sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Capítulo 27

Gente vocês prometem que não vão desejar minha morte e nem amaldiçoar até a quarta geração da minha familia? Okay Okay, eu sei que demorei pra caramba e sei que o capitulo tá mucho loco, mas é necessário.
Amo vocês <3
***

Bruno’s Pov

Quando me afastei o suficiente do barracão, pude ver a equipe de reforços disparando lá pra dentro e uma ambulância á minha espera então os paramédicos logo se mobilizaram e a colocaram na maca, entubando-a, pois ela havia perdido muito sangue. Eu entrei na ambulância e fiquei estático enquanto eles faziam todos os outros procedimentos a caminho do hospital.


-Ela perdeu muito sangue, aparentemente há vários ossos quebrados, mas ainda há pulso então precisamos correr. –Disse um paramédico ao outro. Ouvir que ela ainda tinha pulso foi até agora, a melhor noticia que eu tinha ouvido.
Enquanto estava sentado ao lado de sua maca na ambulância, estiquei minha mão e acariciei seu rosto de leve.
-Como pode alguém querer te machucar? Você é a pessoa mais meiga e divertida que eu já conheci. –Falo baixinho, na esperança de que ela possa me escutar. Não posso perdê-la, Bradley não pode perdê-la, Connor não pode e Andréa também não. Ela precisa ficar viva, pra nós, as pessoas que a amam.


Foi me lembrando dos nossos momentos juntos que lembrei-me do que ela havia me falado no telefone então desci minha mão até o bolso de sua jaqueta e peguei um papel que lá havia. Abri o papel com cuidado e corri os olhos nervosamente por ele, e, embora eu não entendesse nada, vi muito bem a palavra gravidez escrita lá.
-Moço, pode por favor me dizer o que é isso? –Falei pra um dos paramédicos, entregando o papel. Ele pegou das minhas mãos e passou os olhos pelo monte de números então cochichou algo com o outro homem e se voltou pra mim.
-Isso é um exame de gravidez, apontando positivo. Isso por um acaso estava com a moça? –Ele perguntou me devolvendo o papel.
-O QUE? ELA TÁ GRÁVIDA? –Falei espantado e o homem acenou que sim com a cabeça então chegamos no hospital e ela foi levada ás pressas pra sala de cirurgia com um coágulo no cérebro.
No momento eu só conseguia pensar no motivo de ela não ter me contado, e rezar pra que essa criança continue viva, seria demais pra mim se algo acontecesse com um dos dois.
Passou-se algum tempo e não havia ninguém que pudesse me dar noticias dela, ninguém sabia ou queria me dar informações então pra não enlouquecer, resolvi ir tomar um café ali no hospital mesmo, pois eu não sabia mais o que fazer, além de que eu estava desmaiando de fome.
-Bruno? –Uma voz feminina me chamou e quando me virei, pude ver Andréa parada ali, com um olhar desolado então me levantei da banquetinha e a abracei com força, suspirando alto, pra não chorar ali. –Ela vai ficar bem, sei que vai. Ela é forte. –Disse Andréa e eu não falei nada.


-E ai cara, como você tá? –Connor disse enquanto eu e Andréa nos soltávamos então nos abraçamos também.
-Eu não sei cara. Ver ela daquele jeito, toda machucada e jogada no chão. Aquilo acabou comigo. –Falei e fechei os olhos por um momento, tentando manter a calma. Senti a mão de Connor no meu ombro e pude ouvir ele respirar alto.
-Imagino como deve ser. Mas e ela, nenhuma noticia?
-Nada ainda. –Falei.
-Tudo bem, vamos esperar. –Ele falou e eu concordei.
-Querem sentar pra comer alguma coisa? –Perguntei voltando ao meu assento e eles dois logo se sentaram também.
-Quer pedir alguma coisa amor? –Connor disse pra Andréa enquanto eu encarava meu café. Amor. Por que essa palavra tem que doer tanto? Ainda mais agora. Eu queria tanto poder chamá-la de meu amor. Queria poder dizer pra ela todos os dias o quanto eu a amo e o quanto ela me faz bem, mas eu realmente não sei o que farei da minha vida agora. Não sei como vou continuar se ela não sobreviver.
Fiquei tão imerso nos meus pensamentos, que não percebi quando algumas lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Só percebi quando ouvi a voz da Andréa, me chamando de volta pra realidade.
-Ei Bruno, não fica assim. Eu sei que você tá mal, e nós também estamos, mas você precisa acreditar que tudo vai melhorar ok? –Ela falou com um tom de voz calmo, que felizmente me deixou mais calmo também.
-Tudo bem, obrigado por estarem aqui. –Falei e eles sorriram.
-De nada. Agora, vamos ali pra sala de espera que o Dr. Está chamando pra nos dar notícias da Rachel. –Quando ela falou isso foi como se tudo voltasse a girar. Eu arregalei os olhos e me levantei rapidamente então segui pra sala de espera enquanto eles vinham atrás de mim.
Chegamos até onde o médico estava nos esperando e ele apenas pediu pra que o seguíssemos então fomos em silencio, apenas olhando um pro outro, tentando não imaginar o que ele nos diria. Entramos numa sala toda clara e com pouca decoração, afinal, era um hospital.
-Bom, qual a relação de parentesco de cada um vocês com a paciente Rachel Williams? –Perguntou ele.
-Eu sou o irmão e ela amiga. Nosso pai não tem como vir agora. –Connor disse para o médico que voltou seu olhar pra mim.
-E você rapaz?
-Sou o namorado dela. –Falei meio que gaguejando.
-Então doutor, o senhor disse que tinha notícias da Rachel? –Andréa perguntou e ele acenou com a cabeça.
-Sim, tenho noticias, mas elas não são das melhores então sugiro que sentem-se pra podermos conversar melhor. –Ele disse e meu sangue gelou então, com as pernas trêmulas, me sentei e o encarei. –Bom, o caso dela é grave, muito grave mesmo. Ela chegou aqui com vários hematomas no corpo todo, um coágulo muito sério no cérebro, aliás, ela está em cirurgia agora e a pior parte de todas, ela chegou aqui com um princípio de aborto. –Quando ele disse principio de aborto eu desabei. Eu não posso perder meu bebe.


-ABORTO? ELA ESTÁ GRAVIDA? –Perguntou Andréa, quase mais abalada do que eu.
-Sim, vocês não sabiam? –Ele perguntou.
-Não, eles não sabiam. Ela descobriu a gravidez no dia em que foi sequestrada. Nós iríamos conversar quando eu saísse do estúdio, mas não deu tempo. Eu descobri enquanto vinha pra cá com ela na ambulância. –Falei enquanto chorava cada vez mais e Andréa já estava abraçada em Connor, ambos chorando. –Doutor, me diz a verdade. Meu filho morreu? –Falei e olhei pra ele, que suspirou fundo antes de falar.
-Não, ele ainda está vivo e estamos fazendo de tudo pra mantê-lo assim, mas eu não posso te prometer nada. Ela está realmente muito machucada e o bebê precisa dela pra se manter forte então se ela não reagir ao coma, infelizmente eu não posso te dar esperanças.
-Você disse coma? –Falei desconcertado e ele acenou que sim.
-Sim, ela está em coma induzido devido às várias pancadas na cabeça e á perda de muito sangue que formou o coágulo. –Depois disso eu estava desolado, não sabia mais o que fazer, mas preciso dizer que fiquei aliviado por saber que meu bebê ainda está vivo e se Deus quiser vai permanecer.
-E há previsão de quanto tempo ela pode ficar em coma? –Connor, que era o mais ajuizado dali no momento, perguntou.
-Na verdade esse é sempre um problema. Nunca há uma previsão. Ela pode dormir por um mês, três meses, um ano ou dez anos. Nunca se sabe. O jeito é ver como o corpo dela vai reagir aos medicamentos e á cirurgia.
Depois daquelas notícias nós três parecíamos totalmente perdidos. Na verdade estávamos perdidos. Não sabíamos como contar aos outros a respeito disso. Estávamos desnorteados.
Assim que saímos da sala, avistamos Bradley na recepção, tentando saber notícias da Ray então fomos ao seu encontro.
-Bradley, você está bem? O que houve com seu braço? –Andréa perguntou toda preocupada.
-Calma, calma. Não foi nada. O tiro pegou de raspão no meu braço, mas não foi nada demais. –Ele disse e nós todos respiramos mais aliviados.
-E o Paul? Me diz que ele foi preso. –Falei olhando pra ele com olhar de súplica.
Bradley abaixou a cabeça e a chacoalhou como sinal negativo. Isso não poderia estar acontecendo. Ele não pode ter fugido.
-Não acredito, não acredito. Como ele conseguiu fugir? –Perguntei incrédulo.
-Fugir? Quem disse que ele fugiu? Eu falei que ele não foi preso, e não foi mesmo. –Ele disse e eu parei pra olhar pra ele. –Paul está morto Bruno. Ele nunca mais irá fazer mal algum pra Rachel e nem pra ninguém. –Ele disse e então uma pontinha de esperança se acendeu dentro de mim. Brad me abraçou e eu o abracei de volta. –Nunca mais ele fará nada a nenhum de nós Bruno. Pode ficar tranquilo.
-Na verdade, todo o mal que ele podia ter feito ele já nos fez Bradley. –Falei com um tom de voz mórbido e frio.
-Como assim? O que aconteceu com a minha filha? Ela está bem? –Ele estava começando a se desesperar.
-Vamos sentar pai, ai te contamos o que aconteceu. –Connor falou então nos sentamos e Connor começou a contar o que o médico disse.
-Meu deus, minha filha está morrendo. –Ele disse se segurando pra não chorar.
-Não fala assim pai, ela vai sair dessa. E outra coisa, ela está grávida pai. –Nesse momento, o rosto de Bradley se iluminou e um pequeno sorriso surgiu em sua expressão.
-Eu serei avô? Bruno você vai ser pai? –Ele disse olhando pra mim e sorrindo, o que me fez sorrir também.
-Sim Brad, mas ela precisa reagir aos tratamentos.
-Eu sei, mas só com essa possibilidade eu já fico feliz. Muito obrigado por ter feito tudo isso pela Rachel Bruno. Por ter arriscado sua vida pra salvá-la. Por ter estado aqui por ela quando eu não estava. Eu serei eternamente grato. –Ele falou colocando a mão sobre meu ombro.
-Não foi nada. Eu amo a Rachel e se fosse preciso, eu morreria pra salvar a vida dela e dessa criança. Eu só queria poder dizer isso pra ela outra vez. –Falei enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas outra vez.
-Bruno, não fica assim, nós precisamos um do outro mais do que nunca agora e precisamos acreditar que eles vão ficar bem. –Andréa disse se abaixando na minha frente e colocando a mão no meu ombro.
-Tudo bem, obrigada por estarem aqui e por todo o apoio. Vocês se tornaram todos muito importantes pra Rachel, então, são importantes pra mim também. Todos vocês. –Falei e eles todos me abraçaram.
-De nada, pode contar com a gente sempre. Agora eu quero que você vá pra casa, tome um banho e descanse. Nós vamos ficar aqui e quando você estiver melhor, mais descansado e com a cabeça mais calma você pode voltar. –Bradley disse e por um momento eu pensei em hesitar, mas eu estava realmente cansado, mentalmente e fisicamente então apenas aceitei o conselho dele e me despedi deles.
-Me liguem se tiverem qualquer noticia dela, por favor. Independente da hora, apenas me liguem que eu virei correndo. –Falei enquanto esperava um táxi.
-Tudo bem cara, vamos ligar sim, fica tranquilo. –Connor disse então eu entrei no taxi e fui pra casa.

Agora teria a difícil tarefa de avisar à minha família e o pessoal da banda sobre tudo isso, e teria de mandar uma equipe de limpeza o mais rápido possível pra casa da Rachel, pra limpar todo aquele lugar.

***
Bom gente, por hoje foi isso viu. Espero que tenham gostado e prometo que vou tentar postar mais um, dependendo dos comentários, até domingo a noite okay :) Beijo beijo e fui

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Capítulo 26

É o seguinte gatas, o cap de hoje tá mega grande, e triste, mas não se desesperem, tem muita coisa pra rolar. aproveitem <3
***

Bruno’s Pov


-Pode falar Ray. –Falei e engoli seco. Pude ouvir sua respiração profunda antes que ela começasse a falar.
-Bruno, se por um acaso não ficarmos juntos no final, você promete ser feliz? Promete que vai seguir sua vida, que vai seguir em frente?
-Rachel eu... –Tentei falar, mas ela não deixou.
-Promete que vai achar alguém pra fazer da sua vida o melhor que possa ser? E acima de tudo, promete que nunca, jamais vai me esquecer? Que quando tiver netinhos, vai contar pra eles que tivemos uma grande história? Só promete isso pra mim? –Quando ela disse isso eu me desabei em chorar, assim como a maioria á minha volta, já que a essa altura, já havia chego o Connor, Andréa e Eric.
-Por favor, não me deixa Rachel, eu te amo. –Falei tentando dar forças pra ela resistir.
-Sabe Bru, depois de todo esse tempo, eu percebi que não fazia sentido minha vida sem todos vocês e eu posso estar enganada, mas se eu morrer hoje quero ter a oportunidade de dizer que... –Ela engasgou-se com as palavras antes de continuar. –Dizer que EU TE AMO PETER. –Ela disse e então meu mundo girou. Ela realmente havia dito isso?
-Rachel, você...
-Ele está voltando, eu preciso desligar. Obrigada por tudo que fizeram por mim, eu serei eternamente grata. E Bru, só promete okay?
-Okay. –Foi a única coisa que consegui responder com uma voz baixa antes que ela desligasse o telefone. Eu não posso acreditar nisso e se ela pensa que eu vou deixá-la ir sem ao menos lutar, ela está muito enganada, é agora que eu não deixo mesmo. Enterrei a cabeça sobre as mãos e chorei. Chorei pelo fato de talvez não ter a chance de viver ao lado dela, de saber que talvez ela guardou suas ultimas palavras pra dizer que me ama. Eu chorei, pelo fato de que agora que poderíamos nos amar e ser felizes, ela se foi... E talvez pra sempre.
-CONSEGUIMOS, ESTÁ RASTREADO. –Um dos policiais gritou então nos amontoamos todos em cima do seu computador.
-Onde está? –Perguntei.
-O sinal vem de St. Clarita Hills. Pegamos ele. –Disse Bradley batendo na mesa de centro. –Quero que mandem reforços pra lá, mas não façam nada. Quero que apenas cubram a área e a deixem em segurança. Eu vou até lá pessoalmente pegar aquele desgraçado. –Disse ele pegando as chaves do carro.
-Eu vou também. –Levantei rapidamente.
-Bruno, eu não acho que seja seguro. Acho que você deve ficar aqui em segurança e esperar.
-Não Bradley, me desculpa mas eu não posso fazer isso, e se eu não for com a sua permissão, irei sem ela. –Falei e ele suspirou fundo.
-Tudo bem, vamos até o distrito e no caminho eu te explico o que vai fazer, mas você precisa fazer exatamente o que eu mandar. –Ele alegou e eu concordei.
-Certo. –Falei. –Phil, até mais irmão. –Falei abraçando Phil antes de sair.
-Até mais bro, se cuida e fique vivo. –Disse ele então eu acenei e saí pela porta, entrando no carro de Bradley e seguindo até o distrito.
OFF

 Depois que desliguei o telefone com o Bruno, voltei pro meu canto e me desabei a chorar e poucos minutos depois a porta se abriu e ele veio até mim com uma corda em mãos. Eu estava com medo o suficiente pra não olhar nos olhos dele então abaixei a cabeça e agarrei meus joelhos encolhida no canto.
-Bom dia rebelde, dormiu bem? –Perguntou ele como se nada tivesse acontecido, mas eu não respondi então ele deu um passo à frente e eu me encolhi mais. –Olha, você pode ter o bom senso de não resistir e me deixar te amarrar ou pode fazer do jeito mais difícil, mas vai doer. –Falou ele e eu pensei por alguns minutos. Pensei nas pessoas que estavam me procurando, na minha família e pensei no Bruno. Pensei no seu sorriso que eu nunca mais veria, nas nossas brincadeiras, nas nossas tardes vendo filme ou brincando com o Gerônimo e automaticamente um sorriso fraco se abriu no meu rosto. É eu iria sentir falta de tudo isso, mas agora, mais do que nunca, eu queria que ele fosse feliz.
Sem mais demoras, estiquei minhas mãos e ele começou a amarrar a corda forte nos meus pulsos.
-O que vai fazer comigo? –Perguntei com a voz baixa.
-Calma, é surpresa. –Disse ele dando um sorriso cínico enquanto terminava de me amarrar. Eu estava com medo, mas por mais estranho que pareça, minha mente não estava focada naquilo, na verdade, uma música se passava nela.

Espero que você se apaixone
E que doa muito
A única maneira de saber
Você deu tudo o que tinha
E eu espero que você não sofra
Mas aceite a dor
Espero que quando chegar o momento
Você diga

Então ele me levantou e fomos andando através do quarto. Meu corpo todo doía e eu mal andava então ele estava quase me carregando. Chegamos até a porta do quarto e ele me soltou pra destrancá-la então minhas pernas bambearam e eu caí no chão e fiquei lá. Eu estava desgastada, não tinha força pra fugir, e ele sabia disso, então me colocou sob seus ombros e saiu do quarto.

Eu, eu, eu
Eu fiz tudo
Eu aproveitei cada segundo que este mundo poderia me dar
Eu vi tantos lugares, as coisas que eu fiz
Sim, com todos os ossos quebrados
Eu juro que vivi

A única coisa que me vinha á mente agora era o Bruno, e seu sorriso. Eu não conseguia tirá-lo da cabeça, eu queria apenas ter a chance de beijá-lo uma ultima vez, de dizer obrigada por tudo o que ele fez por mim e dizer que eu o amo olhando nos olhos dele, mas infelizmente eu percebi isso tarde demais e agora não há mais volta.

Espero que você gaste os seus dias
E todos eles se somem
E quando o sol se pôr
Espero que você levante o seu copo
Oh, oh oh
Eu queria poder testemunhar
Toda a sua alegria
E toda a sua dor

Alguns minutos depois, entramos em uma outra porta, minha visão estava embaçada mas eu consegui perceber que esse quarto não estava vazio, na verdade ele tinha muita coisa então ele me largou no piso e começou a amarrar minhas mãos para o alto, só que separadas, e depois amarrou meus pés do mesmo jeito.
-Ei, acorda. Quero que você esteja bem acordada por que agora vamos começar a melhor parte. –Disse ele dando tapoinhas nos meu rosto então fui voltando aos poucos. –Olhe em volta Rachel, tenho que admitir que voe fez um belo trabalho. Por um acaso reconhece isso tudo? –Perguntou ele então olhei em volta e meus olhos se arregalaram. Não pode ser.

Bruno’s Pov

-Então é o seguinte Bruno, a área está cercada, mas entraremos lá sozinhos. Preciso que faça tudo o que eu mandar e tome muito, mas muito cuidado, pois não sabemos se ele está sozinho. –Bradley falou e eu assenti. Eu preciso admitir que estava tremendo de medo, mas eu precisava ir até lá salvá-la, eu realmente não me perdoaria se deixasse ela morrer.
-Tudo bem, mas geralmente esses barracões são enormes, como vamos saber em que lugar ela está? –Perguntei enquanto ajustava o colete a prova de balas por baixo da jaqueta.
-Esse é um problema, teremos que entrar em todos os cômodos que virmos, mas teremos que fazê-lo rápido.  –Ele falou e então entramos numa estrada de terra e minutos depois ele parou o carro no meio de uma grama bem alta.
-E agora, o que fazemos? –Perguntei enquanto saíamos do matagal pra estrada de terra.
-Nossos reforços estão escondidos aqui em toda essa área e vão invadir se eu der qualquer sinal então precisamos chegar até o barracão andando e depois que pegarmos a Rachel, voltaremos pro carro, pois eles já estarão invadindo pra deter qualquer um que esteja lá dentro. –Ele falou e eu suava frio. A arma na minha cintura me deixava um pouco confiante, mas ainda não anulava o fato de que eu estava com medo. –É aqui! –Disse ele e paramos olhando pro enorme barracão.
OFF

Eu olhava em volta, apavorada com o que eu via. Haviam martelos, serrotes, pregos de todos os tamanhos e outras ferramentas que poderiam ser usadas pra outras coisas normais.
-Como você...? –Falei não acreditando.
-Ah o Dean? É apenas um pobre coitado que precisava de dinheiro e eu o ofereci ajuda contanto que não me perguntasse nada. –Falou ele e eu me lembrei do homem com quem fechei o grande carregamento do final do ano. –É Rachel, você encomendou seu próprio cativeiro. –Ele falou enquanto pegava algo que parecia ser um estilete.
-Você é um rato. –Falei com um pouco menos de audácia do que antes pelo fato de estar muito fraca.
-É, e esse rato vai acabar com você Rachel. –Falou ele se aproximando de mim e olhando bem nos meus olhos. –Eu posso ver que ainda tem medo de mim e sabe, depois de todos esses anos eu estive pensando em inaugurar minha nova sala de diversão, mas não fazia ideia de quem seria minha primeira vítima, e então, seu nome apareceu estampado em todos os lugares com aquele cantorzinho. Eu pensei, por que não você? Acho que seria justo te conceder o primeiro lugar na minha nova diversão e a partir daí, eu comecei a te seguir, aliás, o que fazia tão sozinha naquele parque? –Eu estava apavorada com a falta de sanidade mental dele. Aquele dia no parque, eu sabia que havia alguém me vigiando, mas nunca sequer imaginei que era ele.
-A minha vida não interessa pra você seu inútil. –Falei e ele soltou uma risada sinistra.
-Tem razão Rayzinha, sua vida não me interessa, mas sua morte sim. –Ele aproximou a lâmina da minha testa e pressionou-a lá, fazendo um corte logo aparecer e então enquanto um pouco de sangue escorria, ele correu a lâmina pela extensão da minha testa, fazendo o que deduzi ser uma letra P. –Será um prazer acabar com você Ray. –Ele falou enquanto o sangue escorria da minha testa por todo o meu rosto e eu me segurava pra não urrar de dor. Paul ria desgraçadamente olhando pra mim enquanto largava o estilete em uma bancada onde continham os outros vários instrumentos. –Tá gostando amorzinho?
-Vai pro inferno. –Gritei e cuspi no seu rosto.
-Eu vou, mas você vai junto. –Não consegui realizar direito o sentido da frase, pois seu punho me acertou forte no rosto e em seguida, um chute forte na altura da coxa me fez gritar, mas dessa vez não pude conter as lágrimas que desciam incessantemente pelo meu rosto. No momento eu pensava na minha criança, que não tinha culpa de nada disso e que iria ir embora sem ao menos ver a luz do dia, sem ao menos sentir a brisa batendo de leve pelo seu rosto, sem ao menos ter a chance de dizer uma única vez a palavra ‘papai’.
Eu sentia que meus olhos e lábios estavam inchados, minha testa tinha aquele sangue seco e minha perna doía como o inferno, mas ainda não satisfeito, ele liberou uma série de socos contra minhas costelas e minha barriga então enquanto eu gemia de dor, senti ele soltando meus pés um de cada vez, e logo depois minhas mãos, me deixando cair no chão. O baque me fez soltar um grito agudo de dor e chorar mais ainda então passei a mão pela minha barriga, como se quisesse proteger meu filho.
A dor era intensa e a única coisa que eu queria fazer no momento era morrer, pra não ter mais que senti-la e nem ter mais que fazer meu bebe sofrer então comecei a pensar no Bruno outra vez.
-Eu te amo, eu te amo, eu te amo. –Comecei a repetir baixinho, como se isso fosse me manter forte.
-Chega, cala a boca sua garota infernal. Vou acabar logo com isso pra não ter que ouvir mais a sua voz. –Ele disse vindo até com uma marreta gigante. Então era assim que eu iria terminar? Uma marreta esmagaria meu crânio? Pelo menos seria rápido dessa vez. Ele levantou a marreta na altura da cabeça e então, antes que ele pudesse largá-la, ouvimos um estrondo.

Bruno’s Pov

Assim que entramos, fomos em silêncio e com muito cuidado, passando pelas portas, que não eram poucas. Olhamos vários lugares, temendo já encontrá-la morta, e nenhum deles tinha sinal dela, até que então, ouvimos um grito muito agudo vindo da porta no fim do corredor.
-Bradley, é a voz dela. –Falei, meu olhos querendo marejar. Ele concordou com a cabeça e respirou fundo.
-É o seguinte, não temos mais tempo, vamos arrombar e vamos tirá-la de lá ouviu? –Ele disse e eu acenei que sim. –Bruno, quero que preste bem atenção numa coisa. Eu vou tentar ao máximo não deixar que você tenha que fazer isso, mas se algo acontecer, você atira pra matar. Se não, pega a Rachel e corre pro hospital ok? –Ele disse e eu engoli seco.
-Okay. –Falei e então ele foi andando na minha frente em direção á porta no fim do corredor e quando chegou lá, contou silenciosamente.
-Um, dois, três. –E chutou a porta com toda a força possível.
Lá estava parado um homem com estatura forte, olhando pra ela no chão, segurando uma marreta gigante, que ele largou assim que nos viu, dando lugar a um facão então Bradley levantou a pistola e apontou pra ele.
-O que vocês estão fazendo aqui? –Disse ele com um tom de voz irritado.
-Se afasta dela. Agora. –Bradley falou, mas ele não se afastou, apenas deu uma risada doente. Bradley foi andando na direção dele que se distanciava da Rachel então pude correr até ela.
-Rachel, por favor, acorda. –Falei pegando ela no colo e então ela abriu os olhos, mas infelizmente, Paul havia jogado a arma de Bradley pra longe e eles estavam em luta corporal, mas eu precisava fazer o que Bradley mandou. –Ray por favor, fica comigo, por favor. Eu vou fazer de tudo pra que você saia dessa. –Falei e então pude ver um pequeno sorriso brotar por trás de toda aquela dor.
-O-obrigada Bru, m-mas não consigo. Eu te amo. –Ela disse e recostou a cabeça no meu peito, fechando os olhos em seguida.
-Ray por favor não vai, acorda por favor. Eu te amo.  –Falei chorando enquanto corria com ela nos braços pra fora do barracão e então, ouvi um tiro.
OFF

Depois do estrondo, pude ouvir perfeitamente a voz do meu pai e em seguida, a voz que não imaginava ouvir, a do Bruno. Eles falaram algo para o Paul e então ele começou a se afastar de mim, de repente, Bruno chegou até onde eu estava.
-Rachel, por favor, acorda. –Ele disse me pegando no colo então abri um pouco os olhos e olhei pra ele. Como era bom poder estar nos braços dele uma ultima vez. - Ray por favor, fica comigo, por favor. Eu vou fazer de tudo pra que você saia dessa. –Bruno falou e então um minúsculo sorriso brotou no meu rosto, mas já era tarde.
-O-obrigada Bru, m-mas não consigo. Eu te amo. -Esse sim, me parecia um belo jeito de morrer, vendo o rosto da pessoa que eu amo então recostei minha cabeça sobre seu peito e fechei os olhos.

Será que finalmente eu poderia morrer em paz?

***
Boom, não vou dar spoiler sobre os próximos, mas pode ter certeza que tudo pode enganar vocês ok? Espero que tenham gostado. Beijos e até outro dia amorees

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Capítulo 25

Voltei gatas da minha vida. Boa leitura pra vocês. Me desculpem por algum erro no cap.
***
Bruno’s Pov

Assim que o Bradley chegou, creio que ele teve a mesma reação, pois ele parou na porta por um instante e arregalou os olhos, que em seguida encontraram os meus, num olhar que teimava a dizer “tudo vai ficar bem”, mas com uma expressão que dizia claramente que ele estava atordoado.
-Bruno! –Ele falou num tom de voz calmo enquanto vinha na minha direção.
-Bradley. –Falei olhando pro chão, balançando a cabeça negativamente então ele me abraçou. –Eu não sei o que houve, ela me mandou uma mensagem dizendo que precisava muito falar comigo e assim que saí do estúdio vim direto pra cá e encontrei a casa assim.


-Calma garoto, vamos encontrar ela, eu prometo. Pode ter certeza de que estou tão preocupado quanto você, afinal, ela é minha filha e eu não vou desistir enquanto não acharmos ela e prendermos o responsável. –Ele falou dando tapinhas nas minhas costas e em seguida, virando-se pra equipe que estava atrás dele. –Por favor, contatem o restante da equipe de criminalística e peçam pra que venham o mais rápido possível pra cá, e contatem também a polícia do condado. Monitorem as saídas da cidade e me avisem sobre qualquer coisa que for suspeita. –Disse ele firmemente e os policiais começaram a se mexer, fazer ligações e analisar a “cena do crime” enquanto eu e Bradley nos dirigíamos para o quintal dos fundos.
-Bradley, tem alguma idéia do que pode ter acontecido? –Perguntei temendo a reposta.
-Na verdade podemos ter o obvio, como podemos não ter. Pelo visto ela foi seqüestrada, eles provavelmente entraram em luta corporal, o que pode ou não explicar o sangue e infelizmente ela foi levada pra Deus sabe onde. –Disse ele e meu sangue gelou então me sentei no chão e esfreguei o rosto pra espantar as lágrimas que queriam tomar conta.
-Eu não posso perdê-la. –Falei respirando fundo e então ele se abaixou ao meu lado.
-Olha Bruno, eu também não quero, mas agora, mais do que nunca preciso que você seja forte. Eu trabalhei todos esses anos com bandidos, psicopatas e gente desse tipo, e posso dizer que não é nada fácil, pois eles conseguem abalar o psicológico de todos ao redor da vítima. Mas não podemos nos deixar abalar por isso. Eu vou ligar pro irmão dela agora e avisá-lo, pois acho que ele precisa saber e creio que em poucas horas teremos a situação sob controle, já que um exame vai nos dizer de quem era aquele sangue na sala. –Disse ele batendo no meu ombro e se levantando.
-Tudo bem senhor, vou tentar, obrigada. Será que posso ligar pra um amigo e pedir que ele venha até aqui? –Pedi me levantando também.
-Com certeza, fique a vontade. Eu vou verificar a casa e agilizar o trabalho, e se precisar de mim, estarei ali dentro. –Disse ele indo pra dentro da casa enquanto eu discava o número do Phil.
-Hey Bro. –Disse ele.
-Phil, preciso de você. –Fui direto ao ponto.
-Como assim cara? Tudo bem?
-Não, não tá nada bem, preciso que venha até a casa da Rachel e acho que vai precisar passar a noite aqui.
-Woow cara o que houve? –Perguntou assustado.
-Quando chegar aqui você vai ver, só vem rápido por favor. –Falei tentando manter um tom de voz normal.
-Tudo bem, já chego ai, só vou avisar a Urbana.
-Ok cara, valeu. –Falei e desligamos então guardei o celular no bolso e parei no quintal dos fundos esperando pelo Phil. Olhei por um instante pra estrelas e tentei limpar minha mente pra tentar saber o porquê de alguém fazer isso com a Rachel e pensando em como ela está.
-Ei cara. –Ouvi a voz de Phil atrás de mim então me virei, com os olhos marejados e ele veio ao meu encontro, me abraçando forte.


-Phil, eu não sei o que vou fazer se eu a perder. Eu não vou aguentar isso cara, é demais pra mim. –Falei chorando cada vez mais.
-Shh cara, não fala isso, você não vai perdê-la, eu não sei o que houve, mas vamos encontrá-la Bruno. -Ele falou tentando manter a voz firme então nos afastamos.
-Obrigada por vir. –Falei colocando a mão em seu ombro.
-Sabe que pode sempre contar comigo... Mas agora, pode me contar o que houve? –Ele pediu enquanto nos sentávamos no gramado.
Contei a ele toda a história, desde a mensagem, até a hora em que cheguei aqui e encontrei o sangue e tudo mais. Phil ficou quase mais pasmo do que eu a medida em que eu falei os acontecimentos pra ele então de repente, Bradley veio lá de dentro dizendo:
-Tenho notícias!
OFF

 Acordei aos poucos com uma forte dor na cabeça, tentando me lembrar o motivo de eu estar aqui e, aonde é “aqui”.

Havia apenas uma luz no centro do que parecia ser um quarto em que eu estava presa. Havia uma espécie de teto solar por onde dava pra ver as estrelas, mas ele era muito, mas muito alto então eu meio que deduzi que estava em algum tipo de barracão e, além disso, não havia mais nada no quarto, a não ser por uma porta que tentei abrir, em vão, pois estava trancada.
Levei a mão até o nariz e senti um pouco de sangue então comecei a me lembrar o que aconteceu e de repente ouvi passos rápidos vindos da direção da porta, o que me fez me encolher num canto. Eu sabia que era ele quem estava vindo.
-Acordada Rayzinha? –Disse ele com aquele sorriso maldito nos lábios. Seus olhos demonstravam alguma coisa que me dava medo, muito medo.
-Será que você não cansa de querer acabar com a minha vida? Você é um cretino. –Falei sabendo que a qualquer momento eu poderia morrer, mas se fosse isso mesmo, que fosse logo.
-Na verdade, eu vim fazer o que devia ter feito há muito tempo, acabar o inacabado. Eu não deveria ter te deixado viva, você me trouxe muitos problemas e a polícia está até hoje atrás de mim. É claro que eu poderia esperar o crime prescrever, mas não aguentei. –Disse ele tocando minha bochecha então dei um tapa em sua mão e em seguida, a mesma voltou me acertando em cheio na bochecha.
-Quer me matar? Então acaba logo com isso. –Falei elevando a voz então ele se aproximou mais de mim e agarrou meu cabelo com força, batendo meu rosto contra parede em seguida.
-Sou eu quem decide as coisas por aqui então você cala essa boca e faz direitinho o que eu mando. –Disse ele apertando mais meu rosto contra a parede. –Mais tarde, vamos pro seu novo quarto. Quero testar meus novos brinquedos com você e ver o estrago que eles fazem. –Ele disse e meu sangue gelou. É obvio que ele não iria me matar logo de cara, ele queria me torturar, ele é doente.
-Não me toca! –Falei e tirei a mão dele de mim outra vez então ele respirou fundo.
-Você sempre fazendo as coisas do jeito mais difícil não é Rachel? –Ele falou e quando eu pensei em responder, fui atingida pelo seu punho no meu olho, me fazendo cair no chão. –Então faremos do jeito mais difícil. –E então senti um chute nas costelas. Ele chutou duas, três, quatro, virou as costas e saiu do quarto enquanto eu fiquei por mais várias horas ali gemendo de dor.
No meio da noite, quase amanhecendo, quando o frio ficou mais intenso, eu coloquei minhas mãos nos bolsos da jaqueta e então percebi duas coisas, uma em cada bolso então tirei primeiro do bolso esquerdo e percebi que era um papel. Me arrastei até perto da lâmpada e olhei praquilo, vendo que aquele papel era meu teste de gravidez, o que me fez desabar em lágrimas, pensando nessa criança que vivia no meu útero e que agora teria um destino cruel sem nem ter a chance de nascer.
Guardei o papel de volta e peguei o que havia no outro bolso, meu celular. Eu finalmente teria uma esperança, mas não havia sinal da operadora então tentei com todas as minhas forças andar pelo quarto, até que em um cantinho, um resquício de sinal apareceu. Era agora. Eu só teria essa chance talvez e eu sabia que logo Paul iria aparecer então eu precisaria ser rápida.

Bruno’s Pov

As noticias que Bradley tinha pra nós eram que:
1º: Eles iriam passar a noite instalados ali procurando por pistas da Rachel.
2º: A análise do sangue ficaria pronta pela manha então saberíamos quem esteve lá e
3º: Se ela estivesse com o celular e conseguisse ligar, em um minuto de ligação conseguiríamos rastreá-la e então saberíamos exatamente onde ela está. Já que ligar pra ela poderia ser arriscado.

Depois disso, Bradley nos disse pra ir descansar, pois qualquer coisa ele nos avisaria e foi isso que fizemos, Phil foi pro quarto de hóspedes e eu fiquei no quarto da Rachel. Felizmente consegui dormir, mas não muito, pois fui acordado pelo toque incessante do meu celular então esfreguei os olhos e olhei o nome no visor. Não acreditei quando vi “Rachel” piscando ali então corri até a sala onde estavam os policiais e tudo mais.
-Bradley ela está ligando! –Gritei e todo olharam pra mim.
-Atenda e tente manter uma conversa, caso for o sequestrador, pra que possamos rastrear o sinal. –Disse ele então com as mãos tremendo, levei o celular até a orelha e atendi.
-Alô. –Minha voz estava trêmula.
-Bruno é você? –Perguntou ela então coloquei no viva voz. Foi um alivio poder ouvir sua voz.
-Ray, sim sou eu. Você está bem?
-Na verdade não Bru, ele voltou. Ele voltou. –Ela disse chorando e então eu sabia quem havia voltado. Paul.
-Paul? Eu juro que vou matar ele. –Falei com raiva. –Ele fez algo com você?
-Não Bruno, você não vai, por favor, não quero que mais ninguém se machuque e sim, ele me bateu.
-Rachel minha filha, consegue descrever onde está? –Bradley pediu.
-Eu não sei, parece uma espécie de barracão ou algo do tipo, e pode ser bem longe de L.A, pois o sinal é horrível. –Disse ela.
-Tudo bem minha filha, nós vamos te achar, eu prometo.
-Obrigada pai, mas por favor, se não estiver mais no alcance de vocês, não se arrisquem, por favor. –Disse ela e meu coração doeu.
-Ray por favor, não. Não se deixe levar. –Falei quase chorando.
-Bruno, eu preciso que preste bastante atenção no que vou te dizer agora tudo bem? –Disse ela.
-Okay Ray, pode falar. –Falei e todos prestaram atenção.
-Quando me encontrarem eu poderei estar morta, mas Bru, eu quero que você pegue algo que estará em um dos bolsos da minha jaqueta. Eu sinto muito que isso não vá acontecer, mas esse papel que está no meu bolso foi o motivo daquela mensagem. Eu realmente sinto muito. –Ela falou e meu corpo estremeceu.
-Ray, não fala assim, por favor! –Minha voz embargou.
-Não Bruno, eu não posso manter muita esperança. Daqui a pouco ele vai voltar aqui e vai me levar pra outro quarto e então, eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho mais uma ultima coisa pra te dizer. –Ela disse e então eu me sentei no sofá, temendo o que viria a seguir.


***
E então garotas o que acharam?? Espero que tenham gostado. Enfim, infelizmente não sei quando poderei postar denovo, mas juro que vou tentar o mais rápido possível. Beijo Beijos