segunda-feira, 26 de maio de 2014

Capítulo 5

Meninaaas, desculpem a demora, mas eu to aqui. Eu tava cheia de trabalhos pra fazer e tals, mas voltei e hoje tem haha espero que gostem.
 ***


Acordei com uma sensação de disposição, mas ao mesmo tempo sentia algo pesado no meu corpo, algo que me deixava sem vontade de sair da cama, mas tenho que levantar, hoje ainda é sexta e eu tenho trabalho.
Esfreguei os olhos e olhei em volta tentando me lembrar do porquê de eu estar no sofá.
-Bom dia! –Ouvi uma voz atrás de mim então olhei pra trás e vi Bruno me encarando com aqueles olhos castanhos incrivelmente lindos, porém, cansados. Ai que droga, acabei de me lembrar o que aconteceu, e o Bruno deve ter ficado acordado a noite inteira.
-Bom dia. –Falei e fui me levantando pra sentar no sofá.
-Tudo bem? –Perguntou ele.
-Acho que sim. –Soltei um sorrisinho. –Bruno, você ficou a noite toda acordado?
-Aham.
-Por que fez isso? Poderia ter ido dormir no quarto, na cama confortável. –Falei e ele riu.
-Eu fiz por que você precisava, e por que eu senti que deveria fazer, você é minha amiga e eu não iria te deixar aqui sozinha tendo pesadelos. –Ele falou me desarmando totalmente, pois eu sei que se ele não estivesse ali eu não iria dormir nada.
-Mas... –Tentei argumentar, mas nada me veio á cabeça. –Tudo bem você venceu, obrigada Bruno. –Suspirei alto.
-Ok, agora por favor, vá se arrumar pro trabalho. –Disse ele sorrindo e eu me levantei.
-Tudo bem, mas eu exijo que você fique aqui e descanse o quanto precisar que hoje eu venho embora na hora do almoço. –Falei pra ele que concordou. –Vou deixar minha cama arrumada ali pra você, pode dormir nela. –Falei e fui pro banho correndo, depois me vesti e me arrumei, preparei a cama pro Bruno e voltei até a sala pronta pra sair. Eu poderia deixar ele dormir no outro quarto, mas como eu moro sozinha e ninguém vem dormir aqui, o quarto está uma zona.
-Não vai tomar café? –Perguntou Bruno enquanto eu pegava as chaves do carro apressada.
-Não dá tempo, vou pegar algo no Starbucks e como no trabalho.
-Ahh ta. Bom trabalho então. –Disse ele sorrindo, mas mesmo assim dava pra ver a cara de cansado dele.
-Obrigada Bru, bom sono pra você, eu deixei a cama arrumada. Beijos e até depois. –Falei e sai. Peguei meu carro e fui em direção ao Starbucks, peguei algo rápido e fui comendo no caminho. Cheguei no trabalho um pouco atrasada, mas a Andrea tem a chave então ela abre a empresa quando eu preciso.
-Bom dia Andrea. –Falei sorrindo enquanto passava por ela. Por incrível que pareça eu não estava com sono, acho que nunca dormi tão bem. Coitado do Bruno que teve que me aguentar.
-Bom dia Rachel. –Ela sorriu de volta então fui pra minha sala, fechei a porta e liguei meu computador, fui ver uns e-mails e umas coisas da empresa.
O dia hoje foi tranquilo, nada de assinar papéis, resolver problemas com carregamentos e essas coisas.

Bruno’s POV
Bom, depois que a Rachel conseguiu finalmente pegar no sono, ela dormiu a noite inteira, mas eu não consegui dormir, eu fiquei preocupado e ao mesmo tempo curioso sobre tudo o que aconteceu. Eu preciso conversar com ela quando ela voltar, mas não sei como vou começar isso.
Depois que ela saiu eu me levantei do sofá, fui ao banheiro e depois fui pra cama que ela havia deixado arrumada pra mim, era a cama dela. Eu havia entrado algumas vezes no quarto dela, mas nunca reparei em detalhes, como um mural de fotos que ela tinha, com algumas fotos dela e de uma amiga que ela me disse que trabalha com ela, uma ou duas um pouco antigas, com uma mulher que eu creio que seja a mãe dela e duas fotos nossas, que tiramos no dia em que apresentei ela pros Hooligans. A primeira estávamos só nós dois abraçados de lado, e a segunda estávamos com todos os meninos. Rachel sempre estava sorrindo e pra falar a verdade, nesse um mês e meio que nos conhecemos eu nunca vi ela chorando, ontem foi a primeira vez. Ela sempre foi muito fria diante das situações, forte, seria a melhor colocação pra isso.
Depois de ficar um tempo observando as fotos dela eu me deitei na cama e não demorei nem cinco minutos pra dormir.
OFF

O dia passou devagar, por não ter muito o que fazer na empresa então quando deu meio dia eu avisei Andrea que não ia voltar a tarde e depois fui pegar meu carro. Ela ficou com um olhar desconfiado quando eu disse que não ia voltar, mas não se pronunciou. No caminho resolvi ligar pro Bruno, ele demorou um pouco pra atender.
-Oi. –Disse ele com a voz ofegante.
-Oi Bruno, o que aconteceu? Te acordei?
-Tá me chamando de preguiçoso é? Poxa Ray, é meio dia, eu não ia estar dormindo. –Disse ele com voz de ofendido. –Meu celular estava enfiado nas almofadas do sofá e eu não conseguia achar. –Disse ele e eu ri imaginando a cena.
-Tudo bem, me desculpa. Ui, se ofendeu. –Falei e rimos. –Enfim, eu to ligando pra avisar que to indo e se você quer que eu compre comida ou algo assim.
-Não precisa não, eu já pedi comida pra gente. Só to esperando você chegar pra comermos. –Ele falou com uma voz fofa.
-Ai que amigo prestativo que eu tenho. Só por isso nem vou te dar uns tapas como de costume hoje. –Falei tentando ser séria.
-Nossa, magoei.
-To brincando Bru. Vou desligar, to no transito. Beijos
-Beijos.
Desliguei o celular e continuei dirigindo, então uns cinco minutos depois eu já estava em casa. Estacionei, desci do carro e entrei.
-Oi Bru. –Disse passando pela sala onde ele estava sentado encolhido no sofá.
-Oi Ray. –Ele sorriu.
-Vou me trocar e já venho aqui pra almoçar.
-Tudo bem. –Disse ele. Eu fui até meu quarto, a cama estava impecavelmente arrumada, me troquei, prendi meu cabelo e desci. Bruno não estava na sala então fui até a cozinha e ele estava lá, terminando de colocar os copos na mesa.
-Vem, a comida acabou de chegar, tá quentinha. –Ele falou sentando á mesa, então me sentei também.
-Pediu o que?
-Comida mexicana. –Ele falou abrindo as embalagens com comida. Caramba, eu amo comida mexicana.
-Ahh que maravilha, eu amo comida mexicana. –Falei toda feliz.
-Eu sei, por isso pedi. –Bruno disse todo fofo. Logo nos servimos e começamos a comer.
Durante o almoço nós não falamos muito, apenas conversamos sobre algumas coisas aleatórias sobre as quais não me lembro, pois eu estava preocupada em fazer o Bruno parar de olhar pra mim, como se quisesse dizer algo.
-Isso estava maravilhoso. –Falei tirando nossos pratos da mesa e levando na pia.
-Muito bom mesmo, tenho que pedir mais vezes. –Disse ele.
-Você tem é que parar de comer esse tipo de comida pronta a toda hora, já está ficando gordinho viu. Bolotinha. –Falei e ele fez uma cara de ofendido.
-Olha quem fala, sua obesa. E esse monte de bacon aqui. –Disse ele apertando minha cintura do lado, como se tivesse puxando um monte de gordura.
-Querido, aqui é qualidade. –Falei e mostrei minha barriga, que eu posso confessar, era bem lisinha e eu não tinha do que reclamar. Bruno riu e eu abaixei a blusa pra começar a lavar a louça enquanto ele ficou sentado me encarando, mas eu não dei bola.
-Ray. –Disse ele.
-Sim?
-Posso te perguntar uma coisa? –Eu gelei quando ele disse isso. Eu não podia mais evitar isso e se eu dissesse que não ele iria perguntar mesmo assim.
-Pode. –Respondi tentando imaginar o que viria.
-O que aconteceu ontem? –Ele perguntou.
-Como assim? –Me fiz de desentendida. Sequei as mãos no pano de prato e fiquei encostada na pia.
-Rachel, não faz isso. Você sabe muito bem do que eu to falando. Eu nunca te vi chorar daquele jeito, não sabia que sua mãe tinha morrido e você começa a ter pesadelos no meio da noite. O que aconteceu?
-Bruno, eu... –Tentei falar, mas nada saia da minha boca, então abaixei a cabeça. –Eu não consigo te explicar. –Falei.
-Como Ray? Como não consegue? Apenas me diz o que aconteceu. –Ele chegou perto de mim e segurou minha mão, implorando por uma resposta.
-Desculpa Bru, eu não quero falar nisso, é doloroso. –Saí de perto dele e fui sentar no sofá então ele veio até mim.
-Por favor Rachel, você não tem ideia de como ficou meu coração quando eu te vi chorando ontem e se encolhendo por causa de pesadelos, ou de quando e te encontrei aquela vez na praça, no meio do frio. –Ele soltou a frase em desespero. –Eu só estou tentando te ajudar. –Ele chegou perto de mim e passou a mão pela minha bochecha. Eu não sei o que isso significou, mas eu sei que preciso explicar isso á ele.
-Sim Bru, minha mãe morreu. –Falei e ele sentou-se ao meu lado.
-O que houve? –Ele perguntou.
-Cirrose. Ela bebeu até morrer. –Mexi minhas mãos inquietantemente.
-Ah, mas não é só isso. Certo?
-Certo. –Respondi e respirei fundo. –Meu pai foi embora quando eu tinha 10 anos, e ela casou denovo. –Eu estava contando a parte mais leve da história, pois não sei se teria coragem de contar tudo.
-Você a odeia? –Ele perguntou e essa palavra fez meu corpo dar uma leve estremecida.
-Não.
-Então você ama ela? –Sim, essa palavra vez meu corpo estremecer mais ainda.
-Não. –Respondi sem entusiasmo nenhum, ele ficou confuso e ameaçou perguntar alo. –Bruno, minha mãe nunca realmente me amou, eu nem sei o que é isso, amor. E é por isso que você nunca me viu chorando, eu não demonstro emoções. –Falei e ele ficou pasmo. –Pronto, agora tá explicado o porquê a esquisita aqui nunca chorou e nunca teve um relacionamento? Chega de perguntas. –Falei e levantei do sofá, mas ele me segurou. Eu não aguentava mais aquilo.
-Ray, espera. –Ele parou na minha frente. -Você nunca namorou? Nunca sentiu nada por ninguém? –Ele parecia frustrado.
-Não Bruno, quer que eu repita?
-Mas Rachel... –Ele tentou falar, mas aquela situação estava me deixando nervosa.
-Chega Bruno. Aliás, por que está fazendo isso? Por que você se importa comigo? –Eu aumentei o tom de voz. Bruno abaixou a cabeça, apertou bem os olhos e me olhou denovo.
-Porque eu gosto de você! –Ele disse soltando meu braço que segurava com força e se virando pra ir embora. Merda, como assim ele gosta de mim? Eu não posso deixa-lo ir, eu só tenho o Bruno e mais ninguém, agora ele é o único que sabe disso. Mas o que eu posso fazer se não sinto absolutamente NADA por ele?
Fiquei por um tempo pensando enquanto via Bruno se arrumar pra sair. Eu posso não sentir nada por ele, mas não vou deixar ir embora a única pessoa que está do meu lado.
-Bru espera, me desculpa por aumentar o tom de voz. –Falei ainda parada.
-Ray, amanha conversamos, eu preciso ir pra casa. –Disse ele girando a maçaneta da porta, aparentemente triste. Eu rapidamente fui até ele, coloquei a mão em seu ombro e o virei, não poderia deixa-lo ir embora.

Bruno’s POV

-Bru espera, me desculpa por aumentar o tom de voz. –Rachel disse ainda parada. Eu não fiquei bravo com ela, isso nunca, mas depois de saber que ela nunca amou uma pessoa, eu preciso de um tempo pra pensar e se possível, esquecer esse sentimento antes que ele comece a tomar força.
-Ray, amanha conversamos, eu preciso ir pra casa. –Falei girando a maçaneta da porta então de repente senti sua mão no meu ombro, me virando.
OFF

Assim que o virei, ele ficou me encarando com aqueles lindos olhos castanhos, que deixavam visível sua tristeza. Eu não sei o que pode acontecer depois disso, mas eu sinto que nunca na minha vida, devo deixá-lo ir embora.
Sem dizermos nenhuma palavra, eu olhei mais uma vez para os seus olhos e sua boca, e então, o beijei.
  


***
E então meninas, o que acharam? A partir de agora o negócio vai começar a ficar tenso hahaha comentem pfvr e mais uma vez me desculpem a demora.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Capítulo 4

Olá meninas, voltei, embora isso não seja hora e os comentários tenham sido poucos, mas voltei aiuhdaus e também pq amo vcs. Aproveitem viu :*
***
-Na verdade aconteceu. –Falei pra ela que me lançou um olhar sério e curioso.
-O que foi?
-Lembra aquele dia do jantar? –Perguntei e ela confirmou. Contei toda a história pra ela, de que fui parar na casa do Bruno e tudo mais, e que eu estava preocupada com isso tudo, pois eu não queria correr o risco de sair bêbada na rua denovo, e o Bruno não é meu herói, não vai estar lá sempre que isso acontecer e não tem a mínima obrigação de me “resgatar”.
-Olha Ray, você já parou pra pensar que esse lance com bebida pode virar uma coisa séria? Não sei, talvez você devesse parar, ou pelo menos diminuir? –Ela poderia estar certa, mas não vou posso admitir que não vou conseguir parar com essa droga.
-Já pensei sim... –Deixei a frase no ar.
-E então?
-Vou parar sim. –Disse, mas sem olhar pra ela. Eu vou tentar mesmo parar, preciso fazer isso por mim.
-Bom então tá, mas qualquer coisa me chama ou seilá, somos amigas pra isso. Ajudar uma á outra. –Assim que ela falou isso eu sorri em agradecimento. Nós terminamos de comer, pagamos a conta e voltamos pro escritório.
Eu passei a tarde toda com esse pensamento me perturbando, mas infelizmente eu me conheço, sei que não faz sentido eu parar com a única coisa que ameniza minha dor, já que eu sei que não tenho muito á perder mesmo. E não há o que contrariar. Minha mãe morreu, meu pai sumiu e também não estou nem aí praquele cretino, e bom, não preciso nem falar do resto.
Enfim, a semana foi passando normalmente e como sempre eu não fiz nada de interessante além de trabalhar, pois ainda assim eu adoro trabalhar. O Bruno não me ligou e nem nos vimos mais depois daquele dia, como eu previ. Não que isso faça alguma diferença pra mim, só foi um comentário mental.
Na verdade quando eu achei que ele já não ia mais me ligar mesmo, ele me mandou uma mensagem e ficamos conversando por um tempo sobre algumas coisas, ele disse que não havia me ligado, pois estava viajando pra fazer shows.
***
Estamos no começo de dezembro, daqui uns dias a empresa já entra em férias por causa das festas de fim de ano e isso é bom, só por que quero descansar um pouco. Vocês devem estar querendo saber do Bruno né?
Ele me ligou essas semanas que se passaram, tomamos café juntos denovo, rimos um pouco, acho que nós dois precisávamos disso, pois era visível o estresse em nossos rostos e depois dessas vezes que nos vemos e nos falamos, parecíamos crianças sem preocupações na vida. Uma noite dessas nós saímos e ele me apresentou o pessoal da banda dele, eles são todos muito divertidos e fazem qualquer ambiente ficar alegre.
Nossa amizade, ou quase amizade, é muito legal. Nós não somos grudados, apenas conversamos sobre coisas do dia a dia, vemos filmes juntos, saímos pra comer, ele fala das turnês e das suas fãs, aliás, incrível o carinho dele com elas, eu falo um pouco do trabalho e por fim acabamos sempre falando de comida ou filmes, coisas que ambos gostamos. E às vezes quando ele está lá em casa nós vamos pro computador (eu quem mexo, só pra deixar claro) e ficamos vendo as fotos que tiram de nós juntos, vendo as matérias e pessoas achando que somos namorados, o que acaba sendo uma coisa muito engraçada.
Felizmente nós concordamos em não falar de passado e essas coisas assim, o que pra mim é ótimo.
(Musica mega fofa. Escutem ela e repitam se quiserem até o fim.)
-Então Bruno, não sei se vai dar, é que tenho uma coisa pra fazer hoje. –Falei pra ele ao telefone. Ele queria que eu fosse a algum lugar com ele, mas não me falou aonde.
-Racheel, por favor? –Disse ele com voz manhosa e eu ri imaginando que ele estava fazendo o biquinho de sempre.
-Peter! –Gritei fingindo estar brava. –Sério Bru, desculpa, mas eu não posso mesmo. –Eu falei tentando ser fofa pra não transparecer minha aflição.
-Tudo bem então, não peço mais senhora ocupada. Espero que hoje dê uma baita tempestade só pra você ficar com medo. –Disse ele rindo desesperadamente.
- Se isso acontecer eu juro que coloco corujas na sua casa. Não brinca comigo.
-Ai que medo. Bom, já que não vai comigo então tchau, to magoado com você, acabou amizade. –Disse ele fingindo estar triste e logo em seguida dando risada.
-Tchau, drama king. –Disse e desligamos.
Hoje eu vou ao cemitério, como todo fim de ano, visitar o túmulo da minha mãe. Eu não vou totalmente por causa dela, e sim por que lá é um lugar vazio e silencioso. Posso pensar.
Me arrumei, pois já tinha tomado banho, coloquei os meus casacos mais quentes, duzentas meias, botas e tudo mais, peguei meu cachecol e fui.
Chegando lá eu estacionei o carro, desci e acionei o alarme. Fui andando pelas lápides, o cemitério vazio, até achar uma das fileiras com a letra B. Fui procurando o nome dela entre os túmulos até que achei.



Brigitte Williams, a data de nascimento e a de morte, com uma mensagem escrita na lápide.
Parei na frente, me ajoelhei e comecei a conversar com alguém, na esperança de que fosse minha mãe. Eu não a odeio. Como poderia odiar se nem conheço o amor?
Fiquei ali falando sozinha, olhando praquele pedaço frio de pedra, em que somos obrigados a ficar debaixo depois da morte, sentindo o vento frio cortando meu rosto e o silencio mortal, literalmente, que rodeava aquele lugar. Eu falava de como minha vida estava, do que havia acontecido, falei do Bruno e da Andréa, falei que a empresa estava indo muito bem.
-Sabe mãe, eu já disse pra você e pra mim mesma que não te odeio, e nem quero odiar, mas me dói muito pensar que você não está mais aqui pra tentar me mostrar aquilo que nunca conheci. –Falei e uma lágrima desceu insistente pela minha bochecha. Olhei pro céu cinza e escuro deixando mais uma lágrima rolar e disse:
-Por que mãe, por quê? –Mal terminei de falar quando senti uma mão tocando meu ombro.




Bruno’s POV

Depois que eu e a Rachel desligamos e ela se recusou a vir comigo por que tinha um compromisso, eu terminei de me vestir, peguei o carro e segui.
Cheguei lá, andei por uns minutos e achei o que eu queria, parei em frente dela, é claro que essa não é original, é apenas um memorial, mas é importante mesmo assim. Enfim, parei em frente aquele túmulo e olhei para o nome escrito nele.




Bernadette Bayot. Aquilo me deu um enorme aperto no peito, eu precisava tanto dela aqui comigo agora. Minhas lágrimas não conseguiram se conter diante daquele nome, do nome da minha rainha. Era por isso que eu queria que a Rachel viesse comigo, pelo menos ela estaria aqui pra me apoiar.
Fiquei por um tempo ali falando com ela e deixando minhas emoções virem á tona e quando já estava indo embora percebi a presença de uma pessoa, umas duas fileiras á minha frente. Caminhei lentamente até mais perto e pude perceber que era Rachel, era por isso que ela estava aflita no telefone. Mas ela nunca me falou da morte de algum parente dela.
Eu sei que não deveria, mas fiquei ali ouvindo um pouco a conversa dela e pude ouvir ela falando de mim pra essa pessoa, falando do trabalho e de algumas outras coisas.
-Sabe mãe, eu já disse pra você e pra mim mesma que não te odeio, e nem quero odiar, mas me dói muito pensar que você não está mais aqui pra tentar me mostrar aquilo que nunca conheci. –Disse ela. Mãe? Ela nunca havia me falado nada sobre a mãe dela. E por que ela odiaria a pessoa que deu a vida á ela?
Pude perceber que ela estava chorando assim que ela olhou pro céu e apertou forte os olhos, depois voltou os olhos para a lápide.
-Por que mãe, por quê? –Disse ela com uma voz bem embargada e aquilo me incomodou de certa forma, não gostava de ver ela assim, na verdade, nunca vi a Rachel chorando então cheguei bem perto e toquei minha mão no seu ombro.
-Ray? –Falei e ela virou assustada. Era visível seus olhos vermelhos e inchados.
-B-Bruno? –Ela fez uma cara de interrogação.
-Tudo bem? –É claro que nada estava bem, Bruno, seu animal. Mas não havia o que falar nessa situação. Ela olhou pro chão, depois pra mim e me abraçou forte, desabando num choro denovo. Eu a acolhi no abraço e fiz carinho em suas costas.




OFF

Eu não consegui responder a pergunta dele, apenas o abracei forte tentando estancar minha dor um pouco. Ele acariciou minhas costas carinhosamente e ficamos assim por um tempo.
-Ray, fala comigo por favor, estou preocupado, nunca te vi assim. –Disse ele bem baixinho beijando o topo da minha cabeça. Eu olhei pra ele e acenei que não com a cabeça, depois voltei meu olhar para o túmulo e fiquei olhando.
-O que veio fazer aqui? –Perguntei com voz baixa.
-Bom, o mesmo que você. –Disse ele e também olhou pro túmulo da minha mãe. Como assim o mesmo que eu? Isso que dá não falarmos do passado um pro outro. –É Ray, minha mãe também morreu. –Ele disse tristemente.
-Lamento. –Falei em consideração, pois ele estava visivelmente triste e ele “sorriu com os olhos” em agradecimento.
-“All you had to do was show me Love.” -Bruno repetiu a frase escrita na lápide e eu senti um frio na espinha, não quero ter que falar sobre isso. Meus olhos se encheram de água denovo e eu tentei não deixá-las cair, mas foi inevitável.
-Eu preciso ir pra casa por favor. –Pedi pra ele que acenou que sim com a cabeça.
-Claro, eu vou te levar. Cadê seu carro? –Perguntou enquanto andávamos pra fora daquele lugar.
-Está ali. –Apontei pro meu carro estacionado. –Mas e o seu?
-Não se preocupe com isso, vamos, você precisa sair daqui. –Disse ele e fomos andando até meu carro, abraçados de lado.
Ele foi dirigindo até minha casa e quando chegamos ele estacionou e entramos. Eu sentei no sofá, ele fechou a porta e sentou ao meu lado.
-Quer conversar? –Perguntou ele. Eu acenei que não com a cabeça então ele me abraçou de lado e ficamos por um tempo em silêncio até que ouvimos um trovão e logo em seguida a chuva, eu quase dei um pulo do sofá então me encolhi mias perto dele. Me lembrei do que ele havia falado mais cedo então olhei pra ele com um olha de “a culpa é sua”.
-Você não vai morrer de medo hoje, pois eu me recuso a sair e te deixar aqui nessa situação, ainda mais com tempestade. –Eu queria sorrir quando ele disse isso, mas o momento não me possibilitou.

Bruno’s POV
Já era noite quando a chuva começou a aumentar. Eu e Rachel estávamos vendo Tv, na verdade eu via que ela não estava realmente assistindo, ela apenas ficava olhando pro chão, e vez ou outra eu via uma lágrima caindo do seu olha discretamente. Não tínhamos conversado desde que chegamos então eu preferi respeitar o silêncio dela.
Ela estava deitada em um sofá grande e eu em outro, estava entretido com a Tv e não percebi quando ela dormiu, eu realmente fiquei preocupado com ela hoje, mas vou esperar até amanha de manha pra perguntar o que houve.
Um tempo depois eu ainda estava vendo Tv então Rachel começou a tremer e resmungar algumas coisas, parecia que estava tendo um pesadelo ou seilá então cheguei perto dela e a chamei.
-Rachel, acorda! –Mexi nela devagar e então ela abriu os olhos rapidamente, olhou pra mim, agarrou meu pescoço e começou a chorar desesperadamente. Eu não falei nada apenas a abracei de volta.




Quando percebi estávamos deitados juntos no sofá, eu fazendo carinho no rosto dela, que estava inchado de choro, e ela dormindo tranquilamente no meu peito.
Eu queria entender o que acontece com ela, ainda vou descobrir, mas não agora... Agora ela só precisa de uma boa noite de sono.
Eu fiquei durante toda a noite ali com ela, sem sono, apenas alternando meu olhar entre ela e a Tv. Em uma hora o trovão foi tão forte que ela acordou assustada e atordoada.
-Bruno!? –Disse ela apavorada.
-Calma, eu to aqui Ray, volte a dormir e não se preocupe, eu vou ficar aqui com você, vai ficar tudo bem. –Falei acariciando seu cabelo até que ela caísse no sono denovo.

OFF

***
Caraca, mil tretas com a Ray. Boom capitulo grandinho e com muitos gifs, comentem oq acharam viu, e dessa vez vou ser má e vou demorar mais pra postar, ruun.
Beijos e até a próxima.

sábado, 10 de maio de 2014

Capitulo 3

Ooooi gente bonita, como vcs tão? Voltei pra vcs. Aproveitem e até a proxima :*
***

Bruno’s POV

Hoje a tarde esbarrei em uma mulher sem querer quando estava indo apressado até meu carro pra ir pra casa. Estávamos os dois distraídos então nos desculpamos e assim que olhei aquele rosto eu fiquei maravilhado, ela é linda, muito linda. Pedi pra pagar outro café pra ela já que eu havia derrubado o seu na hora. Eu até achei que ela fosse recusar, mas logo aceitou então fomos até a cafeteria, eu aproveitei pra pedir um pra mim também e conversamos um pouco pra não ficar um clima muito estranho. Rachel era o nome dela.
Eu percebi que ela ficou um pouco receosa quando eu a elogiei, mas eu apenas fui sincero, ela era uma mulher muito linda. Assim que terminamos o café fomos andando em silêncio até o lado de fora.
-Obrigado por aceitar tomar café com o desastrado aqui. –Disse colocando as mãos no bolso.
-De nada, sua companhia foi muito agradável. –Disse ela sorrindo.


-Imagina, você também é uma boa companhia. –Falei e paramos na calçada.
-Obrigada, então tchau, a gente se vê por aí. –Ela foi se despedindo com um beijo no meu rosto. Preciso dar um jeito de manter contato com ela, quero convidá-la pra sair algum dia desses.
 -Será que antes de ir, eu poderia pedir seu telefone? Gostei mesmo de tomar café com você. –Pedi e ela ficou um tempo pensativa, cheguei a pensar que iria recusar, mas pra minha sorte não.
-Tudo bem, anota aí. –Ela me passou o numero, eu anotei e dei um toque em seu celular pra que gravasse o meu também.
-Obriga Rachel, então até mais. –Falei e nos despedimos denovo então eu fui pra casa e aproveitei pra descansar por um tempo, eu e os meninos não tínhamos marcado nada pra hoje á noite então só o que me resta é ficar vendo algum filme até pegar no sono, e também eu estava cansado demais pra sair, porém, eu fiquei por um tempão rolando na cama sem consegui dormir, eu queria, mas não conseguia, já era quase meia noite. Levantei e fiquei andando pela casa á procura de algo pra fazer, mas não encontrei nada, a minha vontade era de sair andando na rua sem nenhum rumo, eu sei que estava frio, mas era exatamente isso que eu iria fazer... Depois de colocar uma roupa bem quente, é claro.
OFF

Acordei assustada por conta de um pesadelo terrível, o mesmo de sempre, com o desgraçado do Paul, eu sempre sonho com aquela noite terrível de 11 anos atrás. Enfim, não consegui mais dormir então olhei no relógio e vi que denovo tinha dormido só um pouco, eram onze e meia da noite, eu voltei umas dez horas, então levantei, fui até a cozinha e abri uma garrafa de vinho, peguei uma taça e enchi. Bebi a garrafa até ela estar na metade e eu estar tonta, tonta não, eu estava bêbada mesmo.
Não sei como consegui, mas quando vi estava na rua já, vestida com uma roupa quente e andando não sei pra onde, só sei que eu estava quase tropeçando nos meus próprios pés, minha cabeça estava girando então depois de andar por um bom tempo eu me sentei num banco de praça e fiquei lá sem saber o que fazer.
Eu não sabia se estava longe de casa, mas não conseguia levantar nem me mexer, pois eu estava bêbada, perdida e com frio... Que ótimo.
Eu continuei sentada tentando raciocinar pra onde ir então de repente vi um homem vindo na minha direção, eu não o reconheci, mas parecia que ele estava me ajudando.

Bruno’s POV


Estava andando perto de uma praça, não muito longe de casa, as ruas estavam vazias por causa do frio intenso que fazia aquele horário, exceto por uma pessoa que estava sentada no banco da praça, apenas ela. Fui me aproximando pude perceber que era uma mulher, ela parecia atordoada, sem rumo então cheguei mais perto e quando olhei pra ela eu me assustei, era Rachel, mas o que ela está fazendo aqui a essa hora?
-Rachel, está tudo bem? O que ta fazendo aqui sozinha? –Perguntei parando em frente á ela. Ela resmungou algumas palavras que eu não consegui identificar, ela estava bêbada. Bêbada? Com certeza ela não sabia nem onde estava.
Eu não podia deixá-la naquele frio e ela não sabia me responder o que estava fazendo ali então a peguei e levei pra minha casa rapidamente, pois o frio estava terrível. Assim que chegamos eu a levei até o quarto de hóspedes coloquei ela na cama então ela apenas deitou e dormiu. Eu tirei seus sapatos e a cobri bem pra que não ficasse com frio então deixei a porta entreaberta e fui até o meu quarto, me troquei e fui dormir também.
Acordei na manha seguinte e fui até o quarto em que Rachel estava, e por sorte ela ainda estava dormindo então tomei café e fiquei pensando no que fazer quando ela acordasse. Logo ouvi um barulho no quarto então fui até lá devagar e dei uma batidinha na porta, espiando dentro do quarto.
-Oi, posso entrar?
OFF

Depois que eu fui tirada da praça eu não me lembro de mais nada, só sei que acordei em uma cama, numa casa desconhecida então assim que acordei, fui levantar da cama e tropecei por estar enrolada nas cobertas então levantei do chão, me sentei na cama e fiquei tentando descobrir onde estava quando de repente ouço uma batidinha na porta.
-Oi, posso entrar? –Disse a voz e quando me virei pra ver quem estava na porta fiquei surpresa, era o Bruno Mars, aquele com quem tomei café outro dia. Mas o que eu estava fazendo na casa dele?
-O-oi, pode sim. –Falei um pouco envergonhada por não saber o que havia acontecido.
-Está tudo bem? –Perguntou ele calmo, sentando ao meu lado.
-Sim, pelo menos eu acho que está. Como vim parar aqui?
-Bom, eu te trouxe pra cá ontem, depois de te achar meio perdida na praça aqui perto. –Então era ele o homem que me carregou ontem.
-Estou confusa, não sei o que eu estava fazendo lá. –Falei tentando me lembrar.
-Eu também não sei, mas quem sabe depois de comer alguma coisa você não se lembra. Vem? –Disse ele fazendo sinal pra que fossemos até a cozinha.
-Sim, se importa se eu for daqui a pouco? –Perguntei.
-Não, tudo bem. O banheiro é na terceira porta á esquerda se precisar, e vou esperar lá em baixo. –Disse ele indicando o banheiro e sorrindo.
-Obrigada. –Sorri de volta e ele saiu então me levantei, fui ao banheiro lavar meu rosto e desci as escadas. Nos poucos lugares que andei, pude perceber que a casa era enorme e ainda mais quando desci as escadas e vi o resto.
-Agora sim, bom dia! Senta aqui. –Disse Bruno assim que me viu chegando á cozinha.
-Bom dia. –Ri do seu senso de humor e me sentei. Ficamos em silencio e ele me observava enquanto eu tomava café. –Não vai comer? –Perguntei.
-Ah não, eu já comi. –Falou ele. –Só um minuto. –Disse ele saindo dali rapidamente e logo depois voltando. –Usa isso, por favor, o chão está um pouco gelado. –Ele me entregou uma pantufa na cor cinza então eu coloquei.
-Obrigada, mas não precisava. –Falei um pouco tímida.
-Imagina, está muito frio. –Ele falou e denovo o silêncio predominou então resolvi falar algo.
-Então, você disse que eu estava na praça ontem á noite? –Perguntei.
-Sim, eu perguntei se estava tudo bem, mas você balbuciou algumas palavras que eu não entendi então como não sabia o que fazer e nem onde você morava, eu te trouxe pra cá. –Agora eu estava começando a me lembrar, eu tive um pesadelo e comecei a beber. O resto não lembro de nada.
-Muito obrigada por me tirar de lá, eu não sabia nem onde estava e me desculpe por te dar trabalho.
-Não precisa me agradecer não, por favor. Mas o que estava fazendo àquela hora sozinha? –Perguntou ele.
-Eu não consegui dormir e acho que você deve ter percebido que eu tomei uns goles a mais então só sei que fui parar lá, não sei como. –Eu não sabia onde enfiar a cara, mas agora a merda já estava feita.
-Não fique com vergonha, ás vezes cometemos esses pequenos errinhos na hora de beber, e quem nunca cometeu que atire a primeira pedra. –Não sei por que, mas aquelas palavras me deixaram mais relaxada então apenas sorri e agradeci.
-Muito obrigada pelo café, pela casa e... –Estava agradecendo, mas ele me interrompeu.
-Ei, não me agradeça mais, por favor. Além do mais, eu adorei ter sua companhia novamente. –Ele soltou um lindo sorriso. Sim eu acabei de reparar que ele tem um sorriso muito bonito e umas covinhas bem profundas na bochecha.
-Tudo bem, então acho que vou pra casa agora, daqui um pouco você vai começar a cobrar a diária. Qual foi o quarto em que eu dormi mesmo? –Falei dando risada e ele também.
-Como você é engraçadinha viu. É o no fim do corredor lá em cima. Vamos lá que eu te mostro. –Disse ele então subimos as escadas e ele me mostrou o quarto.
-Só preciso pegar meu casaco e meus sapatos e já vou. –Disse á ele.
-Tudo bem, pode deixar que eu te levo.
-Bruno não precisa, você já fez demais por mim não acha? –Falei me virando pra ele.
-Não acho não, e não adianta discutir, eu vou te levar e pronto, senão você não sai daqui. –Disse ele enquanto andava até uma porta que eu presumo que seja seu quarto, sem me dar chance de responder. Peguei minhas coisas e olhei pra cama aonde eu havia dormido então comecei a dobrar as cobertas.
-Então já mudou de idéia ou vai ficar aq... Ahh não, você não precisa fazer isso, por favor. –Disse ele em relação a eu arrumar a cama.
-Claro que preciso, e vou fazer sim, pelo menos isso. –Continuei o que estava fazendo.
-Vou te dar a chance de largar essas cobertas aí, ou vou eu mesmo tirar da sua mão. –Disse ele e eu ri, mas mesmo assim continuei dobrando então logo senti ele puxando uma das cobertas da minha mão.
-Bruno é serio, pode deixar.
-Não não, já falei que não precisa fazer isso. –Ele continuou puxando e quando vi estávamos fazendo um cabo de guerra com a coberta, até que uma hora ele puxou mais forte, eu enrosquei os pés na mesma coberta que eu caí antes e nós dois acabamos caindo no chão. Ele caiu de costas e eu caí de frente em cima dele então por sorte não dei de cara no chão. Ficamos dando risada por um tempão ali no chão mesmo até que eu percebi que estava ainda em cima dele e que nossos rostos estavam próximos demais.

Bruno’s POV

Depois do nosso tombo nós ficamos dando risada da situação e de repente um silêncio tomou conta do quarto então como Rachel estava em cima de mim eu fiquei olhando pra sua boca e pros seus olhos. 


Na hora me deu uma vontade de beijá-la até acabarmos sem nenhuma peça de roupa, mas seus olhos, eles tinham alguma coisa, não sei bem, mas era algo que me impedia de fazer isso, parecia que eles diziam que ela tinha algo escondido e que aquele não era um momento bom pra eu tentar esse tipo de aproximação. Acho que ela acabou ficando tímida devido ao momento.
OFF

Bruno ficava me olhando fixamente, sem piscar, ele olhava nos meus olhos e aquela situação me deixou um pouco tímida, não sei por que, mas deixou um clima estranho então desviei o olhar e me levantei ainda em silencio, mas ele continuou ali no chão.
-Não vai levantar? –Perguntei estendendo minha mão pra ele então ele sorriu, pegou minha mão e eu o ajudei a levantar.
-Obrigado. –Denovo ele sorriu daquele jeito, um sorriso grande. –Bom você venceu, vou esperar ali na sala. –Ele falou e saiu rapidamente. Eu terminei de arrumar a cama, coloquei meu casaco e meus sapatos, e desci as escadas.
-Pronto. –Falei e ele se levantou, abriu a porta de casa e saímos. No caminho nós não trocamos muitas palavras, eu apenas dizia o caminho pra ele então logo chegamos.
-Está entregue. –Disse estacionando em frente á minha casa.
-Obrigada por tudo Bruno, nem sei como te agradecer. –Falei.
-Não precisa, sério mesmo. –Ele passou a mão pelo cabelo.
-Tudo bem, então tchau. –Fui me despedir dele e ele de mim, acabamos nos confundindo e por pouco não demos um selinho, o beijo dele acabou sendo no canto da minha boca. Ele ficou todo sem graça e não sabia o que fazer então eu sorri e desci do carro.
Acenei de longe pra ele que continuava com um sorriso no rosto e em seguida ele se foi também. Entrei em casa e percebi que tinha deixado ela aberta, claro, que bêbado fecha a casa?
Fui direto pra meu quarto, tirei minha roupa, peguei minha toalha e fui correndo pro banho quente. Lavei meu cabelo com calma e deixei a água escorrer pelo meu corpo, tentando assimilar a idiotice que eu fiz noite passada. Eu sou muito burra mesmo. Poderia ser qualquer um me levando pra casa e poderia ter feito qualquer coisa que eu não ia saber. Tenho é que tomar vergonha na cara, pra não passar por outro pesadelo na minha vida.
Depois do banho eu enrolei meu cabelo na toalha, coloquei uma roupa quente e confortável e fui assistir um pouco de Tv até a hora do almoço. Eu decidi não cozinhar hoje e pedir comida em algum restaurante.
Enquanto almoçava sentada na bancada da cozinha fiquei olhando em volta, minha casa é grande demais, e eu sou uma pessoa que vive praticamente sem ninguém, o que significa que essa casa ás vezes me dá medo, principalmente quando chove. É eu sou uma mulher de 27, quase 28 anos na cara e que tem medo de chuva e trovões, mas a questão é que sou obrigada a me acostumar com isso já que moro sozinha.
***
Segunda-Feira, que droga! Parece que ontem era sexta ainda. Eu passei o sábado inteiro em casa e domingo eu fui ao shopping comprar algumas roupas e coisas pra casa, comida etc. Não falei e nem vi mais o Bruno desde quando ele me deixou em casa no sábado de manha, e nem com a Andrea.
Cheguei no trabalho, liguei meu computador e fui checar meus e-mails e resolver umas coisas da empresa então alguém bate a minha porta.
-Pode entrar. –Eu digo e então Andrea entra.
-Bom dia chefe. –Diz ela sorrindo.
-Bom dia Andrea. Por favor, não me chama de chefe. Isso me dá uma impressão daquelas pessoas barrigudas e mal-humoradas que ficam mandando nos outros, me chame de Rachel, como se não estivéssemos na empresa. –Falei e ela deu risada então encostou a porta e sentou na cadeira á minha frente.
-Tudo bem Rachel. Trouxe um fechamento de contas e uns recibos pra você assinar. –Ela me entregou a prancheta com as coisas que eu deveria assinar, era um monte de papéis, mas isso quer dizer que a empresa está indo bem.
-Prontinho. –Entreguei a prancheta de volta pra ela. –Ah, podemos almoçar juntas hoje? –Perguntei.
-Podemos sim. No restaurante aqui do lado? –Disse ela.
-Esse mesmo. Preciso falar umas coisas com você. –Falei e ela concordou. Então pediu licença e voltou ao trabalho.
***
-Então, aconteceu alguma coisa? –Perguntou Andrea quando já estávamos no restaurante.

***
E então. Gostaram? uahau espero que sim. Boom, comentem que logo logo eu posto outro.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Capítulo 2

Olá gatas aksjdkajs to animada com essa fic haha. Obrigada a todas que comentaram no meu primeiro capitulo, fico feliz em ver que gostaram. Boa leitura e aproveitem, o cap. tá bem grandinho.
***

Senti uma luz forte invadir meus olhos, acho que estou no céu... Será?
Abri os olhos devagar tentando me acostumar com a claridade e pude perceber que estava num hospital então quer dizer que eu ainda estou na merda do mundo real.


-Rachel? Minha filha você acordou? –Dizia minha mãe chorando enquanto me abraçava. Além dela haviam uma enfermeira e um homem encasacado ao lado da minha cama.
-Mãe, o que aconteceu? –Perguntei com a voz muito fraca e minha mãe apenas chorava.
-Vai ficar tudo bem minha filha, tudo bem. –Dizia ela. Logo o homem com o casaco chegou mais perto e sentou ao lado da minha cama.
-Olá Rachel, sabe quem eu sou? –Perguntou ele.
-Não, eu deveria? –Falei com indiferença.
-Eu sou o detetive Andrew e preciso que me responda algumas perguntas. Pode fazer isso? –Perguntou ele então eu me ajeitei na cama pra que aquela luz parasse de refletir nos meus olhos.
-Posso, mas... O que houve?
-Você se lembra o que aconteceu ontem depois do cinema? –Perguntou ele. Sim, eu comecei a me lembrar, mas como me acharam? E o Paul, foi preso?
-Sim eu me lembro. –Deixei uma fina lágrima escorrer pelo meu rosto enquanto me lembrava daquela terrível cena. –Mas antes de começar eu queria saber, como me acharam?
-Nós rastreamos o chip do seu celular logo que foi feita a ocorrência do seu desaparecimento e felizmente a encontramos hoje pela manhã. Depois que terminarmos aqui, você terá mais detalhes do que aconteceu. –Disse ele.
-Tudo bem, vamos acabar logo com isso. –Sim eu estava sendo fria. Não consigo mais chorar, acho que algo foi bloqueado dentro de mim, não estou com vontade nem de demonstrar emoções.
-Então eu preciso que me diga tudo o que conseguir lembrar de ontem á noite até a hora que apagou. –Disse ele. Comecei a contar a ordem de tudo, eu me lembrava de todos os detalhes, todos mesmo, desde o momento em que ele me dopou até a hora em que apaguei e com certeza nunca mais vou esquecer disso.
Depois de ter contado tudo á policia, o detetive me contou o que houve. Paul não foi preso, ele me largou lá e fugiu, a polícia está atrás dele, mas nada até agora, eles acreditam que ele fez isso pelo simples fato de eu desprezá-lo enquanto ele e minha mãe estavam juntos. Já fizeram alguns exames em mim pra saber se eu não havia contraído doenças e essas coisas, e obviamente foi comprovado o estupro, o que me deixou muito mal, pois agora eu me sentia suja, com nojo de mim mesma e acima de tudo o momento mais importante pra uma garota foi roubado de mim.
(...)
Isso aconteceu comigo há 11 anos atrás, hoje eu tenho 27 anos. Depois daquilo a minha vida virou um inferno. Paul nunca foi preso, eu sofri rejeição na escola, Katy se afastou de mim sem nem dizer o motivo, minha mãe começou a me tratar diferente e entrou em depressão, eu passava o dia inteiro trancada dentro do quarto me cortando, sem choro nem nada, eu apenas me cortava por todo o corpo, isso me dava uma sensação de alívio.


Por incrível que pareça meu rendimento escolar nunca caiu, pois eu nunca me importei com a opinião dos outros a meu respeito, os professores estavam “do meu lado” e era isso o que eu precisava pra passar de ano e me formar.
Como ainda tínhamos aquela empresa do meu avô, eu fiz uma faculdade me especializando na área administrativa e assumi o lugar da minha mãe assim que terminei a faculdade. Infelizmente ela continuou me tratando diferente, o que já não fazia diferença pra mim, eu tinha me tornado uma pessoa com 100% dos sentimentos bloqueados por uma adolescência perturbada, ou seja, depois que eu cresci minha mãe parou de fingir que se importava comigo, no sentido amoroso, então simplesmente me deu aquela empresa pra que eu pudesse abrir uma filial em Los Angeles e assim que nos mudamos pra lá ela passou o resto dos seus 6 anos de vida, mais ou menos, bebendo. Ela bebeu até a morte, ela morreu sem me amar, eu não sei o que significa o amor, nunca senti ele e provavelmente ele é uma coisa que as pessoas inventam pra não deixar a vida vazia, mas pra mim não faz diferença mais, por que a única coisa que minha mãe poderia ter feito, a única coisa que eu realmente queria dela desde que meu pai foi embora era que ela me mostrasse o amor... Tudo o que ela tinha que fazer era me mostrar o amor.
(...)
-Andrea eu estou indo, você pode trancar tudo pra mim? –Disse para Andrea, uma das minhas funcionárias, enquanto arrumava minhas coisas pra ir embora.
-Posso sim dona Rachel. –Disse ela. Andrea era uma das únicas pessoas na minha vida em quem eu confiava, ela me ajudou com a empresa desde que eu a abri, também é uma das poucas pessoas com quem eu mantenho contato fora da empresa, o que é bom, pois eu não consegui mais chamar as pessoas de “amigos” depois da minha experiência, mas isso não vem ao caso agora.
-Tudo bem obrigada. E por favor, me chame só de Rachel, sabe que pra você pode ser só assim. –Falei sorrindo então ela concordou com a cabeça e sorriu também. –Então, bom fim de semana e até segunda. –Falei.
-Pra você também, até segunda. –Disse ela e eu saí. Peguei meu carro e parei no mesmo lugar de sempre pra tomar café antes de ir pra casa. Assim que cheguei, eu estacionei o carro e entrei, peguei meu café e saí pra ir até a esquina comprar um jornal. Voltei lendo ele no meio da rua e sem querer esbarrei em alguém e deixei meu café cair no chão.


-Ai que droga, me desculpe, eu estava distraído. –Disse um homem moreno, um pouquinho mais baixo que eu, bonito e bem vestido.
-Tudo bem, eu também estava distraída, não deveria estar lendo enquanto caminho. –Falei sendo simpática, afinal, nós dois estávamos errados. Aquele homem não me parecia estranho, eu acho que já o vi, na TV se não me engano, mas aqui em Los Angeles é tão comum encontrar famosos na rua que você até se acostuma.
-Então, posso te pagar outro café pelo menos. –Disse ele sendo gentil.
-Acho que não precisa, é só um café.
-Eu insisto, por favor. –Ele tinha cara de quem não ia desistir tão cedo.
-Tudo bem, pode ser nessa cafeteria aqui na esquina? –Perguntei á ele, já que eu havia comprado meu café ali.
-Claro, vamos. –Disse ele fazendo um sinal pra que eu fosse na frente. Fomos até a cafeteria em completo silencio, era estranho, pois eu estava indo tomar café com um cara que nem conheço, pelo menos não fora da Tv.
Entramos e pegamos uma mesa mais lá no fundo, ele fez os pedidos assim que a garçonete chegou e então ela saiu.
-Bom, agora que já estamos aqui, posso saber seu nome? –Perguntou ele.
-Ah sim, prazer Rachel. –Estiquei minha mão e o cumprimentei.
-Muito prazer Rachel, sou Peter, ou se preferir, Bruno Mars. –Disse ele ainda segurando na minha mão. Eu sabia que já tinha visto ele em algum lugar, ele é cantor, na verdade não me lembro de ter ouvido as musicas dele, nunca consigo lembrar o nome das musicas que ouço.
-Ah sim, sabia que você não me era estranho. E o que o senhor Bruno Mars fazia tão apressado na rua?
-Eu estava no estúdio aqui na frente e me apressei á toa pra pegar meu carro que deixei estacionado um pouco longe. Só estava indo pra casa, curtir minha folga e fugir um pouquinho do frio das ruas. –Disse ele afrouxando um pouco seu cachecol por estar em um ambiente aquecido.
-Olha eu não quero te atrapalhar ou te fazer perder o dia de folga, então por favor sinta se á vontade pra ir embora se quiser ta? –Falei e ele riu.
-Não vou perder meu dia de folga, estou aqui tomando um café com uma linda mulher que esbarrei na rua. –Ah sim, conheço bem o tipo dele, até que não é de se jogar fora, mas não quero nada que venha de homens assim.
-Tudo bem então, obrigada pelo elogio.
-De nada. Então Rachel, você trabalha com o que? –Perguntou.
-Tenho uma empresa de transportes, a Williams. –Assim que falei nosso café chegou e a garçonete se foi.
-Nossa, então estou diante da empresária de uma das maiores empresas de Los Angeles? –Disse ele todo empolgado.
-Digamos que sim, mas não gosto de ser vista assim, fora da empresa quero ser só a Rachel e você eu não preciso perguntar, pois sei que é cantor.
-Ok então, só Rachel, quer dizer que conhece minha música?
-Conheço apenas seu trabalho, musica mesmo, ouvi mas não me lembro qual foi. –Fui sincera.
-Que bom que gostou. –Disse ele. –Então, um brinde aos nossos bons empregos? –Propôs ele.
-Claro! –Disse e brindamos com os copos de café e começamos a rir da cena antes de tomar. Logo terminamos o café e Bruno pagou a conta então nos levantamos e fomos andando pra fora da cafeteria.
-Obrigado por aceitar tomar café com o desastrado aqui. –Disse ele.
-De nada, sua companhia foi muito agradável.
-Imagina, você também é uma boa companhia. –Ele falou e paramos na calçada.
-Obrigada, então tchau, a gente se vê por aí. –Falei e o dei um beijo no rosto.
-Será que antes de ir, eu poderia pedir seu telefone? Gostei mesmo de tomar café com você. –Disse ele. Bom, eu também gostei de tomar café com ele, só não sei se devo, não somos amigos nem nada disso. Mas sinceramente, eu não aguento mais passar meus finais de semana exatamente iguais, tomando café no mesmo lugar e sozinha.
-Tudo bem, anota aí. –Passei meu número pra ele que anotou e deu um toque pra que eu também anotasse o dele.
-Obriga Rachel, então até mais. –Disse ele, nos despedimos denovo, ele seguiu seu caminho e eu peguei o meu carro e fui pra casa.
Cheguei, larguei minhas chaves na bancada e a bolsa no quarto, peguei minha toalha e fui tomar um banho morno pra relaxar. Depois fui até a cozinha, comi alguma coisa e voltei pro quarto, deitei na cama e fiquei vendo Tv até pegar no sono. Acho que não dormi nem 5 minutos e meu celular tocou, era a Andrea.
-Alô! –Falei com voz sonolenta.
-Oi Rachel, estava dormindo? –Perguntou ela.
-Oi Andrea, eu estava, mas acho que cochilei só. Aconteceu alguma coisa? –Falei ficando sentada na cama.
-Na verdade não, eu quero te convidar pra sair, eu e você, ir em algum lugar, se divertir um pouco, topa? –Perguntou ela. Até que não seria uma má idéia, eu nunca tenho nada pra fazer mesmo.
-Pode ser, aonde vamos?
-Sabe aquele restaurante ótimo que tem na avenida? Então é lá mesmo.
-Ok, vou me arrumar e te encontro lá daqui a 40 minutos pode ser? –Falei já me levantando.
-Pode ser, então até lá, beijos.
-Beijos. –Falei e desligamos então me levantei e fui decidir que roupa usaria já que estava frio lá fora. Resolvi usar um sobretudo por cima de um vestido, pois o restaurante é um pouco fino e lá dentro poderei tirar o casaco mesmo então será isso. Separei a roupa em cima da cama, fui escovar os dentes e voltei pra me vestir e me maquiar. Passei uma maquiagem própria pra noite, meu batom vermelho que eu amo, meu perfume e coloquei meu sapato então conferi se a casa estava fechada, peguei minha bolsa, chaves do carro e fui.
O restaurante não ficava longe da minha casa por isso não demorei muito pra chegar lá, tinha dado quase o tempo em que havíamos combinado de nos encontrar então entrei e logo o garçom me levou até a mesa em que Andrea estava.
-Oi, demorei? –Perguntei me sentando.
-Na verdade não, cheguei faz uns 10 minutos só.
-Menos mal, pensei que tinha demorado. –Coloquei a mão no peito como sinal de alívio e ela riu. –Quer pedir já?
-Pode ser. –Disse ela fazendo sinal pra que o garçom viesse á nossa mesa. Ele entregou os cardápios e nós fizemos nossos pedidos junto com as bebidas. Como nós duas estávamos dirigindo, pedimos bebidas sem álcool e logo o garçom se foi então ficamos conversando.
-Adivinha quem esbarrou em mim hoje? –Perguntei pra Andrea que ficou com uma cara de interrogação.
-Quem? –Perguntou ela.
-Sabe o Bruno Mars, o que faz o clipe do rosto da menina com a fita, daquela música bem bonita?
-Não acredito, sério? Como foi?–Disse ela animada.
-Sim, eu estava lendo jornal no meio da rua e nós nos esbarramos, ai sem querer ele derrubou meu café e pediu se podia pagar outro, aí eu aceitei e depois do café ele foi pra casa e eu também. –Falei e ela ficou sorrindo.
-Nossa que sonho, aquele homem é lindo demais. E vocês não trocaram telefone ou nada assim? –Perguntou ela um pouco eufórica demais. Não posso negar que ele é sim um homem muito bonito, mas nada de mais.
-Exagerada você. Sim ele pediu meu telefone e eu passei, afinal ele foi muito gentil. –Pronto, ela surtou, quase teve um ataque no restaurante.
-Ahh então já estão assim é? Vão sair denovo?
-Claro que não né, não se empolga. Ele falou que queria marcar algo, mas duvido que ele vá ligar, ele tem coisas pra fazer e não pode ficar ligando pra todo mundo que encontra na rua né. –Já acabei com as esperanças dela, afinal, ele realmente deve ter mais coisas pra fazer do que ficar ligando pros outros.
-Pois eu ainda acho que ele vai ligar, e se ligar, você vai aceitar sair com ele e não tem conversa. –A Andrea é do tipo que ama tentar arrumar namorado pros outros, mas quando se trata dela, não quer nem conversa.

-Ah sim, vai sonhando. –Falei e logo nossos pedidos chegaram, nós comemos tranquilamente enquanto conversávamos e olhávamos as pessoas em volta, comentávamos sobre os casais e sobre várias outras coisas. Depois pagamos a conta e fomos pra casa, eu estava super cansada então depois que me troquei, eu escovei os dentes e me joguei debaixo do edredom, adormecendo em poucos minutos.

***
E então gente bonita? Oq acharam. E o Bru? Acham que ele vai ligar pra Ray? Beijos e até a próxima heheh