segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capítulo 6

Oláááá meninas. Tudo bem com vocês? Bem aqui estou eu denovo. Espero que gostem.
***
Bruno’s POV



Ela me beijou? Sim, Rachel simplesmente me virou e me beijou.
Eu não sei o porquê ela fez aquilo, e no começo fiquei surpreso, mas logo depois eu coloquei uma mão em sua nuca, e outra na sua cintura, e nos deixei levar pelo calor do momento. E naquele momento, eu senti como se estivéssemos apenas nós no mundo, sem pressa e com tempo suficiente para amar, ou melhor, pra eu amar. Eu senti a mesma coisa que senti da primeira vez em que ficamos tão próximos, quando caímos no chão da minha casa, mas dessa vez, estávamos realmente nos beijando, sentindo um ao outro.
Fomos parando o beijo devagar, ainda com os olhos fechados e com minha mão sobre sua nuca, podendo a qualquer momento puxá-la pra mais um beijo.
OFF

A sensação de beijar ele é realmente inexplicável, mas não me fez sentir como todas as pessoas dizem que é o amor, com borboletas no estômago, tremedeiras e tudo mais.  Aquilo foi simplesmente um beijo, o que me deixava muito triste, pois eu não iria poder recompensar o que ele queria.
Acabamos o beijo mas continuamos próximos, eu estava com os olhos fechados, sentindo sua respiração quente perto dos meus lábios. Ficamos assim por algum tempo e por várias vezes um pequeno pedaço de nossos lábios se encostava denovo, mas nenhum beijo aconteceu depois disso então abrimos os olhos juntos e pude ver o enorme sorriso que se formava em seus lábios.


-Promete que não vai embora? –Perguntei bem baixinho
-Promete que vai parar de me esconder as coisas? –Ele pediu e eu abaixei a cabeça suspirando então sua mão pegou meu queixo e o levantou, fazendo nossos olhos se encontrarem. –Rachel, eu quero que saiba que, mesmo que isso possa talvez não significar nada, eu ainda sou seu amigo, e nunca, em momento algum quero que tenhamos algo a esconder. Quero que saiba que eu sempre estarei aqui se você precisar chorar viu. –Ele disse passando seu dedo pela minha bochecha e eu sorri concordando. Fomos abraçados até o sofá, nos deitamos e ele ficou fazendo carinho no meu cabelo.
-Me desculpa? –Eu perguntei pra ele.
-Pelo que Ray?
-Por não poder corresponder seu sentimento. –Fechei meus olhos e deitei no sue peito. Foi possível ouvir ele suspirar antes de falar algo.
-Tudo bem. –Ele disse e ficamos em silêncio. Eu sabia que ele queria falar alguma coisa, pois várias vezes o peguei olhando pra mim com um olhar de curiosidade.
-Pode perguntar Bruno, fala logo. –Falei e ele começou a se ajeitar no sofá.
-Você nunca namorou? –Era exatamente ai que ele queria chegar.
-Não Bru, nunca, cheguei a ficar com alguns, mas não passou de ficada de balada.
-Então você ainda é... –Mais uma vez não deixei ele terminar a frase.
-Não, não sou. –Falei rispidamente e minhas lágrimas começaram a cair, mas que droga, cadê a mulher que nunca chorava? Eu escondi o rosto com as mãos até minhas lágrimas pararem de cair. Tirei as mãos do rosto e olhei pra ele, que estava com uma cara de quem não estava entendendo nada, ou estava e não queria perguntar.
-Rachel, o que realmente aconteceu? –Ele perguntou com olhar espantado e uma voz tremula.
-Lembra que eu disse que minha mãe casou denovo? –Ele apenas foi concordando e arregalando mais os olhos á medida que eu falava. –Então, eu nunca gostei desse marido dela, e sempre o ignorei dentro de casa, e acho que ele me odiou por isso. –Quando falei, as lembranças vieram á minha memória como se tudo tivesse ocorrido ontem, e eu senti aquela repulsa toda.
-E...? –Perguntou ele ainda sem entender. Eu estava tentando explicar de um jeito mais fácil, mas não tem como, vou falar.
-Bruno eu... –Tentei falar e a frase entalou na minha garganta então ele segurou minha mão com força e acenou com a cabeça, num gesto de compreensão. Eu respirei, soltei o ar e falei:
-Eu fui estuprada. –Não consegui terminar a frase e me encolhi no sofá, num choro incessante, tremendo.
-Ai meu Deus Ray. –Disse ele e me abraçou, me tirando da posição encolhida que eu estava, passando a mão nas minhas costas e afagando meus cabelos.

Bruno’s POV

Estuprada! Estuprada!
Isso martelava na minha cabeça, mas de um jeito ruim, como se pedras estivessem me atingindo forte. Eu não conseguia imaginar a dor de uma mulher que sofre esse tipo de violência, mas o que eu vi foi a Rachel chorando, derramando lágrimas como se fosse chuva, e grunhindo alguma coisa que não dava pra perceber. Eu queria poder tomar toda a dor dela pra mim, nesse momento mais do que tudo eu queria poder protegê-la desse mundo, como se ela fosse um cristal frágil. Eu não julgo ela por nunca ter tido a chance de amar, com uma mãe que a desprezava, e agora eu entendo o que eu via nos olhos dela toda vez que nos aproximávamos. Era medo, de um passado escondido, de se machucar denovo.
Fiquei por um tempo abraçado nela, tentando acalmá-la, mas a cada minuto que passava só se ouvia mais choro e mais lágrimas rolavam sem parar. Eu não conseguia mais ver ela chorando, mas não sabia o que fazer.


-Calma, vai ficar tudo bem Ray, eu to aqui com você. –Falei baixinho fazendo carinho em sua cabeça e aos poucos ela foi se acalmando e o choro deu lugar a soluços. Eu a deixei deitada no sofá, ela não falou nenhuma palavra mais, cobri ela e fui pegar meu celular, que tinha uma ligação perdida do Phil.
-Ray, eu vou ali no quarto fazer uma ligação e já volto. Qualquer coisa me chama. –Falei e ela apenas acenou com a cabeça, sem olhar pra mim então saí da sala e fui até a cozinha, disquei o numero do Phil e esperei ele atender.
-Finalmente Bruno. –Disse ele, mas não em tom de quem estava bravo. Pude ouvir um barulho ao fundo, mas não reconheci quem estava lá.
-Foi mal cara, o que foi? –Perguntei em tom de preocupação.
-Na verdade não foi nada. Os meninos nos convidaram pra sair hoje, beber um pouco e se divertir já que amanha voltamos a viajar. –Disse ele. Droga, eu me esqueci que amanha já tem show e vamos viajar logo depois do almoço.
-Ah cara, não vou não, valeu pelo convite. –Falei coçando atrás da cabeça. Eu não iria sair daqui de jeito nenhum, não com a Ray nesse estado.
-Ei cara você não tá bem. O que aconteceu? –Phil perguntou.
-Nada não bro, por que acha isso?
-Eu não acho Bruno, eu te conheço, tenho certeza disso. E tenho certeza também que nesse momento está coçando a nuca, pois está preocupado com algo. –Ele falou e na mesma hora eu tirei minha mão da nuca. Sim, o Phil me conhece melhor que ninguém.
-Amanha conversamos, eu to aqui com a Rachel agora. Sei o que você tá pensando agora, mas não pense, o assunto é mais serio do que isso. –Falei olhando pra ver se ela não estava por aqui. Enquanto falava com ele, olhei pela janela percebendo que era quase noite já.
-Mas tá tudo bem? Quer que eu vá ai ou...?
-Não precisa, valeu mesmo Phil. Amanha nos vemos. –Falei suspirando.
-Ok, até amanha bro. –Disse ele e desligamos.
Voltei pra sala e Rachel continuava com os olhos fixos no chão, não se mexeu nem falou nada. Olhei no relógio, sete e meia da noite, fui até a cozinha e preparei algo pra ela comer, levei até a sala e deixei na mesa de centro.
-Ray, vem comer alguma coisa, não comeu nada a tarde inteira. –Peguei sua mão e ela me olhou, não estava com muita motivação, mas mesmo assim se ajeitou no sofá e começou a comer devagar, ainda sem falar nada.
OFF

-Ray, vem comer alguma coisa, não comeu nada a tarde inteira. –Bruno pegou minha mão então olhei pra ele. Eu não estava com o menor animo pra nada, mas me levantei e comi, pois eu estava com fome e ele teve o trabalho de preparar pra mim. Comi devagar e sem falar nada enquanto Bruno ficava me olhando.
-Não vai comer? –Perguntei, minha voz saiu rouca e um pouco falhada devido ao choro.
-Não obrigada, estou sem fome. –Disse ele. Então continuei comendo e logo terminei.
-Obrigada. –Tentei sorrir, mas acho que não deu certo então ele pegou a bandeja e levou até a cozinha, voltando em seguida.
-Quer deitar? –Perguntou. Eu acenei que sim com a cabeça.
-Vou tomar um banho primeiro. –Falei.
-Tudo bem, vou também em seguida.
***
Estava deitada na cama quando o Bruno saiu do banho já vestido secando o cabelo.
-Ray, se não se importa, vou deitar ali na sala, se precisar é só me chamar. Tudo bem? –Perguntou ele.
-Bru, não vou deixar você dormir naquele sofá denovo. Fica aqui. –Falei olhando pra ele já na porta.
-Mas eu... –Tentou argumentar.
-Por favor. –Ele não falou mais nada, apenas andou a te minha cama e deitou ao meu lado.
-Tá melhor? –Perguntou ele olhando nos meus olhos. Eu acenei que não com a cabeça e ele apertou os olhos, como se quisesse segurar o choro.
-Eu sinto muito por tudo isso. –Disse ele com um olhar compreensivo. Senti meu rosto esquentar e uma lagrima cair do meu olho. Ele secou a lágrima e fez carinho em meu rosto.
-Você não tem culpa, muito pelo contrário, está me ajudando. –Falei e ele abriu um pequeno sorriso. Eu cheguei mais perto dele devido ao frio, ficamos bem próximos então ele me abraçou pela cintura.
-Ray, vou viajar amanha, tenho shows pra fazer. Quero saber se vai ficar bem aqui sozinha? –Ele perguntou, então me virei ficando de costas pra ele, mas sua mão continuou na minha cintura.


-Vou sim. –Falei. Mas a verdade é que eu posso não ficar bem, eu não sei o que pode acontecer. Não falamos mais nada depois disso, mas nenhum dos dois conseguiu dormir, ele percebeu que eu também estava acordada então logo ouvi sua voz baixinha ecoando em meus ouvidos.

This is our last night but it's late
(Essa é a nossa ultima noite, mas está tarde)
And I'm trying not to sleep
(E eu estou tentando não dormir)
Cause I know, when I wake
(Pois eu sei que quando eu acordar)
I will have to slip away
(Terei que ir embora)

Ele me puxou pra mais perto dele e colocou seu rosto na curva do meu pescoço, continuando a cantar.

And when the daylight comes I'll have to go
(E quando a luz do dia chegar, eu terei que ir)
But tonight I'm gonna hold you so close
(Mas essa noite eu vou te abraçar forte)
Cause in the daylight we'll be on our own
(Porque na luz do dia estaremos por conta própria)
But tonight I need to hold you so close
(Mas essa noite eu preciso te abraçar bem forte)

Sua voz angelical foi aos poucos me acalmando e meus olhos foram ficando pesados então logo eu cai no sono ouvindo a ultima frase da musica.

                But tonight I need to hold you so close.
                (Mas essa noite eu preciso te abraçar bem forte)



***


E então, o que acharam?? Espero que tenham gostado e espero que comentem, pois eu vejo que várias pessoas curtem mas eu tenho poucos coments :/ poxa isso desanima. Se não quer comentar no blog, pelo menos comenta na postagem no face. Serei malvada pra postar o próximo. Bjs

3 comentários:

  1. Tô atirada no chão. Nossa, esses dois nasceram um para o outro, sinceramente. Bruno mesmo não sabendo o que dizer, foi tão lindo com ela e sobre o que ela passou.Amei isso. Tomara que ele não esqueça dela agora que ele vai viajar, tomara que ela não esqueça dele também.Ah, amei demais Dri. Perfeito!!!!

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  2. AAAH minha virgem santíssima!!!!!!!!!!!!!!! AAAAII SENHOR QUE FOFO!! N comentei antes pq eu estava na escola, mas aki estou eu... AI QUE CASAL PERFEITO! Pouco são assim ♥ CONTINUA!

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  3. Li todos os capítulos hoje e sinceramente to amando e precisooooooooo de outro capítulo

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