quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Capítulo 25

Voltei gatas da minha vida. Boa leitura pra vocês. Me desculpem por algum erro no cap.
***
Bruno’s Pov

Assim que o Bradley chegou, creio que ele teve a mesma reação, pois ele parou na porta por um instante e arregalou os olhos, que em seguida encontraram os meus, num olhar que teimava a dizer “tudo vai ficar bem”, mas com uma expressão que dizia claramente que ele estava atordoado.
-Bruno! –Ele falou num tom de voz calmo enquanto vinha na minha direção.
-Bradley. –Falei olhando pro chão, balançando a cabeça negativamente então ele me abraçou. –Eu não sei o que houve, ela me mandou uma mensagem dizendo que precisava muito falar comigo e assim que saí do estúdio vim direto pra cá e encontrei a casa assim.


-Calma garoto, vamos encontrar ela, eu prometo. Pode ter certeza de que estou tão preocupado quanto você, afinal, ela é minha filha e eu não vou desistir enquanto não acharmos ela e prendermos o responsável. –Ele falou dando tapinhas nas minhas costas e em seguida, virando-se pra equipe que estava atrás dele. –Por favor, contatem o restante da equipe de criminalística e peçam pra que venham o mais rápido possível pra cá, e contatem também a polícia do condado. Monitorem as saídas da cidade e me avisem sobre qualquer coisa que for suspeita. –Disse ele firmemente e os policiais começaram a se mexer, fazer ligações e analisar a “cena do crime” enquanto eu e Bradley nos dirigíamos para o quintal dos fundos.
-Bradley, tem alguma idéia do que pode ter acontecido? –Perguntei temendo a reposta.
-Na verdade podemos ter o obvio, como podemos não ter. Pelo visto ela foi seqüestrada, eles provavelmente entraram em luta corporal, o que pode ou não explicar o sangue e infelizmente ela foi levada pra Deus sabe onde. –Disse ele e meu sangue gelou então me sentei no chão e esfreguei o rosto pra espantar as lágrimas que queriam tomar conta.
-Eu não posso perdê-la. –Falei respirando fundo e então ele se abaixou ao meu lado.
-Olha Bruno, eu também não quero, mas agora, mais do que nunca preciso que você seja forte. Eu trabalhei todos esses anos com bandidos, psicopatas e gente desse tipo, e posso dizer que não é nada fácil, pois eles conseguem abalar o psicológico de todos ao redor da vítima. Mas não podemos nos deixar abalar por isso. Eu vou ligar pro irmão dela agora e avisá-lo, pois acho que ele precisa saber e creio que em poucas horas teremos a situação sob controle, já que um exame vai nos dizer de quem era aquele sangue na sala. –Disse ele batendo no meu ombro e se levantando.
-Tudo bem senhor, vou tentar, obrigada. Será que posso ligar pra um amigo e pedir que ele venha até aqui? –Pedi me levantando também.
-Com certeza, fique a vontade. Eu vou verificar a casa e agilizar o trabalho, e se precisar de mim, estarei ali dentro. –Disse ele indo pra dentro da casa enquanto eu discava o número do Phil.
-Hey Bro. –Disse ele.
-Phil, preciso de você. –Fui direto ao ponto.
-Como assim cara? Tudo bem?
-Não, não tá nada bem, preciso que venha até a casa da Rachel e acho que vai precisar passar a noite aqui.
-Woow cara o que houve? –Perguntou assustado.
-Quando chegar aqui você vai ver, só vem rápido por favor. –Falei tentando manter um tom de voz normal.
-Tudo bem, já chego ai, só vou avisar a Urbana.
-Ok cara, valeu. –Falei e desligamos então guardei o celular no bolso e parei no quintal dos fundos esperando pelo Phil. Olhei por um instante pra estrelas e tentei limpar minha mente pra tentar saber o porquê de alguém fazer isso com a Rachel e pensando em como ela está.
-Ei cara. –Ouvi a voz de Phil atrás de mim então me virei, com os olhos marejados e ele veio ao meu encontro, me abraçando forte.


-Phil, eu não sei o que vou fazer se eu a perder. Eu não vou aguentar isso cara, é demais pra mim. –Falei chorando cada vez mais.
-Shh cara, não fala isso, você não vai perdê-la, eu não sei o que houve, mas vamos encontrá-la Bruno. -Ele falou tentando manter a voz firme então nos afastamos.
-Obrigada por vir. –Falei colocando a mão em seu ombro.
-Sabe que pode sempre contar comigo... Mas agora, pode me contar o que houve? –Ele pediu enquanto nos sentávamos no gramado.
Contei a ele toda a história, desde a mensagem, até a hora em que cheguei aqui e encontrei o sangue e tudo mais. Phil ficou quase mais pasmo do que eu a medida em que eu falei os acontecimentos pra ele então de repente, Bradley veio lá de dentro dizendo:
-Tenho notícias!
OFF

 Acordei aos poucos com uma forte dor na cabeça, tentando me lembrar o motivo de eu estar aqui e, aonde é “aqui”.

Havia apenas uma luz no centro do que parecia ser um quarto em que eu estava presa. Havia uma espécie de teto solar por onde dava pra ver as estrelas, mas ele era muito, mas muito alto então eu meio que deduzi que estava em algum tipo de barracão e, além disso, não havia mais nada no quarto, a não ser por uma porta que tentei abrir, em vão, pois estava trancada.
Levei a mão até o nariz e senti um pouco de sangue então comecei a me lembrar o que aconteceu e de repente ouvi passos rápidos vindos da direção da porta, o que me fez me encolher num canto. Eu sabia que era ele quem estava vindo.
-Acordada Rayzinha? –Disse ele com aquele sorriso maldito nos lábios. Seus olhos demonstravam alguma coisa que me dava medo, muito medo.
-Será que você não cansa de querer acabar com a minha vida? Você é um cretino. –Falei sabendo que a qualquer momento eu poderia morrer, mas se fosse isso mesmo, que fosse logo.
-Na verdade, eu vim fazer o que devia ter feito há muito tempo, acabar o inacabado. Eu não deveria ter te deixado viva, você me trouxe muitos problemas e a polícia está até hoje atrás de mim. É claro que eu poderia esperar o crime prescrever, mas não aguentei. –Disse ele tocando minha bochecha então dei um tapa em sua mão e em seguida, a mesma voltou me acertando em cheio na bochecha.
-Quer me matar? Então acaba logo com isso. –Falei elevando a voz então ele se aproximou mais de mim e agarrou meu cabelo com força, batendo meu rosto contra parede em seguida.
-Sou eu quem decide as coisas por aqui então você cala essa boca e faz direitinho o que eu mando. –Disse ele apertando mais meu rosto contra a parede. –Mais tarde, vamos pro seu novo quarto. Quero testar meus novos brinquedos com você e ver o estrago que eles fazem. –Ele disse e meu sangue gelou. É obvio que ele não iria me matar logo de cara, ele queria me torturar, ele é doente.
-Não me toca! –Falei e tirei a mão dele de mim outra vez então ele respirou fundo.
-Você sempre fazendo as coisas do jeito mais difícil não é Rachel? –Ele falou e quando eu pensei em responder, fui atingida pelo seu punho no meu olho, me fazendo cair no chão. –Então faremos do jeito mais difícil. –E então senti um chute nas costelas. Ele chutou duas, três, quatro, virou as costas e saiu do quarto enquanto eu fiquei por mais várias horas ali gemendo de dor.
No meio da noite, quase amanhecendo, quando o frio ficou mais intenso, eu coloquei minhas mãos nos bolsos da jaqueta e então percebi duas coisas, uma em cada bolso então tirei primeiro do bolso esquerdo e percebi que era um papel. Me arrastei até perto da lâmpada e olhei praquilo, vendo que aquele papel era meu teste de gravidez, o que me fez desabar em lágrimas, pensando nessa criança que vivia no meu útero e que agora teria um destino cruel sem nem ter a chance de nascer.
Guardei o papel de volta e peguei o que havia no outro bolso, meu celular. Eu finalmente teria uma esperança, mas não havia sinal da operadora então tentei com todas as minhas forças andar pelo quarto, até que em um cantinho, um resquício de sinal apareceu. Era agora. Eu só teria essa chance talvez e eu sabia que logo Paul iria aparecer então eu precisaria ser rápida.

Bruno’s Pov

As noticias que Bradley tinha pra nós eram que:
1º: Eles iriam passar a noite instalados ali procurando por pistas da Rachel.
2º: A análise do sangue ficaria pronta pela manha então saberíamos quem esteve lá e
3º: Se ela estivesse com o celular e conseguisse ligar, em um minuto de ligação conseguiríamos rastreá-la e então saberíamos exatamente onde ela está. Já que ligar pra ela poderia ser arriscado.

Depois disso, Bradley nos disse pra ir descansar, pois qualquer coisa ele nos avisaria e foi isso que fizemos, Phil foi pro quarto de hóspedes e eu fiquei no quarto da Rachel. Felizmente consegui dormir, mas não muito, pois fui acordado pelo toque incessante do meu celular então esfreguei os olhos e olhei o nome no visor. Não acreditei quando vi “Rachel” piscando ali então corri até a sala onde estavam os policiais e tudo mais.
-Bradley ela está ligando! –Gritei e todo olharam pra mim.
-Atenda e tente manter uma conversa, caso for o sequestrador, pra que possamos rastrear o sinal. –Disse ele então com as mãos tremendo, levei o celular até a orelha e atendi.
-Alô. –Minha voz estava trêmula.
-Bruno é você? –Perguntou ela então coloquei no viva voz. Foi um alivio poder ouvir sua voz.
-Ray, sim sou eu. Você está bem?
-Na verdade não Bru, ele voltou. Ele voltou. –Ela disse chorando e então eu sabia quem havia voltado. Paul.
-Paul? Eu juro que vou matar ele. –Falei com raiva. –Ele fez algo com você?
-Não Bruno, você não vai, por favor, não quero que mais ninguém se machuque e sim, ele me bateu.
-Rachel minha filha, consegue descrever onde está? –Bradley pediu.
-Eu não sei, parece uma espécie de barracão ou algo do tipo, e pode ser bem longe de L.A, pois o sinal é horrível. –Disse ela.
-Tudo bem minha filha, nós vamos te achar, eu prometo.
-Obrigada pai, mas por favor, se não estiver mais no alcance de vocês, não se arrisquem, por favor. –Disse ela e meu coração doeu.
-Ray por favor, não. Não se deixe levar. –Falei quase chorando.
-Bruno, eu preciso que preste bastante atenção no que vou te dizer agora tudo bem? –Disse ela.
-Okay Ray, pode falar. –Falei e todos prestaram atenção.
-Quando me encontrarem eu poderei estar morta, mas Bru, eu quero que você pegue algo que estará em um dos bolsos da minha jaqueta. Eu sinto muito que isso não vá acontecer, mas esse papel que está no meu bolso foi o motivo daquela mensagem. Eu realmente sinto muito. –Ela falou e meu corpo estremeceu.
-Ray, não fala assim, por favor! –Minha voz embargou.
-Não Bruno, eu não posso manter muita esperança. Daqui a pouco ele vai voltar aqui e vai me levar pra outro quarto e então, eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho mais uma ultima coisa pra te dizer. –Ela disse e então eu me sentei no sofá, temendo o que viria a seguir.


***
E então garotas o que acharam?? Espero que tenham gostado. Enfim, infelizmente não sei quando poderei postar denovo, mas juro que vou tentar o mais rápido possível. Beijo Beijos 

3 comentários:

  1. Tô com muito medo do que possa acontecer, sério. Ela não merece tá passando por isso, e o Bruno ta sofrendo demais. Tomara que tudo saia bem e que o bebê esteja bem também, mas bem que ela poderia falar pra ele por telefone né :p ioaniosniod amei amei amei Dri, e preciso do próximo NOW

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  2. QUE PEQUENO!
    SE ELA NÃO DISSER QUE O AMA EU SURTO! uahsuah
    Amei Drids

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  3. Tenho a plena certeza que ela dira que o ama ♥♥ . Esse Paul tem que morrer.

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