domingo, 28 de setembro de 2014

Capítulo 24

Voltei mesninas, temos um suspense aí, boa leitura.
***

Bruno’s Pov

Tentei me acalmar antes de ler o bilhete por completo então fui até a cozinha e servi um grande copo de café, já que não sabia o que encontraria ali. Respirei fundo e comecei a ler o bilhete que dizia:

“Bom dia Bru, espero que tenha dormido bem e muito obrigada por passar a noite comigo. Quando acordar, não me procure, eu não vou muito longe, apenas preciso de um tempo pra pensar, sozinha. Volto pra casa antes de escurecer então não se preocupe, quero que tome o tempo que precisar e, por favor, sinta-se a vontade se precisar de algo ai em casa, mas peço que não esteja aí quando eu voltar pra casa. Eu tomei uma decisão, apenas amizade, e ficarei muito feliz se decidir respeitá-la. Pode levar a chave reserva com você, eu tenho a minha. Prometo que te ligo assim que voltar pra casa hoje, pra que você não fique preocupado Okay? Tenha um bom dia gatinho. Um beijo da sua melhor amiga gatinha, Rachel.”

E agora posso dizer que respirei pela primeira vez nessa manhã. Guardei o bilhete no bolso e tomei meu café, depois arrumei tudo e lavei o pouco de louça que havia na pia então fui pra minha casa, tomei um banho e fui até o estúdio encontrar Phil. Sim, eu decidi respeitar a decisão dela.
-Cara, na sua situação eu ficaria doido também, mas pelo menos ela prometeu ligar. –Phil disse ainda olhando pro bilhete.
-Pelo menos. Mas eu entendo a decisão dela, ela deve estar surtando com toda essa pressão do trabalho e tudo mais, e foi por isso que eu quis fazer a viagem pra Veneza, vai ser bom pra ela esquecer um pouco. –Falei passando a mão pelos cabelos e voltando minha atenção para o violão em minha mão.
-E pra quando tá marcada essa viagem? –Perguntou Phil.
-Ainda não tem data definida, temos mais algum tempo pra decidir quando viajar então deixamos pra escolher outra hora. –Falei
OFF

Estava na hora de voltar pra casa, já estava escurecendo e eu não queria mais fugir dos meus problemas, eu tive meu tempo pra pensar e agora é hora de voltar e continuar vivendo.
Assim que cheguei em casa eu liguei pro Bruno, que pareceu aliviado ao receber minha ligação então conversamos por um bom tempo, depois liguei pra Andréa e conversamos um pouco, já que não tínhamos nos visto muito por conta das férias e depois de tudo isso, fui dormir mais tranquila, preciso confessar.

9 de fevereiro

Caramba, amanha vai fazer dois meses que eu reencontrei meu pai denovo, depois de tantos anos. Foi um momento tão bom.
Ontem tive um sonho estranho, não foi um pesadelo, apenas um sonho estranho, seila. Eu sonhei com a Katherine, sonhei que estávamos voltando pra casa de algum lugar, já éramos adultas, nós ríamos juntas de algo e então ela parou o carro na frente da minha casa, a mesma que moro agora e quando eu desci ela disse “Boa noite Ray, até outro dia quem sabe. E por favor, toma cuidado.” Eu não respondi pois fiquei sem entender então ela ligou o carro e foi embora.
Não entendi o sentido daquele sonho, mas acordei com algumas lágrimas nos meus olhos. Sabe, é difícil aos 17 anos, ver que sua melhor amiga que sempre esteve lá pra tudo, de repente não está mais, e justamente na hora mais difícil da sua vida. Eu e Kate éramos como irmãs sabe, ela esteve lá quando eu entrei na escola e não tinha ninguém pra conversar, quando eu tive minha primeira paixonite no colégio, quando ela teve seu primeiro namoro eu também estava lá e de repente, puft, foi embora. Durante todos esses anos eu fiquei imaginando o porquê de ela ter feito aquilo, ou por onde ela anda hoje em dia.
Depois que levantei da cama, lavei meu rosto e tentei dispersar esses pensamentos então liguei pro Bruno e disse que estava pensando em fazermos algo amanha todos nós se meu pai estiver de folga e ele gostou da ideia, disse que só não passava aqui em casa agora pra falar sobre isso porque daqui a pouco  teria que ir pro estúdio então logo desligamos.
Logo depois do almoço eu fui ver TV então lembrei que não havia pego minha correspondência então saí de casa e fui andando calmamente até a caixa de correio na frente de casa pra pegá-las e logo voltei pela calçadinha de entrada, passando os olhos pelas correspondências e parando na que eu estava esperando por dias, a do médico. Continuei andando, entrei em casa e me encostei na porta, abri a carta e passei meus olhos pelo exame. Fui olhando os resultados de algumas doenças que poderiam ter sido e tudo estava negativo, eu estava aliviada por não ter nada grave, mas ainda não havia acabado, havia mais um exame no envelope então peguei e o abri. Lá estava escrito o seguinte:
           
“Resultado: 2262,00 mUI/mL Interpretação: Valores superiores ou iguais a 30,00 mUI/mL correlacionam-se geralmente com gravidez”

Quando meus olhos pararam na palavra gravidez, meu corpo todo tremeu, eu li uma, duas e três vezes, mas não conseguia realizar. Eu apenas me recostei na porta e deixei meu corpo deslizar por ela, até o chão enquanto lágrimas desciam pelo meu rosto. 


Eu não podia estar grávida, não agora, não assim. Eu e o Bruno nem estamos juntos e como eu iria contar isso pra ele? Como ele reagiria ao saber que vai ter um filho? De quantos meses eu estou?
Mil perguntas circulavam na minha cabeça no momento, mas eu não conseguia explicações pra nenhuma delas. Fui me arrastando até o sofá e me deitei lá, guardando o exame no bolso do casaco e agarrando uma almofada pra abafar o choro. Resolvi que teria que resolver isso o mais rápido possível, mas não iria atrapalhar o Bruno então apenas mandei uma mensagem.
“Oi Bru, será que depois que sair do estúdio poderia dar uma passada aqui em casa? Preciso falar com você, é muito importante, mas por favor, venha só a noite quando sair do estúdio. Não se preocupe. Beijos Ray.”
Enviei e guardei o celular também no bolso do casaco. Sim, esse era um assunto que requeria muita preocupação, mas obviamente eu não enviaria isso por mensagem pra ele, precisávamos conversar como adultos, e, daqui pra frente, tomar decisões muito importantes.
Uma dor aguda me invadia toda vez que eu pensava que havia um ser vivendo dentro de mim, que precisava do meu corpo, da minha saúde, tanto mental como física, e que quando nascesse, teria uma mãe esquisita e cheia de crises. Era demais pra eu assimilar de uma vez só, era crueldade do mundo contra mim me fazer criar uma criança agora. Eu não estava preparada pra isso, pra ter um bebê que precisaria de abrigo, carinho e o mais importante, que precisaria de amor. Amor, a cada vez que eu pensava nessa palavra, minhas lágrimas rolavam mais e mais, pois eu não queria colocar um ser no mundo pra que ele crescesse sem amor, isso já seria uma crueldade contra ele.


Eu não sei quanto tempo passei chorando, mas apenas acordei do meu transe quando ouvi a campainha tocando. Provavelmente deve ser o Bruno, já é noite e eu aqui com essa cara de derrotada.
Levantei e fui devagar abrir a porta, mantendo meus olhos fixos no chão, sabia que iria chorar se eu olhasse pra ele. Apenas esperei que ele viesse me abraçar ou algo assim, o que não aconteceu, então subi meu olhar, e um sorriso perverso me esperava, um sorriso que eu temi por anos e jurava nunca mais ver na vida, mas que agora havia voltado pra me atormentar.
-Muito tempo não? Rayzinha. –Eu não consegui raciocinar, apenas fiz a única coisa que poderia fazer agora, corri. Ou melhor, tentei correr, pois no momento em que dei o primeiro passo senti um chute nas pernas, que me fez cair de cara no carpete da sala e soltar um urro de dor.
-Me solta, me solta! –Eu gritava enquanto ele subia em cima de mim pra segurar meus braços.
-Ei, não vai dar oi pro seu padrasto preferido, que mal educada. –Disse Paul segurando minhas mãos acima da cabeça. Apenas em olhar pro seu rosto, eu já me sentia de volta ao pesadelo.
-Eu vou ligar pra polícia, me solta seu maníaco. –Falei tentando me debater, conseguindo me soltar de seu aperto e acertar sua cabeça com o abajur de ferro que havia caído no momento eu que eu atingi o chão. Ele pareceu ficar um pouco desnorteado enquanto o sangue pingava de sua cabeça por toda sua camiseta e meu carpete.
-Sua vadia! –Gritou ele, batendo com força no meu rosto, me segurando outra vez. –Você disse que vai chamar a polícia é? Acho melhor você não tentar nada querida Rachel. –Disse ele colocando a mão no bolso de seu casaco e meu sangue gelou, por pensar que ele estaria tirando uma arma, mas quando vi eram apenas fotos. Eram fotos do Bruno indo pro estúdio. –É bom você ficar bem quietinha e parar de tentar se mexer, pois senão seu namoradinho sofrerá as conseqüências, assim como toda a família dele. –Disse ele e uma lágrima solitária desceu pelo canto do meu olho, pensando no que ele poderia fazer com o Bruno. Ah não, com o Bruno não.
-Ele não é meu namorado, e você não vai encostar um dedo nele seu cretino desgraçado. –Falei com raiva e cuspi no rosto dele, que fez uma expressão de surpresa.
-Eu te avisei Rachel. –Disse ele e em seguida, senti um soco sendo disparado contra o meu maxilar, fazendo sangue jorrar na hora e logo após, seu cotovelo acertou minha têmpora, fazendo-me ficar desnorteada.


Não consegui mais ver muita coisa depois daquilo, apenas senti meu corpo sendo arrastado e então apaguei, pensando em quando no mundo, eu poderia ter uma morte sem sofrimento. Apenas morrer.

Bruno’s Pov

Saí do estúdio por volta de seis horas da tarde e fui direto pra casa da Rachel, um pouco preocupado, devo confessar, por causa da mensagem que eu havia recebido dela algumas horas atrás. Tentei dirigir com atenção e calma, mas sentia um aperto no meu peito a cada vez que pensava no que poderia ter acontecido pra ela me mandar aquela mensagem, então peguei todos os desvios que conhecia pra poder chegar mais rápido até sua casa.
Assim que cheguei, estacionei o carro e desci correndo, sentindo meu sangue gelar a cada passo que eu dava por sua calçadinha de entrada então cheguei até a porta e sem nem tocar a campainha, abri e entrei, me deparando com uma cena assustadora, algumas coisas estava caídas no chão, a sala toda bagunçada e sangue, muito sangue espalhado por mais da metade do cômodo.
No momento minhas pernas fraquejaram e eu ameacei cair, mas me mantive em pé e fiz a única coisa que eu poderia fazer agora, então enquanto corria pela casa gritando seu nome, disquei o numero do Bradley, o pai dela, pois além de ser pai ele também era policial.
Quando conclui que ela não estava em cômodo nenhuma da casa, Bradley atendeu.
-Alô. –Disse ele.
-Bradley é o Bruno, você precisa vir até a casa da Rachel com a polícia, o mais rápido possível. –Falei ofegante enquanto encarava aquele sangue todo no chão.
-Por quê? O que aconteceu? –Pediu ele com o tom de voz mais firme.
-A Rachel sumiu Bradley, e tem muito sangue aqui, por favor, venham logo pra cá. –Falei deixando minha voz embargar.
-Chego aí em 10 minutos. –Falou ele e eu apenas desliguei e me deixei escorregar pela parede até o chão enquanto chorava olhando pra todo aquele sangue e pensando que a minha Rachel poderia estar morta.

***
É nossa querida Ray foi encontrada por ele outra vez. Me digam aí o que acham que vai haver e o que acharam desse cap. Vejo vocês me breve bjs bjs

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 23

Oooi gatas, espero que gostem do capítulo. Tem algumas surpresinhas. Beijos beijos.
***


Nessas duas semanas que se passaram, eu confesso que fiquei um pouco entediada, já que com o Bruno eu sempre tinha o que fazer e agora eu estava de férias. Algumas vezes saí com meu irmão, passei um tempo com meu pai quando ele estava de folga e tentei ver um pouco o mundo ao meu redor, entender como é que se tem uma vida normal.
O Bruno não me procurou, apenas conversamos por ligações e mensagens, mas não chegamos a nos encontrar mesmo que Bruno insistisse nisso e dissesse que estava sendo difícil pra ele não me ver. Eu ainda não estava pronta pra reencontrá-lo e ele respeitou meu tempo. Ontem infelizmente eu tive outro pesadelo terrível como sempre, mas dessa vez eu levei mais de três horas acordada pra me acalmar e por algum tipo de milagre eu não desmaiei, apenas me senti tonta, mas logo que me recompus fique andando pelo quarto com a TV ligada pra tentar me distrair e infelizmente não dormi nada.
Depois de passar no mercado e comprar algumas coisas pra comer, segui em direção a minha casa, pois eu sabia que iria chover logo. Era estranho por um lado, pois parecia que eu tinha voltado á minha velha e solitária vida, que eu vivia antes de conhecer o Bruno e de tudo isso acontecer.
Abri a porta de casa e levei um susto ao ver alguém sentado na minha cozinha, de costas pra mim. E obviamente ninguém tem as costas mais largas que o Bruno então sim, era ele e sim, eu teria que enfrentar. Assim que fechei a porta ele se virou e olhou pra mim, com um sorriso largo no rosto.
-Oi. –Disse ele sem tirar os olhos de mim.
-Oi Bruno, o que tá fazendo aqui? –Falei tentando agir o mais natural possível.
-Primeiro de tudo, posso dar um abraço na minha melhor amiga? –Disse ele abrindo os braços então fui de encontro a ele e nos abraçamos fortemente por longos cinco minutos. –Senti tanto sua falta. –Falou ele inalando o cheiro do meu cabelo como sempre fazia.
-Eu também. –Falei e suspirei alto.
-Nunca mais me diga que não podemos mais nos ver Rachel. Você não tem ideia da tortura que foram essas duas semanas pra mim. –Pude perceber que ele chorava fraquinho enquanto dizia isso.


-Por favor Bruno, não chora. Eu to aqui agora okay? –Falei afagando seu cabelo.
-Okay. –Disse ele e nos afastamos então ele sorriu pra mim.
-Agora. Você. Pode. Me dizer. Que diabos. Ta fazendo. Aqui? Eu quase. Morri. De susto. –Falei dando tapas no seu braço a cada palavra enquanto ele ria desesperadamente através das lágrimas que ainda preenchiam seus olhos.
-Heey, para de me bater. –Ele segurou meus pulsos. –Primeiro: Eu estava morrendo de saudade, já disse. E segundo: Tá vindo uma tempestade. Eu fiquei longe de você, mas não perdi a memória, sei que morre de medo. –Ele disse passando o dedo na ponta do meu nariz e minhas bochechas arderam.


-Ta bom salvador da pátria, obrigada. –Falei e rimos. Era bom tê-lo como amigo, como nos velhos tempos. Nosso reencontro havia sido melhor que o esperado.
-Agora por favor me diz que vamos comer porquê eu to morrendo de fome e não como nada desde o almoço. –Falou ele fazendo carinha de cachorro.
-Sim Bruno, vamos comer. Eu também não aguento em pé. –Falei e ele foi atacando as sacolas então tiramos as compras e fizemos alguma coisa pratica, rápida e saudável então nos matamos comendo e depois disso, Bruno foi tomar um banho enquanto eu lavava a louça.

Bruno’s Pov

Eu achava que a Rachel iria surtar em me ver na casa dela, mas na verdade não surtou, e acabou que nossa noite foi bem divertida. Eu deveria ter pensado nisso antes já que tinha a chave da casa dela guardada comigo.
-Ray, se não se importa eu queria tomar um banho. –Falei colocando meu prato na pia.
-Até parece que é um estranho aqui em casa. Pode ir claro. Você sabe onde está tudo se precisar né? –Ela disse e eu acenei que sim.
-Obrigada. –Dei um beijo em sua bochecha e fui pro banho.
Cantarolei algumas músicas debaixo do chuveiro, totalmente radiante por ter conseguido estar com ela outra vez, mesmo que não seja como éramos antes, apenas ter sua amizade já significava muito pra mim. Assim que terminei o banho, me vesti e voltei pra cozinha onde ela lavava a louça quietinha então fui pé por pé até ela e agarrei sua cintura, dando um susto nela.
-Ahhh Bruno eu te mato seu infeliz. Dois sustos num dia só não na. –Falou ela colocando a mão no peito, com uma cara realmente de assustada então me aproximei dela e abracei, podendo sentir seu coração bater rápido demais.
-Desculpa Ray, não achei que iria te assustar tanto.
-Mas assustou. –Disse ela e virou pra terminar de lavar a louça.
OFF

Eu não queria ter ficado brava com ele, mas isso foi brincadeira de mal gosto. Como se já não bastassem os pesadelos. Ah claro, ele não sabe, como sou burra.
-Nossa Ray, me desculpa mesmo, sério. Não era essa minha intenção, mas seila, você nunca foi de se assustar tanto assim. –Disse ele e eu terminei de lavar a louça e sequei as mãos, ainda de costas pra ele.
-É eu sei, tá tudo bem, eu agi por impulso. –Falei e ele me abraçou por trás, envolvendo suas mãos na minha cintura, me fazendo suspirar.
-Teve pesadelos ontem a noite não é? –Droga, eu esqueci que ele tem o incrível poder de ler minha mente. Concordei com a cabeça e ele me virou, fazendo nossos olhos ficarem fixos um no outro. –Quer conversar?- Acenei que não com a cabeça e então foi a vez dele suspirar. –Tudo bem, vamos ver TV? –Ele falou se inclinando e eu podia jurar que ele me beijaria, e estava esperando que não, pois eu realmente não conseguiria evitar, mas ao invés disso ele deu um beijo na minha testa e se afastou. Respirei em alivio e o segui para a sala.


Nos deitamos, ele atrás de mim no sofá e abraçado na minha cintura, e colocamos um filme de comédia romântica pra assistir enquanto ele me fazia carinho. Rimos bastante com o filme, mas quando estava quase no final, eu não consegui aguentar e dormi, o que não durou muito pois um trovão me assustou e eu me agarrei no Bruno.
-Shhh calma Ray, eu to aqui, vai ficar tudo bem. –Disse ele baixinho enquanto me abraçava forte. Respirei e tentei me acalmar, mas mão estava dando certo então fechei meus olhos e tentei me distrair com algo quando do nada sinto a testa do Bruno sobre a minha. –Hey. –Senti seu hálito bem perto do meu e me arrepiei então abri os olhos e encontrei Bruno olhando fixamente pra mim, alternando os olhares entre minha boca e meus olhos.
-Bruno, o que tá fazendo? –Perguntei enquanto ele respirava calculadamente.
-Você sabe que não precisa ser desse jeito. –Disse ele com a boca quase encostando na minha, me fazendo fraquejar.


-Bruno, por favor, não torne as coisas mais difíceis. – Falei tentando não focar naqueles olhos maravilhosos que me enfraqueciam.
-Ray, você sabe que isso pode ser bem mais fácil. Me deixa cuidar de você, como era antes. –Ele falou quase que num sussurro e meus olhos se encheram de lágrimas. Sua voz trazia claramente preocupação e tristeza.
-Bruno, eu sei que não te amo e tudo mais, mas eu juro que me preocupo o suficiente com você pra não querer mais você vivendo nesse pesadelo comigo, você não merece essa vida, isso é um fardo que foi destinado a mim pra carregar, não você. Você não vê que isso tudo só está te desgastando e te enfraquecendo? –Falei ainda mais baixo, deixando as lágrimas escorrerem pelos cantos dos meus olhos. Eu não sei exatamente o porquê, mas Bruno deu uma minúscula risada, como se debochasse de algo que eu falei e em seguida, acabou com o espaço existente entre nós, juntando seus lábios nos meus. Não era um beijo com desejo, sede, pressa e nem nada disso, era um beijo... Seilá, diferente, não sei explicar. Eu não tinha mais por onde fugir e nem forças pra isso eu tinha então correspondi ao seu beijo, pois eu não posso mentir pra mim mesma dizendo que não senti falta disso.
Suas mãos acariciavam minha bochecha sem pressa, enquanto as minhas automaticamente corriam por seus cabelos bagunçados, fazendo aquele mesmo carinho que eu estava acostumada a fazer, e quando achei que não iríamos parar até acabar na cama, eis que ele mesmo vai parando devagar o beijo, com selinhos.
-Ficar longe de você é a única coisa que pode me enfraquecer Rachel. Eu te amo mais que tudo nesse mundo. –Ele disse ainda com os lábios a centímetros dos meus, dando-me em seguida mais um selinho suave e demorado.
Eu realmente não sabia o que fazer e nem o que pensar, então outra vez, apenas me agarrei a ele e chorei, enquanto ele como sempre, me abraçava e dizia que tudo ia ficar bem. Mas eu sabia que talvez isso não ficasse bem, mas mesmo assim não falei nada, apenas chorei até cair no sono.
Acabamos dormindo no sofá outra vez então quando acordei fui direto tomar um banho e tomar café. Deixei a mesa pronta pra quando Bruno acordasse, pois ele estaria com fome, mas eu já não estaria mais aqui. Eu sei que ele pode ficar chateado comigo por achar que eu possa ter dado alguma esperança pra ele ontem a noite, mas eu já tomei minha decisão em relação a nós e não vou mudar, a partir de agora seremos apenas amigos, o que aconteceu ontem foi um tipo de despedida, só que em paz, sem brigas, choros e discussões, melhor assim.
Assim que eu terminei de me vestir, me certifiquei de que ele estava bem coberto no sofá e ainda dormindo e então escrevi um bilhete, que deixei embaixo do seu celular então antes de sair, dei mais uma boa olhada naquele anjo que dormia na minha sala, dei um beijo suave em sua testa e sussurrei, mais pra mim do que pra ele “vai ficar tudo bem” e saí.
Peguei meu carro e dirigi meio sem rumo por alguns minutos, até que parei em um bosque, bem longe das nossas casas, pra que não corresse o risco de ninguém me encontrar caso o Bruno não quisesse aceitar meu recado.
Passei muito tempo andando pelo bosque, onde não haviam muitas pessoas, e pensando sobre minha vida, sobre o Bruno, meu pai, irmão e de repente, algum sentimento feliz tomou conta de mim e eu sorri pro nada, lembrando-me dos poucos, porém bons momentos que passei com eles. Por vários momentos, eu pensei ter sentido alguém me vigiando e realmente pensei que o Bruno ou alguém pudesse te  me encontrado, mas quando olhei em volta não havia ninguém de diferente, a não ser as mesmas pessoas que eu vi assim que cheguei e depois de muito tempo por ali, eu realmente decidi que já estava na hora.

Bruno’s Pov
Assim que acordei no dia seguinte, tateei o sofá em busca da Rachel, mas não a encontrei então abri meus olhos rapidamente e olhei em volta, procurando por ela, mas ela não estava ali, nem na cozinha, nem no chuveiro e nem em lugar nenhum. Eu comecei a sentir medo então resolvi ligar pra ela, e foi quando vi um bilhete em baixo do meu celular. Na hora meus ossos gelaram então peguei o bilhete e imediatamente meus olhos bateram nas partes do bilhete que diziam algo sobre “Quando acordar não me procure” e “Eu tomei uma decisão”.

Posso dizer que estava desesperado.

***
Enfim meninas, no próximo capítulo sinto lhes dizer, mas o PÁ da fanfic vai aparecer. Não chorem e por favor comentem pois o próximo só vira sob certa quantidade de comentários haha. amo vocês

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Capítulo 22

Voltei gatosas do meu coração uheuhe Esse capitulo tá mei zZzZzZzZz mas como eu sempre digo, prestem atenção nos detalhes pois daqui a uns dois capítulos eles vão fazer toda a diferença.
Boa leituraaaaa <3
***
 "Talvez não signifique tanto pra você, mas pra mim é tudo. Tudo."

Bruno’s Pov

Saí da casa da Rachel totalmente devastado, eu não poderia deixá-la ir, ou melhor, ir sem ela. Eu preciso dela ao meu lado como preciso de oxigênio pra viver e sem ela eu sei que não consigo ser feliz.
Dirigi pra casa quase batendo em tudo á minha frente, pois as lágrimas tomavam toda a minha visão no momento e assim que cheguei eu não consegui pensar em mais nada, apenas me joguei na cama e chorei. Eu admito que eu parecia uma garotinha chorando, mas isso não importava, pois sem a Rachel eu era qualquer coisa, menos forte. Pensei em ligar pro Phil e dizer o que havia acontecido, mas eu não queria que ele me visse nesse estado, não agora. Tentei por várias vezes, dormir, mas não consegui então levantei, tomei um banho e comecei a sentir fome.
-Eai bro. –Disse Phil ao telefone.
-Cara podemos almoçar juntos? –Fui direto ao ponto.
-Direto você ein gato. –Ele disse zoando.
-Philip é sério, preciso muito conversar com você.
-Tudo bem cara, quer vir aqui em casa? A Urbana saiu com as crianças, aí pedimos comida e você me diz o que quer falar.
-Pode ser, pede qualquer comida ai que eu chego em alguns minutos. –Falei procurando alguma camisa no closet e acidentalmente me deparando com uma blusa da Ray guardada lá então peguei-a e pressionei contra o meu rosto, inalando seu cheiro maravilhoso e fazendo uma nostalgia tomar conta de mim. Quando me dei conta, Phil já havia desligado então joguei o celular na cama e inalei mais uma vez o cheiro da roupa, deixando m seguida as lágrimas fluírem livremente enquanto eu tentava me recompor.
***
-E ai cara, entra. –Phil abriu a porta me dando passagem pra dentro da sua casa. Entrei em passos lentos e me sentei sobre a bancada da cozinha onde duas embalagens de comida pairavam. –Pedi Mexicana. –Puta merda, mexicana é a comida preferida da Rachel, to vendo que o dia não vai melhorar mesmo.
-Droga. –Falei baixinho.
-O que disse? –Phil falou servindo sua comida e eu fiz o mesmo.
-Nada não cara, deixa pra lá.
-Tudo bem, mas e ai? O que queria falar? –Perguntou ele e eu, por um momento, olhei pro teto pra não chorar então tirei meus óculos e os larguei na bancada.
-A Rachel, ela tipo... Ela, meio que terminou comigo Phil. –Falei esfregando os olhos.
-Cara, mas você não tavam namorando. Me conta isso direito. –Ele pediu e então contei tudo pra ele, nos mínimos detalhes, cada palavra, expressão, e claro, cada lágrima daquela discussão.


-E foi isso cara. Eu não consigo aceitar que eu não vou ligar pra ela e combinar de fazermos alguma coisa juntos, nos beijarmos e essas coisas. –Falei e Phil veio andando até mim, colocando uma mão sobre meu ombro.
-Bruno, faz o seguinte, dá uns dias pra ela pensar, esfriar a cabeça. Eu te entendo cara, sei o que você sente por ela e que dói, mas a mente dela deve estar a mil com tudo isso que vem acontecendo entende? Então apenas deixe ela respirar e depois vocês conversam tudo bem? –Phil disse e eu concordei, secando minhas lágrimas e me levantando.
-Tudo bem cara, vou deixar sim. Muito obrigada Phil, de verdade mesmo cara, você me ajudou muito. –Falei e demos um rápido abraço. Quando estava saindo da porta, Urbana entrou com as crianças então coloquei meus óculos rapidamente, acenei pra eles e voltei pra casa.
OFF

***
Naquela tarde eu chorei uma boa quantidade a mais do que eu estava acostumada a chorar. Eu sentia calafrios tomarem conta do meu corpo e meu estomago se revirava. Eu havia ficado nervosa, tão nervosa que acabei vomitando todo o meu café da manha e quase desmaiei, mas não desmaiei, apenas me levantei ainda chorando, dei descarga e escovei os dentes.
Depois que acabei a choradeira, eu tomei um banho e me deitei na cama, encarando o teto e pensando no que fazer em um sábado a tarde. Meu estomago ainda doía e eu percebi que estava começando a ficar um pouco quente então sequei meu cabelo e me enrolei em uma coberta enquanto assistia tevê, esperando que a febre baixasse, mas infelizmente não foi isso que aconteceu. Resolvi então ligar pra Andréa, pra ela vir aqui, preciso de uma opinião e de alguém pra conversar.
-Oi, Andréa? –Falei antes mesmo de ela falar “alo”.
-Sim, tudo bem Ray? –Disse ela.
-Hmm, na verdade não. Você ta ocupada?
-Não, estou a toa. Quer que eu vá até ai?
-Bom, tudo bem. Vou deixar a porta aberta, estou aqui no quarto.
-Tudo bem, já chego ai. –Falou e desligamos então tentei me levantar da cama pra fazer um chá, mas meu corpo estava dolorido e eu optei então, por não levantar. Pensei em tomar algum remédio, mas resolvi não me medicar sem saber o que eu tenho. Eu tentei descobrir o motivo de eu ter passado mal sendo que meu café da manhã foi normal e bebida não poderia ser de jeito nenhum, pois faz muito, mas muito tempo mesmo, que eu não bebo, já que resolvi que deveria parar um pouco. Estava perdida nos meus pensamentos quando ouvi uma batidinha na porta do quarto e logo vi Andréa entrando.
-Oi amiga, vim o mais rápido que pude, o que aconteceu? –Ele disse vindo até mim e me abraçando. Assim que ela me abraçou eu me senti a vontade pra chorar em seu ombro. Eu deveria estar mesmo com cara de quem chorou demais, pois não havia falado nada e ela já sabia que algo estava errado. –Meu Deus Rachel, você está com febre. –Disse ela colocando a mão no meu rosto e na minha testa.
-Eu sei, mas não entendo como. Meu corpo tá dolorido também e eu passei mal agora á pouco. –Falei e ela ficou me analisando então olhou em volta e voltou seu olhar pra mim.
-Quer que eu ligue pro Bruno? –Ela disse e na hora meus olhos marejaram então apenas fiz que não com a cabeça. –O que aconteceu? Fala pra mim Ray.
-Eu não quero mais essa vida pra ele Dé, ele não merece passar por tudo isso em função dos meus problemas. –Algumas lágrimas escaparam dos meus olhos e ela compreendeu, já que havíamos conversado sobre isso inúmeras vezes.
-Eu sei Ray, entendo o que você quer dizer, mas da mesma forma que você quer protegê-lo, ele também quer te proteger.
-Mas eu não mereço tudo isso, sendo que tudo o que eu trouxe a ele foi cansaço e problemas. Não quero mais ele desperdiçando sua vida comigo. –Falei e ela deitou minha cabeça em seu colo, soltando um suspiro fundo enquanto afagava meus cabelos.
-Vamos então, deixar o tempo decidir, deixar vocês dois esfriarem a  cabeça. Tenho certeza de que tudo vai se ajeitar. –Falou e eu apenas acenei que sim com a cabeça. –Agora, eu sugiro que você troque de roupa pra irmos ao médico ver o motivo desses sintomas. –Ela falou e eu fiquei pensando por um momento em recusar, mas se tem uma coisa que não suporto é a ideia de estar doente e não saber o motivo.
-Tudo bem. –Falei e me levantei devagar, pegando algumas roupas e indo em direção ao banheiro pra me trocar.
***
-E o meu irmão, onde ele tá? –Perguntei enquanto dirigíamos até o hospital. Eu havia ligado pro médico uns minutos antes e avisado que eu iria.
-Ah, ele teve que viajar a trabalho outra vez, fazem alguns dias já. –Disse ela e logo estacionamos no hospital então descemos do carro e seguimos em direção à entrada do hospital.
-Oi, eu tenho uma consulta de emergência marcada com o Dr. McVey. –Falei pra moça da recepção.
-Hmm, Rachel Williams? –Perguntou ela e eu acenei com a cabeça. –Pode seguir por aquele corredor na quinta porta a direita. O doutor esta esperando já.
-Tudo bem, muito obrigada. –Sorri pra ela que sorriu de volta então puxei Andréa pelo braço e seguimos até onde a moça tinha indicado. Parei em frente a porta e dei duas batidinhas.
-Pode entrar. –Disse ele então entramos. –Ah, olá Rachel, pode sentar aqui que já vou te atender. –Disse ele indicando uma maca então me sentei nela enquanto Andréa ficava em uma poltrona no canto da sala.
Por algum motivo eu estava nervosa, mas realmente eu não fazia ideia qual era ele.
-Bom, vamos começar. Você me disse ao telefone que estava com febre e dores no corpo?
-Sim, e algumas horas atrás eu passei mal do estomago. –Falei e ele pegou aquela luz e olhou minhas pupilas, pediu que eu abrisse a boca e examinou minha garganta.
-Bom, pelo que parece sua garganta tá um pouco irritada, e suas pupilas estão dilatadas um pouco, então é possível que você esteja desgastada por conta de um pequeno resfriado. –Disse ele. Bom, não é exatamente por causa do resfriado que estou desgastada, mas enfim. –Mas por precaução, vou pedir um exame de sangue bem detalhado e um de urina ok. Pra isso vou precisar que espere mais alguns minutos, já volto. –Disse ele e saiu.
-Ainda bem que não é nada sério, tirando o fato de você estar cansada por outros motivos. –Disse Andréa parando ao meu lado na maca.
-É, mas esse monte de exames me deixa aflita, parece que eu tenho algum tipo de doença terminal. –Falei e Andréa riu.
-Ai Rachel, só você mesmo, mas relaxa, não vai dar nada. –Disse ela segurando minhas mãos então logo o médico chegou e ela voltou a sentar em seu lugar.
O Doutor me entregou um pequeno potinho plástico e disse que eu poderia usar o banheiro que havia no fundo da sala. Ele me deu a opção de trazer a urina outro dia, mas eu preferi acabar com isso logo então fui no banheiro indicado por ele e em alguns minutos voltei com o potinho quase cheio. Era meio nojento, mas ignorei e o entreguei o potinho então logo chegou uma enfermeira e me pediu pra que eu deitasse na maca, levantou a manga da minha blusa e procurou minha veia, furando em seguida. Senti uma pequena dorzinha, mas me distraí falando de algum assunto com a Andréa e quando vi eles já haviam tirado uma boa quantidade de sangue.
-Prontinho, você está liberada. –Disse a enfermeira colando um daqueles adesivinhos na minha veia. –O doutor teve outra emergência pra atender, mas ele deixou o telefone e pediu pra você entrar em contato quando os exames chegarem se houver qualquer duvida. –Ela me entregou o cartão escrito Dr. Roger McVey com a especialização dele e o telefone pra contato então sorri.
-Tudo bem, obrigada. Meus exames chegariam por correspondência e infelizmente demorariam de duas a três semanas pra ficar prontos.
-Disponha. Só vou recomendar agora que você se alimente bem pra repor a energia que perdeu com a retirada de sangue. –Disse ela e eu assenti então Andréa agradeceu e saímos do hospital, reto em direção a um restaurante de “comida saudável” de acordo com ela. Ela foi dirigindo já que eu não estava recomendada a dirigir. O único lado bom dessa ida ao hospital é que eu pude esquecer um pouco dessa minha discussão com o Bruno, me distraí conversando com a Andréa no restaurante e por mais milagroso que seja, dei algumas risadas.
Depois de passarmos na farmácia pra comprarmos o remédio que me foi indicado pro resfriado, fomos pra minha casa e Andréa bateu o pé, dizendo que não me deixaria sozinha, portanto, passou a noite ali. Nós conversamos bastante sobre muitas coisas, inclusive sobre relacionamentos, sobre ela e o Connor e sobre o meu ex “não relacionamento” com o Bruno.



Eu acabei concluindo que mesmo que eu nunca chegue a amar o Bruno, ou qualquer outra pessoa, eu posso dizer que pelo menos por um período da minha vida eu soube o que realmente significa ser feliz, pois eu não seria ridícula a ponto de dizer que Bruno não me fez feliz por que fez. Tanto como meu melhor amigo, como meu ficante, e eu nunca vou me esquecer disso.

***
Bom eu disse que tava meio sono, mas nos próximos vcs vão querer me matar mesmo hahaha Enfim, me digam a opinião de vocês a respeito disso e tals blá blá blá e sinto dizer que estamos chegando na "parte final" da fic infelizmente, pois eu disse que seria uma shortfic. MAS CALMEM, NÃO É A RETA FINAL, APENAS O ÁPICE DE TUDO OK?  Vejo vocês outro dia. Quem sabe mais cedo?? Comentem por favoor  e amo vocês <3

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Capítulo 21

Voltei gatas, desculpem a demora mas eu vim com um hot uhueheuhe Sobre esse capitulo eu tenho apenas duas coisas a dizer: Aproveitem e não me matem.
Amo vocês gatosas.
***

Meu corpo estremeceu todo quando ele disse aquilo então tomada pelo calor do momento coloquei minhas mãos por dentro da sua camiseta, passando as unhas sem muita força pelo seu abdômen e suas costas, fazendo-o arfar. Enquanto nos beijávamos eu o virei e sentei em sua cintura, tirando minha blusa em seguida, fazendo Bruno prender seus olhos nos meus peitos.
-Quem te deu permissão pra olhar? Para de ser tarado. –Falei colocando a mão sobre o rosto dele que soltou uma risada divertida.
-Eles são meus, assim como você, mas você ainda não sabe disso. –Ele apertou minha cintura e me pressionou pra baixo então pra seguir o raciocínio eu rebolei em cima dele.
-Adoro brincar com você. –Falei abrindo os botões da sua camisa e passando minhas unhas com força pelo seu peito. Bruno gemeu e fechou os olhos, mas logo os abriu e me encarou.
-Então vamos brincar. –Dito isso, Bruno me tirou de cima dele e se levantou, trancou a porta do quarto e tirou sua roupa, ficando apenas de cueca, já era possível ver algo grande crescendo cada vez mais ali, depois caminhou até mim e tirou minha calça, dando um tapa, nada que tivesse doido, na parte de dentro das minhas duas coxas, fazendo ficar um pouco vermelho, mas me deixando excitada. –Hmm você gosta disso então. –Ele engatinhou na cama e ficou entre minhas pernas, enquanto suas mãos passeavam pelas minhas coxas.
-Uhumm. –Falei mordendo os lábios e fechando os olhos então de repente, outro tapa, mas dessa vez na parte de fora da coxa direita, me fazendo soltar o gemido alto que eu estava segurando entre os lábios. Os tapas em si não doíam, apenas faziam parte do processo de excitação.
-Pode gemer a vontade Rachel. Eu já disse que ninguém vai te ouvir. –Ele falou se inclinando até mim e colocando uma mão embaixo das minhas costas, tirando meu sutiã e jogando longe, em seguida ele agarrou meus peitos com as duas mãos e começou a massageá-los e brincar com meus mamilos, deixando-os rígidos então desci minha mão até sua cueca e apertei forte fazendo Bruno dar uma risada baixa e me beijar. Fui tirando sua cueca devagar com a ajuda do meu pé e assim que abaixei o suficiente senti algo grosso e duro bater nas minhas coxas.
-Puta que pariu. –Falei contraindo meus músculos e me condenando por desejar tanto esse homem.
-Nossa Ray, como você é boca suja, acho que vou ter que ocupá-la pra você não ficar falando essas coisas. –Disse ele numa voz totalmente sensual. Ah não, essa foi a gota d’água. Rapidamente o empurrei na cama, o que o deixou com um olhar confuso.
-Você brinca demais com fogo Hernandez então acho que agora tá na hora de se queimar. –Falei com o rosto próximo dele e antes que ele pudesse me beijar eu me afastei e voltei minha atenção pra sua parte baixa, envolvendo minhas mãos e em seguida lambendo sua cabeça devagar. Os gemidos dele começaram a ficar mais intensos a partir do momento em que o coloquei por completo na boca, tendo o auxilio das minhas mãos.
-Rachel chega, é serio. –Ele disse segurando meu cabelo e tentando me tirar dali, mas eu comecei a ir mais rápido. –POR FAVOR. –Ele falou quase sem ar então parei e olhei pra ele que respirava pesado, soltando um sorrisinho cínico que o deixou puto da vida, pois ele me puxou pra cima dele e me beijou com vontade enquanto tirava minha calcinha, passando seus dedos de leve por cima daquele lugar encharcado.
-N- não faz isso. –Reclamei enquanto ele pegava uma camisinha na mesinha ao lado, a mesma que ele havia deixado meu presente, e colocava lentamente em seu pênis ereto. Eu olhava atenta a cada detalhe daquele corpo perfeito, desde seu cabelo bagunçado que estava querendo crescer, até as pequenas gotas de suor que escorriam pela sua testa que mais pareciam diamantes sob o brilho pouca luz da lua que entrava por uma fresta na cortina.
-Senta aqui Ray. –Disse ele implorando com o olhar então sorri e fui devagar me sentar de costas sobre ele, mas antes que eu pudesse sentar ele me segurou pela cintura. –De frente, eu quero olhar nos seus olhos enquanto você geme o meu nome. –Eu estremeci quando ele falou aquilo, mas me virei e me apoiando em seus ombros, fui sentando de leve sobre aquele membro grosso que já me dera prazer algumas vezes antes, mas que nunca havia me dado tanto quanto agora.
-Ahh Bruno, você é tão bom. –Falei quando ele estava por completo dentro de mim.


-Você é tão apertada Williams. –Disse ele beijando meu queixo enquanto suas mão seguravam minha cintura, me movendo primeiramente devagar, pra cima e pra baixo, mas logo aumentando a velocidade, fazendo o barulho dos encontros entre nossos corpos ser cada vez maior. –Eu não estou ouvindo você gemer meu nome. –Disse ele diminuindo a velocidade e me olhando nos olhos.
-Talvez quando for digno, eu gema. –Falei puxando o lábio dele com os dentes e mordendo com força.
-Eu disse que ia te fazer gritar, e é isso que você vai fazer. –Bruno falou me tirando de cima dele rapidamente, visivelmente irado por eu tê-lo desafiado dizendo isso. –De quatro. –Ele disse apenas isso e segurou minha cintura me fazendo ficar naquela posição. Prevejo que isso será uma delicia.
-O que vai fazer Bruninho? –Perguntei ainda querendo provocá-lo.
-Você vai ver o que eu vou fazer, mas já vou avisar que não quero ninguém choramingando e nem gozando antes da hora. –Ele falou enquanto roçava a cabecinha perto da minha intimidade molhada.
-Bruno, entra logo. –Falei querendo cair de tão mole que meu corpo estava.
-Não queridinha, ainda não. –Ele disse se afastando e passando seus dedos por aquela região. –Primeiro eu preciso fazer uma coisa. –Disse ele tirando sua mão dali e enquanto eu imaginava o que ele iria fazer, senti um estralo forte naquela região. Sim, ele me deu um tapa LÁ e porra, isso foi muito bom. Na hora levei a mão na boca e me segurei pra não gritar, mas quando os outros três tapas vieram eu não consegui segurar e realmente gritei. Não eram tapas fortes, eram apenas leves tapinhas, mas que tinham um poder inacreditável sobre o meu corpo. Eu não sabia exatamente o que, mas eu estava gritando alguma palavra e quando achei que ele tinha acabado, senti seu membro me invadindo lentamente, causando uma implosão no meu corpo todo.
-Ahhhh. –Eu gemi alto, alto o suficiente pra perceber a risada do Bruno me tendo naquela posição pra ele. Logo ele começou a se movimentar rápido, puxando minha cintura de encontro com ele e me fazendo literalmente gritar seu nome a cada estocada que ele dava. As ultimas três estocadas que ele deu foram lentas e profundas. Uma, duas, três... E então eu gozei, e realmente senti, como nunca havia sentido na minha vida. Aquele homem me enlouquecia, sexualmente falando, de uma forma que eu não conseguiria explicar.
Como ele ainda não estava satisfeito ele continuou investindo, dessa vez com mais cuidado pois ele sabia que eu estava mais sensível e mil vezes mais apertada, fazendo com que ele apreciasse estar dentro de mim, e finalmente se deixasse explodir depois de cinco lentos minutos.
-Awwwwwwww. –Ele gemeu enquanto se apoiava em minhas costas e em seguida saia de mim, caindo na cama.
-Nunca mais me faça segurar desse jeito, pois eu não vou me aguentar. Que tapas foram esses? –Falei sem ar enquanto Bruno me abraçava. Eu não sentia mais meu corpo, estava anestesiada pela onda de orgasmos que me atingiram.
-Eu te disse que iria te fazer gritar, porque isso me deixa muito excitado. –Ele disse me beijando enquanto tirava meu cabelo bagunçado do meu rosto. -Meu Deus como você é linda.
***
-Racheeel, volta aqui, não me deixa sozinho denovo. –Bruno gritava esparramado no chão da sala, totalmente bêbado, pela segunda vez já desde o ano-novo. Logo no dia 2 de janeiro eu tive outro ataque de pânico, nada muito sério, mas isso fez com que o Bruno ficasse acordado a noite toda e no outro dia não tivesse forças nem pra sorrir, embora ele negasse, eu sabia que o motivo do cansaço dele era esse e desde então, nós brigamos com mais frequência e na primeira noite em que ele apareceu bêbado foi na minha casa. Eu estava quase me preparando pra ir dormir quando ele tocou a campainha e começou a chorar na minha frente e jogar na minha cara que eu não o amava, é claro que de primeira eu ignorei e o levei pra dentro pra que ele pudesse tomar um banho e descansar, mas no dia seguinte nós acabamos discutindo antes de eu ir pro trabalho, o que tornou meu dia totalmente estressante e chato. E até uns três dias depois não nos falamos muito até que ele resolveu vir até a minha casa e me pedir desculpas, eu perdoei e ficamos de boa. Então ontem ele me ligou e disse pra eu ir pra sua casa hoje depois das seis e esperar ele lá, pois ele estava com saudade e quando saísse do estúdio iria direto pra lá então eu fui, tomei um banho e fiquei esperando ele, que não veio. Deu oito horas eu liguei e nada, liguei as nove e as dez também, mas ele não me atendeu e então quando eram onze e meia, ele chegou escancarando a porta e me chamando com voz de choro outra vez e obviamente bêbado denovo.
-Bruno chega de drama. Levanta desse chão e vai tomar um banho que eu vou pegar um remédio pra você. –Falei voltando na sala, quase perdendo a paciência.
-Eu não qu...
-VAI BRUNO! –Gritei com ele que me olhou assustado então ofereci ajuda pra ele levantar do chão, mas ele recusou e levantou sozinho, quase caindo outra vez. Sem dizer mais nenhuma palavra ele se encaminhou pro banheiro enquanto eu procurava um remédio pra dor de cabeça em algum armário por ali. Dei um tempo ali na cozinha tomando uma água pra me acalmar e depois subi até o quarto dele com o remédio e uma garrafinha d’água em mãos então assim que entrei no quarto vi ele já dormindo apenas de cueca e com os cabelos úmidos enquanto suas roupas estavam espalhadas pelo chão. –Bruno, toma aqui o remédio. –Chacoalhei seu braço e ele abriu os olhos um pouco atordoado então pegou o remédio e a água das minhas mãos e tomou, secando a garrafinha.
-Hmm obrigada. –Disse ele caindo na cama outra vez então joguei uma manta por cima dele e fui deitar no quarto de hóspedes.
No dia seguinte eu levantei um pouco cedo e Bruno ainda estava no quarto dele dormindo então nem tomei café e prendi o Gerônimo em sua casinha pra que ele pudesse comer, apenas peguei minha bolsa e deixei um bilhete escrito na mesinha ao lado de sua cama.
“Fui pra minha casa, depois que tomar café passa lá, precisamos conversar.”
E assim saí da casa dele e fui pra minha.
Bruno’s Pov

Acordei na manha seguinte com uma dor de cabeça fraquinha graças ao remédio que a Ray me deu noite passada e a quantidade de água. Rachel! Droga, não creio que eu fiz isso outra vez.
-Ai que merda. –Resmunguei pra mim mesmo enquanto esticava minha mão pra pegar meu celular que estava na mesinha, mas quando olhei, outra coisa me chamou atenção, era um pequeno bilhete.
“Fui pra minha casa, depois que tomar café passa lá, precisamos conversar.”
Era da Rachel e claro que ela deve estar querendo me matar então levantei correndo, tomei um banho, comi algo super rápido e corri pra casa dela.
Quando cheguei lá estava nervoso, pensando no que ela iria me dizer e como eu iria me desculpar com ela por essas merdas.
-Bom dia Ray. –Falei assim que ela abriu a porta, me inclinando pra dar um beijo que foi desviado por ela.
-Oi Bruno. –Ela falou, visivelmente irritada. –Entra.
-Olha Ray, eu sei que eu errei que...
-Não Bruno, agora só eu falo e você escuta. –Ela disse sentando-se de frente pra mim então acenei com a cabeça.
-Tudo bem. –Falei e ela respirou fundo.
OFF

-É o seguinte Bruno, eu não queria ter que dizer isso, mas não há outro jeito. Eu tentei, você tentou, nós tentamos e não funcionou. Eu estou cansada de te ver arruinado por minha causa sendo que você tem uma carreira pra tomar conta e está trabalhando duro pra conseguir tudo o que você quer e não serei eu quem vai fazer você perder o foco na sua música por causa de problemas estúpidos que envolvem meu passado. –Soltei tudo de uma vez e vi Bruno ficando cada vez mais pálido.
-Rachel, não termine sua frase por favor. Eu sei o que você está pensando, mas nunca, jamais pense que você está me causando algum problema. Eu não quero que você entre nesse assunto outra vez pois já brigamos demais por isso. –Ele falou com uma voz de quem queria chorar e automaticamente meus olhos se encheram de água.
-Bruno, não dá mais, eu não aguento ver você cansado, com olheiras e fingindo estar bem por minha causa, eu não quero mais isso pra você. E não adianta você tentar mudar isso, pois não vai funcionar porque eu não amo Bruno, e nunca vou ser capaz de amar. Não quero que você gaste mais suas forças tentando algo que nunca dará certo. –Falei deixando uma lágrima escorrer do meu olho.
-Ray por favor entenda, eu te amo e é isso o que importa, enquanto você estiver ao meu lado eu não estou nem aí pro resto.
-CHEGA BRUNO, EU NÃO VOU FICAR AQUI PARADA VENDO VOCÊ DESTRUIR SUA VIDA POR MINHA CAUSA. NÃO VALE A PENA SE ARRISCAR POR MIM. –Gritei desesperadamente enquanto segurava meus cabelos.
-NÃO RACHEL, NÃO. EU SERIA CAPAZ DE MORRER POR VOCÊ ENTÃO POR FAVOR NÃO DIGA QUE VOCÊ NÃO VALE A PENA PORQUE SIM, VOCÊ VALE E EU SERIA CAPAZ DE DESISTIR DE TUDO PRA TE MOSTRAR. –Ele disse no mesmo tom e então se acalmou um pouco. –Rachel por favor, eu não quero mais brigar. –Disse ele chorando, com a voz rouca e baixa.


-Eu também não Bruno, e não vamos mais. –Falei e ele me olhou com esperança. –Pois você vai seguir a sua vida, vai achar uma mulher legal e que te faça feliz, vai casar com ela, ter filhos e tudo mais. Eu vou estar sempre aqui se você quiser minha amizade, pois isso eu nunca vou te negar, mas não quero mais você se desgastando por minha causa.
-Mas Rachel eu...

-A partir de agora Peter, você vai sair por aquela porta e vai seguir sua vida. A partir de agora, você vai ser feliz. –Falei levantando e abrindo a porta pra ele, que levantou com os olhos cheios de lágrimas e parou na minha frente, sua boca se abriu pra dizer alguma coisa, mas ele não disse, apenas abaixou a cabeça e saiu chorando. 


Eu fechei a porta e me joguei no sofá, chorando também. Eu sei que vai doer tanto nele quanto em mim, pois ele me fazia bem, mas por agora é o melhor a se fazer.

***
É isso meninas, a partir de agora vocês irão chorar um pouco, ou não, mas lembrem-se de que sou uma pessoa boazinha e espero não fazê-las sofrer tanto.
Espero que tenham gostado do capitulo (pelo menos da parte hot) então comentem pooor favor pois isso me motiva demais pra escrever, e até a próxima gatosas <3