim ficar longe de casa, da família e... –A animação sumiu e ele não terminou a frase.
-E? –Pedi que ele continuasse.
-Nada não. Ray, vou desligar agora que aqui já está bem tarde tá? –Senti uma rápida mudança de assunto, mas não liguei.
-Tudo bem, beijos Bru. –Falei sorrindo.
-Beijos e boa noite Ray. Dorme com Deus. –Ele falou de uma maneira suave e fofa.
-Você também Bru, boa noite. –Falei e desligamos.
Levantei, peguei meu cobertor bem quentinho e joguei sobre a cama, escovei os dentes e deitei então alguns minutos depois eu já estava dormindo.
***
Acordei no meio da noite suando e chorando, eram os pesadelos denovo. Era isso que eu temia que acontecesse, e agora estou sozinha...


Levantei da cama e fui até o banheiro, lavei o rosto e fiquei andando pela casa inteira, de um lado por outro sem saber o que fazer. Eu não queria ter que fazer isso outra vez, mas era mais forte do que eu então segui meu caminho decidida a ir até a cozinha e abrir uma garrafa de vinho, mas quando passei pela sala, senti um cheiro familiar, um cheiro maravilhoso e que me fez até esquecer o que eu estava fazendo. Me virei em direção ao sofá e no braço dele estava uma camiseta pendurada, mas não uma camiseta qualquer, a camiseta do Bruno. Peguei aquela camiseta e instintivamente inalei o cheiro deixado nela enquanto fazia meu caminho de volta pro quarto então me deitei na cama, ainda com a camiseta perto do rosto e adormeci denovo, sentindo o cheiro maravilhoso que ele tem.

Bruno’s POV

Assim que terminamos o show, eu fui pro camarim tomar banho e comer algo antes de decidir o que fazer então sem nem bater na porta, Phil entra e senta na poltrona.
-Eu já sei viu, nem precisa me olhar com essa cara. –Falei pra ele enquanto ele me olhava com uma cara de “temos que conversar, lembra?”.
-Que bom que sabe. –Disse ele e eu mostrei o dedo do meio pra ele que riu. Peguei uma maça e me sentei no sofá em frente a poltrona que ele estava.
-Vamos acabar logo com isso por favor. –Falei e ele concordou. –Bom, é o seguinte, lembra o dia em que fui no cemitério?
-Lembro, o que tem? –Ele se ajeitou na poltrona, curioso.
-Eu liguei pra Rachel e pedi pra ela ir comigo, mas ela disse que não podia, porque tinha um lugar pra ir, e não quis me dizer onde foi. Até aí beleza, mas quando eu cheguei no cemitério eu vi alguém chorando mais pra frente e era ela, no túmulo da mãe dela. –Fui falando a história toda e ele foi ficando intrigado. Falei até da parte do estupro, que o deixou abismado, assim como eu fiquei.
-Mas e o que tudo isso tem a ver com vocês não irem mais adiante com essa ficada? –Perguntou ele e denovo eu fiquei com o sangue gelado.
-Phil, você já conheceu alguém que não consegue amar?
-Acho que não. Como assim?
-A Rachel cara, ela nunca amou ninguém, nunca teve um relacionamento e nem nada disso, ela não sente amor. É por isso que não temos nada. Nós só estamos ficando porque eu to insistindo nisso. –Ele ficou mudo quando terminei de falar.
-Bruno eu... Nem sei o que dizer, mas de uma coisa eu sei, a Rachel precisa mais de você e de pessoas que gostem dela, do que ela mesma pode imaginar.
-É cara, eu sei, mas vamos parar de falar disso. –Pedi e ele concordou.
-Quer sair hoje? –Pediu ele?
-Não cara, to de boa. Vou pro hotel descansar, já que temos um bom tempo de show ainda. –Falei. Nós estávamos fazendo shows promocionais, pois a turnê já havia acabado então antes de começar dezembro eu já estaria de volta a L.A de folga.
-Então tá bro, fica bem lá, falou. –Fizemos um cumprimento com a mão, eu agradeci e ele foi.
Cheguei no hotel, coloquei uma roupa de dormir e fiquei deitado na cama por um tempão, mas um tempão mesmo então quando já era de madrugada eu resolvi ligar pra Rachel, pois sabia que lá não era tarde ainda.
OFF

***
Os dias foram passando, e por incrível que pareça eu estava dormindo melhor depois daquele dia. Eu e o Bruno nos falávamos sempre que dava e ele sempre fazia palhaçadas ao telefone. Eu mudei alguns hábitos que eu tinha, mas assim, do nada. Eu não tinha o costume de abrir a casa nunca e comecei a fazer, comecei a escutar musica alta e a ver filmes de comédia comendo porcarias, eu sorria pro nada e cantarolava o dia inteiro. Eu e a Andréa saímos várias vezes pra nos divertir em baladas, bares e essas coisas, ela até conheceu um carinha bem legal. Ainda falta uma semana pro Bruno chegar e eu estou com saudades dele, mas sei que ele está feliz fazendo seus shows e que logo logo entra de férias.
-Rachel, posso entrar? –Diz Andréa batendo á minha porta do escritório que já estava aberta.
-Claro. O que foi?
-Trouxe umas notas fiscais pra você, e uma má notícia. –Disse ela enquanto eu guardava as notas em uma gaveta.
-Ai ai, o que foi dessa vez? –Falei e ela riu da cara que eu fiz.
-Bom, tivemos um carregamento que tombou perto de Santa Clarita Hills, e o proprietário da carga está doido. –Ela falou e eu cocei a cabeça.
-Droga! Diz pra ele vir aqui assim que puder pra eu resolver esse assunto. –Falei e ela concordou, então logo se retirou da sala. Terminei de organizar uns recibos de umas cargas em andamento, guardei tudo numa gaveta e fui arrumando as coisas pra ir embora. Ainda bem que amanha é sexta-feira.


***
E então, o que acharam? Estou aceitando críticas construtivas e tals hehe Não sei quando posto o próximo, mas espero que em breve.

sábado, 14 de junho de 2014

Capítulo 7

Amores olha só quem está aqui hueheueh espero que gostem <3
***

Acordei lentamente com um pouco de sol que invadia o quarto então olhei pro Bruno que dormia profundamente com seu rosto visivelmente cansado e sua mão ainda na minha cintura. Tirei sua mão com cuidado e me levantei pra fechar a cortina, depois fui até o banheiro e em seguida saí do quarto e encostei a porta.
Fui até a cozinha e comecei a preparar o café, eram nove e meia quando terminei de arrumar tudo pra comermos então voltei até o quarto pra chamar o Bruno. Cheguei bem perto da cama e me abaixei.
-Bru, acorda. –Falei mexendo em seu braço e ele nem se mexeu. –Brunoo, acorda, vem tomar café. –Fiz carinho no seu rosto e ele foi abrindo os olhos devagar então assim que os abriu completamente olhou pra mim e sorriu.


-Bom dia Ray. –Ele falou com sua voz rouquinha.
-Bom dia Bru. –Sorri de volta. –O café tá pronto viu, estou te esperando ali na cozinha. –Beijei sua bochecha e sai do quarto. Cheguei na cozinha e me sentei pra tomar café então logo Bruno apareceu na cozinha ainda com cara de sono e mexendo no cabelo. Sorrimos um para o outro então ele sentou no lugar á minha frente na mesa e começou a comer.
-Dormiu bem? –Perguntou ele enquanto servia café.
-Sim e você?
-Muito bem. –Ele sorriu abertamente e olhou pra baixo, ai ai.
-Que horas você viaja? –Confesso que perguntei com um pouco de medo de que ele dissesse “daqui a pouco” e tivesse que sair agora.
-Depois do almoço. –Não era daqui a pouco, mas tínhamos pouco tempo juntos. Eu gostava muito de estar na companhia do Bruno, ele sempre me fazia rir e sempre usávamos nosso tempo pra esquecer de trabalho e essas coisas então sempre foi muito bom estar com ele, e depois desses últimos dias, não sei como vai ser.
-Ah tá. –Falei num suspiro então ele atravessou a mesa com sua mão e repousou-a sobre a minha que também estava em cima da mesa.
-Vai no aeroporto comigo? –Perguntou ele.
-Vou sim Bru. –Denovo ele soltou seu lindo sorriso.
***
-Bom acho que essa é a ultima. –Disse ele trazendo sua terceira mala até a sala da sua casa.
-Bom, vamos então? –Perguntei. Ele ia ficar um mês viajando e aquilo realmente me deixou meio pra baixo, pois eu tenho medo de começar a ter crises de pesadelos.
Fui me virar pra abrir a porta da casa dele quando sinto sua mão sobre meu braço.
-Ray, espera um pouco, não precisamos ir agora. –Ele me puxou pra bem perto dele, me fazendo sentir seu hálito fresco e o cheiro de sua colônia. Ele ficou olhando pros meus olhos e meus lábios, respirando calmamente.
-Bruno, acho que você não devia fazer isso. Eu não quero te magoar e nem quero que nossa amizade acabe. Você sabe que eu não sinto o mesm... –Ele me cortou nessa parte, colocando seu indicador sobre meus lábios.
-Por favor Ray, não faz isso comigo. Eu juro que não vou cobrar nada de você, só preciso que me deixe aproveitar esse sentimento um pouco, sem compromisso nenhum. -Ele fechou os olhos e colocou suas mãos sobre minha cintura enquanto me prendia contra a porta. Eu não quero de forma alguma que um de nós saia machucado nessa história, muito menos que seja o Bruno, pois ele não tem culpa de nada, mas eu também não quero ver ele aqui na minha frente implorando por isso enquanto eu recuso, dizendo que não gosto dele.
-Eu preciso me despedir de você, de forma digna. –Continuou ele encostando sua testa na minha então eu suspirei fundo e acenei que sim com a cabeça. Bruno inclinou seus lábios sobre os meus e meu beijou calmamente, apreciando o beijo, e eu correspondi colocando minhas mãos em volta do seu pescoço enquanto suas mãos seguravam minha cintura com firmeza.
Ele foi diminuindo a velocidade e aos poucos foi parando o beijo em meio a alguns selinhos, mas logo voltou a me beijar, sugando meus lábios de uma forma deliciosa. Não queria pensar nada a respeito disso, mas sei exatamente onde iríamos acabar se não parássemos com aquilo então lentamente eu fui nos separando e assim que abri os olhos vi Bruno sorrindo pra mim.
-Obrigado. –Disse ele apenas mexendo os lábios, sem som algum, me dando um beijo na testa em seguida.


-Vamos? –Perguntei e ele acenou que sim com a cabeça então ele pegou duas de suas malas e eu peguei a outra, levamos pro meu carro e entramos. Fomos até o aeroporto sem dizer uma palavra, apenas escutando o rádio. Estava tocando uma musica um pouco antiga e logo que começou a outra. A música começava ao som de violinos e logo depois uma voz suave e muito bonita começava a cantar.

You should've known, I love you
(Você deveria saber, eu te amo)
Though I’ll never say it too much
(Mesmo que eu nunca diga isso muito)
Maybe you didn’t get me
(Talvez você não tenha me entendido)
Maybe I’ll never know, what I done
(Talvez eu nunca saiba o que eu fiz)

Quando a musica começou, Bruno prestou atenção na letra e começou a sorrir sozinho e ás vezes eu percebia que ele estava me olhando. Obvio, a letra da musica dizia tudo e eu já a conhecia, só não queria que ele conhecesse. Ele vai lembrar quando chegar no refrão, tenho certeza.
Dito e feito, a musica chegou na parte final do refrão e Bruno arregalou os olhos.

Bruno’s POV

Quando a musica chegou na parte final do refrão e eu ouvi aquela frase, várias lembranças vieram á minha mente.
“All you had to do, was show me Love”
(Tudo o que você tinha que fazer era me mostrar o amor.)

Eu lembrei do dia do cemitério, em que encontrei a Rachel no túmulo da mãe dela e quando olhei pra lápide lá estava essa frase. Não havia entendido muito bem, até ele me contar a história toda.
Eu não quis tocar nesse assunto com ela agora, pois não queria viajar e deixar ela mal então apenas continuei escutando a musica até chegarmos no aeroporto.
Assim que chegamos eu estacionei, já que ela quis que eu viesse dirigindo, e descemos com as malas. Os caras já estavam ali esperando sentados então fomos até eles.
-Eai galera. –Falei e eles me olharam.
-Eai bro. –Disse John e batemos as mãos. –Oi Rachel. –Disse pra ela que respondei com um “oi” e sorriu. Falamos um pouco com os outros meninos mas eu notei que estava faltando alguém.
-Jam, cadê o Phil e o Phred?
-Ah, eles foram comer alguma coisa. –Disse ele concentrado no celular.
-Hmm tá, valeu. Vou ali falar com ele. A que horas sai o voo?
-Sai em 40 minutos. –Disse ele.
-Tá valeu cara. –Falei. –Ray, quer ir comigo ali? –Perguntei antes de sair.
-Pode ser. –Disse ela começando a andar. Fomos até uma lanchonete/restaurante que estava bem vazia e lá estavam eles sentados numa mesa, rindo de alguma coisa e comendo hambúrgueres.
-Opa, olha quem chegou. Demoraram ein pombinhos. –Disse Phredley e eu não pude deixar de sorrir, mas Rachel ficou confusa.
-Cala a boca negão, se liga. Somos só amigos. –Falei empurrando o braço dele, que riu. Nos sentamos e pude ver que ela estava com as bochechas vermelhas.
-Se você tá dizendo. –Ele falou e os dois riram, o que nos levou a rir também.
-Vão comer? –Perguntou Phil.
-Hmm acho que não. A não ser que você queira? –Falei olhando pra Rachel.
-Não tudo bem, to sem fome mesmo. –Disse ela e eu concordei. Ficamos conversando com os meninos e fazendo piadas idiotas então os meninos se levantaram e foram pagar a conta, deixando apenas eu e a Ray na mesa. Me virei pra ela e fiquei encarando-a, como era linda.
-O que foi? –Perguntou ela desviando o olhar de mim.
-Hm nada.  –Falei pensativo, olhando pra sua boca que estava extremamente convidativa a um beijo. Sem dizer nada, me aproximei dela e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, me ajeitei na cadeira e continuei me aproximando.
-Bruno, acho que aqui não é um bom lugar. –Disse ela olhando nos meus olhos.
-E por que não? Não tem ninguém aqui, os meninos estão pagando a conta. Só um beijinho não faz mal a ninguém certo? –Falei acariciando sua bochecha. Ela sorriu convencida.
-Eu ainda te mato viu. –Ela riu baixinho e me deixou beijá-la. Eu coloquei minha mão em sua nuca e ela colocou as duas no meu rosto. O gosto do beijo dela era maravilhoso, viciante, não sei como vou viver sem ele durante um mês.



Ouvimos a chamada do embarque então nos separamos devagar, ela sorriu tímida e olhou pro chão então nos levantamos e fomos.
***
Estávamos a alguns minutos antes do show, eu estava no camarim relaxando um pouco quando ouço alguém bater na porta.
-Entra. –Falei e a porta abriu.
-Oi cara, podemos conversar? –Disse Phil. Iihh eu já até sabia o que vinha por aí.
***
Lindas, digam o que acharam viu, pois só vou postar com uma boa quantidade de coments. Beijos e até o próximo. 
Ps: Queria pedir uma coisa pra vocês, se puderem divulgar a fic pra alguém eu ficaria muito feliz sabe hehe Obrigadaa

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capítulo 6

Oláááá meninas. Tudo bem com vocês? Bem aqui estou eu denovo. Espero que gostem.
***
Bruno’s POV



Ela me beijou? Sim, Rachel simplesmente me virou e me beijou.
Eu não sei o porquê ela fez aquilo, e no começo fiquei surpreso, mas logo depois eu coloquei uma mão em sua nuca, e outra na sua cintura, e nos deixei levar pelo calor do momento. E naquele momento, eu senti como se estivéssemos apenas nós no mundo, sem pressa e com tempo suficiente para amar, ou melhor, pra eu amar. Eu senti a mesma coisa que senti da primeira vez em que ficamos tão próximos, quando caímos no chão da minha casa, mas dessa vez, estávamos realmente nos beijando, sentindo um ao outro.
Fomos parando o beijo devagar, ainda com os olhos fechados e com minha mão sobre sua nuca, podendo a qualquer momento puxá-la pra mais um beijo.
OFF

A sensação de beijar ele é realmente inexplicável, mas não me fez sentir como todas as pessoas dizem que é o amor, com borboletas no estômago, tremedeiras e tudo mais.  Aquilo foi simplesmente um beijo, o que me deixava muito triste, pois eu não iria poder recompensar o que ele queria.
Acabamos o beijo mas continuamos próximos, eu estava com os olhos fechados, sentindo sua respiração quente perto dos meus lábios. Ficamos assim por algum tempo e por várias vezes um pequeno pedaço de nossos lábios se encostava denovo, mas nenhum beijo aconteceu depois disso então abrimos os olhos juntos e pude ver o enorme sorriso que se formava em seus lábios.


-Promete que não vai embora? –Perguntei bem baixinho
-Promete que vai parar de me esconder as coisas? –Ele pediu e eu abaixei a cabeça suspirando então sua mão pegou meu queixo e o levantou, fazendo nossos olhos se encontrarem. –Rachel, eu quero que saiba que, mesmo que isso possa talvez não significar nada, eu ainda sou seu amigo, e nunca, em momento algum quero que tenhamos algo a esconder. Quero que saiba que eu sempre estarei aqui se você precisar chorar viu. –Ele disse passando seu dedo pela minha bochecha e eu sorri concordando. Fomos abraçados até o sofá, nos deitamos e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo.
-Me desculpa? –Eu perguntei pra ele.
-Pelo que Ray?
-Por não poder corresponder seu sentimento. –Fechei meus olhos e deitei no sue peito. Foi possível ouvir ele suspirar antes de falar algo.
-Tudo bem. –Ele disse e ficamos em silêncio. Eu sabia que ele queria falar alguma coisa, pois várias vezes o peguei olhando pra mim com um olhar de curiosidade.
-Pode perguntar Bruno, fala logo. –Falei e ele começou a se ajeitar no sofá.
-Você nunca namorou? –Era exatamente ai que ele queria chegar.
-Não Bru, nunca, cheguei a ficar com alguns, mas não passou de ficada de balada.
-Então você ainda é... –Mais uma vez não deixei ele terminar a frase.
-Não, não sou. –Falei rispidamente e minhas lágrimas começaram a cair, mas que droga, cadê a mulher que nunca chorava? Eu escondi o rosto com as mãos até minhas lágrimas pararem de cair. Tirei as mãos do rosto e olhei pra ele, que estava com uma cara de quem não estava entendendo nada, ou estava e não queria perguntar.
-Rachel, o que realmente aconteceu? –Ele perguntou com olhar espantado e uma voz tremula.
-Lembra que eu disse que minha mãe casou denovo? –Ele apenas foi concordando e arregalando mais os olhos á medida que eu falava. –Então, eu nunca gostei desse marido dela, e sempre o ignorei dentro de casa, e acho que ele me odiou por isso. –Quando falei, as lembranças vieram á minha memória como se tudo tivesse ocorrido ontem, e eu senti aquela repulsa toda.
-E...? –Perguntou ele ainda sem entender. Eu estava tentando explicar de um jeito mais fácil, mas não tem como, vou falar.
-Bruno eu... –Tentei falar e a frase entalou na minha garganta então ele segurou minha mão com força e acenou com a cabeça, num gesto de compreensão. Eu respirei, soltei o ar e falei:
-Eu fui estuprada. –Não consegui terminar a frase e me encolhi no sofá, num choro incessante, tremendo.
-Ai meu Deus Ray. –Disse ele e me abraçou, me tirando da posição encolhida que eu estava, passando a mão nas minhas costas e afagando meus cabelos.

Bruno’s POV

Estuprada! Estuprada!
Isso martelava na minha cabeça, mas de um jeito ruim, como se pedras estivessem me atingindo forte. Eu não conseguia imaginar a dor de uma mulher que sofre esse tipo de violência, mas o que eu vi foi a Rachel chorando, derramando lágrimas como se fosse chuva, e grunhindo alguma coisa que não dava pra perceber. Eu queria poder tomar toda a dor dela pra mim, nesse momento mais do que tudo eu queria poder protegê-la desse mundo, como se ela fosse um cristal frágil. Eu não julgo ela por nunca ter tido a chance de amar, com uma mãe que a desprezava, e agora eu entendo o que eu via nos olhos dela toda vez que nos aproximávamos. Era medo, de um passado escondido, de se machucar denovo.
Fiquei por um tempo abraçado nela, tentando acalmá-la, mas a cada minuto que passava só se ouvia mais choro e mais lágrimas rolavam sem parar. Eu não conseguia mais ver ela chorando, mas não sabia o que fazer.


-Calma, vai ficar tudo bem Ray, eu to aqui com você. –Falei baixinho fazendo carinho em sua cabeça e aos poucos ela foi se acalmando e o choro deu lugar a soluços. Eu a deixei deitada no sofá, ela não falou nenhuma palavra mais, cobri ela e fui pegar meu celular, que tinha uma ligação perdida do Phil.
-Ray, eu vou ali no quarto fazer uma ligação e já volto. Qualquer coisa me chama. –Falei e ela apenas acenou com a cabeça, sem olhar pra mim então saí da sala e fui até a cozinha, disquei o numero do Phil e esperei ele atender.
-Finalmente Bruno. –Disse ele, mas não em tom de quem estava bravo. Pude ouvir um barulho ao fundo, mas não reconheci quem estava lá.
-Foi mal cara, o que foi? –Perguntei em tom de preocupação.
-Na verdade não foi nada. Os meninos nos convidaram pra sair hoje, beber um pouco e se divertir já que amanha voltamos a viajar. –Disse ele. Droga, eu me esqueci que amanha já tem show e vamos viajar logo depois do almoço.
-Ah cara, não vou não, valeu pelo convite. –Falei coçando atrás da cabeça. Eu não iria sair daqui de jeito nenhum, não com a Ray nesse estado.
-Ei cara você não tá bem. O que aconteceu? –Phil perguntou.
-Nada não bro, por que acha isso?
-Eu não acho Bruno, eu te conheço, tenho certeza disso. E tenho certeza também que nesse momento está coçando a nuca, pois está preocupado com algo. –Ele falou e na mesma hora eu tirei minha mão da nuca. Sim, o Phil me conhece melhor que ninguém.
-Amanha conversamos, eu to aqui com a Rachel agora. Sei o que você tá pensando agora, mas não pense, o assunto é mais serio do que isso. –Falei olhando pra ver se ela não estava por aqui. Enquanto falava com ele, olhei pela janela percebendo que era quase noite já.
-Mas tá tudo bem? Quer que eu vá ai ou...?
-Não precisa, valeu mesmo Phil. Amanha nos vemos. –Falei suspirando.
-Ok, até amanha bro. –Disse ele e desligamos.
Voltei pra sala e Rachel continuava com os olhos fixos no chão, não se mexeu nem falou nada. Olhei no relógio, sete e meia da noite, fui até a cozinha e preparei algo pra ela comer, levei até a sala e deixei na mesa de centro.
-Ray, vem comer alguma coisa, não comeu nada a tarde inteira. –Peguei sua mão e ela me olhou, não estava com muita motivação, mas mesmo assim se ajeitou no sofá e começou a comer devagar, ainda sem falar nada.
OFF

-Ray, vem comer alguma coisa, não comeu nada a tarde inteira. –Bruno pegou minha mão então olhei pra ele. Eu não estava com o menor animo pra nada, mas me levantei e comi, pois eu estava com fome e ele teve o trabalho de preparar pra mim. Comi devagar e sem falar nada enquanto Bruno ficava me olhando.
-Não vai comer? –Perguntei, minha voz saiu rouca e um pouco falhada devido ao choro.
-Não obrigada, estou sem fome. –Disse ele. Então continuei comendo e logo terminei.
-Obrigada. –Tentei sorrir, mas acho que não deu certo então ele pegou a bandeja e levou até a cozinha, voltando em seguida.
-Quer deitar? –Perguntou. Eu acenei que sim com a cabeça.
-Vou tomar um banho primeiro. –Falei.
-Tudo bem, vou também em seguida.
***
Estava deitada na cama quando o Bruno saiu do banho já vestido secando o cabelo.
-Ray, se não se importa, vou deitar ali na sala, se precisar é só me chamar. Tudo bem? –Perguntou ele.
-Bru, não vou deixar você dormir naquele sofá denovo. Fica aqui. –Falei olhando pra ele já na porta.
-Mas eu... –Tentou argumentar.
-Por favor. –Ele não falou mais nada, apenas andou a te minha cama e deitou ao meu lado.
-Tá melhor? –Perguntou ele olhando nos meus olhos. Eu acenei que não com a cabeça e ele apertou os olhos, como se quisesse segurar o choro.
-Eu sinto muito por tudo isso. –Disse ele com um olhar compreensivo. Senti meu rosto esquentar e uma lagrima cair do meu olho. Ele secou a lágrima e fez carinho em meu rosto.
-Você não tem culpa, muito pelo contrário, está me ajudando. –Falei e ele abriu um pequeno sorriso. Eu cheguei mais perto dele devido ao frio, ficamos bem próximos então ele me abraçou pela cintura.
-Ray, vou viajar amanha, tenho shows pra fazer. Quero saber se vai ficar bem aqui sozinha? –Ele perguntou, então me virei ficando de costas pra ele, mas sua mão continuou na minha cintura.


-Vou sim. –Falei. Mas a verdade é que eu posso não ficar bem, eu não sei o que pode acontecer. Não falamos mais nada depois disso, mas nenhum dos dois conseguiu dormir, ele percebeu que eu também estava acordada então logo ouvi sua voz baixinha ecoando em meus ouvidos.

This is our last night but it's late
(Essa é a nossa ultima noite, mas está tarde)
And I'm trying not to sleep
(E eu estou tentando não dormir)
Cause I know, when I wake
(Pois eu sei que quando eu acordar)
I will have to slip away
(Terei que ir embora)

Ele me puxou pra mais perto dele e colocou seu rosto na curva do meu pescoço, continuando a cantar.

And when the daylight comes I'll have to go
(E quando a luz do dia chegar, eu terei que ir)
But tonight I'm gonna hold you so close
(Mas essa noite eu vou te abraçar forte)
Cause in the daylight we'll be on our own
(Porque na luz do dia estaremos por conta própria)
But tonight I need to hold you so close
(Mas essa noite eu preciso te abraçar bem forte)

Sua voz angelical foi aos poucos me acalmando e meus olhos foram ficando pesados então logo eu cai no sono ouvindo a ultima frase da musica.

                But tonight I need to hold you so close.
                (Mas essa noite eu preciso te abraçar bem forte)



***


E então, o que acharam?? Espero que tenham gostado e espero que comentem, pois eu vejo que várias pessoas curtem mas eu tenho poucos coments :/ poxa isso desanima. Se não quer comentar no blog, pelo menos comenta na postagem no face. Serei malvada pra postar o próximo. Bjs