domingo, 6 de julho de 2014

Capítulo 10

Alooha meninas, olha só quem chegou. Eu sei que demorei, me desculpem mas é que tá meio corridinho. Tem curso, trabalho e tals. E pra ajudar tive problemas emocionais, vê se pode? Mas agora estou aqui com um capítulo grande e espero que gostem beijooos <3
***
-O que foi cara? Não precisa gritar. –Falei irritado por conta da dor de cabeça.
-Como não precisa gritar Bruno? Olha essa merda. –Disse ele quase me fazendo comer o iPhone. Li a matéria que mostrava as fotos minha com aquela morena na boate e falando que eu estava traindo a Rachel. Droga a Rachel. Merda merda, eu não devia ter feito isso.


 –E então Bruno o que acha? Não precisa gritar? Mesmo? –Ele disse com uma calma que me assustou.
-Desculpa bro, mesmo. Mas mesmo assim, não estamos namorando. –Eu falei.
-Não é pra mim que tem que pedir desculpas, é pra Rachel. Eu sei que não estão namorando, mas estão ficando, e pra mulher sempre significa algo entendeu? E sem falar na conversa que tivemos sobre o fato de ela precisar de pessoas que gostem dela. –Ele falou colocando a mão no meu ombro.
-Phil, será que você não compreende? Não existe sentimento nenhum vindo dela cara... Nenhum. –Sentei na cama e apoiei minha cabeça sobre as mãos. Pelo jeito que ele sentou ao meu lado, deu pra saber que ele percebeu o que tinha acabado de falar.


-Desculpa cara, mas por favor, você não acha que a Ray já sofreu muito? E se ela não conhece o amor, quem melhor pra tentar mostrar que ele existe, do que uma pessoa que realmente gosta dela? –Lawrence, Lawrence... Sempre sabe o que dizer.
-Eu sei cara, me desculpa por fazer merda.
-Ok, mas agora, liga pra ela e se desculpa com ela, por que a essa hora ela já viu a matéria. Sabe como é a mídia. –Ele disse saindo do quarto.
-Tudo bem, vou ligar mesmo. –Falei e ele apenas sorriu e saiu.
Peguei meu celular e fiquei uma meia hora pensando se ligava ou não, até que finalmente disquei o numero e liguei.
OFF


Olhei um tempo pra tela do celular pensando se atendia ou não. Mas espera, o porquê eu to fazendo isso? Nós sempre conversamos. Enfim, atendi o telefone.
-Oi Bruno. –Falei com uma voz seca. Hã? O que ta acontecendo comigo?
-Oi Ray, tudo bem? –Disse ele com uma voz angelical.
-Tudo sim, e com você? –Perguntei, ainda seca.
-Aham, tudo certo. Estou com saudades. –Ele deve ter feito aquela porra de biquinho fofo.
-Que bom Bruno, também estou. –Falei escondendo o sorriso que se formava no meu rosto por imaginar que ele deve estar se achando um idiota.
-Tá Rachel, você venceu. Me desculpa. –Disse ele em desistência.
-Desculpar? Pelo quê Bru? –Fiz o joginho. Quero que ele me diga, não vou contar que sei.
-É, eu.D-desculpar p-por. –Ele supirou fundo e eu não falei nada. –Ah tudo bem. Fui numa boate ontem e peguei uma mulher. –Ele confessou. 1 ponto pra Rachel.
-Nossa, ainda bem. Já pensou se tivesse pego um homem? –Falei dando risada, parecendo não me importar e ele ficou fulo.
-Sério Rachel, vai me zoar? Eu liguei pra te pedir desculpas e você fica ai me zoando? –Ele estava louco de raiva.
-Ok Bruno, obrigada pelas suas desculpas, mas eu já sabia.
-Droga. –Resmungou baixinho. –Me desculpa? Por favor Ray.
-Olha Bruno, eu já disse, não temos um relacionamento. Mas acho que se quer continuar nossa “ficada” você tem que se ligar que eu não vou ficar pegando baba de piranha não. Não vou te privar de nada, não somos namorados, mas não sou obrigada a beijar boca que beija qualquer uma por ai, eca. –Falei na maior calma do mundo e ele ficou em silêncio.
-Tudo bem Ray.
-Que bonitinho. –Falei zoando.
-Ray. –Disse ele.
-O que foi Bruno? –Falei
-Eu levei ela pro motel. –Disse ele abaixando o tom de voz assim que a frase ia terminando. Ai Bruno, acha que eu sou besta ou o que?
-Ui, tome um banho de soda cáustica antes de pisar no meu gramado quando chegar. –Falei e cai na gargalhada, mas por dentro eu estava com mais raiva ainda. –Enfim, ainda bem que foi no motel, já pensou que feio você pegar a vadia dentro da boate? –Pronto, foi só eu falar isso que o homem enlouqueceu.
-Porra Rachel, eu to arrependido, to me sentindo culpado. Para de me zoar por favor. –Disse ele irritado, o que me fez rir muito, pois ele fica lindo com raiva.
-Primeiro, meu ouvido não é penico pra você ficar gritando viu, e segundo, quando você chegar aqui a gente conversa. Relaxa Bruno.
***
Bruno’s Pov

Passou aquela semana correndo depois que falei com a Rachel pelo telefone e ela me zoou. Eu juro que em outros casos ficaria muito mais bravo, mas é a Rachel, não consigo.
Assim que chegamos em Los Angeles eu só passei em casa pra largar as malas e fui direto pra Rachel, era sábado a tarde e eu sabia que ela estaria em casa então resolvi ir lá, eu falei pra ela que só chegaria no domingo, mas antes precisei passar em um lugar.
OFF

Bom, sábado a tarde e eu sem nada pra fazer. Como sempre. Bruno só chega amanha e eu to doida pra ver a cara dele depois de tanta risada que eu dei no telefone.
Peguei uns doces que eu tinha comprado no mercado, sentei na frente da Tv e comecei a comer. Não comi muito, apenas alguns docinhos e bala de menta, que eu amo, então coloquei no canal de música e comecei a dançar pela casa, outra coisa que eu comecei a ter vontade de fazer do nada.


Uns minutos depois a campainha tocou, então abaixei um pouco a música e fui atender. Abri a porta e me deparei com um buquê enorme de rosas na frente de um rosto que eu não sabia quem era, mas assim que vi o resto do corpo deduzi ser o Bruno pelo inseparável vans preto.
-Bruno, eu sei que é você, pode tirar isso do seu rosto já. –Falei e ele tirou o buquê, me entregando com uma carinha de cachorro, então antes de pegar eu perguntei. –Pra quê tudo isso? –Queria ver até onde ia com a paciência dele.
-São pra você. Se não quiser eu levo pra vadia da boate. –Disse ele querendo dar uma de machão, mas eu sabia que ele tava brincando.
-Pode levar, e compra bombons também. –Entrei no jogo.
-Tudo bem então. –Ele disse e virou as costas, então eu me virei também e antes de eu pensar em fechar a porta, sinto a mão dele pegar no meu braço e me virar de frente, fazendo com que meu rosto ficasse colado com o dele.
-Eu não quero ela, eu quero você. –Ele disse e antes que eu pudesse pensar em responder, Bruno atacou minha boca de um jeito inexplicável. Sua mão livre foi até minha nuca e a segurou com firmeza, aprofundando o beijo. Bruno sugava minha língua e mordia meus lábios enquanto eu puxava seus cabelos na região da nuca. Fomos nos separando devagar, quase sem ar, então ele ficou alisando minha bochecha com o polegar e sorrindo.
-Tomou banho com soda caustica? –Perguntei rindo.
-Não, por um acaso que me dar banho? –Ele deu um sorriso malicioso.


-Não inventa Bruno, vamos entrar. –Ele concordou e me deu um selinho antes de entrarmos, então pude perceber o cheiro forte de cigarro que se escondia atrás de seu perfume. –Bruno, você andou fumando? –Perguntei enquanto colocava as flores no vaso com água.
-Éé, sim. –Disse ele com um sorrisinho torto. Já havíamos comentado sobre a questão do cigarro, e até que ele estava aguentando bem, mas não é a mim que ele deve isso, é a ele mesmo e as fãs dele que se preocupam muito.
-Olha, eu já te dei o recado. Não sei se sabe, mas fumar faz você brochar sabia? Acho que devia parar. –Falei e ele arqueou a sobrancelha.
-Você está insinuando que eu sou brocha?
-Pode até não ser, mas vai ficar. –Não deu outra, assim que falei, Bruno me pegou com tudo e me encostou na parede.
-Repete se tiver coragem. –Ele fez uma cara sarcástica.
-B R O C H A. –Falei bem devagar, com a boca colada no ouvido dele então Bruno levantou minhas pernas e as colocou em volta de sua cintura, começou a apertar minhas coxas e me beijou denovo. Ele estava num fogo que só vendo.


Ele mordeu meus lábios denovo, mas dessa vez segurou um pouco mais, me fazendo arrepiar totalmente.
-Vejo que alguém está arrepiada. –Sussurrou na minha orelha.
-Pois é. –Sussurei na sua e dei uma leve mordidinha. Ouvi ele gemer baixinho e logo em seguida me beijar outra vez, mas agora suas mãos passavam por baixo da minha camiseta, apertando minha cintura, enquanto eu arranhava suas costas. Senti que algo pulsava ali embaixo, roçando em mim por cima do shorts. Estávamos á um simples movimento de tirar a roupa um do outro quando Bruno parou, ofegante.
-Não vou fazer nada com você... Por enquanto. Mas nunca mais me chame de brocha. –Disse ele me dando um selinho e soltando minhas coxas. Por um lado, foi bom que ele parou, pois eu sei que na hora eu iria travar. –Hmm, gostinho de menta. –ele comentou quando largou meus lábios.
-É bala, acho que deveria comer umas também, ou escovar os dentes. Melhor, toma um banho logo que o seu cheiro de cigarro tá terrível. –Falei e ele fez um biquinho.
-Tudo bem, pode me emprestar uma toalha? –Disse ele colocando as mãos no bolso da calça jeans.
-Pedindo assim até parece que não vive aqui em casa né? Vamos ali no quarto que eu vou pegar uma pra você. –Falei e fomos indo lado a lado. –Ah, e obrigada pelas flores, são lindas. –Falei abraçando ele de lado e beijando sua bochecha.
-De nada. –Ele sorriu todo fofo, nem parecia o Bruno que estava me agarrando segundos atrás. Entreguei a toalha pra ele e disse que iria tomar um banho no outro banheiro enquanto ele tomava o dele. –Não quer vir comigo não? Pra que usar dois banheiros quando podemos usar só um? –Ele deu aquele maldito olhar provocante pra mim.
-Bruno, para né. Que tipo de amigo é esse que fica querendo transar com a amiga?
-Esse tipo de amigo se chama Peter, ou Bruno Mars se preferir. –Disse ele estendendo a mão pra mim.
-Tá tá, vai tomar seu banho logo, que depois vamos comer alguma coisa. -Ele fez uma cara de decepção quando falei, mas foi pro banho e eu fui pro meu.
Quem sabe o que aconteceu comigo no passado, e me vê falando tão tranquilamente sobre assuntos assim, acha que está tudo bem, mas a verdade é que eu ainda tenho pesadelos com isso, eu ainda vejo o rosto dele sorrindo psicoticamente pra mim e a única pessoa viva que sabe da minha história é o Bruno. Outro dia nós conversamos mais profundamente sobre isso.

Flashback On

-Tudo bem Bruno, eu vou te contar, pois acho que merece saber, mas vou falar só uma vez e espero nunca mais ter que repetir. –Falei enquanto Bruno insistia pra que eu contasse a história da minha adolescência pra ele.
-Ok Ray, eu só quero poder te ajudar. –Disse ele e eu sorri.
-Ok Bru, o que exatamente quer saber? Vai perguntando e eu vou respondendo.
-Você nunca me falou sobre seu pai. –Ele falou segurando minha mão. É eu realmente nunca falei sobre meu pai, mas era porque eu não queria nem lembrar dele.
-Bom, meu pai sumiu no mundo quando eu tinha dez anos, ele e minha mão já haviam ficado um tempo separado logo que eu nasci, mas voltaram e ele é um idiota. Nunca mais ouvi falar dele. –Ele me escutava atentamente, assimilando as informações que eu passava. Na verdade, eu mal lembrava do rosto do meu pai.
-E você não tinha irmãos? Amigos ou alguém da família?
-Nunca tive irmãos, pois meus pais nunca quiseram, já que minha mãe engravidou cedo demais e o relacionamento deles era uma droga. A única amiga que eu tinha se afastou de mim depois do ocorrido e minha família toda por parte de mãe não gostava do meu pai e não aceitava o fato de minha mãe engravidar cedo.
-E você nunca, nunca mesmo, fez... –Bruno travou no meio da pergunta. –Não gosto de falar dessas coisas assim com você, mas vou perguntar. Você não fez sexo com mais ninguém?
-Não, eu tentei, mas na hora eu travava e as cenas do rosto dele me vinham na cabeça, então eu nunca fiz. E em relação a falar sobre isso, não tem problema, eu já me acostumei a conversar sobre o assunto, não fique com receio de falar sobre. –Falei e ele acenou que sim com a cabeça.
-Mas e se um dia eu e você... Ah você sabe, se um dia as coisas entre nós começarem a passar do ponto? –Nunca tinha pensado nessa questão, mas deveria, pois o Bruno é homem e tem suas necessidades.
-Não sei Bru, provavelmente eu travaria, mas nunca se sabe o que pode acontecer.

Flashback off

Saí do banho com a toalha enrolada na cabeça e me deitei na cama. Logo Bruno veio até meu quarto, já vestido com uma roupa que eu havia dado junto com a toalha, pois algumas peças de roupa dele estavam aqui. Ele se jogou ao meu lado e nós ficamos nos encarando por um tempo.
-Eu estava pensando em fazermos algo agora a noite, sair ou seila, mas estou cansado. –Disse ele.
-Tudo bem Bru, eu sei que está. Quer comer? –Passei minhas mãos pelo seu cabelo, esfregando minhas unhas em seu couro cabeludo, fazendo ele fechar os olhos e gemer baixinho.
-Quero sim, mas eu preciso que você me faça um cafuné como esse depois. É muito abuso da minha parte pedir isso? –Disse ele e eu ri.
-Não Bruno, eu faço sim. –Sorri pra ele então levantamos e fomos comer. Fizemos uns mega sanduíches com um monte de coisa dentro e comemos os dois dando risadas um da cara do outro por fazer expressões engraçadas enquanto comia.
-Então eu fui correr olhando pra onde a bolinha ia cair e de repente eu tropecei no meu próprio pé e caí de cara. Acho que comi alguns quilos de terra. –Bruno e suas incríveis habilidades no baseball. Eu não me aguentei e ri, quase cuspindo o que tinha na boca e ele riu junto. Terminei de engolir antes de pensar em falar algo.
-Ai Bruno, você usando um taco é um ótimo cantor. –Falei.
-Você quer que eu te mostre minhas habilidades com o taco? –Arqueou a sobrancelha e eu quase engasguei meu ultimo pedaço de pão.
-Me poupe Bruno. –Falei e ele riu. Levamos os pratos na pia, escovamos os dentes e fomos deitar.
-Ray, posso pedir meu cafuné agora? –Disse ele deitado na cama sem camisa.
-Pode sim, manhosinho. Vem cá. –Fiz sinal pra ele deitar a cabeça no meu colo, me arrumei encostada na guarda da cama e comecei a passar minhas mãos pelo seu topete, que estava querendo formar um afro já.
-Obrigada. –Disse ele com os olhos fechados e sorrindo.
-Como foram os shows?
-Foram ótimos, estava com saudade de toda aquela agitação e de ver as fãs, dar entrevistas e tudo mais. E o trabalho?
-Está indo bem, um pouco estressante, mas nada que não se resolva. –Falei e ele abriu os olhos e ficou me encarando.
-Você é tão linda. –Ele disse olhando bem fundo dentro dos meu olhos e eu fiquei vermelha. –E fica mais linda ainda quando tá com vergonha.
-Você também é lindo Bru. –Me inclinei pra baixo e dei um beijo em seus lábios. Todas as vezes que nós nos beijamos eu sinto alguma coisa nova, diferente, não sei explicar, só sei que é muito bom.


***
E então meninas, o que acharam? Espero que tenham gostado. Eu amei essa parte fofa dos dois hahaha Bom, comentem por favor o que acharam.
ah, eu vou tentar postar mais rápido da próxima vez. Bjs bjs.

3 comentários:

  1. Eu pensei que iria rolar barraco, sangue, que ela nunca mais iria olhar pra cara dele, que ele iria rastejar aos seus pés pedindo por perdão, mas não foi isso que aconteceu :c e agora eu tenho medo dele tomar algumas biritas de novo e pegar outra mulher, pois agora ele pode ter o pensamento "aaaah com certeza ela vai e perdoar". Bruno idiota u.u ndisuavbdnsiod mas eu amei mesmo assim <3

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  2. MEU DEUS... Posta logo, to quase surtando de tanto esperar... O.o kkkkkk
    Ta perfeita a fic.. Parabéns :3

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  3. a MELHOR parte foi a ligação kkkkk

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