domingo, 7 de dezembro de 2014

Capítulo 31

Aloha gatas, voltei com um cap. gigantesco hahah 
Espero que gostem e nas notas finais tem recadinho.
***

Bruno’s Pov

Acordei na manha seguinte com o celular tocando. Caramba, era sábado de manha. Atendi o celular e verifiquei se a Rachel não havia acordado, felizmente não.
-Oi? –Falei com voz amarga de quem acabou de acordar.
-Bruno, é o Eric, estava dormindo? –Não entendo o motivo do meu irmão acordar sempre tão cedo.
-Sim cara, eu tava dormindo, aliás, por que acorda tão cedo? –Perguntei me levantando pra ir ao banheiro.
-Eu tenho filhos meu irmão, esse é o motivo, e é bom você ir acostumando, pois o seu logo logo tá chegando.
-Ah claro, vou lembrar disso. E pra todos os efeitos é SUA FILHA. –Falei me lembrando da nossa visita ao médico onde descobrimos que teríamos uma menininha.
-Sério mesmo Bruno? Parabéns cara. Amor olha só, o Bruno vai ter uma menininha. –Diz ele pra Cindia, eu suponho.
-Obrigada, mas agora, o que você quer? –Perguntei já que ele não havia me falado até agora.
-Ah sim. Bom, estamos indo fazer umas compras fora da cidade e nossa babá tá de folga então como o Liam fez a maior cena pedindo pra ficar na sua casa por que ele estava com saudade da Ray, nós estamos passando aí em 10 minutos deixar os pequenos.
-E quando vocês voltam?
-No fim da tarde. –Ele disse e vi Rachel se mexendo na cama, ainda sem roupa devido a noite anterior, o que me faz querer desligar o telefone e fazer tudo denovo com ela nesse exato momento. Ontem o dia foi estranho. Eu sei que tenho agido diferente com ela, mas eu fico repassando tudo o que vi naquele dia. Foi horrível vê-la em coma durante todo aquele tempo sem poder fazer nada. Eu estava pronto pra acabar com a minha própria vida a partir do momento que eu descobrisse que ela não iria mais viver. Eu sei que não seria capaz de estar mais nesse mundo sem a Rachel. Eu sei que sem ela, eu não pertenceria mais à esse plano de vida.
-Bruno, tá ai? –Perguntou Eric me tirando da minha viagem mental.
-Oi E, to sim. Pode trazer eles então. –Falei vendo que a Rachel abriu os olhos e me encarou como se perguntasse quem ele poderia trazer.
-Okay, obrigada cara, até mais.
-Até bro. –Falei e desligamos então larguei o celular na mesinha e percebi que Rachel ainda me encarava, e percebi também que eu ainda estava nu.
-Dá pra parar de me violar logo cedo? –Falei arqueando uma sobrancelha pra ela que soltou uma gargalhada.
-Eu não, você é muito gostoso. –Ela disse mordendo os lábios então fui até ela e me enfiei debaixo dar cobertas outra vez.
-Bom dia pra você também gostosa. –Falei beijando-a enquanto agarrava seus cabelos. –Eric vai trazer as crianças aqui hoje. –Falei quebrando o beijo e me apoiando sobre os cotovelos na cama.
-Que ótimo, estava com saudades daquelas crianças fofas. –Ray disse sorrindo lindamente.
-Bom, então vamos descer pra tomar um café que eles já estão chegando. –Falei e ela respirou fundo esfregando os olhos. Deus, ela parece um bebê quando está com sono.
-Okay, vamos, mas quero tomar um banho primeiro. Pode ir preparando o café pra mim por favorzinho? –Pediu ela sorrindo.
-Posso, mas, não vai precisar de ajuda? –Gaguejei um pouco. Eu sei que ela odeia se sentir impotente, mas se eu pudesse tomar todo o problema dela pra mim só pra que ela pudesse viver normalmente, eu com certeza tomaria.
-Não, tá tudo bem. –Disse ela com sua voz mais compreensiva.
-Bom, tudo bem então, vou descer. –Falei roubando um selinho dela e levantando da cama.
-Bruno. –Chamou ela e eu me virei. –Vai assim? –Perguntou ela rindo e então percebi que eu ainda estava sem roupa.
-Eu até poderia, mas em respeito à minha cunhada eu vou por uma roupa.
-E em respeito a mim também, não quero ninguém mais vendo tudo isso. –Ela falou apontando pro meu corpo enquanto eu vestia uma calça de moletom e uma camiseta de ficar em casa. –Tá bom assim? –Perguntei enquanto ela seguia com uma toalha pro banheiro, ainda em passos lentos.
-Agora sim, parece uma pessoa decente. –Falou ela entrando no banheiro então desci até a cozinha e comecei a preparar as coisas pro café.

Off

Assim que entrei no banheiro, liguei o chuveiro quente e tomei meu banho ainda com certa dificuldade. Realmente ficar com movimentos limitados, mesmo que seja bem pouco, é difícil, pois você se sente incapaz de fazer certas coisas, mas felizmente o médico disse que é por pouco tempo, até meu corpo acostumar.
Quando saí, vesti uma blusinha de manga comprida cinza e uma calça legging, deixei meu cabelo preso e desci, encontrando Liam brincando com Bruno enquanto Cindia amamentava Mila e Eric comia algo.
Parei perto da cozinha e fiquei observando enquanto Bruno fazia brincadeiras com o Liam, fazendo todos ali rirem. Agora eu penso em como ele será como um pai pra nossa pequena, todo babão e superprotetor.
-Hey, vai ficar aí me olhando ou vai vir aqui? –Bruno perguntou me fazendo voltar a atenção pra eles.
-Besta. Bom dia gente. –Falei entrando na cozinha enquanto Cindia entregava a pequena pro Eric.
-Parabéns pela sua menininha Ray. –Disse Cindia vindo me abraçar. Acho que fiquei um pouco vermelha, mas agradeci-a e fui cumprimentar Eric e a pequena Mila.


-O tia Ray, agora vem aqui que tem um carinha que tá com saudades de você e que te dar um abraço. –Bruno disse e Liam se encolheu todo de vergonha no colo do Bruno então me aproximei e estiquei meus braços pra ele que logo se jogou pra mim.
-Então quer dizer que sentiu minha falta? –Perguntei pra ele que acenou então passei minha mão por seu cabelo. –Eu também senti sua falta amorzinho.
-Você não vai mais embora né? –Pediu ele com os olhinhos brilhando e eu suspirei fundo.
-Não meu amor, a tia não vai mais embora. –Falei beijando sua bochecha e sentando com ele no meu colo.
-Tio, posso soltar o Gê? –Pediu ele.
-Pode sim, ele está lá atrás daquela portinha. –Bruno disse e Liam foi correndo abrir a porta pro Gerônimo que correu com o Liam por tudo.
-Bom gente, obrigada pelo café mas precisamos ir. Qualquer coisa é só ligar que a gente volta. –Disse Eric largando a bolsa da Mila em cima do sofá.
Depois de passar todas as orientações necessárias eles se foram e Bruno ficou com a Mila no colo enquanto Liam estava na sala brigando com o Gê por causa dos brinquedos. Ele puxava de um lado e o Gerônimo puxava de outro.
Quando terminei o café comecei a tirar as coisas da mesa, mas logo Bruno voltou do passeio que estava dando com a Mila no jardim e me impediu.
-Hey, pode deixar que eu faço amor. –Ele disse segurando minha cintura e me dando um beijo na bochecha.
-Não Bru, tudo bem. –Falei levando as coisas pra pia.
-Rachel, pode deixar que eu faço. –Ele disse com a voz calma enquanto colocava Mila no carrinho. –Já falei que não quero que você faça esforço. –Ele falou segurando meus pulsos, mas nada que machucasse.
-Ta bom Bruno. –Larguei as coisas na mesa e me virei pra sair quando minhas pernas fraquejaram e por um momento tive de me apoiar na mesa pra não cair então Bruno me segurou rapidamente. –Pode me soltar, não vou cair. –Falei me recompondo e saindo de suas mãos então peguei o carrinho da Mila e fui até a sala onde Liam estava e me sentei no sofá com ela.
Bruno continuou guardando as coisas com uma cara emburrada enquanto bufava uma palavra ou outra.
Continuei brincando com as crianças e logo Mila começou a pesar os olhinhos então levantei do sofá e comecei a embalar pra que ela dormisse. O que não demorou muito então coloquei-a no carrinho de volta e a deixei um pouco afastada do barulho da sala.
A manhã passou e na hora do almoço a bebê acordou chorando por comida então enquanto Bruno dava mamadeira pra ela, eu e Liam comíamos sentados na mesa. Ele era tão adorável e isso só me dava mais vontade de ter esse bebê que estou carregando, em meus braços. Enquanto eu e Liam praticamente brincávamos com a comida e dávamos risada, Bruno voltou a se sentar. Eu não havia trocado mais muitas palavras com o Bruno desde a manhã e não seria agora que iria fazê-lo. Eu estava brava com o fato de ele insistir em não me deixar fazer as coisas por mais simples que fossem. Eu já estava me sentindo impotente o suficiente.
***
-Ele dormiu também. –Falei saindo do quarto de hospedes onde havia deixado Liam e Mila dormindo. Aproveitamos que já tínhamos o berço montado e a colocamos lá.
-Tudo bem, podemos conversar? –Pediu Bruno coçando a nuca e eu respirei fundo.
-Podemos Bruno. –Falei e entramos no quarto dele. Eu me sentei na cama e esperei que ele começasse a falar. O que não aconteceu. –E então?
-Na verdade eu não sei o que dizer, só não quero mais ficar nesse clima ruim com você.  –Ele sentou de frente pra mim na cama e colocou a mão nos meus joelhos.
-Eu sei Bruno, eu sei, mas eu preciso que pare de agir como se eu fosse alguém impossibilitada de fazer as coisas. Eu não quero me sentir pior do que já me senti. –Falei e ele abaixou o olhar.
-Okay, eu sei que exagerei um pouco, mas eu me sinto mal por tudo o que aconteceu com você e tudo o que eu quero no momento é te proteger, mas acho que não estou acostumado com essa situação e se algo acontecer com você ou com a nossa filha, eu nunca vou me perdoar. –Ele falou passando a mão pelo meu rosto de leve.
-Tudo bem Bruno, me desculpa por ter agido daquela forma hoje mais cedo. Eu também não quero brigar. –Falei e ele me puxou pra um abraço, mas um abraço daqueles que eu senti tanta falta, daqueles que dávamos quando ele dormia comigo por causa dos meus pesadelos. –Eu te amo. –Falei encostando a testa no seu ombro.
-Eu também te amo Ray. –Ele falou segurando meu rosto com as duas mãos e me dando um beijo. – Então agora será que posso conversar com a minha filha um pouquinho? –Disse ele tocando sua mão na minha barriga.
-Claro que pode. –Falei e descruzei minhas pernas, encostando-me na guarda da cama então Bruno levantou minha blusa e se abaixou.
-Sabe, essa posição é boa pra fazer muitas outras coisas. –Ele falou arqueando a sobrancelha e eu ri.
-Bruno, não na frente da sua filha.
-Ok, ok me desculpa. –Ele falou e eu ri. –Oi filha, é seu papai que tá falando aqui. –Ele deu um beijinho na minha barriga.
-Diz que a mamãe ta mandando um beijo.
-Amorzinho, a mamãe tá mandando um beijo. Ah e vê se não demora muito viu, estamos loucos pra te ver. –Falou ele e eu automaticamente coloquei minhas mãos em seu cabelo, passando as unhas de leve enquanto sorria vendo a cena.
Bruno soltou um gemido rouco e olhou pra mim.
-Não faz isso não porque na posição que eu to eu não respondo por mim. Aliás, deveríamos repetir a dose de ontem. –Ele subiu até minha boca e mordeu meu lábio. Isso é sacanagem.
Bruno Mars é o homem mais irresistível desse mundo.
Coloquei minhas mãos por baixo da camisa dele e deixei minhas unhas trabalharem em suas costas enquanto ele beijava meu pescoço, com a força necessária pra deixar uma marca, eu suponho então apertei mais minha unhas em suas costas e ele gemeu.
-Você não vale nada Rachel. –Falou me fazendo deitar na cama e tirando minha blusa enquanto beijava meus peitos por cima do sutiã. Eu sentia ele ficando cada vez mais duro e só depois que já estávamos totalmente prontos pra arrancar todo o resto de roupa, eu me lembrei que as crianças estavam dormindo ali no quarto ao lado.
-B-Bruno, não podemos fazer isso agora. –Falei me afastando um pouco.
-E por que não?
-As crianças podem acordar. –Falei mas ele pareceu não se preocupar e suas mãos foram até meus peitos. –Bruno é sério agora não amor. –Falei parando ele, que fez uma cara de emburrado.
-Mas Ray, e o que eu faço com isso? –Ele falou olhando pra baixo e eu chacoalhei os ombros.
-Não sei, mas faz assim, vê lá se as crianças não acordaram enquanto eu penso aqui o que você pode fazer com isso. –Falei e ele rolou os olhos e levantou da cama, indo em direção ao outro quarto.

Bruno’s Pov

Levantei emburrado da cama e com uma puta ereção, e fui devagar até o quarto de hóspedes, que futuramente será o quarto da minha filha, ver se meus sobrinhos estavam bem.
Como previsto os dois estavam dormindo então voltei até o quarto pensando seriamente em terminar o que começamos.
-Ray, eles estão bem, agora podemos voltar ao que estávamos fazendo? –Falei entrando no quarto e de repente a porta atrás de mim fechou e eu vi Rachel vindo em minha direção.
-Pode deixar que eu resolvo isso pra você. –Ela disse ficando a milímetros de mim e me empurrando contra a porta.
-E como vai resolver isso? –Perguntei apertando o corpo dela contra o meu, fazendo-a sentir o que ela havia feito comigo.
-Pode deixar comigo Mr. Mars. –Ela sussurrou o meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e respirar bem fundo pra não rasgar toda a roupa dela ali.
Sua mão passou por cima da minha ereção e logo vi seu corpo se inclinando pra baixo. Não, ela não vai fazer isso. Sim ela vai.
Rachel abaixou minha calça de moletom, junto da minha cueca e logo meu membro se mostrou todo duro então uma de suas mãos o agarrou e começou a fazer movimentos.
-Ahh Rachel, você é tudo o que eu preciso pra minha vida. –Falei agarrando os cabelos dela.
-Shhh, fale menos e gema mais. –Ela falou e sua boca foi direto na minha glande, passando a língua maravilhosamente enquanto eu tentava abafar alguns gemidos então ela o colocou todo na boca enquanto suas mãos acariciavam minhas bolas. –Isso, assim... Ahh Rachel. –Eu falava enquanto empurrava sua cabeça pra trás e pra frente.
Ela continuava a fazer aqueles movimentos que sabe fazer tão bem e hora ou outra ela o tirava da boca e lambia toda sua extensão. Eu sabia que não ia aguentar mais muito tempo.
-Ray, eu não vou aguentar. –Falei e então ela parou, me fazendo soltar quase um urro.
-Eu sei que não. –Ela disse com um sorrisinho e voltou a fazer o que estava fazendo então logo me derramei na sua boca, segurando forte nas paredes ao meu lado.
Eu não conseguia acreditar que havia ganho o melhor boquete da minha vida exatamente naquele momento.
Rachel se levantou e eu sorri a encarando então logo que algo ia sair da minha boca, alguém me chama.
-Tio Bruno! –Liam gritou e Rachel me olhou.
-Vai lá ver o que seu sobrinho quer, tio Bruno. –Ela falou e entrou no banheiro rapidamente. Essa mulher ainda me mata.
Levantei as calças e saí do quarto correndo, chegando lá e encontrando um Liam com os olhinhos cheios de lágrimas. Chegou a dar dó até.
-O meu amorzinho, desculpa o titio não te escutou. –Falei pegando ele no colo e então devido a sua gritaria, Mila resolveu acordar também.

Off

Assim que saí do banheiro, encontrei três seres maravilhosos brincando na cama do Bruno.
-Acordaram com as baterias recarregadas então. –Falei me encostando na porta e observando-os enquanto faziam palhaçadas e Mila ria.
-E com muita fome tia Ray. –Disse Bruno bagunçando o cabelo do Liam e levantando da cama com a pequena no colo.
-Bom, então vamos lá pra baixo que eu e o tio Bruno vamos inventar algo pra você comer. –Falei e seguimos todos pra cozinha, onde eu comecei a preparar a mamadeira da Mila enquanto Bruno tentava acalmá-la. Liam ficou quietinho sentado na sala até terminarmos tudo.
-Amor, tá pronta a mamadeira? –Pediu Bruno desesperado.
-Tá sim, me dá ela aqui que eu vou dar a mamadeira. –Falei e Bruno me deu uma olhada antes de entregar a bebê então segui pra sala com ela. –Liam, vai ali na cozinha comer com o titio Bruno. –Falei e ele foi.
Depois de alimentar as crianças, alimentamos o Gê e ficamos sentado no tapete da sala brincando e vendo desenho até a hora que o Eric e a Cindia chegaram, o que foi lá pelas seis e meia. Eles também não demoraram muito pois estavam cansados então eles nos agradeceram, pegaram os pequenos e foram embora.


-Amor, eu tava pensando em marcar aquela viagem pra Veneza pra alguma data meio perto, se você puder é claro, pois eu não posso trabalhar por enquanto e acho que precisamos dessa viagem. O que acha? –Perguntei enquanto pegávamos os brinquedos do chão.
-Na verdade, eu esqueci de te falar, mas eu já marquei. –Ele disse dando um sorrisinho de criança.
-Sério? Pra quando? –Perguntei sentando no sofá, exausta do nosso dia um pouco diferente.
-Marquei pra daqui duas semanas. –Falou ele sentando ao meu lado e encostando a cabeça no meu ombro.
-Tudo bem, a data é boa. Agora vou ficar ansiosa, essa viagem será ótima pra nós dois. –Falei e ele riu.
-Sim minha linda, será ótima. –Falou ele beijando meu ombro, me fazendo soltar aquele sorriso bobo outra vez.

***
Espero que tenham gostado. Comentem o que acharam e até o próximo.
P.S: Essa semana estarei viajando e volto na sexta de manha, mas amanha mando meu pc pra arrumar e não sei se ele fica pronto até eu voltar, mas assim que ele ficar bom, vou postar mais e se der posto até dois. Beijinhos amorees <3

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Capítulo 30

Oooi amoraas. Voltei com um cap mega pra vocês.
Boa leitura.
***

Um mês se passou e finalmente estou em casa, livre daquele hospital e livre de todos aqueles tubos horríveis que eles colocaram em mim com remédios.
Já era março e eu estava me sentindo bem, mas mesmo assim, ainda não estava totalmente autorizada a trabalhar e etc.
Enquanto eu estava no hospital, todos foram me visitar e isso foi um momento muito importante pra mim, pois à pouco tempo atrás eu era apenas a mulher que pensava que ia morrer sozinha, e agora, tenho o Bruno, meu pai e meu irmão, e tenho a Andréa. Sem falar na família do Bruno que sempre me trata muito bem.
-Ray, já comeu? –Bruno perguntou descendo as escadas da casa dele em direção à sala onde eu estava.
-Não, quer tomar café comigo?
-Quero sim. Vem cá que eu te ajudo. –Bruno falou vindo até o sofá e me dando a mão pra levantar. Eu odiava me sentir impotente, mas eu tinha que aceitar o fato de que meu corpo estava fraco e talvez ainda demorasse uns meses pra voltar ao normal.
Bruno me levou até a bancada da cozinha e me colocou sentada enquanto arrumava as coisas pra tomarmos café, sentando-se de frente pra mim logo em seguida.
Começamos a comer em silêncio, como tem sido todo santo dia desde que eu saí daquele maldito hospital. Bruno estava diferente comigo, não exatamente no mal sentido, mas também não era uma coisa boa.
Ultimamente ele tem andado muito calado, nossas conversas não passam de poucas coisas, ele não quer de jeito nenhum tocar no assunto do meu sequestro e de como eles me resgataram, e eu sinto que ele parece apavorado com algo, bem lá no fundo.
-Terminou o café? –Perguntou ele me tirando dos meus pensamentos então tomei o ultimo gole de café que havia na minha xícara.
-Terminei sim. –Falei e então ele levantou e veio até mim, parou e ficou me encarando. Sua boca fez menção de falar algo, mas ele logo desistiu e a fechou, como se tivesse algo que queria falar.
Sua mão seguiu o caminho até minha testa e seu polegar passou por cima da minha cicatriz, ele fechou os olhos e respirou fundo, beijando o local em seguida.



-Eu te amo. Desculpa se não tenho te dado muita atenção ultimamente, é só que, eu tenho tanta coisa passando pela minha cabeça. –Ele soltou de uma vez só, me encarando com aqueles olhos profundos.
-E por que não conversa comigo sobre tudo isso? Quero te ajudar. Sinto falta de você, do meu melhor amigo que sempre conversava comigo. –Falei e ele balançou a cabeça que não.
-Eu sei... É que, deixa pra lá. Você tem consulta hoje não tem? –Suspirei em frustração e concordei.
-Hoje é o dia do ultrassom. –Falei e ele sorriu como um bobo enquanto me levantava da cadeira.
-Vou com você. Vem vamos tomar um banho. –Falou ele enquanto subíamos as escadas.
Entramos no banho e tratamos de não demorar muito já que o transito deve estar caótico.
Coloquei uma roupa confortável e quentinha já que ainda fazia frio lá fora então peguei minha bolsa e seguimos pro carro onde Bruno ligou uma música enquanto víamos a cidade passar.
-O que acha que é? –Bruno perguntou olhando pra mim por um segundo.
-Uma menina.
-Também acho que será uma menina. –Passei minha mão por seu cabelo e sorri pra ele. –E se ela for linda como você vou comprar uma arma e ela só vai namorar com 18 anos. –Terminou ele e eu dei uma risada.
-Ah vai sonhando, se ela for como eu, quando você estiver pensando que ela tá fazendo algo, ela já vai ter ido e voltado. –Falei provocando uma gargalhada nele, que balançou a cabeça e ficou quieto. –Senti falta da sua risada. Você é tão lindo quando está sorrindo. –Falei e ele suspirou alto.



Não deu tempo dele responder nada, pois havíamos chego no hospital então ele estacionou e descemos do carro.
Bruno pegou na minha mão e caminhamos pra dentro do hospital, até a recepção.
Na verdade eu acho que o Bruno anda exagerando, pois embora eu esteja um pouco fraca, eu consigo andar muito bem ainda, só quando fico muito tempo parada que travo um pouco, mas talvez seja só o jeito dele de mostrar algum afeto.
Nos apresentamos na recepção dizendo que tínhamos hora marcada com o Dr. McVey e a moça logo chamou uma enfermeira pra nos acompanhar até a sala dele.
-Dr. McVey, a senhorita Williams está aqui. –Ela disse e pediu que entrássemos, se retirando em seguida.
-Olá Rachel. –Disse ele entendendo a mão pra me cumprimentar. –Olá Peter. Como estão? –Perguntou cumprimentando o Bruno e fazendo menção pra que nos sentássemos.
-Estamos bem doutor. –Falei olhando de canto pro Bruno que estava distraído com algo.
-Que ótimo. Bom, vamos começar? –Falou ele e eu concordei. –Deite-se na maca, por favor, e levante sua camiseta até a altura dos seios. –Ele disse e Bruno deu uma olhada meio torta pra ele. Eu conhecia aquele olhar, era ciúmes, mas por favor, agora não.
Bruno logo tratou de chegar mais perto de mim e segurar minha mão, me fazendo sorrir. Enquanto espalhava o gel pela minha barriga, o doutor foi fazendo perguntas sobre minha alimentação, repouso, se tenho praticado alguma atividade leve e coisas do tipo.
-Bom, agora vamos ver esse bebezão. –Ele disse pegando o aparelho e passando pela minha barriga. –O que vocês querem que seja?



-Menina. –Respondemos eu e Bruno juntos.
Nos minutos seguintes o doutor apenas olhava pra maquina, mexia o aparelho e apertava botões. Aquilo já estava me deixando apreensiva e eu olhava pro Bruno hora ou outra que me dava um olhar de “tudo vai dar certo”.
-E então doutor? –Perguntei mordendo os lábios.
-Aparentemente está tudo bem com a filha de vocês.
-Ufa que bom, já pensei que tin... PERAI, VOCÊ DISSE FILHA? –Falei eufórica.
-Isso mesmo, podem comemorar, sua menininha esta a caminho. –Ele disse e lágrimas caíram dos meus olhos.
-Bruno, vamos ter uma princesinha. –Olhei pra ele que sorriu pra mim e me beijou.
-Eu sabia, nossa menininha forte igual á mãe, parabéns minha linda. –Ele disse no meu ouvido.
***
Assim que chegamos em casa, eu larguei minha bolsa no quarto do Bruno e desci as escadas bem devagar. Minha felicidade estava a mil e eu mal podia esperar pra contar pra todos.
-Hey, deveria ter me chamado pra te ajudar, não quero que desça as escadas sozinha. –Ele disse colocando meu braço ao redor do seu pescoço e me ajudando o resto dos degraus.
-Tá tudo bem Bru, eu to conseguindo. –Falei e ele não disse nada então reparei que ele estava arrumado. –Aonde vai?
-Ah, esqueci de te avisar, vou pro estúdio, mas não vou demorar. Quer que eu te traga algo quando estiver voltando? –Pediu ele.
-Não tudo bem. –Falei e ele sentou ao meu lado no sofá.
-Te amo, qualquer coisa me liga ou manda mensagem tá? –Ele disse me dando um beijo enquanto acariciava meu rosto.
-Pode deixar. Também te amo.
-É tão bom ouvir você dizendo isso. –Ele disse e eu sorri. –Tchau minha princesinha, papai volta logo viu. Não enlouquece a mamãe. –Ele se abaixou e deu beijos na minha barriga pequena ainda.
Em seguida ele saiu pela porta e eu fique ali sozinha então liguei a TV e tentei assistir algo, mas meus pensamentos estavam longe. Eu não conseguia entender o que o Bruno tinha. Só de lembrar de como ele tem sido diferente esses dias me faz querer chorar.
Ouvi a campainha tocando e demorei um pouco pra levantar e chegar até a porta, ainda limpando algumas lágrimas que escorreram.
-Oi pai, tudo bem? –Perguntei vendo ele ali na porta.
-Tudo sim, só senti saudades. Me dá um abraço. –Ele pediu e eu o abracei.
-Vem entra. –Falei abrindo espaço pra ele entrar.
-Então, tudo bem com você? Cadê o Bruno?
-Tá no estúdio. Tudo sim pai. –Suspirei fundo.
-Hey, sei que tem algo te incomodando. Conta pra mim. –Ele pediu e eu resolvi falar. Talvez ele tenha um bom conselho.
- Sabe pai, o Bruno tem agido diferente comigo desde que saí do hospital. Nós não conversamos como conversávamos antigamente e ele não fala de jeito nenhum sobre o que aconteceu no barracão. Eu sinto falta dele. Quero meu Bruno de volta. –Falei já deixando algumas lágrimas descerem pelo meu rosto outra vez.
-Ah meu amor vem cá. Não fica assim. –Ele disse me abraçando. – O que aconteceu Ray, é que agora ele está traumatizado. Ele sofreu demais com tudo isso.
-Mas eu não entendo pai, ele poderia simplesmente sentar e se abrir comigo, eu preciso que ele fale.
-Não é tão simples assim meu amor. Imagine-se na situação dele. Ele entrou na sua casa aquela noite e havia sangue por todo o chão, você estava desaparecida e mais cedo mandou uma mensagem dizendo que precisava falar com ele. Então ele te encontrou no barracão toda machucada e ficou cara a cara com o pior pesadelo da sua vida, com o homem que arruinou sua adolescência. E ainda depois, ele precisou encarar a situação de te ver toda enfaixada e impossibilitada em coma durante quase dois meses, sabendo que você estava com um filho dele na barriga. Imagine-se nessa situação. Ele passou noites e noites naquele hospital Rachel e muitas vezes teve que vir embora forçado então acho que ele só precisa de um tempo pra amenizar tudo isso. –Tudo o que meu pai falou me acertou em cheio. Era verdade, Bruno estava traumatizado, pois ele tomou toda a minha dor pra tentar me deixar melhor.
-Meu Deus pai, eu não tinha pensado desse jeito. Eu sou uma egoísta mesmo, não enxergo as coisas. –Falei abraçando-o e chorando mais.



-Não Ray, não é assim. Vocês dois sofreram demais e agora estão se recuperando juntos, e essa criança vai ser a maior força de vocês. E se aceita minha ideia, acho que deveriam fazer uma viagem. Sair de Los Angeles, ficar uns dias longe de tudo isso, só vocês. –Assim que ele disse isso, eu me lembrei da nossa viajem pra Veneza, que Bruno me deu de aniversário. Ela pode ser marcada ainda.
-Tudo bem pai, obrigada, vou fazer isso mesmo. Acho que quando ele chegar vou conversar com ele. –Falei e ele secou minhas lágrimas e sorriu.
-Isso minha filha, agora se acalme por favor, não queremos que nada aconteça com essa criança. –Ele disse repousando a mão sobre minha barriga e eu me lembrei que não havia contado a ninguém sobre a consulta de hoje a tarde.
-E falando nisso pai, acho que o senhor deveria dar oi pra sua netinha. –Falei e os olhos dele se arregalaram.
-Ray, isso é sério? –Perguntou ele todo bobo.
-Sim pai, descobrimos hoje à tarde. –Falei e ele me abraçou.
-Parabéns filha, estou feliz que vou ter o Bruno e o Connor pra me ajudar a cuidar dela, pois se ela puxar a você. –Ele disse e eu ri. Exatamente o que o Bruno me falou hoje à tarde.
Eu e meu pai conversamos mais um pouco sobre a bebê, e eu disse que deixaria pra escolher o nome dela com o Bruno, já que se eu não o fizesse era capaz dele me dizimar, então depois ele foi pra casa já que teria que trabalhar bem cedo no outro dia.
Olhei no relógio e eram dez da noite então peguei uma maçã na cozinha e subi pro quarto, tomei um banho com certa dificuldade e deitei na cama enquanto mexia um pouco no celular então logo ouço barulho da porta e Bruno chamando.
-Ray cheguei.
-To aqui em cima. –Gritei pra ele e logo ouvi seus passos subindo a escada, pisando com força então Bruno entrou no quarto e se jogou na cama, fechando os olhos. –Cansado? –Perguntei me deitando ao lado dele e fazendo carinho no seu pescoço.
-Um pouco. –Ele resmungou e eu beijei seus lábios.
Bruno gostou da ideia e logo colocou sua mão por baixo da minha blusa do pijama então parei e olhei pra ele. –Preciso de você Ray. –Ele disse subindo sua mão até meus seios descobertos e acariciando meus mamilos de leve.
-Eu também preciso de você Bruno. –Falei me sentando sobre a cintura dele enquanto nos beijávamos.
Tirei minha blusa do pijama e Bruno agarrou meus peitos com vontade, fazendo gemidos escaparem da minha boca então me virou e ficou por cima dessa vez, tirando sua calça jeans junto com a cueca e sua camiseta.
-Acho que você não precisa disso. –Ele falou puxando minha calça e calcinha de uma vez só então voltou a me beijar enquanto sua mão fazia o caminho até o meio dar minhas pernas, acariciando com vontade.
-Bruno... Eu... Não hm... Isso. –Eu dizia sem saber realmente o que queria dizer.
Bruno logo tirou suas mãos dali e então se posicionou no meio das minhas pernas, introduzindo-se em mim devagar.
-Se estiver desconfortável você me diz viu. –Ele disse movendo-se dentro de mim enquanto sua boca beijava ora meus peitos, ora minha boca. Ele sabia como me deixar doida.



Logo ele aumentou a velocidade, indo cada vez mais fundo enquanto ambos soltavam suspiros pesados e grunhidos.
-Eu to chegando. –Falei pra ele que foi mais rápido, me fazendo gozar em seguida e me fechar ao redor do seu membro.
-Ah Rachel. –Ele falou alto quando também chegou, caindo em seguida ao meu lado. –Eu te amo Ray, nunca duvide disso. –Ele falou me puxando mais perto dele e nos cobrindo.
-Eu também te amo. –Falei agarrando seu pescoço e me aninhando por ali, ouvindo ele respirar cada vez mais calmamente.
Em poucos segundos, me senti apagando em seus braços num sono profundo.

***
Espero que tenham gostado meninas.
Eu tenho reparado que o numero de cometários diminuiu tipo, demais, e isso me deixa muito triste, pois mesmo estando sem tempo eu venho aqui e tento fazer meu melhor pra vocês.
Bom, até a próxima, beijos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Capítulo 29

VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI FINALMENTE.
POR FAVOR, ABRAM ESSE LINK QUE EU VOU COLOCAR E LEIAM A HISTÓRIA PRA VOCÊS ENTENDEREM O SIGNIFICADO E SE QUISEREM LER AO LONGO DO CAPITULO PRA RELEMBRAR TBM É BOM, MAS LEIAM PRIMEIRO ANTES DE COMEÇAR O CAP.
Beijos e amo vocês
***

Me aproximei da cama devagar, vendo a mesma cena que vi durante esse um mês que se passou. O médico disse que ela estava com três meses de gravidez já e eu conseguia ver sua barriga aparecendo bem pouquinho.
O quarto estava claro, mas o corredor estava um pouco escuro, e aquele sentimento familiar de angústia já me dominava. Eu sentei ao seu lado e olhei pro seu rosto pálido, mas ainda assim, bonito.
-Oi meu amor. –Falei e beijei sua testa devagar, querendo sentir nossas peles se tocando. –Eu senti muito a sua falta sabia? Um mês já. Por que isso tinha que acontecer com a gente? –O monitor cardíaco dela começou a dar sinais de agitação.
Eu estava lutando pra não chorar enquanto pensava na notícia que havia recebido uns dias mais cedo.



-Sabe Ray, o médico me disse que eles vão precisar cortar sua medicação e tentar fazer com que você reaja. –Falei e limpei a lágrima que descia solitária pelo meu rosto. –Mas se você não reagir isso pode piorar. –Dessa vez as lágrimas caíram sem parar. Eu não sabia mais o que fazer pra que ela acordasse desse coma. Meu coração estremecia todo só de pensar em ficar sem ela. Eu não acho que seria capaz. Provavelmente eu morreria junto.


Peguei suas mãos um pouco frias e acariciei de leve, encarando aquela pessoa que foi capaz de me mostrar tantos lados diferentes da vida, ali numa cama sem poder fazer nada.
O rádio estava ligado bem baixinho e de repente uma música um pouco antiga começou a tocar, eu conhecia aquela música então aumentei um pouquinho o volume. Encostei a porta do quarto e diminuí a luz, deixando só a luz perto da cama dela acesa e bem fraquinha.
-Sabe Rachel, embora você esteja aqui e talvez não entenda nada do que vou falar eu quero que saiba que sou eternamente grato por você ter passado esses poucos meses ao meu lado, tanto como amiga como sendo minha, mesmo você não sabendo disso. Eu quero que saiba que se você for embora hoje, você foi embora sendo uma pessoa amada por todos nós, inclusive pelo seu pai. Você não tem ideia de como ele tá sofrendo com tudo isso. Ele te ama mais do que tudo nesse mundo e eu também. –Eu chorava desesperadamente enquanto aquela música tocava baixinho.

If we could only have this life for one more day.
If we could only turn back time.
You know I’ll be
Your life
Your voice
Your reason to be
My love
My heart
Is breathing for this
Moments
In time
I’ll find the words to say
Before you leave me today

–Não quero que pense nem por um segundo que você atrapalhou minha vida de alguma forma porque tudo o que você fez foi me ajudar a entender os outros, entender como cada um age, pensa e se comporta. Você me ajudou a entender que as pessoas, por mais fortes que pareçam, elas também tem medo, elas também ficam sem dormir, e elas também choram. E cada lágrima que você derramou no meu ombro, me fez ter forças pra acreditar que eu tinha a missão de te fazer feliz, nem que fosse uma vez na vida. Rachel, eu te amo mais do que tudo nesse mundo, mas tenho medo de te deixar ir sem saber se eu te fiz realmente feliz.  –Nesse momento, vários flashes dos nossos momentos juntos começaram a invadir minha mente. Foram, sem sombra de dúvida, os momentos mais preciosos da minha vida.

Flashing lights in my mind
Going back to the time
Playing games in the street
Kicking balls with my feet
There’s a numb in my toes
Standing close to the edge
There’s a pile of my clothes
At the end of your bed
As I feel myself fall
Make a joke of it all

-Então agora, eu só quero deixar claro que se você estiver realmente pronta pra ir, se eu cumpri minha missão, então eu quero que vá. Não quero mais que você segure essa dor dentro de você. Você é livre pra escolher meu amor, mas, por favor, assim como eu te prometi que contaria a nossa história, me prometa que se você ainda não estiver pronta, você vai abrir seus olhos e apertar minha mão pra sempre. Se você ainda não estiver pronta, então fique. –Falei apertando a mão dela abaixando o rosto pra que as lágrimas caíssem livremente.
Fiquei ali por longos cinco minutos segurando sua mão, na esperança de que ela apertasse a minha, mas nada aconteceu e então eu constatei que talvez fosse a hora de sair, e deixá-la decidir.


Soltei sua mão e andei pra fora do quarto, devagar, sem querer realmente sair dali. Era isso, ela havia decidido qual caminho seguir e eu iria respeitar sua escolha.
-Eu te amo Rachel. –Falei olhando um ultima vez pra trás e me virando pra sair.
-E-eu tamb- também. –Ouvi uma voz atrás de mim e meu coração parou e voltou a funcionar mais de mil vezes no mesmo segundo.

OFF

-Então agora, eu só quero deixar claro que se você estiver realmente pronta pra ir, se eu cumpri minha missão, então eu quero que vá. Não quero mais que você segure essa dor dentro de você. Você é livre pra escolher meu amor, mas, por favor, assim como eu te prometi que contaria a nossa história, me prometa que se você ainda não estiver pronta, você vai abrir seus olhos e apertar minha mão pra sempre. Se você ainda não estiver pronta, então fique. –Ouvi aquela voz que eu reconhecia tão bem me pedindo pra ficar.
Eu não poderia recusar, mas não conseguia mover um músculo sequer, muito menos apertar sua mão então minutos depois senti sua mão escorregar pra fora da minha e ele sair. Podia ouvir muito bem ele andando pra longe, e seu choro baixinho.
-Eu te amo Rachel. –Bruno disse abrindo a porta pra sair e nesse momento eu sabia que precisava fazer algo pra que ele não fosse embora, tanto que estava travando uma batalha dentro do meu próprio corpo então quando consegui reunir todas as minhas forças, eu as liberei de uma vez só.
-E-eu tamb-também. –Falei tentando abrir os olhos devagar, e felizmente conseguindo, mas só um pouco por não estar mais acostumada a fazer isso e logo fechando outra vez.



Bruno’s Pov

 Eu respirei fundo mil vezes antes de voltar correndo até a cama dela.
-Ray, meu amor, você tá ai? –Perguntei e pra minha total felicidade sua boca se mexeu devagar formando um sorriso pequeno. Minhas lágrimas começaram a sair denovo e eu apertei o botão que chamava a enfermeira. –Meu Deus, você acordou, consegue abrir os olhos? –Falei chegando bem perto dela e acariciando seu rosto de leve.
-Bruno. –Disse ela sem gaguejar e eu não conseguia parar de chorar de emoção.
-Eu to aqui meu amor. –Falei pegando sua mão e ela segurou a minha de volta então em poucos segundos seus olhos começaram a abrir. Aqueles lindos olhos que eu passei tanto tempo sem ver.
-Algum problema aqui? – Enfermeira entrou correndo, creio eu devido ao numero de vezes que apertei o botão.
-Ela acordou, ela acordou. –Falei animado e chorando de felicidade.
-Isso é sério? –Falou ela se aproximando e eu concordei. –Isso é ótimo, vou agora mesmo chamar o doutor. –A enfermeira disse e saiu em direção ao corredor.
-Você consegue falar meu amor? Como tá se sentindo? Quer algo? –Falei quase sem fôlego e uma pequena risada escapou seus lábios.
-Á-água. –Falou ela com dificuldade e eu ri.
-Tudo bem, volto num instante. –Beijei sua testa e fui até o outro lado do quarto onde havia um filtro e pegando água pra ela em um recipiente então voltei até ela. –Pronto Ray. –Inclinei a cabeceira de sua cama um pouco pra que a água não derramasse, virando o copo devagar pra ela que lentamente abriu seus lábios enquanto eu derramava água em sua boca.
-Olha só o que temos aqui, parece que a nossa dorminhoca voltou. –Disse o doutor adentrando o quarto e eu sorri. –Vejo que está indo bem.
-Bom parece que sim, mas como doutor? Como foi possível? –Perguntei ainda em choque.
-Realmente ainda não sei como o cérebro dela foi capaz de reagir, mas no decorrer da semana faremos exames pra descobrir isso.
-Então quer dizer que ela terá que ficar mais tempo aqui? –Falei um pouco decepcionado enquanto o doutor já começava a mexer nos aparelhos e examinar  Rachel.
-Claro, ela acabou de acordar sozinha de um coma induzido. Isso é muito raro então temos que ficar de olho por mais alguns dias. –Falou ele.
-Entendo. E quando os familiares poderão visitar?
-Bom, isso teremos que ver de acordo com o horário de descanso dela e progresso. –O doutor arrumou alguns remédios na veia dela, tirou outros e tirou os tubos de respiração. –Você está respirando bem sem isso? –Perguntou pra ela que respirou bem fundo e acenou que sim com a cabeça, me fazendo sorrir então ele saiu da sala por alguns instantes.
-Senti tanto sua falta. –Falei encostando minha testa na dela e fechando meus olhos, deixando uma lágrima minha cair na bochecha dela. Senti sua mão tocando meu rosto de leve, ainda com dificuldade.
-N-ão ch-chora. –Ela falou e eu sorri, respirando fundo.
-Não vou, não vou mais. Agora que a razão da minha vida está de volta. Eu fiquei com tanto medo de te perder. –Falei e a abracei meio torto por conta da cama do hospital, enquanto colocava minha cabeça na curva do seu pescoço. Meu Deus como eu amo essa mulher.
-Eu te amo. –Disse ela baixinho. Meu coração acelerou ao ouvir aquilo e eu sorri.

-Eu também te amo Rachel, mais do que tudo nessa vida. –Sussurrei pra ela entrelaçando nossos dedos.

***
E ai garotas, gostaram? Espero que sim uhaauhau Não deixem de comentar por favor, e me desculpem por demorar tanto. amo vocês <3

domingo, 9 de novembro de 2014

Capítulo 28

 Geeente volteeeeeei. Sim demorei, e até não ia postar hoje por motivos de ENEM, mas como acordei  cedo resolvi postar. Boa leitura amoras, espero que gostem.
***


Bruno’s Pov


Assim que saí do hospital recebi uma ligação de Phil dizendo que ele e Eric estavam indo lá pra casa pra conversarmos sobre o estado da Rachel então fui o mais rápido que pude pra casa, pois eu estava m sentindo fraco. Não fisicamente, mas psicologicamente. Eu sentia que iria desabar a qualquer hora e quando isso acontecesse, seria difícil parar.
Eu nunca havia sentido isso em relação a nenhuma mulher, e então, ela entra na minha vida e vira tudo de ponta cabeça, me faz amá-la incondicionalmente, me faz ter plena certeza de que eu daria a minha vida pra salvar a dela, e então, isso acontece? Não está certo, ela não pode fazer isso comigo. A vida não pode fazer isso comigo.
Cheguei em casa e eles ainda não estavam lá então entrei e tomei um banho rápido, me vesti e voltei para a sala, sentando no sofá e olhando pro nada, o que me fez pensar nela. Eu não quero isso, não agora, essas lembranças só me destroem cada vez mais. Minha mente automaticamente trabalha pra pensar nela, nas suas expressões e nos nossos momentos divertidos e felizes. Eu lembro o quanto era precioso aquele sorriso em seu rosto e como eu ficava contente em ver que a tinha feito sorrir.
Outra vez, sem perceber, eu estava chorando, com as mãos apoiadas sobre os joelhos e meu rosto enterrado nelas, tentando segurar as lágrimas teimosas que caiam então ouvi a campainha e como sabia que eram eles, apenas mandei que entrassem.
-E ai. –Disse Eric entrando com Liam logo atrás e em seguida Phil.
-E aí E. –Falei sem nenhum entusiasmo então ele se sentou ao meu lado com Liam em seu colo enquanto Phil se sentava do outro.
-E então, qual o estado dela? –Perguntou Eric.
-Grave. Muito grave Eric.
-Ai droga. Grave como? –Phil perguntou enquanto eu secava as lágrimas dos meus olhos então assim que me recuperei, contei a eles tudo o que o médico tinha me dito e assim como todos, eles ficaram chocados e felizes com a história do bebê.
-Cara, eu to muito feliz por você e vamos rezar pra que os dois saiam dessa irmão. –Eric falou colocando a mão no meu ombro.
-Obrigada mesmo cara. Obrigada à vocês dois. –Falei e Liam analisava meu rosto quietinho.
-De nada bro, é pra isso que estamos aqui. Agora, Eric, podemos conversar ali na cozinha um pouco? –Phil falou e Eric concordou.
-Filho, fica aqui com o titio Bruno um pouco que o papai já volta. –Eric disse deixando Liam ao meu lado no sofá então os dois saíram em direção à cozinha.
-Tio, cadê a tia Rachel? –Liam perguntou com os olhinhos curiosos em minha direção.
-Ela tá no hospital meu amor. –Falei acariciando seus cabelinhos de leve enquanto tentava forçar um sorriso.
-E quando ela vai sair de lá? Eu to com saudade dela. –Ele falou e então me lembrei do dia me que ele conheceu a Rachel. Eles se deram muito bem logo de cara, pois ela é uma boba quando está com crianças.
-Não sei querido, acho que a tia Ray vai ter que ficar um tempo lá. –Falei e logo enterrei meu rosto nas mãos outra vez e chorei um pouco, até que senti Liam entrando por debaixo dos meus braços e subindo no meu colo.
-Não chora tio, a tia Ray vai voltar logo. –Ele disse e abraçou meu pescoço com força, me fazendo chorar mais ainda então envolvi meus braços ao redor de seu corpinho pequeno e retribui o abraço, que de certa forma me fazia bem, pois crianças sempre tem o poder de fazer tudo ficar melhor.
Depois que me recuperei um pouco fique ali na sala brincando com meu sobrinho, tentando me distrair, e felizmente deu certo então logo Phil e Eric voltaram da cozinha.
-To vendo que alguém ta se sentindo melhor. –Eric disse voltando a sentar ao meu lado e eu acenei que sim, pois realmente eu estava me sentindo melhor.
-Então bro, decidimos o seguinte, essa noite o Eric fica aqui com você e se precisar, nos outros dias nós revezamos ok? –Disse Phil e eu concordei então ele logo se despediu de nós.
Eric e Liam passaram a noite ali comigo e procuramos fazer algo pra que eu mantivesse a cabeça distraída pelo menos por hoje então assistimos alguns desenhos do Liam, depois eu e Eric conversamos bastante e fomos matando tempo até a hora de dormir. E eu finalmente estava cansado o suficiente pra apenas deitar na cama e capotar, mas antes disso eu juntei minhas mãos e pedi pra Deus com todo meu coração que realmente ajudasse a Rachel e meu filho a se recuperarem bem.
No dia seguinte eu acordei e Liam já estava na frente da TV vendo desenho enquanto Eric tomava café então dei bom dia pros dois e me sentei pra tomar café.
Um pouco antes do almoço eles foram pra casa e eu fui pro hospital encontrar a Andréa, Connor e Bradley, que provavelmente não tinham tido notícias ainda, pois não haviam me ligado.
-Ei cara, e ai, como passaram a noite? –Perguntei para Connor que estava sentado com Andréa na lanchonete.
-Bem, na medida do possível, mas não tivemos nenhuma notícia ainda sobre como foi a cirurgia nem nada sobre o estado dela. –Disse ele então eu peguei um café e voltei pra perto deles. –E você, como passou a noite?
-Bom, meu irmão passou a noite lá comigo e meu sobrinho então posso dizer que não foi das piores. –Falei e eles sorriram. –Bom, vou voltar ali pra sala de espera e esperar por notícias dela. Afinal, cadê o Bradley? –Perguntei antes de sair.
-Ah, ele teve que voltar pra central pra terminar de resolver o caso, mas volta mais tarde. –Connor disse e eu acenei e logo saí dali em direção à sala de espera.
Fiquei esperando e logo eles voltaram da lanchonete e ficaram ali comigo esperando ansiosamente por alguém que pudesse sair e nos dizer que ela estava bem então por volta de uma hora depois, o médico apareceu pedindo pelos parente dela.
-Somos nós. –Falei apressado.
-Pois bem, a Rachel já foi levada pro quarto da UTI e está se recuperando da cirurgia, mas apenas um de vocês vai poder vê-la hoje. –O médico disse e antes que eu pudesse ter alguma reação, Connor falou:
-Bruno, você vai.
-Tem certeza cara? Você é o irmão dela e...
-Não bro, tudo bem, você tem esse direto. –Ele disse e então eu dei um abraço em cada um deles e segui o médico pelos corredores.
-Bom, como ela está em coma induzido, não podemos acordá-la até que comece a reagir bem aos tratamentos então precisam ser pacientes e estarem preparados. –O médico disse antes de entrarmos no quarto dela.
-Tudo bem, mas e quanto à saúde do meu bebê? –Perguntei nervosamente.
-O bebê continua se desenvolvendo bem por enquanto e tem grandes chances de sobreviver. –Ele falou e um peso enorme foi tirado dos meus ombros. Entrei no quarto lentamente e andei até sua cama, encontrando ali a mulher da minha vida, toda machucada e enfaixada. –Vou deixar você aqui, mas não pode ficar muito tempo. Volto em alguns minutos. –O Dr. disse sorrindo e saiu então me aproximei dela e levei minha mão até sua bochecha que estava inchada. Sua cabeça estava enfaixada, seu rosto e seus lábios tinham alguns cortes, e na sua testa, havia uma cicatriz em forma de P. Aquele desgraçado mereceu cada segundo de dor que recebeu.
Acariciei seu rosto de leve, com muito cuidado e me inclinei até ela, depositando um beijo em cada uma das cicatrizes que ela tinha no rosto então depois disso peguei sua mão e segurei como se fosse minha vida. E na verdade era mesmo.


-Oi minha linda. Sou eu que to aqui. –Falei bem perto do ouvido dela e prestei atenção, na esperança de que ela esboçasse alguma reação. –Sou eu, Bruno. O seu Peter minha princesa. To aqui por você, eu te amo. –Falei e olhei o monitor cardíaco que rapidamente mostrou uma alteração nos batimentos. Ela sabia que eu estava aqui então um riso involuntário surgiu no meu rosto. –Eu sei que você tá me ouvindo meu amor, e só pra você saber, nosso bebê está muito bem, obrigada por mantê-lo forte. Quando você acordar eu vou te abraçar e nunca mais vou deixar você ir. Eu te amo. –Falei e seus batimentos aceleraram mais ainda, fazendo um barulhinho chato então logo o Dr. apareceu.
-Está tudo bem? –Perguntou ele um pouco assustado.
-Sim, quer dizer, eu acho que sim. Eu comecei a conversar com ela e os batimentos se aceleraram. O que é isso? –Perguntei preocupado.
-Ah, na verdade é assim. Ela ouve e sente tudo o que você faz, mas não consegue esboçar reações físicas então quando consegue, ela demonstra emoção, mas isso geralmente acontece quando vem de alguém muito especial ou quando são fortes emoções. –Ele falou e eu olhei pra ela, sorrindo abertamente.
-É realmente, são fortes as emoções.
-Bom, você tem mais alguns minutos pra ficar aqui com ela então aproveite. Já venho te chamar. –Ele falou saindo outra vez então voltei pra perto da cama dela.
-Daqui a pouco eu tenho que ir Ray, mas amanha o Connor, seu pai e a Andréa vem te visitar e se der, os meninos também vêm. Ah, o Liam perguntou de você ontem, ele disse que tá com saudades. –Acariciei suas mãos novamente então logo o doutor voltou dizendo que eu precisava ir. –Eu vou já minha linda. Te amo, volta logo pra gente viu. –Falei e depositei um beijo em seus lábios, fazendo o coração dela acelerar e outro sorriso surgir no meu rosto então soltei sua mão e saí do quarto, indo de volta até a recepção pra encontrar Bradley, Andréa e Connor que andavam de um lado para o outro querendo saber de notícias.
-E então? Como ela está? –Andréa veio correndo, juntamente com Brad e Connor.
-Ela está na mesma. Está tomando medicamentos pra induzir o coma, e se ela começar a reagir será ótimo, eu conversei com ela e os batimentos dela se aceleraram. Ah, e meu filho está muito bem. –Falei e todos eles sorriram, quase querendo chorar.
-Que ótimo, então isso é um avanço? –Perguntou Bradley.
-Na verdade não muito, pois ela pode ouvir e sentir tudo, mas não reage, e é aí que está o problema. Enquanto ela não reagir não há mais avanços. –Falei sentindo a tristeza me inundar outra vez.
-Então, o que podemos fazer agora é esperar e rezar pra que tudo fique bem com ela e o bebê. –Connor disse e nós concordamos.
***
Uma semana já havia se passado, e preciso confessar que foi uma semana difícil pra todos nós, já que ela não teve nenhuma reação e tiveram que reanimá-la duas vezes durante a madrugada de ontem.
Eu ia de mal a pior a cada dia que eu passava naquele quarto ao seu lado sem poder ver seu sorriso, e tenho passado meus dias lá já que pedi ao Phil pra que falasse com os produtores pra que déssemos uma parada na produção por pelo menos essa semana. Eu não teria cabeça pra nada, mas depois dessa semana, eu tive que voltar pro estúdio e fazia isso todos os dias, apenas pensando em sair de lá direto pro hospital. Em muitas das vezes eu não passava em casa nem pra comer ou tomar banho, só fazia isso quando voltava pra casa no meio da noite ou na manha seguinte, e por mais que o Brad, Andréa e Connor revezassem, eu não conseguia ficar muito tempo sem ir pro hospital ver ela.
-Já está na minha hora denovo minha vida, mas amanha eu volto pra te ver, continue forte. –Falei beijando sua testa, bem em cima daquela cicatriz, e saindo do quarto.


Eram 2:40 da madrugada então dirigi direto pra casa e assim que cheguei lá, me joguei na cama e dormi. Não troquei de roupa, não comi e também não tomei banho, apenas dormi até a manha seguinte quando meu despertador tocou.
-Cara, você não tá nada bem. –Ryan disse quando eu cheguei ao estúdio com um copo gigante de cappuccino em mãos E me entregando.
-Eu sei cara, eu sei. Obrigada. –Disse me sentando á frente da mesa de mixagem e mexendo em algumas coisas.
-Mas e ela, nenhuma reação? –Ari perguntou enquanto mexia em algo no seu celular. Dei um longo suspiro antes de falar algo.
-Nada cara. Nenhuma expressão facial, nem mexer as mãos, nem ameaçar abrir os olhos... Nada. –Peguei um papel e comecei a escrever algumas coisas, pra não acabar chorando.
Logo o restante do pessoal chegou fazendo barulho, mas o clima estava tenso ainda, e permaneceu assim durante toda a manha, horário do almoço e durante a tarde também, mas isso foi até bom porque aí não zoamos tanto e acabamos produzindo mais e quando chegou o fim da tarde nós havíamos quase terminado os arranjos de uma música e tínhamos mais duas pré-escritas.
Enquanto os caras terminavam de organizar algumas coisas pra ir embora, eu entrei no meu escritório e me escorei na mesa por alguns minutos, tirando uma soneca, até que ouvi a voz do Phil me chamando.
-Hey cara, acorda. –Ele disse e eu acordei assustado.
-Hã? Que horas são? Preciso ir no hospital ver a Rachel. –Falei levantando num pulo.
-Ei ei ei, calma aí. Você não vai dirigir desse jeito cara. Não mesmo.
-Phil, eu preciso ir lá. –Falei implorando com os olhos.
-Eu vou com você então e peço pra alguém levar seu carro pra casa, mas hoje você não vai ficar até de madrugada viu, vou te trazer embora cedo e você vai dormir direito. –Ele disse enquanto saíamos do estúdio em direção ao carro dele. Deixei minha chave com o Dre pra ele levar meu carro em casa e segui com Phil pra mais um dia no hospital.
E assim foram passando-se os dias, e quando nos demos conta, já havia se passado um mês inteiro. Um mês de angustia, um mês com cada vez menos esperança e um mês com cada vez mais dor. A boa notícia é que meu filho, ou filha, estava bem, e já dava pra perceber a barriga da Ray crescendo.
Eu não conseguia passar uma noite sequer sem chorar feito uma criança que precisa da mãe, e realmente, acho que as coisas seriam mais fáceis se ela estivesse aqui. Minhas fãs também me deram todo o apoio do mundo e eu sou muito grato por tudo, e mesmo que minhas irmãs e meu pai tenham passado boa parte do seu tempo aqui me apoiando, eu precisava era do abraço da minha mãe. Só ela me entendia completamente... Só ela e a Rachel.
Hoje é sábado, mais um dia de visita, mais um dia de ver o amor da minha vida numa cama, sem poder se mexer, falar, sorrir e mais um dia de ter que aguentar a dor de ir embora sem nenhum progresso, mas hoje eu queria fazer algo diferente, eu queria fazer algo que eu sabia que ela gostava então me arrumei, peguei meu boné e fui.
Assim que cheguei no hospital fui cumprimentado por vários funcionário dali, já que eu passava mais tempo no hospital do que na minha casa então passei direto pelos corredores e entrei no quarto dela, sentindo o cheiro familiar dela inundar o quarto.


***
Espero que tenham gostado mesninas. Não sei quando posto o outro pq minha semana de provas começa amanha, mas vou tentar postar essa semana mesmo. Beijos e boa sorte pra quem vai fazer o Enem :*