Olá meninas, voltei, embora isso não seja hora e os comentários tenham sido poucos, mas voltei aiuhdaus e também pq amo vcs. Aproveitem viu :*
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-Na verdade aconteceu. –Falei pra ela que me lançou um olhar sério e curioso.
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-Na verdade aconteceu. –Falei pra ela que me lançou um olhar sério e curioso.
-O que foi?
-Lembra aquele dia do
jantar? –Perguntei e ela confirmou. Contei toda a história pra ela, de que fui
parar na casa do Bruno e tudo mais, e que eu estava preocupada com isso tudo,
pois eu não queria correr o risco de sair bêbada na rua denovo, e o Bruno não é
meu herói, não vai estar lá sempre que isso acontecer e não tem a mínima
obrigação de me “resgatar”.
-Olha Ray, você já parou
pra pensar que esse lance com bebida pode virar uma coisa séria? Não sei,
talvez você devesse parar, ou pelo menos diminuir? –Ela poderia estar certa,
mas não vou posso admitir que não vou conseguir parar com essa droga.
-Já pensei sim...
–Deixei a frase no ar.
-E então?
-Vou parar sim. –Disse,
mas sem olhar pra ela. Eu vou tentar mesmo parar, preciso fazer isso por mim.
-Bom então tá, mas
qualquer coisa me chama ou seilá, somos amigas pra isso. Ajudar uma á outra.
–Assim que ela falou isso eu sorri em agradecimento. Nós terminamos de comer,
pagamos a conta e voltamos pro escritório.
Eu passei a tarde toda
com esse pensamento me perturbando, mas infelizmente eu me conheço, sei que não
faz sentido eu parar com a única coisa que ameniza minha dor, já que eu sei que
não tenho muito á perder mesmo. E não há o que contrariar. Minha mãe morreu,
meu pai sumiu e também não estou nem aí praquele cretino, e bom, não preciso
nem falar do resto.
Enfim, a semana foi
passando normalmente e como sempre eu não fiz nada de interessante além de
trabalhar, pois ainda assim eu adoro trabalhar. O Bruno não me ligou e nem nos
vimos mais depois daquele dia, como eu previ. Não que isso faça alguma
diferença pra mim, só foi um comentário mental.
Na verdade quando eu
achei que ele já não ia mais me ligar mesmo, ele me mandou uma mensagem e
ficamos conversando por um tempo sobre algumas coisas, ele disse que não havia
me ligado, pois estava viajando pra fazer shows.
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Estamos no começo de dezembro, daqui uns dias a empresa já entra em férias por causa das festas de fim de ano e isso é bom, só por que quero descansar um pouco. Vocês devem estar querendo saber do Bruno né?
Estamos no começo de dezembro, daqui uns dias a empresa já entra em férias por causa das festas de fim de ano e isso é bom, só por que quero descansar um pouco. Vocês devem estar querendo saber do Bruno né?
Ele me ligou essas
semanas que se passaram, tomamos café juntos denovo, rimos um pouco, acho que
nós dois precisávamos disso, pois era visível o estresse em nossos rostos e
depois dessas vezes que nos vemos e nos falamos, parecíamos crianças sem
preocupações na vida. Uma noite dessas nós saímos e ele me apresentou o pessoal
da banda dele, eles são todos muito divertidos e fazem qualquer ambiente ficar
alegre.
Nossa amizade, ou quase
amizade, é muito legal. Nós não somos grudados, apenas conversamos sobre coisas
do dia a dia, vemos filmes juntos, saímos pra comer, ele fala das turnês e das
suas fãs, aliás, incrível o carinho dele com elas, eu falo um pouco do trabalho
e por fim acabamos sempre falando de comida ou filmes, coisas que ambos
gostamos. E às vezes quando ele está lá em casa nós vamos pro computador (eu
quem mexo, só pra deixar claro) e ficamos vendo as fotos que tiram de nós
juntos, vendo as matérias e pessoas achando que somos namorados, o que acaba
sendo uma coisa muito engraçada.
Felizmente nós
concordamos em não falar de passado e essas coisas assim, o que pra mim é
ótimo.
(Musica mega fofa. Escutem ela e repitam se quiserem até o fim.)
(Musica mega fofa. Escutem ela e repitam se quiserem até o fim.)
-Então Bruno, não sei se
vai dar, é que tenho uma coisa pra fazer hoje. –Falei pra ele ao telefone. Ele
queria que eu fosse a algum lugar com ele, mas não me falou aonde.
-Racheel, por favor?
–Disse ele com voz manhosa e eu ri imaginando que ele estava fazendo o biquinho
de sempre.
-Peter! –Gritei fingindo
estar brava. –Sério Bru, desculpa, mas eu não posso mesmo. –Eu falei tentando
ser fofa pra não transparecer minha aflição.
-Tudo bem então, não
peço mais senhora ocupada. Espero que hoje dê uma baita tempestade só pra você
ficar com medo. –Disse ele rindo desesperadamente.
- Se isso
acontecer eu juro que coloco corujas na sua casa. Não brinca comigo.
-Ai que medo. Bom, já
que não vai comigo então tchau, to magoado com você, acabou amizade. –Disse ele
fingindo estar triste e logo em seguida dando risada.
-Tchau, drama king.
–Disse e desligamos.
Hoje eu vou ao cemitério,
como todo fim de ano, visitar o túmulo da minha mãe. Eu não vou totalmente por
causa dela, e sim por que lá é um lugar vazio e silencioso. Posso pensar.
Me arrumei, pois já
tinha tomado banho, coloquei os meus casacos mais quentes, duzentas meias,
botas e tudo mais, peguei meu cachecol e fui.
Chegando lá eu
estacionei o carro, desci e acionei o alarme. Fui andando pelas lápides, o
cemitério vazio, até achar uma das fileiras com a letra B. Fui procurando o
nome dela entre os túmulos até que achei.
Brigitte Williams, a
data de nascimento e a de morte, com uma mensagem escrita na lápide.
Parei na frente, me
ajoelhei e comecei a conversar com alguém, na esperança de que fosse minha mãe.
Eu não a odeio. Como poderia odiar se nem conheço o amor?
Fiquei ali falando
sozinha, olhando praquele pedaço frio de pedra, em que somos obrigados a ficar debaixo
depois da morte, sentindo o vento frio cortando meu rosto e o silencio mortal,
literalmente, que rodeava aquele lugar. Eu falava de como minha vida estava, do
que havia acontecido, falei do Bruno e da Andréa, falei que a empresa estava
indo muito bem.
-Sabe mãe, eu já disse
pra você e pra mim mesma que não te odeio, e nem quero odiar, mas me dói muito
pensar que você não está mais aqui pra tentar me mostrar aquilo que nunca
conheci. –Falei e uma lágrima desceu insistente pela minha bochecha. Olhei pro
céu cinza e escuro deixando mais uma lágrima rolar e disse:
Bruno’s POV
Depois que eu e a Rachel
desligamos e ela se recusou a vir comigo por que tinha um compromisso, eu
terminei de me vestir, peguei o carro e segui.
Cheguei lá, andei por
uns minutos e achei o que eu queria, parei em frente dela, é claro que essa não
é original, é apenas um memorial, mas é importante mesmo assim. Enfim, parei em
frente aquele túmulo e olhei para o nome escrito nele.
Bernadette Bayot. Aquilo
me deu um enorme aperto no peito, eu precisava tanto dela aqui comigo agora.
Minhas lágrimas não conseguiram se conter diante daquele nome, do nome da minha
rainha. Era por isso que eu queria que a Rachel viesse comigo, pelo menos ela
estaria aqui pra me apoiar.
Fiquei por um tempo ali
falando com ela e deixando minhas emoções virem á tona e quando já estava indo
embora percebi a presença de uma pessoa, umas duas fileiras á minha frente.
Caminhei lentamente até mais perto e pude perceber que era Rachel, era por isso
que ela estava aflita no telefone. Mas ela nunca me falou da morte de algum
parente dela.
Eu sei que não deveria,
mas fiquei ali ouvindo um pouco a conversa dela e pude ouvir ela falando de mim
pra essa pessoa, falando do trabalho e de algumas outras coisas.
-Sabe mãe, eu já disse
pra você e pra mim mesma que não te odeio, e nem quero odiar, mas me dói muito
pensar que você não está mais aqui pra tentar me mostrar aquilo que nunca
conheci. –Disse ela. Mãe? Ela nunca havia me falado nada sobre a mãe dela. E por
que ela odiaria a pessoa que deu a vida á ela?
Pude perceber que ela
estava chorando assim que ela olhou pro céu e apertou forte os olhos, depois
voltou os olhos para a lápide.
-Por que mãe, por quê?
–Disse ela com uma voz bem embargada e aquilo me incomodou de certa forma, não
gostava de ver ela assim, na verdade, nunca vi a Rachel chorando então cheguei
bem perto e toquei minha mão no seu ombro.
-Ray? –Falei e ela virou
assustada. Era visível seus olhos vermelhos e inchados.
-B-Bruno? –Ela fez uma
cara de interrogação.
-Tudo bem? –É claro que
nada estava bem, Bruno, seu animal. Mas não havia o que falar nessa situação.
Ela olhou pro chão, depois pra mim e me abraçou forte, desabando num choro
denovo. Eu a acolhi no abraço e fiz carinho em suas costas.
OFF
Eu não consegui
responder a pergunta dele, apenas o abracei forte tentando estancar minha dor
um pouco. Ele acariciou minhas costas carinhosamente e ficamos assim por um
tempo.
-Ray, fala comigo por
favor, estou preocupado, nunca te vi assim. –Disse ele bem baixinho beijando o
topo da minha cabeça. Eu olhei pra ele e acenei que não com a cabeça, depois
voltei meu olhar para o túmulo e fiquei olhando.
-O que veio fazer aqui?
–Perguntei com voz baixa.
-Bom, o mesmo que você.
–Disse ele e também olhou pro túmulo da minha mãe. Como assim o mesmo que eu?
Isso que dá não falarmos do passado um pro outro. –É Ray, minha mãe também
morreu. –Ele disse tristemente.
-Lamento. –Falei em
consideração, pois ele estava visivelmente triste e ele “sorriu com os olhos”
em agradecimento.
-“All you had to do was
show me Love.” -Bruno repetiu a frase escrita na lápide e eu senti um frio na
espinha, não quero ter que falar sobre isso. Meus olhos se encheram de água
denovo e eu tentei não deixá-las cair, mas foi inevitável.
-Eu preciso ir pra casa
por favor. –Pedi pra ele que acenou que sim com a cabeça.
-Claro, eu vou te levar.
Cadê seu carro? –Perguntou enquanto andávamos pra fora daquele lugar.
-Está ali. –Apontei pro
meu carro estacionado. –Mas e o seu?
-Não se preocupe com
isso, vamos, você precisa sair daqui. –Disse ele e fomos andando até meu carro,
abraçados de lado.
Ele foi dirigindo até
minha casa e quando chegamos ele estacionou e entramos. Eu sentei no sofá, ele
fechou a porta e sentou ao meu lado.
-Quer conversar?
–Perguntou ele. Eu acenei que não com a cabeça então ele me abraçou de lado e
ficamos por um tempo em silêncio até que ouvimos um trovão e logo em seguida a
chuva, eu quase dei um pulo do sofá então me encolhi mias perto dele. Me
lembrei do que ele havia falado mais cedo então olhei pra ele com um olha de “a
culpa é sua”.
-Você não vai morrer de
medo hoje, pois eu me recuso a sair e te deixar aqui nessa situação, ainda mais
com tempestade. –Eu queria sorrir quando ele disse isso, mas o momento não me
possibilitou.
Bruno’s POV
Já era noite quando a
chuva começou a aumentar. Eu e Rachel estávamos vendo Tv, na verdade eu via que
ela não estava realmente assistindo, ela apenas ficava olhando pro chão, e vez
ou outra eu via uma lágrima caindo do seu olha discretamente. Não tínhamos
conversado desde que chegamos então eu preferi respeitar o silêncio dela.
Ela estava deitada em um
sofá grande e eu em outro, estava entretido com a Tv e não percebi quando ela
dormiu, eu realmente fiquei preocupado com ela hoje, mas vou esperar até amanha
de manha pra perguntar o que houve.
Um tempo depois eu ainda
estava vendo Tv então Rachel começou a tremer e resmungar algumas coisas,
parecia que estava tendo um pesadelo ou seilá então cheguei perto dela e a
chamei.
-Rachel, acorda! –Mexi
nela devagar e então ela abriu os olhos rapidamente, olhou pra mim, agarrou meu
pescoço e começou a chorar desesperadamente. Eu não falei nada apenas a abracei
de volta.
Quando percebi estávamos
deitados juntos no sofá, eu fazendo carinho no rosto dela, que estava inchado
de choro, e ela dormindo tranquilamente no meu peito.
Eu queria entender o que
acontece com ela, ainda vou descobrir, mas não agora... Agora ela só precisa de
uma boa noite de sono.
Eu fiquei durante toda a
noite ali com ela, sem sono, apenas alternando meu olhar entre ela e a Tv. Em
uma hora o trovão foi tão forte que ela acordou assustada e atordoada.
-Bruno!? –Disse ela
apavorada.
-Calma, eu to aqui Ray,
volte a dormir e não se preocupe, eu vou ficar aqui com você, vai ficar tudo bem. –Falei
acariciando seu cabelo até que ela caísse no sono denovo.
OFF
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Caraca, mil tretas com a Ray. Boom capitulo grandinho e com muitos gifs, comentem oq acharam viu, e dessa vez vou ser má e vou demorar mais pra postar, ruun.
Beijos e até a próxima.
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Caraca, mil tretas com a Ray. Boom capitulo grandinho e com muitos gifs, comentem oq acharam viu, e dessa vez vou ser má e vou demorar mais pra postar, ruun.
Beijos e até a próxima.





Caraaaaaa, tadinha da Ray, e do Bruno também né. Eles precisam ficar mais amigos para contar o passado um do outro e serem bem próximos até um se apaixonar pelo outro :p dopsaopdas eu vou amar isso! Não demora mais :c amo forte essa fic <3
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