segunda-feira, 28 de julho de 2014

Capítulo 13

Olaaa meninas tudo bem com vocês? Me desculpem mesmo pela demora, eu ando com uns probleminhas emocionais e aí não dá nem vontade de postar. Agora estou de volta e to de ferias por uns dias então terei um tempo extra ;) Obrigada as meninas que comentaram, mesmo que não tenha sido no blog hehe Aproveitem.
***

Bruno’s Pov

Depois da noite incrível que tivemos, eu fiquei passando a mãos entre os fios loiros da Rachel, até que ela finalmente adormecesse. Era incrível o poder que ela tinha de me completar, de me fazer feliz. Eu ainda não consigo acreditar na vida ridícula que eu tinha, a cada noite em uma boate diferente, com uma mulher diferente, e na manhã seguinte, eu as dispensava como se fossem lixo.
Eu me senti especial, por ela ter confiado em mim, pois apesar de tudo o que ela passou, Rachel é uma mulher muito forte. Eu lembro exatamente de tudo o que ela me contou, desde seu isolamento, até o ponto em que ela se cortava, e isso me faz querer acabar com a raça daquele homem que fez isso com ela.
Fiquei por um bom tempo olhando a Rachel dormir e poderia passar horas fazendo isso, mas o sono me pegou então logo fechei os olhos e dormi, feliz e ao lado dela.

OFF

Acordei no dia seguinte com o despertador outra vez então fui levantar pra me arrumar, mas eu estava muito cansada e com muito sono então resolvi que iria trabalhar só a tarde. 



Desliguei o despertador e voltei a dormir, já que os braços fortes do Bruno ainda estavam em volta da minha cintura. Dormi até as nove da manha mais ou menos então me levantei, tomei banho e fui tomar café. Não quis acordar o Bruno ainda, precisava de um tempo pra pensar em tudo o que aconteceu e nessa confusão de sentimentos que estou sentindo. Eu não sei exatamente o que é isso, mas é bom, me completa e me faz querer sorrir aos quatro cantos.
Terminei o café e fui lavar a louça que havia sujado e um pouco que sobrou de ontem então ouvi o barulho do chuveiro e presumi que Bruno tinha acordado. Minutos depois ouvi ele vindo do quarto cantarolando uma musica, muito bonita por sinal então ele me abraçou por trás na pia e cantou no meu ouvido mais um trecho da música.



(Musica pra quem quiser ouvir)

We just lay awake
(Nós apenas deitamos acordados)
But tell me now, is that just one big stupid mistake?
(Mas me diga agora se isso é apenas um grande erro estúpido?)
Cause I can't get you off my mind
(porque eu não consigo tirar você da minha mente)
I'm drifting day to Day
(estou á deriva dia a dia)
I just lay awake
(Eu me deito acordado)
No, I can't sleep
(não, eu não consigo dormir)

Eu não disse uma palavra, apenas escutei com atenção então ele continuou contando.

I close my eyes
(Eu fecho meus olhos)
And you are here with me tonight
(E você está aqui, comigo esta noite)

In another world
(Em um outro mundo)
Oh, I know, I know, I know that
(Oh, eu sei, eu sei, eu sei que)
You would be my girl
(você seria minha garota)
And nothing would tear us apart
(E nada iria nos separar)
Another universe
(Um outro universo)
The stars would light the way for just the two of us
(as estrelas iriam iluminar o caminho apenas para nós dois)
And nothing would tear us apart
(e nada iria nos separar)

Aquela música. Eu sabia exatamente o que ele queria dizer com isso, mas eu não consigo simplesmente fazer brotar um sentimento que nunca existiu em mim e isso é frustrante.
Bruno passou seu nariz pelo meu pescoço inalando meu cheiro e depositando um beijo carinhoso ali que me fez sorrir.
-Bom dia linda. –Ele me deu um beijo demorado na bochecha, pressionando minha cintura com as mãos.
-Bom dia gatinho. –Respondi me virando pra ele. Nossos olhos se encontraram e involuntariamente meus lábios foram de encontro aos dele, num selinho demorado.



-Não foi trabalhar por quê? –Perguntou ele alternando seu olhar entre meus olhos e minha boca. Sua respiração estava calma.
-Estava muito cansada hoje de manhã então vou só a tarde. –Falei saindo da frente dele e sentando novamente na mesa. –Vem comer. Eu já comi, mas vou ficar aqui com você.
-Poderia ter me chamado pra tomar café com você. –Ele disse fazendo um biquinho.
-Não queria te acordar. Precisava ficar um pouco sozinha, pensar, esfriar a mente. –Falei sendo sincera e ele me olhou esquisito enquanto preparava algo pra comer.
-Tá tudo bem Rachel? –Ele perguntou.
-Sim Bru, eu só... Gosto de pensar um pouco sozinha sabe? Pensar em tudo o que está acontecendo entre nós.
-E você chegou a alguma conclusão sobre nós? –Perguntou ele arqueando uma sobrancelha.
-Não exatamente. Vou te falar a verdade Bru, pois ela está me incomodando já há algum tempo. –Vi seus olhos se arregalarem e ele engolir seco. –O que aconteceu ontem entre nós foi maravilhoso, mesmo, mas eu não consigo continuar assim. Eu não posso corresponder ao seu sentimento Bru.
-Ray, isso não importa. O que importa é que eu quero cuidar de você, quero estar com você e quero que você apenas esteja comigo. E eu... –Sua voz tremeu um pouco e ele coçou a nuca. –Eu não me importo se você não me ama. Só me deixa te amar Rachel?
-Bruno, você pode até dizer que não, mas eu percebo a tristeza nos seus olhos cada vez que você demonstra seus sentimentos por mim e eu não sou capaz de demonstrar em troca. Eu não posso conviver nesse egoísmo de ser amada e não poder amar. –Minha voz foi ficando baixa e meus olhos começaram a marejar. Pronto, lá vai toda a minha força. Só o Bruno consegue me deixar sensível assim.
-É isso que eu não quero ver mais Rachel. Você não tem ideia de como dói ver você chorando por algo que você não tem culpa. Eu quero te amar Rachel, e por favor, não me negue isso. Eu preciso de você do meu lado. –Ele levantou e veio até mim, segurando na minha mão e me levantando também. –Eu não conseguiria mais viver minha vida sem sua risada gostosa e suas piadas bobas então eu só te peço: Me deixe gostar de você Rachel? –Ele pegou então minha mão e colocou em seu peito. Eu podia sentir seu coração batendo rápido, parecia que iria explodir a qualquer momento.
Eu não quero me arrepender disso, mas o jeito que seus olhos imploravam pra mim, seria altamente doloroso negar. Coloquei minhas mãos em sua nuca, segurando seus cabelos e aproximei seu rosto do meu, fazendo nossas testas se encostarem. Eu não precisei de palavras, apenas toquei meus lábios suavemente nos dele, fazendo um choque percorrer todo o meu corpo. Bruno sem duvida nenhuma era minha força, e ao mesmo tempo, minha Kriptonita.
***
Essa semana foi totalmente estressante no trabalho, tirando o fato de que eu e Andréa estamos realmente próximas por causa do Jam. Eles não estão tendo nada demais, pois ela está ficando com o carinha de Sidney, mas estamos nos intitulando amigas de verdade agora. Contamos segredos, saímos e tudo mais.
Eu e o Bruno estamos na mesma, assim, eu estou deixando as coisas fluírem naturalmente. Não vou forçar e nem dizer não. Prefiro deixar ir acontecendo pra ver no que dá, e sinceramente estou gostando do resultado.
No dia depois que eu e Bruno tivemos nossa primeira vez eu fui ao ginecologista e resolvi que começaria a tomar anticoncepcionais pois são, na minha opinião, o método mais eficaz contra uma gravidez.
-Ray, eu to indo ok. O Con ta me esperando ali embaixo. –Disse Andrea com um sorriso no rosto. Connor era o nome do peguete dela, ele voltou de viagem hoje e veio buscá-la.
-Tudo bem. Bom final de semana. –Falei e ela acenou saindo.
-Obrigada Ray, pra você também. –Ela saiu e eu terminei de organizar algumas coisas e fui desligando e fechando tudo pra ir embora Quando estava entrando no elevador o Bruno me liga.
-Oi Bru. –Falei apertando o botão.
-Oi Ray. Que saudades. –Disse ele com aquela voz doce.
-Também baixinho, mas nos vimos ontem.
-Eu sei, mas nem aproveitamos, foi tão pouquinho. –Ele reclamou do outro lado da linha, Bruno conseguia ser fofo e safado ao mesmo tempo. Realmente foi pouco o tempo já que ele está a mil no estúdio preparando coisas pro álbum novo.
-Eu sei bê, mas enfim, qual o motivo da ligação?
-Primeiro eu queria matar um pouco a saudade e segundo, eu quero saber se você quer ver filmes comigo hoje?Na minha casa ou na sua, tanto faz. -Disse ele então fui saindo do prédio, e vi uma cena não muito agradável do peguete da Andréa brigando com ela.
-Bruno, eu te ligo quando chegar em casa pra falarmos disso ok. Beijos. –Nem esperei ele desligar e já desliguei. Observei um pouco a discussão de longe, ela parecia apreensiva e ele parecia um pouco irritado, não queria intervir, mas quando ele gritou com ela mais alto do que o normal, meu lado amiga acordou e eu fui correndo até lá.
-Hey, hey, quem você acha que é pra gritar com a minha amiga? –Falei num tom imponente e ele arregalou os olhos.
-Connor Evans, namorado da Andrea, e você? –Ele me olhou com uma cara não amigável. Esse sobrenome não me era estranho, mas não, não poderia ser.
-Rachel Williams, amiga da Andrea. –Ele já se preparava pra falar algo, mas quando eu falei meu nome ele ficou totalmente desarmado. Sua expressão se relaxou e ele olhou pra mim perplexo.
-Rachel? Não creio. –Ele começou a embargar a voz. Oi?
-Sim, o que... –Eu não consegui terminar de falar antes dele me segurar em um forte abraço.
-Eu não acredito que te encontrei, finalmente te encontrei. –Ele afagava minhas costas e eu olhava pra Andrea com um olhar de quem não estava entendendo nada, e ela o mesmo.
-Desculpa mas, quem é você e porquê estava me procurando? –Perguntei e ele se afastou com um grande sorriso no rosto.
-Eu sei que vai parecer loucura Rachel, mas você é a filha de Bradley Evans não é?
-Sou mas o que... –Eu ia argumentar, mas me lembrei de onde saíra o sobrenome de Connor, mas não podeia ser, meus pais não tiveram outro filho.
-Somos irmãos Rachel. –Ele disse.
-IRMÃOS? –Eu e Andrea falamos ao mesmo chocadas. –Você só pode estar brincando comigo, eu não tive irmãos. Quantos anos você tem?
-Tenho 27 anos Rachel. Temos um ano de diferença, já que você faz 28 no fim do ano. –Eu não conseguia acreditar que eu tinha um irmão, não era possível. Me sentei na calçada mesmo e coloquei as mãos sobre a cabeça, não acreditando nisso tudo.
-Como? –Olhei pra ele e Andrea que ainda estava de pé.
-Quando o pai separou da sua mãe, aquele um ano que eles ficaram separados logo que você nasceu, ele conheceu minha mãe e foi aí que eu surgi. Mas ele nunca teve coragem pra contar isso pra você. Apenas sua mãe sabia e pelo visto ela não te contou. Depois que eles voltaram, o pai demorou pra contar pra sua mãe sobre mim e quando ele contou ela não ficou surpresa, mas o amor entre eles já tinha acabado então ele foi morar comigo e com a minha mãe, pois tínhamos ficado muito tempo longe dele. –Ele falou sentando ao meu lado da calçada e a Andréa do outro.
-Isso não pode ser verdade, não consigo acreditar. –Falei querendo chorar e Andréa me abraçou.
-Eu sei que é difícil Rachel, mas nosso pai pediu que eu viesse até aqui pra esclarecer isso, pois ele quer que você o perdoe. –Disse ele e eu comecei a rir, mais por nervosismo.
-Perdoar? Claro, ele some no mundo sem dar explicação e depois que eu já estava acostumada a viver sem ele, ele vem pedir que eu o perdoe? Ele ao menos sabe tudo o que eu já passei na minha vida sem ele? –Falei com o ódio querendo tomar conta de mim. –Dé, diz pra mim que isso não ta acontecendo? Por favor Andréa. –Falei como se ela pudesse fazer algo.
-Eu sei que é chocante e acredite, eu estou tão chocada quanto você. –Disse ela calmamente, tentando me acalmar.
-Eu... Eu preciso de um tempo pra pensar. –Falei me levantando. –Outro dia conversamos melhor, preciso ficar sozinha agora. –Falei saindo.
-Rachel. –Connor me chamou e eu virei. –Posso te pedir mais um abraço? –Ele disse abrindo os braços então fui até ele e o abracei com toda força. 



Era ótimo saber que eu tinha um irmão, mas isso tudo é muito confuso pra mim.
***
Depois que cheguei em casa eu apenas mandei uma mensagem pro Bruno dizendo pra ele vir aqui pra vermos os tais filmes e que eu estaria no banho, pra ele entrar e me esperar. Eu deixei pra despejar toda a confusão de sentimentos durante o banho, me dando um bom tempo pra me acalmar.



Saí do banho e Bruno estava na minha cama, esparramado e acho que estava dormindo então peguei minhas roupas e comecei a me trocar.
-Quero acordar com essa visão pro resto da minha vida. –Ouvi sua voz rouca dizer enquanto eu me trocava. Esse é o momento em que eu preciso sorrir, mas infelizmente nada saiu.
-Boa noite Bru. –Falei terminando de me vestir e indo me aninhar com ele, que afagou meu rosto.
-Nem um beijinho? –Disse ele fazendo bico então me inclinei e o dei um selinho demorado.
-Ray, você tava chorando? Por que seu rosto tá vermelho? –Eu deveria ter reparado nisso antes, droga.
-Nada Bru, quer comer?
-Não muda de assunto Ray, o que aconteceu? –Ele me olhou.
-Bruno, eu só não quero falar. –Falei um pouco mais alto, sem querer mais falei, e ele arregalou os olhos e ficou quieto. –Desculpa, só não quero conversar agora tá?
-Tudo bem, mas não me escapa. –Ele disse beijando minha testa. –O convite de comer ainda tá de pé? –Ele perguntou e eu ri concordando então nos levantamos e fomos comer.
***
E ai gatas, gostaram? Espero que sim hehe.
Agora a bagaça pegou preço. Vocês acham que ela vai perdoar o pai? E acham que ela deve perdoá-lo?
 Comentem por favor pois eu adooro os cometários de vocês.
Ahhh, esse aqui é o Connor irmão da Ray.
Gato né?
Beijos e até outro dia hehehe


2 comentários:

  1. As vezes da agonia de saber que a Ray sofre tanto, com certeza o pai dela teve os seus motivos evai ser difícil perdoar, mas ela deve amar seu pai mesmo com esse ódio do abandono, e sim o irmão é MuItO gato kkk

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  2. Coitada da Ray, sempre tem algo pra fazer ela sofrer, um empecilho pra ela viver feliz, sem choros. Tadinha ndsondsi por isso que o Bruno é a melhor pessoa pra ela, mas o Bruno tem que ter um pulso mais firme e mostrar que ele tá com ela pro que der e vier, e não só pra brinquedo. Amei <3

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