sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Capítulo 29

VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI FINALMENTE.
POR FAVOR, ABRAM ESSE LINK QUE EU VOU COLOCAR E LEIAM A HISTÓRIA PRA VOCÊS ENTENDEREM O SIGNIFICADO E SE QUISEREM LER AO LONGO DO CAPITULO PRA RELEMBRAR TBM É BOM, MAS LEIAM PRIMEIRO ANTES DE COMEÇAR O CAP.
Beijos e amo vocês
***

Me aproximei da cama devagar, vendo a mesma cena que vi durante esse um mês que se passou. O médico disse que ela estava com três meses de gravidez já e eu conseguia ver sua barriga aparecendo bem pouquinho.
O quarto estava claro, mas o corredor estava um pouco escuro, e aquele sentimento familiar de angústia já me dominava. Eu sentei ao seu lado e olhei pro seu rosto pálido, mas ainda assim, bonito.
-Oi meu amor. –Falei e beijei sua testa devagar, querendo sentir nossas peles se tocando. –Eu senti muito a sua falta sabia? Um mês já. Por que isso tinha que acontecer com a gente? –O monitor cardíaco dela começou a dar sinais de agitação.
Eu estava lutando pra não chorar enquanto pensava na notícia que havia recebido uns dias mais cedo.



-Sabe Ray, o médico me disse que eles vão precisar cortar sua medicação e tentar fazer com que você reaja. –Falei e limpei a lágrima que descia solitária pelo meu rosto. –Mas se você não reagir isso pode piorar. –Dessa vez as lágrimas caíram sem parar. Eu não sabia mais o que fazer pra que ela acordasse desse coma. Meu coração estremecia todo só de pensar em ficar sem ela. Eu não acho que seria capaz. Provavelmente eu morreria junto.


Peguei suas mãos um pouco frias e acariciei de leve, encarando aquela pessoa que foi capaz de me mostrar tantos lados diferentes da vida, ali numa cama sem poder fazer nada.
O rádio estava ligado bem baixinho e de repente uma música um pouco antiga começou a tocar, eu conhecia aquela música então aumentei um pouquinho o volume. Encostei a porta do quarto e diminuí a luz, deixando só a luz perto da cama dela acesa e bem fraquinha.
-Sabe Rachel, embora você esteja aqui e talvez não entenda nada do que vou falar eu quero que saiba que sou eternamente grato por você ter passado esses poucos meses ao meu lado, tanto como amiga como sendo minha, mesmo você não sabendo disso. Eu quero que saiba que se você for embora hoje, você foi embora sendo uma pessoa amada por todos nós, inclusive pelo seu pai. Você não tem ideia de como ele tá sofrendo com tudo isso. Ele te ama mais do que tudo nesse mundo e eu também. –Eu chorava desesperadamente enquanto aquela música tocava baixinho.

If we could only have this life for one more day.
If we could only turn back time.
You know I’ll be
Your life
Your voice
Your reason to be
My love
My heart
Is breathing for this
Moments
In time
I’ll find the words to say
Before you leave me today

–Não quero que pense nem por um segundo que você atrapalhou minha vida de alguma forma porque tudo o que você fez foi me ajudar a entender os outros, entender como cada um age, pensa e se comporta. Você me ajudou a entender que as pessoas, por mais fortes que pareçam, elas também tem medo, elas também ficam sem dormir, e elas também choram. E cada lágrima que você derramou no meu ombro, me fez ter forças pra acreditar que eu tinha a missão de te fazer feliz, nem que fosse uma vez na vida. Rachel, eu te amo mais do que tudo nesse mundo, mas tenho medo de te deixar ir sem saber se eu te fiz realmente feliz.  –Nesse momento, vários flashes dos nossos momentos juntos começaram a invadir minha mente. Foram, sem sombra de dúvida, os momentos mais preciosos da minha vida.

Flashing lights in my mind
Going back to the time
Playing games in the street
Kicking balls with my feet
There’s a numb in my toes
Standing close to the edge
There’s a pile of my clothes
At the end of your bed
As I feel myself fall
Make a joke of it all

-Então agora, eu só quero deixar claro que se você estiver realmente pronta pra ir, se eu cumpri minha missão, então eu quero que vá. Não quero mais que você segure essa dor dentro de você. Você é livre pra escolher meu amor, mas, por favor, assim como eu te prometi que contaria a nossa história, me prometa que se você ainda não estiver pronta, você vai abrir seus olhos e apertar minha mão pra sempre. Se você ainda não estiver pronta, então fique. –Falei apertando a mão dela abaixando o rosto pra que as lágrimas caíssem livremente.
Fiquei ali por longos cinco minutos segurando sua mão, na esperança de que ela apertasse a minha, mas nada aconteceu e então eu constatei que talvez fosse a hora de sair, e deixá-la decidir.


Soltei sua mão e andei pra fora do quarto, devagar, sem querer realmente sair dali. Era isso, ela havia decidido qual caminho seguir e eu iria respeitar sua escolha.
-Eu te amo Rachel. –Falei olhando um ultima vez pra trás e me virando pra sair.
-E-eu tamb- também. –Ouvi uma voz atrás de mim e meu coração parou e voltou a funcionar mais de mil vezes no mesmo segundo.

OFF

-Então agora, eu só quero deixar claro que se você estiver realmente pronta pra ir, se eu cumpri minha missão, então eu quero que vá. Não quero mais que você segure essa dor dentro de você. Você é livre pra escolher meu amor, mas, por favor, assim como eu te prometi que contaria a nossa história, me prometa que se você ainda não estiver pronta, você vai abrir seus olhos e apertar minha mão pra sempre. Se você ainda não estiver pronta, então fique. –Ouvi aquela voz que eu reconhecia tão bem me pedindo pra ficar.
Eu não poderia recusar, mas não conseguia mover um músculo sequer, muito menos apertar sua mão então minutos depois senti sua mão escorregar pra fora da minha e ele sair. Podia ouvir muito bem ele andando pra longe, e seu choro baixinho.
-Eu te amo Rachel. –Bruno disse abrindo a porta pra sair e nesse momento eu sabia que precisava fazer algo pra que ele não fosse embora, tanto que estava travando uma batalha dentro do meu próprio corpo então quando consegui reunir todas as minhas forças, eu as liberei de uma vez só.
-E-eu tamb-também. –Falei tentando abrir os olhos devagar, e felizmente conseguindo, mas só um pouco por não estar mais acostumada a fazer isso e logo fechando outra vez.



Bruno’s Pov

 Eu respirei fundo mil vezes antes de voltar correndo até a cama dela.
-Ray, meu amor, você tá ai? –Perguntei e pra minha total felicidade sua boca se mexeu devagar formando um sorriso pequeno. Minhas lágrimas começaram a sair denovo e eu apertei o botão que chamava a enfermeira. –Meu Deus, você acordou, consegue abrir os olhos? –Falei chegando bem perto dela e acariciando seu rosto de leve.
-Bruno. –Disse ela sem gaguejar e eu não conseguia parar de chorar de emoção.
-Eu to aqui meu amor. –Falei pegando sua mão e ela segurou a minha de volta então em poucos segundos seus olhos começaram a abrir. Aqueles lindos olhos que eu passei tanto tempo sem ver.
-Algum problema aqui? – Enfermeira entrou correndo, creio eu devido ao numero de vezes que apertei o botão.
-Ela acordou, ela acordou. –Falei animado e chorando de felicidade.
-Isso é sério? –Falou ela se aproximando e eu concordei. –Isso é ótimo, vou agora mesmo chamar o doutor. –A enfermeira disse e saiu em direção ao corredor.
-Você consegue falar meu amor? Como tá se sentindo? Quer algo? –Falei quase sem fôlego e uma pequena risada escapou seus lábios.
-Á-água. –Falou ela com dificuldade e eu ri.
-Tudo bem, volto num instante. –Beijei sua testa e fui até o outro lado do quarto onde havia um filtro e pegando água pra ela em um recipiente então voltei até ela. –Pronto Ray. –Inclinei a cabeceira de sua cama um pouco pra que a água não derramasse, virando o copo devagar pra ela que lentamente abriu seus lábios enquanto eu derramava água em sua boca.
-Olha só o que temos aqui, parece que a nossa dorminhoca voltou. –Disse o doutor adentrando o quarto e eu sorri. –Vejo que está indo bem.
-Bom parece que sim, mas como doutor? Como foi possível? –Perguntei ainda em choque.
-Realmente ainda não sei como o cérebro dela foi capaz de reagir, mas no decorrer da semana faremos exames pra descobrir isso.
-Então quer dizer que ela terá que ficar mais tempo aqui? –Falei um pouco decepcionado enquanto o doutor já começava a mexer nos aparelhos e examinar  Rachel.
-Claro, ela acabou de acordar sozinha de um coma induzido. Isso é muito raro então temos que ficar de olho por mais alguns dias. –Falou ele.
-Entendo. E quando os familiares poderão visitar?
-Bom, isso teremos que ver de acordo com o horário de descanso dela e progresso. –O doutor arrumou alguns remédios na veia dela, tirou outros e tirou os tubos de respiração. –Você está respirando bem sem isso? –Perguntou pra ela que respirou bem fundo e acenou que sim com a cabeça, me fazendo sorrir então ele saiu da sala por alguns instantes.
-Senti tanto sua falta. –Falei encostando minha testa na dela e fechando meus olhos, deixando uma lágrima minha cair na bochecha dela. Senti sua mão tocando meu rosto de leve, ainda com dificuldade.
-N-ão ch-chora. –Ela falou e eu sorri, respirando fundo.
-Não vou, não vou mais. Agora que a razão da minha vida está de volta. Eu fiquei com tanto medo de te perder. –Falei e a abracei meio torto por conta da cama do hospital, enquanto colocava minha cabeça na curva do seu pescoço. Meu Deus como eu amo essa mulher.
-Eu te amo. –Disse ela baixinho. Meu coração acelerou ao ouvir aquilo e eu sorri.

-Eu também te amo Rachel, mais do que tudo nessa vida. –Sussurrei pra ela entrelaçando nossos dedos.

***
E ai garotas, gostaram? Espero que sim uhaauhau Não deixem de comentar por favor, e me desculpem por demorar tanto. amo vocês <3

domingo, 9 de novembro de 2014

Capítulo 28

 Geeente volteeeeeei. Sim demorei, e até não ia postar hoje por motivos de ENEM, mas como acordei  cedo resolvi postar. Boa leitura amoras, espero que gostem.
***


Bruno’s Pov


Assim que saí do hospital recebi uma ligação de Phil dizendo que ele e Eric estavam indo lá pra casa pra conversarmos sobre o estado da Rachel então fui o mais rápido que pude pra casa, pois eu estava m sentindo fraco. Não fisicamente, mas psicologicamente. Eu sentia que iria desabar a qualquer hora e quando isso acontecesse, seria difícil parar.
Eu nunca havia sentido isso em relação a nenhuma mulher, e então, ela entra na minha vida e vira tudo de ponta cabeça, me faz amá-la incondicionalmente, me faz ter plena certeza de que eu daria a minha vida pra salvar a dela, e então, isso acontece? Não está certo, ela não pode fazer isso comigo. A vida não pode fazer isso comigo.
Cheguei em casa e eles ainda não estavam lá então entrei e tomei um banho rápido, me vesti e voltei para a sala, sentando no sofá e olhando pro nada, o que me fez pensar nela. Eu não quero isso, não agora, essas lembranças só me destroem cada vez mais. Minha mente automaticamente trabalha pra pensar nela, nas suas expressões e nos nossos momentos divertidos e felizes. Eu lembro o quanto era precioso aquele sorriso em seu rosto e como eu ficava contente em ver que a tinha feito sorrir.
Outra vez, sem perceber, eu estava chorando, com as mãos apoiadas sobre os joelhos e meu rosto enterrado nelas, tentando segurar as lágrimas teimosas que caiam então ouvi a campainha e como sabia que eram eles, apenas mandei que entrassem.
-E ai. –Disse Eric entrando com Liam logo atrás e em seguida Phil.
-E aí E. –Falei sem nenhum entusiasmo então ele se sentou ao meu lado com Liam em seu colo enquanto Phil se sentava do outro.
-E então, qual o estado dela? –Perguntou Eric.
-Grave. Muito grave Eric.
-Ai droga. Grave como? –Phil perguntou enquanto eu secava as lágrimas dos meus olhos então assim que me recuperei, contei a eles tudo o que o médico tinha me dito e assim como todos, eles ficaram chocados e felizes com a história do bebê.
-Cara, eu to muito feliz por você e vamos rezar pra que os dois saiam dessa irmão. –Eric falou colocando a mão no meu ombro.
-Obrigada mesmo cara. Obrigada à vocês dois. –Falei e Liam analisava meu rosto quietinho.
-De nada bro, é pra isso que estamos aqui. Agora, Eric, podemos conversar ali na cozinha um pouco? –Phil falou e Eric concordou.
-Filho, fica aqui com o titio Bruno um pouco que o papai já volta. –Eric disse deixando Liam ao meu lado no sofá então os dois saíram em direção à cozinha.
-Tio, cadê a tia Rachel? –Liam perguntou com os olhinhos curiosos em minha direção.
-Ela tá no hospital meu amor. –Falei acariciando seus cabelinhos de leve enquanto tentava forçar um sorriso.
-E quando ela vai sair de lá? Eu to com saudade dela. –Ele falou e então me lembrei do dia me que ele conheceu a Rachel. Eles se deram muito bem logo de cara, pois ela é uma boba quando está com crianças.
-Não sei querido, acho que a tia Ray vai ter que ficar um tempo lá. –Falei e logo enterrei meu rosto nas mãos outra vez e chorei um pouco, até que senti Liam entrando por debaixo dos meus braços e subindo no meu colo.
-Não chora tio, a tia Ray vai voltar logo. –Ele disse e abraçou meu pescoço com força, me fazendo chorar mais ainda então envolvi meus braços ao redor de seu corpinho pequeno e retribui o abraço, que de certa forma me fazia bem, pois crianças sempre tem o poder de fazer tudo ficar melhor.
Depois que me recuperei um pouco fique ali na sala brincando com meu sobrinho, tentando me distrair, e felizmente deu certo então logo Phil e Eric voltaram da cozinha.
-To vendo que alguém ta se sentindo melhor. –Eric disse voltando a sentar ao meu lado e eu acenei que sim, pois realmente eu estava me sentindo melhor.
-Então bro, decidimos o seguinte, essa noite o Eric fica aqui com você e se precisar, nos outros dias nós revezamos ok? –Disse Phil e eu concordei então ele logo se despediu de nós.
Eric e Liam passaram a noite ali comigo e procuramos fazer algo pra que eu mantivesse a cabeça distraída pelo menos por hoje então assistimos alguns desenhos do Liam, depois eu e Eric conversamos bastante e fomos matando tempo até a hora de dormir. E eu finalmente estava cansado o suficiente pra apenas deitar na cama e capotar, mas antes disso eu juntei minhas mãos e pedi pra Deus com todo meu coração que realmente ajudasse a Rachel e meu filho a se recuperarem bem.
No dia seguinte eu acordei e Liam já estava na frente da TV vendo desenho enquanto Eric tomava café então dei bom dia pros dois e me sentei pra tomar café.
Um pouco antes do almoço eles foram pra casa e eu fui pro hospital encontrar a Andréa, Connor e Bradley, que provavelmente não tinham tido notícias ainda, pois não haviam me ligado.
-Ei cara, e ai, como passaram a noite? –Perguntei para Connor que estava sentado com Andréa na lanchonete.
-Bem, na medida do possível, mas não tivemos nenhuma notícia ainda sobre como foi a cirurgia nem nada sobre o estado dela. –Disse ele então eu peguei um café e voltei pra perto deles. –E você, como passou a noite?
-Bom, meu irmão passou a noite lá comigo e meu sobrinho então posso dizer que não foi das piores. –Falei e eles sorriram. –Bom, vou voltar ali pra sala de espera e esperar por notícias dela. Afinal, cadê o Bradley? –Perguntei antes de sair.
-Ah, ele teve que voltar pra central pra terminar de resolver o caso, mas volta mais tarde. –Connor disse e eu acenei e logo saí dali em direção à sala de espera.
Fiquei esperando e logo eles voltaram da lanchonete e ficaram ali comigo esperando ansiosamente por alguém que pudesse sair e nos dizer que ela estava bem então por volta de uma hora depois, o médico apareceu pedindo pelos parente dela.
-Somos nós. –Falei apressado.
-Pois bem, a Rachel já foi levada pro quarto da UTI e está se recuperando da cirurgia, mas apenas um de vocês vai poder vê-la hoje. –O médico disse e antes que eu pudesse ter alguma reação, Connor falou:
-Bruno, você vai.
-Tem certeza cara? Você é o irmão dela e...
-Não bro, tudo bem, você tem esse direto. –Ele disse e então eu dei um abraço em cada um deles e segui o médico pelos corredores.
-Bom, como ela está em coma induzido, não podemos acordá-la até que comece a reagir bem aos tratamentos então precisam ser pacientes e estarem preparados. –O médico disse antes de entrarmos no quarto dela.
-Tudo bem, mas e quanto à saúde do meu bebê? –Perguntei nervosamente.
-O bebê continua se desenvolvendo bem por enquanto e tem grandes chances de sobreviver. –Ele falou e um peso enorme foi tirado dos meus ombros. Entrei no quarto lentamente e andei até sua cama, encontrando ali a mulher da minha vida, toda machucada e enfaixada. –Vou deixar você aqui, mas não pode ficar muito tempo. Volto em alguns minutos. –O Dr. disse sorrindo e saiu então me aproximei dela e levei minha mão até sua bochecha que estava inchada. Sua cabeça estava enfaixada, seu rosto e seus lábios tinham alguns cortes, e na sua testa, havia uma cicatriz em forma de P. Aquele desgraçado mereceu cada segundo de dor que recebeu.
Acariciei seu rosto de leve, com muito cuidado e me inclinei até ela, depositando um beijo em cada uma das cicatrizes que ela tinha no rosto então depois disso peguei sua mão e segurei como se fosse minha vida. E na verdade era mesmo.


-Oi minha linda. Sou eu que to aqui. –Falei bem perto do ouvido dela e prestei atenção, na esperança de que ela esboçasse alguma reação. –Sou eu, Bruno. O seu Peter minha princesa. To aqui por você, eu te amo. –Falei e olhei o monitor cardíaco que rapidamente mostrou uma alteração nos batimentos. Ela sabia que eu estava aqui então um riso involuntário surgiu no meu rosto. –Eu sei que você tá me ouvindo meu amor, e só pra você saber, nosso bebê está muito bem, obrigada por mantê-lo forte. Quando você acordar eu vou te abraçar e nunca mais vou deixar você ir. Eu te amo. –Falei e seus batimentos aceleraram mais ainda, fazendo um barulhinho chato então logo o Dr. apareceu.
-Está tudo bem? –Perguntou ele um pouco assustado.
-Sim, quer dizer, eu acho que sim. Eu comecei a conversar com ela e os batimentos se aceleraram. O que é isso? –Perguntei preocupado.
-Ah, na verdade é assim. Ela ouve e sente tudo o que você faz, mas não consegue esboçar reações físicas então quando consegue, ela demonstra emoção, mas isso geralmente acontece quando vem de alguém muito especial ou quando são fortes emoções. –Ele falou e eu olhei pra ela, sorrindo abertamente.
-É realmente, são fortes as emoções.
-Bom, você tem mais alguns minutos pra ficar aqui com ela então aproveite. Já venho te chamar. –Ele falou saindo outra vez então voltei pra perto da cama dela.
-Daqui a pouco eu tenho que ir Ray, mas amanha o Connor, seu pai e a Andréa vem te visitar e se der, os meninos também vêm. Ah, o Liam perguntou de você ontem, ele disse que tá com saudades. –Acariciei suas mãos novamente então logo o doutor voltou dizendo que eu precisava ir. –Eu vou já minha linda. Te amo, volta logo pra gente viu. –Falei e depositei um beijo em seus lábios, fazendo o coração dela acelerar e outro sorriso surgir no meu rosto então soltei sua mão e saí do quarto, indo de volta até a recepção pra encontrar Bradley, Andréa e Connor que andavam de um lado para o outro querendo saber de notícias.
-E então? Como ela está? –Andréa veio correndo, juntamente com Brad e Connor.
-Ela está na mesma. Está tomando medicamentos pra induzir o coma, e se ela começar a reagir será ótimo, eu conversei com ela e os batimentos dela se aceleraram. Ah, e meu filho está muito bem. –Falei e todos eles sorriram, quase querendo chorar.
-Que ótimo, então isso é um avanço? –Perguntou Bradley.
-Na verdade não muito, pois ela pode ouvir e sentir tudo, mas não reage, e é aí que está o problema. Enquanto ela não reagir não há mais avanços. –Falei sentindo a tristeza me inundar outra vez.
-Então, o que podemos fazer agora é esperar e rezar pra que tudo fique bem com ela e o bebê. –Connor disse e nós concordamos.
***
Uma semana já havia se passado, e preciso confessar que foi uma semana difícil pra todos nós, já que ela não teve nenhuma reação e tiveram que reanimá-la duas vezes durante a madrugada de ontem.
Eu ia de mal a pior a cada dia que eu passava naquele quarto ao seu lado sem poder ver seu sorriso, e tenho passado meus dias lá já que pedi ao Phil pra que falasse com os produtores pra que déssemos uma parada na produção por pelo menos essa semana. Eu não teria cabeça pra nada, mas depois dessa semana, eu tive que voltar pro estúdio e fazia isso todos os dias, apenas pensando em sair de lá direto pro hospital. Em muitas das vezes eu não passava em casa nem pra comer ou tomar banho, só fazia isso quando voltava pra casa no meio da noite ou na manha seguinte, e por mais que o Brad, Andréa e Connor revezassem, eu não conseguia ficar muito tempo sem ir pro hospital ver ela.
-Já está na minha hora denovo minha vida, mas amanha eu volto pra te ver, continue forte. –Falei beijando sua testa, bem em cima daquela cicatriz, e saindo do quarto.


Eram 2:40 da madrugada então dirigi direto pra casa e assim que cheguei lá, me joguei na cama e dormi. Não troquei de roupa, não comi e também não tomei banho, apenas dormi até a manha seguinte quando meu despertador tocou.
-Cara, você não tá nada bem. –Ryan disse quando eu cheguei ao estúdio com um copo gigante de cappuccino em mãos E me entregando.
-Eu sei cara, eu sei. Obrigada. –Disse me sentando á frente da mesa de mixagem e mexendo em algumas coisas.
-Mas e ela, nenhuma reação? –Ari perguntou enquanto mexia em algo no seu celular. Dei um longo suspiro antes de falar algo.
-Nada cara. Nenhuma expressão facial, nem mexer as mãos, nem ameaçar abrir os olhos... Nada. –Peguei um papel e comecei a escrever algumas coisas, pra não acabar chorando.
Logo o restante do pessoal chegou fazendo barulho, mas o clima estava tenso ainda, e permaneceu assim durante toda a manha, horário do almoço e durante a tarde também, mas isso foi até bom porque aí não zoamos tanto e acabamos produzindo mais e quando chegou o fim da tarde nós havíamos quase terminado os arranjos de uma música e tínhamos mais duas pré-escritas.
Enquanto os caras terminavam de organizar algumas coisas pra ir embora, eu entrei no meu escritório e me escorei na mesa por alguns minutos, tirando uma soneca, até que ouvi a voz do Phil me chamando.
-Hey cara, acorda. –Ele disse e eu acordei assustado.
-Hã? Que horas são? Preciso ir no hospital ver a Rachel. –Falei levantando num pulo.
-Ei ei ei, calma aí. Você não vai dirigir desse jeito cara. Não mesmo.
-Phil, eu preciso ir lá. –Falei implorando com os olhos.
-Eu vou com você então e peço pra alguém levar seu carro pra casa, mas hoje você não vai ficar até de madrugada viu, vou te trazer embora cedo e você vai dormir direito. –Ele disse enquanto saíamos do estúdio em direção ao carro dele. Deixei minha chave com o Dre pra ele levar meu carro em casa e segui com Phil pra mais um dia no hospital.
E assim foram passando-se os dias, e quando nos demos conta, já havia se passado um mês inteiro. Um mês de angustia, um mês com cada vez menos esperança e um mês com cada vez mais dor. A boa notícia é que meu filho, ou filha, estava bem, e já dava pra perceber a barriga da Ray crescendo.
Eu não conseguia passar uma noite sequer sem chorar feito uma criança que precisa da mãe, e realmente, acho que as coisas seriam mais fáceis se ela estivesse aqui. Minhas fãs também me deram todo o apoio do mundo e eu sou muito grato por tudo, e mesmo que minhas irmãs e meu pai tenham passado boa parte do seu tempo aqui me apoiando, eu precisava era do abraço da minha mãe. Só ela me entendia completamente... Só ela e a Rachel.
Hoje é sábado, mais um dia de visita, mais um dia de ver o amor da minha vida numa cama, sem poder se mexer, falar, sorrir e mais um dia de ter que aguentar a dor de ir embora sem nenhum progresso, mas hoje eu queria fazer algo diferente, eu queria fazer algo que eu sabia que ela gostava então me arrumei, peguei meu boné e fui.
Assim que cheguei no hospital fui cumprimentado por vários funcionário dali, já que eu passava mais tempo no hospital do que na minha casa então passei direto pelos corredores e entrei no quarto dela, sentindo o cheiro familiar dela inundar o quarto.


***
Espero que tenham gostado mesninas. Não sei quando posto o outro pq minha semana de provas começa amanha, mas vou tentar postar essa semana mesmo. Beijos e boa sorte pra quem vai fazer o Enem :*