quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 19

Olha só quem reviveu do limbo? Eu mesmo hahaha Bom, como eu já disse, anda muito difícil pra escrever e postar mas não vou abandonar a fic de jeito nenhum. Só preciso que entendam que eu vou postar sempre que tiver um tempo. Desculpem qualquer erro e boa leitura.
***

Bruno’s Pov

Logo depois que o pai da Rachel chegou, o silêncio tomou conta da casa. Ninguém falava nada, apenas ficávamos nos encarando e Rachel não soltava minha mão nem por um segundo então Connor sugeriu que eu e ele fossemos dar uma volta e deixar os dois conversarem. Nesse exato momento ela me olhou implorando pra que eu ficasse, mas eu sabia que sair dali seria o melhor a fazer, do contrário, ela e o pai nunca se entenderiam, e eu não a queria mais ver triste. Eles precisam desse tempo sozinhos, pra dizer tudo aquilo que está entalado na garganta.
-Será que eles vão se entender? –Connor pergunta me tirando dos pensamentos enquanto caminhamos pelo gramado de trás do quintal dela, que por sinal era bem cuidado.
-Eu espero que sim, mas a Rachel é muito insegura quando se trata dessas coisas. Ela pode explodir a qualquer momento e isso será um momento tenso pra todo mundo. –Comentei com ele.
-Bom, eu não conheço muito da personalidade dela, mas ela parece ser bem assim mesmo. E eu gostei muito da ideia de ter ela como minha irmã então seila, eu queria muito que eles se entendessem pra que pelo menos um pedaço da família ficasse junta. –Ele transpareceu um pouco de tristeza em sua voz. Deve ser realmente desgastante passar por tudo o que todos passaram.
Nos sentamos em algumas cadeiras que haviam e ficamos ali, conversando e tentando descobrir o que estavam falando quando de repente ouvimos ela gritar.
-Não venha me falar de amor. Eu nem sei o que essa palavra significa. Amor. As pessoas dizem que amam as outras como se estivessem dando bom dia. Sabe aquele homem que está nesse momento lá fora com o meu irmão? Ele diz que me ama e eu vejo todos os dias a decepção no rosto dele quando eu não digo que o amo também e sabe porquê? Por que ninguém foi capaz de me mostrar o que é amar. Ninguém. –Ela disse com a voz perceptivelmente embargada e então Connor me olhou curioso. Eu fechei os olhos e respirei fundo. Era realmente difícil admitir que eu estivesse amando alguém que não me amava.


-Como assim ela não te ama? Vocês não são namorados? –Ele perguntou e eu confirmei com a cabeça.
-Não somos namorados. Eu digo isso, pois é o meu desejo, e é mais fácil do que explicar pras pessoas o motivo de andarmos de mãos dadas ou nos beijarmos publicamente e não sermos namorados. Ninguém entenderia. –Falei e ele acenou com a cabeça, dando a entender que ele compreendeu. Não ouvimos mais nada depois disso e a única coisa que passava pela minha cabeça era correr até lá e abraçá-la
OFF

Depois de toda aquela discussão, ficamos abraçados em silêncio. Isso não era um perdão total, e ele sabia disso, mas era uma chance de começarmos aos poucos a viver nossas vidas juntos outra vez.
-Err, desculpa atrapalhar. Tá tudo bem? –Bruno perguntou meio sem graça enquanto adentrava a sala com Connor. Soltei o abraço de Bradley e fui correndo abraçar Connor.
-Obrigado por não desistir de mim nem do papai. –Falei no ouvido de Connor que me abraçou mais forte e me deu um beijo na bochecha então soltei dele também e corri pro Bruno.
Com ele não foram necessárias palavras, nossos corpos abraçados, transmitindo calor um para o outro já diziam tudo. Ele deslizava suas mãos pelas minhas costas e me abraçava com toda a ternura do mundo enquanto eu liberava minha respiração tremula. Bruno me deu um beijo na testa e então nos sentamos todos na sala outra vez e aos poucos fomos iniciando uma conversa, pra descontrair o clima.
-Vejo que está cuidando muito bem da empresa minha filha. –Disse Bradley sorrindo, deixando algumas poucas rugas a mostra. Realmente a única coisa boa que a família da minha mãe nos deixou foi essa empresa.
-É acabei levando jeito pra coisa. –Comentei sorrindo também então senti Bruno acariciando minha mão de leve.
-E você? Peter, quero dizer, Bruno... Afinal, como devo te chamar? –Perguntou ele pro Bruno que riu.
-Meu nome verdadeiro é Peter, mas pode me chamar de Bruno. Bruno Mars.
-Claro, e no que você trabalha Bruno? –Perguntou meu pai, fazendo seu papel de pai, o que acabou sendo engraçado. Eu, Bruno e Connor nos olhamos com uma expressão engraçada pelo fato dele não saber quem é Bruno Mars.
-O Bruno é cantor pai, ele é muito famoso. –Falei sorrindo como uma boba e olhando pro Bruno, que pareceu um pouco tímido e abaixou a cabeça enquanto sorria também.
-Que ótimo, é um prazer conhecê-lo Bruno. E me desculpe, mas sou um pouco desligado desses assuntos, sabe como é. A polícia me toma muito tempo então quase não sobra tempo pra nada. –Disse ele e nós nos olhamos.
-Polícia? –Eu e o Bruno dissemos juntos e então foi a vez de Connor e do papai rirem.
-Explica pra eles pai. –Conn disse ainda rindo.
-Eu sou chefe da polícia filha. No momento da polícia de Los Angeles, pois fui transferido de Sidney pra cá. –Ele disse e senti Bruno ficar inquieto, talvez inseguro ou seila.
A conversa fluiu bem entre nós e depois de algum tempo eles foram pra casa, pois estavam cansados, mas Bradley disse que queria marcar algo pra fazermos amanha, o que me pareceu uma boa ideia, então eu fui até a cozinha e lavei um pouquinho de louça que havia lá quanto Bruno ficou na sala.
-Então Ray, eu não quis perguntar antes, mas vocês estão de bem, se acertaram ou? –Bruno perguntou encostado na porta da cozinha.
-Na verdade o que vai acontecer é que vamos voltar a conviver, e acho que isso com o tempo vai melhorar nossa relação, mas agora ainda é cedo pra dizer algo concreto. Não posso dizer que vou conseguir esquecer de uma hora pra outra, mas vamos ver o que acontece a partir de agora. –Falei e ele me abraçou por trás.
-Eu só quero que fique bem Rachel. Eu não gosto de te ver triste. –Ele disse beijando minha bochecha e saindo a em direção a sala então soltei um suspiro e sequei minhas mãos no pano de prato, indo em seguida pra sala, onde agora ma musica começava a tocar no player.
-Bru? Cadê você? –Falei andando devagar pelo lugar que continha apenas o abajur ligado então senti Bruno pegar na minha mão e me envolver para um abraço, me embalando no ritmo da introdução da musica. Assim que a musica começou, Bruno levantou meu queixo com a mão e começou a cantar junto.

If you want words, to put your mind at rest tonight, come and shout about it.
(Se você quer palavras pra colocar sua mente em descanso esta noite, venha e grite sobre isso.)
We can talk, for hundred miles and drive, where you’re less surrounded
(Nós podemos falar, por cem milhas e dirigir. Onde você estiver menos cercada)

Ele depositou um beijo calmo na minha testa e me abraçou outra vez, nos fazendo sentir a melodia gostosa da musica enquanto nos balançávamos de um lado pro outro naquele ambiente pouco iluminado.

I’m so sorry i can’t stop myself from staring at you
(Me desculpe, eu não consigo parar de olhar pra você)
When you’re tired and blue my dear
(quando você está cansada e triste minha querida)
It’s Just any reason I get to be closer to you
(qualquer razão para me aproximar de você)
I wanna shout about it
(Eu quero gritar sobre isso)

-Bru, você me ouviu dizendo aquelas coisas pro meu pai sobre você hoje a noite não é? –Perguntei com meu rosto na curva do seu pescoço e senti ele acenando que sim com a cabeça. –Me desculpa Bruno, mas você sabe que eu...
-Ray, não quero falar sobre isso agora ok? Só quero que fique tudo bem com você. –Ele falou e eu concordei então fomos pro quarto e nos deitamos. Eu fiquei acariciando seu cabelo e seu rosto em silêncio, até que ele dormisse e depois eu acabei adormecendo também.
***
-Bom dia Andréa. –Falei um pouco animada assim que cheguei na empresa e passei pela sala da Andréa.
-Bom dia Ray –Disse ela com um olhar confuso. Eu acenei com a cabeça e segui pra minha sala.
Estamos no dia 19 de dezembro, praticamente na semana do natal então vamos trabalhar até sexta. Era pra termos parado já, mas peguei um carregamento grande e que precisa de uma supervisão então vamos até sexta. Domingo como todos sabem é natal, sim num domingo, e também é meu aniversário. Claro que o Bruno já inventou de fazer um mega natal/festa de aniversário/emendando com o ano-novo lá na casa dele e chamou tanta gente que eu não consigo nem lembrar.
Meu relacionamento com meu pai está melhorando cada vez mais, estamos realmente tendo uma relação de pai e filha, e com o Connor também, ele e a Andréa estão juntos e felizes ainda. Nós saímos algumas vezes pra passear por Los Angeles, mas foram só algumas vezes, pois realmente a polícia toma muito o tempo dele e ultimamente o Bruno também anda muito ocupado no estúdio, eu e a Andréa muito ocupadas aqui na empresa por conta dos carregamentos grandes de fim de ano e o Connor, bom, nunca havia falado no que ele trabalha eu acho, mas ele é formado em relações internacionais e está sempre viajando por conta disso.
Eu e o Bruno estamos bem, poderíamos estar maravilhosos, mas estamos apenas bem já que andamos brigando em alguns desses dias, pois eu ainda não consigo aceitar o fato de que ele passa noites sem dormir por ficar preocupado comigo durante minhas crises de pesadelo, espasmos musculares etc. Ele está sempre com olheiras e cansado, ele diz que não, mas eu vejo nos olhos dele que ele precisa descansar. Ontem mesmo brigamos, pois eu disse que iria voltar a tomar o anticoncepcional, que havia parado naquela semana por conta do calmante que já não estou mais tomando, e ele não queria que eu voltasse a tomar por conta da quantidade de hormônios que tinha lá e que isso fazia mal ao organismo. Ele disse que pra ele não importava se ele precisasse usar proteção, ele apenas não queria me ver tomando essas porcarias, e acabamos brigando e eu fui pra minha casa dormir lá. Bom, não estamos namorando mesmo.
-Ray, posso entrar? –O barulho de Andrea batendo na porta e sua voz me fizeram sair dos meus pensamentos.
-Oi pode sim, desculpa eu tava distraída aqui. –Falei e ela acenou com a cabeça.
-Brigou com o Bruno outra vez? –Ela perguntou sentando-se a minha frente e eu soltei um suspiro.
-Outra vez. –Soltei um sorriso fraco. –Mas esquece isso, o que tem pra mim hoje? –Perguntei mudando logo de assunto.
-Na verdade nada aqui, mas lá no barracão temos o dono do carregamento de ferramentas, eles vão começar a carregar logo. –Ela falou e então me levantei pois iria acompanhar todo o carregamento pra que nada desse errado.
Caminhamos até o barracão em silêncio e chegando lá avistamos os funcionários carregando várias ferramentas como, machados, facões, serrotes e coisas desse tipo, parecia que alguém iria abrir uma grande loja.
-Olá, Rachel não? –Um homem alto e entroncado disse esticando sua mão pra mim.
-Sim, e o senhor? –Dei a mão pra ele e sorrimos rapidamente um para o outro.
-Sou Dean, Dean Harris. Sou responsável pelo carregamento das ferramentas que vão pra St. Clarita Hills.
-Ah claro, é um prazer fazer negócio com você. Preciso que você assine isto e podemos encaminhar o primeiro caminhão já. –Disse entregando-lhe uma nota que estava nas mãos da Andrea e ele assinou me devolvendo em seguida.
***
Assim que cheguei em casa fui tomar um banho e lavar meu cabelo, e quando voltei pra sala, encontrei um ser de 1,65 cm sentado no meu sofá. Respirei fundo e pigarreei pra que ele me visse ali.
-Oi Ray. –Disse ele baixinho, olhando nos meus olhos.
-Bruno olha só, se você veio aqui pra brigarmos, por favor, hoje não. Eu to cansada e preciso comer. –Falei sendo dura já que eu sabia que se não fosse, cederia a qualquer carinho dele.
-Eu não vim aqui pra brigar Ray. –Ele levantou e veio na minha direção. –Eu vim aqui pra nos acertarmos. Eu não queria ter discutido com você, mas eu fico muito preocupado com a sua saúde, eu não suportaria te perder Rachel, você sabe disso. –Ele levantou sua mão de leve e deixou-a acariciar minha bochecha.
-Tudo bem Bruno, eu sei, mas realmente estou cansada de discutirmos por motivos assim. Eu não vou mais tomar o remédio, sei que faz mal, mas eu me preocupo muito com essa história de ter filho. –Ele sorriu assim que falei e então me abraçou forte.
-Senti falta do seu abraço hoje. –Disse ele no meu ouvido.

-Eu também.  –Falei e ele se afastou, segurando meu queixo com a mão e me beijando, do jeito que só ele sabe.

***
É o seguinte, esse capitulo conteve detalhes muito importantes pro futuro da fic e da Rachel então se forem espertas vão captar hahahah Espero que tenham gostado e comentem. Até a próxima amoreees.
Ahhh, me adicionem no snap: drielly.andrade e me sigam no twitter @marsbaranga  obg dnd fuui

sábado, 23 de agosto de 2014

Capítulo 18

Olá amorecas da minha vidaa <3 espero que gostem do cap. Hoje tem tretaaaaaaaaaas. Boa leituraa.
***

Bruno’s Pov

Depois que eu disse pra Rachel que a amava, ela ficou sem reação, apenas ficou me encarando então pra quebrar o clima eu acariciei sua bochecha então ela sorriu e se afundou no meu pescoço.
-Boa noite minha linda. –Falei beijando sua cabeça, mas ela não respondeu. Eu poderia jurar que ela estava dormindo se não fossem por algumas lágrimas que eu senti respingarem no meu braço. Tentei não pensar nisso, mas não consegui, e infelizmente o sono não veio por um bom tempo então fiquei apenas observando ela dormir. Parecia um anjo e quem a olha assim não imagina o quanto ela sofreu, o quanto é perturbada por um passado que foi arruinado por um verme, um homem nojento. Eu juro que se um dia eu encontrar esse Paul, ele vai desejar nunca ter nascido.
No dia seguinte senti quando Rachel se mexeu na cama, mas eu não conseguia abrir os olhos, estava com muito sono. Ela também nem me chamou, apenas ouvi ela ir ao banheiro e depois sair do quarto e então dormi denovo.
OFF

Na manha seguinte eu acordei já eram dez horas, ainda bem que eles não vêm pro almoço, pensei enquanto tirava o braço do Bruno da minha cintura e ia ao banheiro. Resolvi deixar o Bruno dormindo mais um pouco pois sabia que logo ele iria levantar e fui tomar meu café tranquilamente então logo comecei a lavar a louça e me empolguei arrumando o resto da casa. 


Quando olhei no relógio já eram onze e meia, e nada do Bruno, então resolvi chamá-lo.
-Bru, acorda dorminhoco. –Falei dando selinhos nele que sorriu e começou a se mexer na cama, apertando os olhos.
-Hmmm. –Ele resmungou ainda de olhos fechados, agarrando minha cintura e me fazendo deitar ao seu lado enquanto se embrenhava no meu peito, me abraçando com força.
-Você parece um adolescente que não quer levantar pra ir á escola pois ficou em alguma festa até tarde. –Falei rindo com o rosto perto da sua nuca, devido a posição em que ele havia me abraçado.
-Eu to com muito sono, não quero levantar. –Ele resmungou.
-Então quer dizer que eu te deixei cansadinho ontem a noite ein Peter? Levanta que já passou de onze e meia. –Falei ele levantou a cabeça arregalando os olhos.
-Caramba, eu dormi demais mesmo, mas não consegui dormir de noite. Crise de insônia. –Ele disse deitando a cabeça no meu colo e minhas mãos automaticamente passaram a acariciar seus cabelos.
-Crise de insônia Bruno? Você não é disso. Vem vamos lá que eu vou fazer alguma coisa pra almoçar e depois tenho que preparar meu psicológico pra rever o Bradley. –Falei e ele levantou indo em direção ao banheiro.
-Seu pai. –Disse ele me corrigindo.
-Bradley. –Rebati saindo do quarto. –To esperando lá na cozinha. –Falei e sai do quarto.
-Meu Deus, acho que esse risoto foi a melhor coisa que já fiz na minha vida. Palmas pra mim. –Bruno disse se deliciando com mais um pouco de risoto, já que não conseguimos comer tudo ontem.
-Deus, você só sabe pensar em comida Bruno. –Falei revirando os olhos e rindo.


-E no que você tá pensando se não em comida? –Ele limpou a boca num guardanapo e se esparramou na cadeira.
-Quer saber mesmo? –Perguntei e ele acenou que sim. –To pensando em ontem a noite, mais especificamente depois da janta. –Ele arregalou os olhos surpreso e eu ri.
-No que foi que eu transformei você Williams? –Ele disse bem devagar dando um ar misterioso na pergunta.
-Sinceramente? Eu não sei Hernandez. –Nós dois rimos e então saímos da mesa. Bruno lavou os pratos e depois fomos tomar um banho. Quando saí, enrolei meu cabelo numa toalha e liguei pro Connor.
-Alô? –Disse ele do outro lado da linha.
-Oi Conn, é a Ray. Tudo bem?
-Oi mana, tudo sim e você. –Ele parecia mais animado e me deixava muito feliz saber que ele gostava de mim assim, com tão pouco tempo de convivência.
-Estou bem também? –Falei e o silencio predominou. –Err Conn, a que horas você vem? –Perguntei receosa.
-Daqui a meia hora estamos chegando aí. –Assim que ele falou percebi o som de outra voz masculina ao fundo. Bradley.
-Hmmm Ok. Vou desligar agora. Beijos.
-Beijos Ray. –Falou e desligamos.
Eu estava tentando não parecer nervosa, mas depois de ter ouvido sua voz não sei se consigo. Fui até o meu quarto onde Bruno estava esparramado na cama mexendo no celular.
-Falou com ele? Quando eles vem? –Bruno voltou seus olhos pra mim enquanto eu pegava meu secador e ligava na tomada, levando um puta susto por ele funcionar assim que liguei. Eu sempre esqueço os botões ligados aí quando ligo na tomada é sempre um susto.
-Meia hora. –Disse apenas isso e comecei a secar meu cabelo que não demorou muito pra ficar do jeito que eu queria.
-Hey, não precisa ficar nervosa, vai dar tudo certo, e eu prometo que estarei aqui com você, sempre. –Senti seu abraço me envolver enquanto ele afagava meus cabelos. Soltei um suspiro alto e o abracei com força, inalando seu cheiro calmante.


-To assustada com tudo isso Bruno. Olha só como a minha vida mudou em tão pouco tempo. –Falei e então ele segurou meu rosto com as duas mãos.
-Você não precisa ficar. Eu estou aqui e sempre estarei. Você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço. Vai ficar tudo bem. –Ele disse e eu concordei com a cabeça então ele se inclinou sobre mim e me deu um selinho, mas logo foi interrompido pela campainha.
-São eles. –Eu falei e minhas pernas começaram a tremer então Bruno segurou minha mão e com toda sua confiança, me guiou até a porta. Eu serei forte, não vou me deixar abalar.
Abri a porta devagar e logo vi Connor sorrindo pra mim. Nos abraçamos fortemente.
-Vai dar tudo certo. –Ele sussurrou no meu ouvido e eu acenei com a cabeça então nos afastamos e ele liberou minha visão, me deixando ver Bradley. O homem que eu não via desde a minha infância e que mesmo assim, eu me lembrava dele como se fosse ontem.
-Pai, essa é Rachel, sua filha. –Disse ele nos apresentando enquanto Bradley se aproximava cautelosamente.
-Minha filha! –Ele disse baixo, sorrindo um pouco, deixando algumas lágrimas transparecerem nos seus olhos.


-Bradley. –Eu disse baixo também, sem saber o que fazer então por sorte, Bruno me salvou.
-Por favor, entrem. –Bruno tomou a iniciativa, colocando a mão em minha cintura e fazendo sinal pra que entrassem. Connor passou e cumprimentou Bruno com um meio abraço e quando Bradley passou, ele parou em frente ao Bruno e esticou a mão.
-Senhor Evans. Prazer, Peter Hernandez. –Eles se deram as mãos e logo nos sentamos na sala. O clima estava tenso, ninguém falava nada, apenas nos olhávamos de vez em quando.
-Hmm Bruno. Que tal se formos lá pro quintal dar uma volta enquanto eles conversam? –Connor falou se levantando então olhei pro Bruno, implorando pra que ele recusasse, mas não, ele concordou com Connor e os dois saíram em direção ao quintal.
Olhei pra Bradley que me olhava incessantemente, esperando que o silêncio fosse quebrado.
-Bruno? Mas não era Peter? –Ele perguntou tentando descontrair o clima.
-É nome artístico Bradley, mas isso não vem ao caso agora. –Fui fria.
-Pode me chamar de pai. –Eu preferia ser surda do que ter escutado isso.
-PAI, é a única coisa que você não tem o direito de ser chamado então pra mim ainda é Bradley.
-Rachel, filha, não faz assim comigo. Eu tenho meus motivos e vim aqui justamente pra te dizer tudo isso. Eu preciso que entenda que foi preciso.
-Foi preciso? Por favor, não me venha com essa. –Falei sarcástica.


-Por favor, me deixe dizer meus motivos. –Ele pediu me olhando com suplica.
-Não papai. Eu vou explicar meus motivos pra nunca mais olhar na sua cara. Você largou a mim e a minha mãe quando eu era apenas uma criança, me deixando sem uma figura paterna com quem contar pro resto da vida. Você foi embora sem ao menos me dizer o motivo e nunca mais voltou. Você fez eu passar o pior inferno da minha vida quando minha mãe arrumou outro marido. Tudo por que VOCÊ foi embora. Então não venha me falar de motivos. Se eu não era bem vinda pra vocês, vocês não deveriam nem ter me deixado nascer então.  –Eu simplesmente despejei as palavras em cima dele. Meus olhos já transbordavam em lagrimas.
-Eu sei Rachel, sei que fiz tudo errado e que não fui um pai exemplar pra você, mas a verdade é que eu e sua mãe nunca nos amamos de verdade e por isso nos separamos durante um ano quando você nasceu. Eu ainda era jovem demais e acabei me envolvendo com a mãe do Connor, que por sinal também abandonei por muito tempo, mas sua mãe não contou isso pra você. –Ele disse com as mãos na cabeça enquanto tentava me convencer.
-Você está dizendo agora que a minha mãe é a culpada? Tá certo que ela também não fez seu papel maternal, mas querendo ou não foi ela quem me criou.
-Eu sei Rachel, mas eu queria te contar que eu tinha outra família antes de ir embora, mas ela não deixou, ela queria que você passasse o resto da vida pensando que eu nunca te amei. Mas sim Rachel, eu te amei, e ainda te amo. Você é minha filha e eu te amo.
-Não venha me falar de amor. Eu nem sei o que essa palavra significa. Amor. As pessoas dizem que amam as outras como se estivessem dando bom dia. Sabe aquele homem que está nesse momento lá fora com o meu irmão? Ele diz que me ama e eu vejo todos os dias a decepção no rosto dele quando eu não digo que o amo também e sabe porquê? Por que ninguém foi capaz de me mostrar o que é amar. Ninguém. –Ele ficou parado por um tempo apenas me olhando enquanto lágrimas desciam pelo seu rosto.
-Se eu pudesse eu faria tudo diferente Rachel, mas infelizmente eu não posso. E foi por isso que eu vim até aqui. Eu vim te pedir desculpas, pois eu sei que tenho culpa sobre tudo isso, e pedir que me dê uma chance de mostrar pra você que eu te amo. Por favor. É só o que eu peço. –Ele disse se aproximando de mim e eu dei um passo pra trás.
-E eu? Eu terei uma segunda chance? Eu terei minha adolescência de volta? Terei minha vida outra vez? Ou vai me dizer que não sabe que eu fui estuprada pelo ex-marido da minha mãe? Ou que não sabe que eu tenho ataques de pânico toda vez que ele assombra meus pesadelos? –Falei abaixando o tom de voz e chorando cada vez mais enquanto olhava pro chão. Senti Bradley me abraçando, mas não cedi e continuei com o corpo rígido.
-Eu sei de tudo isso minha filha. E eu voltei pois eu quero concertar as coisas com você, quero fazer parte da sua vida a partir de agora e para todo o sempre. Você pode me odiar por quanto tempo você quiser, mas eu te amo e quero que saiba que a partir de hoje, você querendo ou não, eu estarei aqui pra te proteger de agora até quando eu morrer. –Aquelas palavras me acertaram de uma forma inexplicável. Aquele abraço que esperei tantos anos pra receber outra vez, seus carinhos, suas palavras, sua voz. A voz que me contava histórias antes de dormir e que me acordava de manha quando eu não queria ir pra escola.
Discretamente coloquei meus braços ao redor dele e o abracei de volta, derramando todas as minhas lagrimas que ainda restavam.
-Eu não te odeio... Pai.

***
Então o que acharam? Será que a Ray vai perdoar o Brad de vez? E o que acharam dele? Logo mais vocês vão entendem o motive de ele ser esse persongem mais forte hahaha Beijo beijo, comentem por favor e até a próxima


domingo, 17 de agosto de 2014

Capítulo 17

Olha só quem chegou gatas. Ontem e hoje eu tive muito tempo livre então escrevi esse mega capitulo pra vocês. 
Quero dizer também que provavelmente a fic não seja tãão comprida e nos próximos capítulos coisas, muitas coisas, vão começar acontecer e já tenho mais uma fic em mente. Em breve posto a sinopse pra vocês ;) Boa leitura e aproveitem o hot. Aproveitem BEM.
***

Bruno’s Pov

Assim que saí do banho, me vesti e fui me deitar atrás da Rachel, estava louco por um carinho.
-Rayzinha. –Chamei-a com uma voz suave, esperando que ela se virasse pra mim e sorrisse, mas não foi o que aconteceu. Ao contrário do que eu esperava, Rachel começou a ter espasmos musculares e a respirar pesado, ou melhor, a não respirar. Ela estava ficando roxa enquanto eu tentava fazê-la voltar.
-Rachel, Rachel acorda. –Eu dizia chacoalhando ela, mas ela não esboçava nenhuma reação, havia apagado.
Peguei meu celular correndo e disquei para a emergência enquanto tentava fazer com que ela respirasse denovo, mas nada adiantava então assim que a emergência chegou ela foi levada pra ambulância e fizeram massagem cardíaca ali mesmo enquanto a entubavam pra poder respirar. Liguei pro Phil vir até a minha casa me pegar, pois eu não estava em condições de dirigir e não me deixaram ir ambulância então minutos depois ele já estava lá.


Assim que chegamos ao hospital algumas pessoas me reconheceram e ficaram me olhando, mas não dei bola e fui direto até a recepção pra saber da Rachel.
-Por favor, preciso de informações sobre uma paciente. –Eu dizia ofegando enquanto a moça da recepção digitava algo no computador, mas logo parou e olhou pra mim.
-Qual o nome da paciente, por favor? –Perguntou ela enquanto Phil me olhava concentrado.
-Rachel. Rachel Williams. –Falei apressadamente então ela digitou o nome da Rachel no computador e em seguida olhou pra mim com uma expressão negativa.
-Desculpe, mas ainda não temos informações sobre a paciente em questão, pois ela deu entrada a poucos minutos. –A recepcionista disse.
-Como não? Eu preciso saber dela. –Alterei meu tom de voz e ela me olhou assustada. Eu já não respondia por mim, se acontecesse algo com a Rachel eu não sei o que faria.
-Hey Bruno calma, a moça não tem culpa cara. –Disse Phil colocando a mão no meu ombro e me tirando da frente dela. –Desculpe senhorita. Assim que tiver alguma noticia pode pedir pra chamarem Peter Hernandez? –Phil disse e a moça concordou. –Vem Bro, vamos sentar.
-Tudo bem, me desculpe, eu não queria gritar com você. –Falei pra ela que sorriu e acenou com a cabeça então seguimos pra sala de espera e Phil me fez contar exatamente o que aconteceu. Meus olhos ardiam só de lembrar do rosto dela, aquele rosto tão lindo e meigo, todo roxo enquanto ela tentava respirar agoniada.
-Cara, vai ficar tudo bem ok. Logo você vai poder abraçá-la outra vez e vai ficar tudo certo. –Phil terminou de dizer e ouvi meu nome sendo chamado.
-Peter Hernandez? –O Medico chamou então me levantei correndo e fui até ele que segurava uma prancheta nas mãos. –Olá, sou o Dr. McVey, mas me chame de Roger. E você é o que da paciente Rachel Williams? –Ele perguntou enquanto seguíamos por um corredor que parecia não ter fim.
-Hmm, sou o namorado dela. A situação dela é grave doutor? –Perguntei aflito então paramos na frente de uma porta.
-Não é grave, mas poderia ser se você não chamasse a ambulância a tempo. Tivemos que reanimá-la pois ela havia ficado sem respirar por alguns minutos, mas agora ela está bem. Está dormindo no momento. –Ele falou e um calafrio me tomou conta só de imaginar o que poderia acontecer com a Rachel. Ele abriu a porta e lá estava ela deitada na cama do hospital, tão tranquila, tão serena, tão ela. –Ela vai acordar daqui a pouco e provavelmente terá alta hoje mesmo. Vou te deixar aqui e qualquer coisa é só apertar aquele botão ao lado da cama pra chamar a enfermeira. –Ele disse apontando pro botão perto da mão dela.
-Ok, muito obrigada doutor. –Falei apertando sua mão então ele sorriu e saiu da sala.
Me aproximei dela e recostei minha cabeça em seu peito enquanto afagava meus cabelos macios e ouvia sua respiração. E como era bom saber que ela estava respirando.


-Eu fiquei tão preocupada com você Ray, não me perdoaria se algo acontecesse com você, mas foi tão rápido. –Falei baixinho na esperança de que ela pudesse me ouvir então senti algumas lágrimas descendo pelo meu rosto. Meu Deus, eu estou perdidamente apaixonado por essa mulher.
Alguns minutos depois senti Rachel mexer sua mão, que se encontrava presa a minha, e lentamente abrir seus olhos. Eu avidamente me aproximei dela e afaguei seus cabelos olhando sua expressão que se contorcia por estar acordando.


-Bruno? –Disse ela ainda sem abrir os olhos.
-Ray tá tudo bem. Eu estou aqui com você e vai ficar tudo bem minha linda. –Eu fiz carinho na bochecha dela e ela finalmente abriu os olhos, sorrindo assim que me viu e me fazendo sorrir também. Eu a abracei com força por cima da cama, colocando meu rosto embrenhado em seus cabelos.
-O que aconteceu Bru? –Ela perguntou com a voz fraca então me afastei e apertei o botão pra chamar a enfermeira.
-Na verdade eu não sei direito, você começou a hiperventilar depois que te chamei de Rayzinha e acabou ficando sem ar. –Quando falei aquele nome denovo ela arregalou os olhos e sua mão segurou a minha com força. Era aquilo.
-Por favor, não diga esse nome, por favor Bruno. –Ela disse e uma lágrima escorreu pelo canto do seu olho enquanto ela me olhava suplicando pra que eu não dissesse mais. –Era desse nome que ele me chamava. –Eu sabia quem era o “ele” então apenas concordei e a abracei outra vez.
Logo a enfermeira chegou e liberou a Rachel, que foi se trocar e logo voltou pra irmos até a sala do doutor conversar com ele sobre algum remédio que ela teria que tomar.
-Bom Rachel, eu vou te receitar esse calmante por uma semana, pois pude ver que você está com alguns distúrbios de sono, mas você não pode misturar com mais nenhum remédio durante essa semana. Você não tem nada que possa ser diagnosticado então precisamos fazer um teste pra ver como seu organismo reage ao medicamento e daqui uma semana você volta aqui pra podermos analisar como está indo.
OFF

Depois que saímos do hospital Bruno me levou de volta pra casa dele pra podermos dormir, afinal, eu ainda tenho que trabalhar no outro dia. Ele parecia que estava cuidando de um bebe e não saia de perto de mim um segundo, eu achava até fofo, mas me sinto como se eu fosse incapaz de fazer as coisas. Tomei o remédio que o doutor receitou e logo fomos dormir, pois ele faz efeito rápido e o Bruno estava podre de sono.
***
Finalmente é sexta a noite. Amanha é dia dez, o que significa que meu pai chega, e ele vai lá em casa amanha com o Connor pra me ver e pra conversarmos. Eu decidi que vou deixar acontecer, vou ouvir o que ele tem a dizer e ver o que vai acontecer, mas preciso confessar que estou mega tensa e nervosa.
Cheguei em casa depois do trabalho e quase morri de susto ao ver um anão gostoso de cueca cozinhando na minha casa.
-Bruno, como você entrou na minha casa? –Perguntei largando minha bolsa na bancada, que por sinal estava iluminada por velas, e olhando tudo em volta. A casa tinha pétalas de rosas espalhadas por alguns lugares e muuuitas velas aromáticas. Bruno veio até me pegou pela cintura com uma mão só, me juntando ao seu corpo e me dando um beijo caloroso.
-Boa noite pra você também minha princesa. –Ele falou com os lábios roçando nos meus, me causando um êxtase por todo o corpo. –Hoje de manhã eu roubei a chave reserva do seu molho de chaves. –Ele me deu mais um selinho e se afastou lambendo os lábios. Olhei pro seu corpo vestido apenas naquela boxer branca e logo desviei meu olhar pra não acabar me perdendo.
-Boa noite gatinho. Agora pode me dizer o que significa tudo isso? –Falei divertidamente e ele sorriu voltando ao fogão, cuidando alguma coisa que cheirava muito bem. Ele logo desligou o que estava cozinhando e voltou a olhar pra mim.
-Sai mais cedo do estúdio hoje e resolvi fazer um jantar pra nós, afinal, você precisa relaxar, eu preciso relaxar então vá lá e tome um banho rápido que a janta está pronta. –Ele disse largando o pano de prato na pia.
-Tudo bem. Quer ir comigo? –Perguntei sorrindo maliciosamente.
-É um convite tentador, mas eu já tomei, talvez mais tarde precisemos de um outro banho. –Disse ele aproximando nossos corpos com um puxão enquanto sua mão pairava no meu cabelo, segurando com certa força, mas sem machucar. Deixando o erotismo no ar. –Agora vai lá gata. –Ele ameaçou beijar minha boca, mas desviou e depositou o beijo no meu pescoço. Eu precisei me controlar pra não deixar um gemido escapar da minha boca e estragar a brincadeira antes de começar então saí de suas mãos e fui em direção ao banheiro.
Tomei um banho rápido pra não dar tempo da comida esfriar e logo fui até o quarto procurar algo pra vestir, mas não encontrei nada a altura e já que o Bruno estava de cueca, eu resolvi ficar no mesmo nível então vesti meu conjunto de lingerie preto e uma camisa larga por cima, apenas isso.
-E então Peter, qual o cardápio pra hoje? –Falei me sentando a mesa enquanto ele trazia uma garrafa de vinho nas mãos. Como eu estou precisando de vinho.
-Risoto ao funghi e vinho Cabernet. –Disse ele servindo nossos pratos e sentando em seguida. A comida estava simplesmente maravilhosa, na verdade a noite estava, e tinha tudo pra melhorar.
-Bruno, isso estava simplesmente delicioso. Não sabia que você era tão bom de cozinha. –Falei limpando minha boca no guardanapo.
-Obrigado, mas acho que sou tão bom de cozinha quanto de cama minha querida Rachel. –Disse ele levantando uma sobrancelha todo convencido. Eu tomei o ultimo golinho do meu vinho e sorri pra ele.
-Pois então, quanto a esse outro quesito, digamos que precisa dar uma melhorada. –Falei me fazendo de desentendida, sabendo que em poucos minutos ele poderia estar arrancando a minha roupa com a boca em cima dessa mesa mesmo.
-Podemos resolver isso agora. –Ele disse praticamente voando em cima de mim e me levantando da cadeira, fazendo minhas pernas ficarem ao redor dele.
-Será que você dá conta? –Perguntei arqueando uma sobrancelha. Provocar o Bruno na hora do sexo havia se tornado meu passatempo preferido, pois, acredite ou não, eu adoro o jeito agressivo dele quando é subestimado. Suas mãos apertavam minhas coxas com força, fazendo nossos quadris se pressionarem e a situação ali em baixo dele ficar cada vez pior... Ou seria melhor?
-Porra, se eu tivesse visto que você estava vestida desse jeito nós poderíamos fazer aqui em cima da mesa mesmo. –Ele disse me ajeitando em seu colo e logo se martirizando por ter feito, pois a cada movimento meu, Bruno ficava mais duro.
-Prefiro o quarto, também tenho uma surpresinha pra você. –Falei e mordi o lábio dele então ele me levou correndo até meu quarto e me colocou no chão, se jogando na cama em seguida. Não pude deixar de olhar toda aquela excitação deliciosamente visível em sua cueca branca então me virei em direção ao armário e tirei de lá o que havia comprado ontem a tarde enquanto ele estava no estúdio. Quando me virei Bruno arregalou os olhos e logo em seguida sorriu, mordendo os lábios e “ajeitando” seu membro por cima da cueca.
-Então você me quer todo pra você Rachel? Você quer que eu seja seu submisso? É isso? –Ele perguntou e eu acenei com a cabeça.
-Mas você precisa ficar quieto e ser um bom menino. –Larguei as coisas na beirada da cama e tirei minha camiseta. Bruno apenas concordou e manteve seus olhos presos em mim. –Agora fique sentado com as mãos pra trás na cabeceira. –Ordenei e assim ele o fez então peguei a algema preta e engatinhei até ele, colocando meu corpo por cima do dele pra poder prender suas mãos á cabeceira da cama, mas pra isso, meus peitos quase tocavam o rosto do Bruno, que a essa altura já estava respirando pesado e suando por conta própria.


Assim que terminei de prender suas mãos eu me livrei daquele sutiã e o joguei pro lado. O volume na cueca dele já não tinha mais pra onde crescer então fui até ele e passei minhas unhas de leve sobre seu peitoral, arrancando um curto gemido da sua boca e em seguida parando minha mão na barra da sua cueca.
-Rachel, me solta. –Ele pediu e eu sorri maliciosa.
-Não mesmo Peter. Eu nem comecei ainda. –Falei retirando sua cueca num puxão só, como ele havia feito comigo alguns dias atrás, mas sem rasgar e jogando ela no chão. Passei minhas mãos por aquelas coxas deliciosas que ele ostenta e lá mesmo cravei minhas unhas, fazendo Bruno se contorcer. –Por favor. –Ele disse com a voz tremula então me coloquei entre suas pernas, mas ao contrario. Abri minhas próprias pernas e retirei minha calcinha, deixando toda a visão pra ele que deu uma fisgada e fechou os olhos.
-Olhe pra mim Peter. –Falei e ele olhou então lentamente levei minha mão até minha intimidade e comecei a me tocar de leve enquanto Bruno se contorcia na esperança de que a algema soltasse. –Você quer que eu te de prazer? –Falei e ele se limitou a acenar com a cabeça então tirei meus dedos dali e fui em direção a ele. Peguei o lubrificante que também havia comprado e espalhei um pouco nas mãos, em seguida agarrei seu membro e comecei a fazer movimentos pra cima e pra baixo enquanto Bruno fazia uma expressão de súplica e gemia, me deixando mais excitada do que já estava.
-Rachel para, eu vou gozar. Me solta, por favor. –Ele implorou então eu soltei uma risada um pouco alta. Resolvi soltá-lo pra não acabar com a brincadeira então me inclinei sobre ele e soltei as algemas. –Sua cretina, você conseguiu me enlouquecer. Agora você vai ver. –Ele falou com os olhos queimando em desejo e me beijou em seguida, apertando meus peitos deliciosamente enquanto descia os beijos até chegar na parte interna das minhas coxas.
Ele começou a me chupar como louco, como se tivesse sede daquilo e meu corpo todo estremecia diante de seus estímulos. Logo ele introduziu um dedo enquanto me chupava e eu senti aquele sentimento familiar me tomando.
-Bruno eu vou gozar, chega. –Falei tentando afastá-lo, mas ele não parou.
-Agora você sabe como é não sabe?- Ele disse e eu acenei com a cabeça pois não conseguia nem dizer meu nome àquela altura. –Então eu quero que goze pra mim Rachel. –Ele disse e continuou me lambendo, fazendo com que eu atingisse o clímax segundos depois e se deliciando com aquilo.
-Ahhh Bruno. –Gemi alto então ele voltou seu rosto pra perto de mim.
-Chega de brincadeiras por hoje não é? –Ele disse e eu concordei, então ele afastou mais minhas pernas e me penetrou lentamente, me fazendo segurar seu quadril e o puxá-lo de uma vez pra mim.
Bruno me beijou e começou a se movimentar enquanto uma de suas mãos apertava minha coxa e a minha arranhava suas costas sem dó.


 Ele aumentou a velocidade fazendo nossas peles se chocarem se emitirem um som alto no quarto. O frio intenso que fazia lá fora estava totalmente nulo ao calor dentro daquele quarto com o aquecedor ligado e nossos corpos pegando fogo. Estávamos suando muito e eu sentia meu rosto todo ficar vermelho e muito quente.
-Mais rápido, por favor. –Falei pra ele que aumentou a velocidade e a força, nos fazendo gozar juntos, soltando um gemido extremamente alto, que poderia ser ouvido até mesmo por quem estava na rua.
Ele se jogou ao meu lado totalmente exausto e ofegante, mas com um sorriso gigantesco naquele rosto indo. Tomamos um banho mega rápido e nos jogamos na cama, encarando um ao outro em silêncio.
-Obrigada pela noite. –Falei sorrindo e ele sorriu também.

-Obrigada por tudo. Eu te amo. –Ele disse olhando dentro dos meus olhos então eu não sabia o que dizer, e mais uma vez eu iria desapontá-lo. Ficamos mais um tempo nos encarando seriamente então ele acariciou minha bochecha, eu abri um meio sorriso e me afundei no seu pescoço, sentindo aquele perfume natural que só ele tem. –Boa noite minha linda. –Ele beijou minha cabeça e eu não falei mais nada, pois preferi fingir que já havia dormido do que ter que olhá-lo nos olhos e ver a decepção que causo nele.


 Assim, algumas poucas lágrimas escorreram dos meus olhos antes de eu me entregar a um sono profundo nos braços dele.

***
Então garotas, o que acharam? Espero mesmo que tenham gostado. Agora as coisas nessa fic vão começar a andar outra vez. Não me matem pq eu amo vocês e espero que comentem <3 Até a próxima

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Capítulo 16

Oi meninas, sei que demorei outra vez e peço um milhão de desculpas, mas tá muito dificil mesmo pra mim. São muitas coisas acontecendo, mas eu não vou deixar de postar não, só que as vezes vou precisar demorar. Me desculpem mesmo :(
O Cap de hoje tá sem gif pq eu to muuito cansada pra procurar agora e tenho aula amanha, mas espero que gostem <3 Amo vocês.
***
Bruno’s POV

Era domingo, eu tinha combinado de ir no estúdio encontrar o Ryan e o Phil, apenas eles, pra colocarmos as ideias em pratica e conversamos um pouco sobre o que vamos querer no próximo álbum e coisas assim, depois passaremos as ideias pro Ari e começaríamos a jogar força total no projeto.
Levantei e abri a cortina do quarto um pouco então a Rachel se mexeu na cama e resmungou algumas coisas.
-Que horas são? –Perguntou ela abrindo um olho só e olhando pra mim.
-São oito da manha. Vamos pro estúdio comigo, ou você quer ficar em casa dormindo? –Perguntei.
-Vou sim, não quero ficar aqui. –Ela falou dando aquele sorriso que me desarma, junto com sua voz rouquinha e seu incrível sotaque australiano, que deixa sua fala muito fofa.
-To indo tomar banho, aceita o convite? –Disse me inclinando sobre ela e beijando sua testa.
-Aceito sim, vai entrando que eu já chego. –Ela disse então peguei minha toalha e fui pro banho. Tirei minha roupa e entrei de baixo da água quente então logo ouço a porta abrir e fechar.
-Bom dia Bru. –Disse ela abrindo a porta do Box e entrando logo debaixo da água.
-Bom dia gatona. –Falei e me enfiei debaixo do chuveiro também, dando-lhe um selinho e um abraço gostoso. –Hmm, temos que fazer isso mais vezes. –Falei referindo-me ao beijo debaixo da água e ela riu concordando. Já deu pra perceber que ela não é de falar muito quando acorda não é?
Terminamos o banho e saímos pro lado de fora do Box.
-Droga, esqueci minha toalha. –Disse ela fazendo cara feia.
-Vem cá, usa comigo. –Falei abrindo a toalha então ela veio e eu a abracei de por trás e fomos assim até o quarto. Sim, estava sendo uma bela tortura caminhar com a bunda dela encostando em mim.
OFF

Eu e Bruno viemos do banheiro enrolados na mesma toalha já que eu tinha esquecido a minha e na medida em que íamos andando eu sentia Bruno respirar pesadamente, mas eu não podia fazer anda, afinal ele que ofereceu a toalha e eu precisava andar até o quarto.
-Obrigada Bru. –Falei saindo de perto dele antes que não saíssemos desse quarto, mas quando eu dei o primeiro passo ele agarrou meu braço e me puxou de volta pra ele, juntando nossos lábios e deixando a toalha cair no chão. Enquanto nos beijávamos, Bruno foi me empurrando até cairmos na cama, sem desgrudar os lábios de mim. Então logo suas mãos estavam apertando meus peitos, me fazendo gemer. –Bru-Bruno, nós não podemos agora. –Falei mas ele parecia nem dar ouvidos.
-Eu poderia passar a manha inteira te fodendo só pra ouvir você gemer desse jeito. Deus do céu como você é gostosa Rachel. –Ele falou roçando os lábios na minha orelha, fazendo meu corpo todo se arrepiar e entrar em êxtase. Um sorriso malicioso reinava nos lábios dele enquanto olhava pra mim.
-Credo, como você é sujo Peter. –Falei rindo. –Mas temos que ir, ou você vai se atrasar. –Falei empurrando ele pro lado e saindo de baixo dele. Levantei da cama e separei minhas roupas enquanto Bruno deitava de barriga pra cima na cama, parcialmente ereto.
-Eu não sou o único sujo aqui dona Rachel. Ou você acha que eu não presto atenção nas coisas que você grita enquanto estamos transando? –Ele falou e eu olhei rapidamente pra ele, que tinha um sorrisinho maléfico no rosto. –“Vai Bruno, me fode.” “Mais rápido” –Ele falou imitando a minha voz e minhas bochechas simplesmente arderam de vergonha. Nem eu reparava nessas coisas.
-Cala boca Brunooo. –Falei atacando uma toalha nele que gargalhava. –Vou me vestir e você vai também. –Falei fechando a porta do banheiro.
(...)
Viemos o caminho todo em silêncio, apenas escutando musica enquanto Bruno cantava alguns pedacinhos.
-Hey, tá brava comigo por causa do que falei? –Disse ele tocando minha bochecha.
-Não Bru, magina. –Falei rindo. –Na verdade eu só estou pensativa, nada de mais. –E realmente eu estava muito pensativa, já que a ideia de rever meu pai não saia da minha cabeça.
-E no que tá pensando coisa linda? –Ele estacionou na frente no estúdio.
-Nada não, só pensamentos aleatórios. Vamos entrar que o Ryan deve estar bufando já. –Falei e na hora Bruno arregalou os olhos.
-Puta que pariu, eu combinei de ir buscar o Ryan, droga. –Ele falou colocando as mãos sobre a cabeça. –Faz assim, entra e diz pro Phil que eu fui pegar o Ry e já volto. –Ele disse e eu concordei então demos um selinho e eu entrei no estúdio enquanto ele saia.
A porta estava entreaberta e eu podia ouvir a voz do Phil cantando lindamente e o som do piano. Dei batidas leves na porta e em seguida abri, entrando devagar na sala de gravações.
-Oi Phil. –Falei sorrindo então ele veio até mim e me abraçou.
-Oi Ray, quanto tempo. –Ele falou nos separando. –Cadê o Bruno?
-Ele esqueceu de pegar o Ryan e teve que voltar. –Falei me sentando no sofá que havia ali e recostando minha cabeça, olhando pro teto e dando um longo suspiro.
-Tudo bem Ray? –Phil sentou ao meu lado então eu olhei pra ele.
-Tudo sim. Obrigada pela preocupação. –Falei sorrindo e ele sorriu de volta. Ficamos em silêncio por um tempo então me lembrei que precisava conversar com ele. –Phil, posso te fazer uma pergunta? –Perguntei e ele arqueou uma sobrancelha.
-Pode sim Ray.
-O que significa amar alguém? Como eu sei que estou amando? –Eu sabia que o Phil seria a pessoa mais indicada pra responder isso. Ele deu um sorriso abaixando a cabeça e logo voltou a olhar pra mim.
-É o Bruno não é? –Ele perguntou e eu acenei que sim com a cabeça então ele sentou meio de lado, pra poder olhar pra mim. –Ray, eu sei que deve ser complicado pra você, esse lance de não conseguir sentir algo pelo Bruno e essa coisa toda, mas me responde uma coisa: O que você faria se soubesse que algo aconteceu com o Bruno, ou se soubesse que ele está em perigo? –Eu não entendi o motivo exatamente daquela pergunta, mas respondi com toda a sinceridade existente pra mim.
-Eu provavelmente daria minha vida tentando salvar a dele. –Assim que falei ele abriu um sorriso então me abraçou e beijou minha testa.
-Deixe-se descobrir Rachel. –Ele deu um tapinha no meu ombro e se levantou, indo em direção ao teclado e dedilhando algumas notas.
Logo Bruno chegou com Ryan e eles começaram a trabalhar, falando sobre um projeto para o novo cd, musicas novas, arranjos e coisas por fora disso que era o Ryan quem cuidava. Depois tocaram algumas musicas, fizeram piadas e eu só ria das palhaçadas que eles faziam.
(...)
A noite fomos pra casa do Bruno, eu iria dormir lá e de manha ia pro trabalho. Enquanto ele foi tomar banho, eu fiquei deitada na cama dele, afinal já havia tomado banho antes então o barulho do chuveiro me deu sono e logo eu cochilei. Senti quando ele se deitou atrás de mim me abraçando e sussurrou no meu ouvido.

-Rayzinha. –Na mesma hora meus músculos enrijeceram e eu parecia estar caindo num buraco escuro outra vez, ouvindo a única voz que me chamou por esse apelido na vida e instantes depois eu já não conseguia mais respirar, apenas sentia alguém me sacudindo. E então apaguei.

***
E ai, o que acham que vai acontecer com a Ray? Digam pra mim o que acharam e mais uma vez me desculpa, vou tentar não demorar com o proximo <3