quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Capítulo 15


Bruno’s Pov

-Rachel, você não vai dirigir assim, você está nervosa. –Falei tentando segurá-la depois de seu ataque de nervosismo. Eu entendo que ela esteja apavorada, mas não se pode sair dirigindo nervosa por aí.
-Não venha atrás de mim. –Ela disse e saiu rapidamente. Teimosa.

-E agora? –Connor veio até mim, com uma expressão realmente preocupada e o mesmo estava Andrea.
-Não sei cara. Preciso ir atrás dela, isso é fato, mas não faço a mínima ideia de onde ela possa ter ido.
-Não conhece nenhum lugar calmo que ela possa ter ido, ou que vocês costumam ir... Algo do tipo? –Andréa disse se pronunciando pela primeira vez naquela noite.
-Não que eu me lembre. Ela não é muito de sair pra conversar em publico, costumamos ficar mais aqui ou na minha casa. –Falei passando a mão nervosamente pelos cabelos, tentando imaginar aonde ela poderia ter ido e rezando pra que ela pelo menos chegasse bem aonde quer que ela estivesse indo.
-Vamos dar uma volta por aqui e no caminho você vai tentando lembrar algum lugar que ela possa ter ido. –Connor sugeriu então eu fechei a casa toda rapidamente e saímos no carro dele pela cidade. Fomos passando por algumas avenidas que estavam realmente movimentadas por ser sábado a noite. Pensei em algum lugar pra se ficar sozinha então me lembrei do cemitério.
-O cemitério! –Gritei e eles me olharam assustados.
-Tem certeza? A essa hora da noite? –Andréa perguntou.
-Não custa tentar. –Falei e fomos direto para o cemitério. Connor estacionou de frente para a entrada e deixou os faróis ligados para que pudéssemos enxergar os túmulos com facilidade então eu desci do carro e andei apenas um pouco pra frente olhando na direção do enorme cemitério. Nada. Vazio como sempre, a não ser talvez, pelas possíveis almas que habitavam aquele lugar.
Voltei pro carro de cabeça baixa, entrei sem falar nada e continuamos a andar pela cidade em busca dela. Liguei algumas vezes, mas só chamava e ninguém atendia. Passamos pelo prédio da empresa mas não tinha nada, pelo restaurante que ela e a Andréa costumavam almoçar, nada também. Foi então que me lembrei de um lugar ali perto. O lugar onde tudo começou. Falei o endereço pro Connor que achou estranho.
-Tem certeza Bruno? –Perguntou ele.
-Não tenho, mas é nossa ultima esperança e eu já estou suficientemente preocupado. –Falei imaginando as piores coisas possíveis acontecendo com a Rachel em algum lugar de Los Angeles.
Chegamos no local então eu pedi que eles me deixassem ali e fossem pra casa, pois eu já tinha visto o carro dela ali e depois voltaríamos juntos.
-Tem certeza que não quer que a gente fique? –Connor perguntou.
-Não, tudo bem. Preciso conversar com ela. Podem ir tranquilos, boa noite.
-Ok então, boa noite. –Connor disse então eu desci do carro e eles foram enquanto eu entrava na cafeteria.
OFF

Desci do carro e adentrei o lugar, sentei-me e coloquei as mãos sobre a cabeça, pensando em tudo o que eu tinha ouvido minutos atrás, tentando colocar meus pensamentos em ordem então logo uma voz me interrompeu.
-Olá senhorita, deseja fazer se pedido agora ou quer esperar mais alguns minutos? –A garçonete da cafeteria disse com um bloco de anotações em mãos.
-Um cappuccino médio por favor. –Pedi e ela notou.
-Algo mais?
-Só isso, obrigada. –Falei e ela acenou com a cabeça e saiu. Minutos depois meu celular começou a vibrar no bolso do meu casaco, era o Bruno, então coloquei no silencioso e deixei tocar. Não queria falar com ninguém.
Eu só queria entender por que eu não posso ser feliz na vida? Será que já não chega? Ou sempre que algo começar a ir bem vai acontecer alguma coisa pra estragar?
Fiquei ali debruçada na mesa, pensando, enquanto lágrimas inundavam os meus olhos sem parar. Comecei a pensar no meu pai, em como ele ficou todos esses anos, se ficou feliz sem mim e o que ele queria tanto esclarecer. Estava tão imersa nos meus pensamentos que não percebi quando alguém sentou-se a minha mesa.
-Rachel. –Sua voz soou, visivelmente firme então inclinei minha cabeça e pude ver seus olhos castanhos brilhando felizes e ao mesmo tempo com uma mistura de preocupação e decepção.
-Bruno, eu não quero conversar agora. –Falei secando minhas lágrimas e evitando olhar nos olhos dele.
-Não Rachel, não é assim que funciona. Você tem ideia de como ficamos preocupados com você? Tem ideia de como eu fiquei sem saber onde você estava e pensando que pudesse ter batido o carro quando não atendeu a merda do telefone? –Disse ele tamborilando seus dedos na mesa, tentando disfarçar o nervosismo.
-Eu sei Bruno, mas eu precisava de um tempo pra pensar. Que merda, será que eu não posso ao menos sair pra pensar? –Falei e logo a garçonete chegou com meu café. Ela perguntou se o Bruno iria querer alguma coisa e ele disse que não.
-Claro Rachel, mas você não pode sair assim sem dar satisfações e ainda por cima não atender o telefone. –Ele estava querendo aumentar o tom de voz.
-Não grita comigo Bruno. –Falei e ele fechou os olhos por alguns segundo e respirou fundo, então os abriu. Pegou a cadeira e a puxou ora sentar do meu lado.
-Olha pra mim Rachel. –Ele pediu segurando minha mão e aos poucos fui subindo meu olhar, ainda embaçado por lágrimas, até encontrar os olhos dele. Bruno passou seus dedos pela minha bochecha, limpando as lágrimas que caíram e colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. –Só me prometa        que não vai mais fazer isso, por favor? Se quiser sair pra pensar, ao menos avise pra onde vai e atenda o telefone. Okay? –Disse ele então eu apenas acenei com a cabeça e ele segurou meu queixo, me dando um selinho demorado.

-Como sabia que eu estaria aqui? –Perguntei.
-Depois de procurar em todos os lugares possíveis, eu me lembrei daqui, que foi o lugar do nosso primeiro “encontro”, então resolvi vir até aqui pra tentar a sorte. –Disse ele sorrindo.
-Você lembra disso ainda? Daquela cena desastrosa do café? –Perguntei abrindo um sorrisinho.
-Claro que lembro Ray, e quando digo que você é especial pra mim, eu estou falando muito sério. –Disse ele e meu coração acelerou como nunca tinha acontecido antes.
Já em casa nós tomamos um banho e ficamos vendo Tv no quarto até que todas as opções de programas bons tivessem acabado.
-Vamos dormir? –Bruno pergunta.
-Vamos sim. –Falei desligando a Tv e o abajur ao meu lado então Bruno me abraçou por trás e colocou seu rosto na curva do meu pescoço. Mas eu não conseguia cair no sono de jeito nenhum. –Bru? –Chamei esperando que ele estivesse acordado.
-O que foi? Algum problema? –Ele segurou minha mão debaixo do cobertor.
-Não consigo dormir. –Falei.
-Quer que eu cante pra você?
-Pode ser. –Falei e ele deu um beijo no meu pescoço antes de começar a cantar.

Well let me tell you a story
(Bem, deixe-me contar uma história)
About a girl and a boy
(Sobre uma garota e um garoto)
He fell in love with his best friend
(Ele se apaixonou pela sua melhor amiga)
When she's around, he feels nothing but joy
(Quando ela esta por perto ele não sente nada além de alegria)
But she was already broken, and it made her blind
(Mas ela já estava machucada, e isso a deixou cega)
But she could never believe that love would ever treat her right

(Mas ela não podia acreditar que o amor pudesse tratá-la bem)

E assim começava a canção que me fez refletir sobre tudo o que tínhamos passado até agora juntos. Se eu realmente não conseguiria amá-lo e dar a ele o que ele merecia. Eu realmente sentia algo muito forte por ele, mas não sabia o que poderia ser, acho que não chegava a ser amor, mas vou descobrir, e será logo.

Who's gonna make you fall in love
(Quem vai fazer você se apaixonar?)
I know you got your wall wrapped all the way around your heart
(Eu sei que você tem uma parede erguida em torno do seu coração)
Don't have to be scared at all, oh my love
(Não precisa ficar assustada, oh meu amor)
But you can't fly unless you let ya,
(Mas você pode voar a menos que você se deixe)
You can't fly unless you let yourself fall

(você pode voar a menos que você se deixe cair)

Ele cantou a musica toda pra mim, igual a ultima vez que ele cantou pra mim até que eu dormisse. Bruno tinha o poder de escolher as musicas certas nos momentos certos.

If you spread your wings
(Se você abrir suas asas)
You can fly away with me
(Você pode voar comigo)
But you can't fly unless you let ya,
(Você pode voar a menos que você se deixe)
Let yourself fall

(Se deixe cair)

Sim, eu queria voar com ele e não sabia como faria isso, mas sabia que ele era a pessoa certa e estaria comigo sempre.
Antes de cair no sono com a voz angelical do Bruno, pude ouvi-lo dizer:
-Boa noite anjo, eu te amo. –E beijar meu pescoço, adormecendo em seguida.


Bruno’s Pov

Quando terminei de cantar pra Rachel, percebi que ele finalmente havia dormido, tranquila e serena então me aproximei e sussurrei no ouvido dela.

-Boa noite anjo, eu te amo. –E beijei seu pescoço, me deitando próximo a ela logo em seguida. Eu sabia que ela não iria escutar e não queria que ela escutasse agora, pra não se sentir pressionada e nem obrigada a me amar de volta. E pra falar a verdade, era a primeira vez que eu havia dito essas palavras pra ela.

Beem moças, aqui não é a Dri como perceberam... eu fiz esse favor pq sou um amor de pessoa kkkkkk :p Ela está atolada de trabalho e n conseguiu postar, então pediu pra mim.. espero que gostem e comentem basstaantee, ela merece vai ♥

3 comentários:

  1. Eu amo esse Bruno, ele consegue ser tão fofo, tão atencioso. Fazer o que ele fez para a Rachel não é qualquer um que faz, ainda mais admitindo agora que ama ela. Ain cara, tá lindo, tá perfeito <3

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  2. Essa fanfic é linda .... ela tá muito perfeita....

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