sábado, 23 de agosto de 2014

Capítulo 18

Olá amorecas da minha vidaa <3 espero que gostem do cap. Hoje tem tretaaaaaaaaaas. Boa leituraa.
***

Bruno’s Pov

Depois que eu disse pra Rachel que a amava, ela ficou sem reação, apenas ficou me encarando então pra quebrar o clima eu acariciei sua bochecha então ela sorriu e se afundou no meu pescoço.
-Boa noite minha linda. –Falei beijando sua cabeça, mas ela não respondeu. Eu poderia jurar que ela estava dormindo se não fossem por algumas lágrimas que eu senti respingarem no meu braço. Tentei não pensar nisso, mas não consegui, e infelizmente o sono não veio por um bom tempo então fiquei apenas observando ela dormir. Parecia um anjo e quem a olha assim não imagina o quanto ela sofreu, o quanto é perturbada por um passado que foi arruinado por um verme, um homem nojento. Eu juro que se um dia eu encontrar esse Paul, ele vai desejar nunca ter nascido.
No dia seguinte senti quando Rachel se mexeu na cama, mas eu não conseguia abrir os olhos, estava com muito sono. Ela também nem me chamou, apenas ouvi ela ir ao banheiro e depois sair do quarto e então dormi denovo.
OFF

Na manha seguinte eu acordei já eram dez horas, ainda bem que eles não vêm pro almoço, pensei enquanto tirava o braço do Bruno da minha cintura e ia ao banheiro. Resolvi deixar o Bruno dormindo mais um pouco pois sabia que logo ele iria levantar e fui tomar meu café tranquilamente então logo comecei a lavar a louça e me empolguei arrumando o resto da casa. 


Quando olhei no relógio já eram onze e meia, e nada do Bruno, então resolvi chamá-lo.
-Bru, acorda dorminhoco. –Falei dando selinhos nele que sorriu e começou a se mexer na cama, apertando os olhos.
-Hmmm. –Ele resmungou ainda de olhos fechados, agarrando minha cintura e me fazendo deitar ao seu lado enquanto se embrenhava no meu peito, me abraçando com força.
-Você parece um adolescente que não quer levantar pra ir á escola pois ficou em alguma festa até tarde. –Falei rindo com o rosto perto da sua nuca, devido a posição em que ele havia me abraçado.
-Eu to com muito sono, não quero levantar. –Ele resmungou.
-Então quer dizer que eu te deixei cansadinho ontem a noite ein Peter? Levanta que já passou de onze e meia. –Falei ele levantou a cabeça arregalando os olhos.
-Caramba, eu dormi demais mesmo, mas não consegui dormir de noite. Crise de insônia. –Ele disse deitando a cabeça no meu colo e minhas mãos automaticamente passaram a acariciar seus cabelos.
-Crise de insônia Bruno? Você não é disso. Vem vamos lá que eu vou fazer alguma coisa pra almoçar e depois tenho que preparar meu psicológico pra rever o Bradley. –Falei e ele levantou indo em direção ao banheiro.
-Seu pai. –Disse ele me corrigindo.
-Bradley. –Rebati saindo do quarto. –To esperando lá na cozinha. –Falei e sai do quarto.
-Meu Deus, acho que esse risoto foi a melhor coisa que já fiz na minha vida. Palmas pra mim. –Bruno disse se deliciando com mais um pouco de risoto, já que não conseguimos comer tudo ontem.
-Deus, você só sabe pensar em comida Bruno. –Falei revirando os olhos e rindo.


-E no que você tá pensando se não em comida? –Ele limpou a boca num guardanapo e se esparramou na cadeira.
-Quer saber mesmo? –Perguntei e ele acenou que sim. –To pensando em ontem a noite, mais especificamente depois da janta. –Ele arregalou os olhos surpreso e eu ri.
-No que foi que eu transformei você Williams? –Ele disse bem devagar dando um ar misterioso na pergunta.
-Sinceramente? Eu não sei Hernandez. –Nós dois rimos e então saímos da mesa. Bruno lavou os pratos e depois fomos tomar um banho. Quando saí, enrolei meu cabelo numa toalha e liguei pro Connor.
-Alô? –Disse ele do outro lado da linha.
-Oi Conn, é a Ray. Tudo bem?
-Oi mana, tudo sim e você. –Ele parecia mais animado e me deixava muito feliz saber que ele gostava de mim assim, com tão pouco tempo de convivência.
-Estou bem também? –Falei e o silencio predominou. –Err Conn, a que horas você vem? –Perguntei receosa.
-Daqui a meia hora estamos chegando aí. –Assim que ele falou percebi o som de outra voz masculina ao fundo. Bradley.
-Hmmm Ok. Vou desligar agora. Beijos.
-Beijos Ray. –Falou e desligamos.
Eu estava tentando não parecer nervosa, mas depois de ter ouvido sua voz não sei se consigo. Fui até o meu quarto onde Bruno estava esparramado na cama mexendo no celular.
-Falou com ele? Quando eles vem? –Bruno voltou seus olhos pra mim enquanto eu pegava meu secador e ligava na tomada, levando um puta susto por ele funcionar assim que liguei. Eu sempre esqueço os botões ligados aí quando ligo na tomada é sempre um susto.
-Meia hora. –Disse apenas isso e comecei a secar meu cabelo que não demorou muito pra ficar do jeito que eu queria.
-Hey, não precisa ficar nervosa, vai dar tudo certo, e eu prometo que estarei aqui com você, sempre. –Senti seu abraço me envolver enquanto ele afagava meus cabelos. Soltei um suspiro alto e o abracei com força, inalando seu cheiro calmante.


-To assustada com tudo isso Bruno. Olha só como a minha vida mudou em tão pouco tempo. –Falei e então ele segurou meu rosto com as duas mãos.
-Você não precisa ficar. Eu estou aqui e sempre estarei. Você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço. Vai ficar tudo bem. –Ele disse e eu concordei com a cabeça então ele se inclinou sobre mim e me deu um selinho, mas logo foi interrompido pela campainha.
-São eles. –Eu falei e minhas pernas começaram a tremer então Bruno segurou minha mão e com toda sua confiança, me guiou até a porta. Eu serei forte, não vou me deixar abalar.
Abri a porta devagar e logo vi Connor sorrindo pra mim. Nos abraçamos fortemente.
-Vai dar tudo certo. –Ele sussurrou no meu ouvido e eu acenei com a cabeça então nos afastamos e ele liberou minha visão, me deixando ver Bradley. O homem que eu não via desde a minha infância e que mesmo assim, eu me lembrava dele como se fosse ontem.
-Pai, essa é Rachel, sua filha. –Disse ele nos apresentando enquanto Bradley se aproximava cautelosamente.
-Minha filha! –Ele disse baixo, sorrindo um pouco, deixando algumas lágrimas transparecerem nos seus olhos.


-Bradley. –Eu disse baixo também, sem saber o que fazer então por sorte, Bruno me salvou.
-Por favor, entrem. –Bruno tomou a iniciativa, colocando a mão em minha cintura e fazendo sinal pra que entrassem. Connor passou e cumprimentou Bruno com um meio abraço e quando Bradley passou, ele parou em frente ao Bruno e esticou a mão.
-Senhor Evans. Prazer, Peter Hernandez. –Eles se deram as mãos e logo nos sentamos na sala. O clima estava tenso, ninguém falava nada, apenas nos olhávamos de vez em quando.
-Hmm Bruno. Que tal se formos lá pro quintal dar uma volta enquanto eles conversam? –Connor falou se levantando então olhei pro Bruno, implorando pra que ele recusasse, mas não, ele concordou com Connor e os dois saíram em direção ao quintal.
Olhei pra Bradley que me olhava incessantemente, esperando que o silêncio fosse quebrado.
-Bruno? Mas não era Peter? –Ele perguntou tentando descontrair o clima.
-É nome artístico Bradley, mas isso não vem ao caso agora. –Fui fria.
-Pode me chamar de pai. –Eu preferia ser surda do que ter escutado isso.
-PAI, é a única coisa que você não tem o direito de ser chamado então pra mim ainda é Bradley.
-Rachel, filha, não faz assim comigo. Eu tenho meus motivos e vim aqui justamente pra te dizer tudo isso. Eu preciso que entenda que foi preciso.
-Foi preciso? Por favor, não me venha com essa. –Falei sarcástica.


-Por favor, me deixe dizer meus motivos. –Ele pediu me olhando com suplica.
-Não papai. Eu vou explicar meus motivos pra nunca mais olhar na sua cara. Você largou a mim e a minha mãe quando eu era apenas uma criança, me deixando sem uma figura paterna com quem contar pro resto da vida. Você foi embora sem ao menos me dizer o motivo e nunca mais voltou. Você fez eu passar o pior inferno da minha vida quando minha mãe arrumou outro marido. Tudo por que VOCÊ foi embora. Então não venha me falar de motivos. Se eu não era bem vinda pra vocês, vocês não deveriam nem ter me deixado nascer então.  –Eu simplesmente despejei as palavras em cima dele. Meus olhos já transbordavam em lagrimas.
-Eu sei Rachel, sei que fiz tudo errado e que não fui um pai exemplar pra você, mas a verdade é que eu e sua mãe nunca nos amamos de verdade e por isso nos separamos durante um ano quando você nasceu. Eu ainda era jovem demais e acabei me envolvendo com a mãe do Connor, que por sinal também abandonei por muito tempo, mas sua mãe não contou isso pra você. –Ele disse com as mãos na cabeça enquanto tentava me convencer.
-Você está dizendo agora que a minha mãe é a culpada? Tá certo que ela também não fez seu papel maternal, mas querendo ou não foi ela quem me criou.
-Eu sei Rachel, mas eu queria te contar que eu tinha outra família antes de ir embora, mas ela não deixou, ela queria que você passasse o resto da vida pensando que eu nunca te amei. Mas sim Rachel, eu te amei, e ainda te amo. Você é minha filha e eu te amo.
-Não venha me falar de amor. Eu nem sei o que essa palavra significa. Amor. As pessoas dizem que amam as outras como se estivessem dando bom dia. Sabe aquele homem que está nesse momento lá fora com o meu irmão? Ele diz que me ama e eu vejo todos os dias a decepção no rosto dele quando eu não digo que o amo também e sabe porquê? Por que ninguém foi capaz de me mostrar o que é amar. Ninguém. –Ele ficou parado por um tempo apenas me olhando enquanto lágrimas desciam pelo seu rosto.
-Se eu pudesse eu faria tudo diferente Rachel, mas infelizmente eu não posso. E foi por isso que eu vim até aqui. Eu vim te pedir desculpas, pois eu sei que tenho culpa sobre tudo isso, e pedir que me dê uma chance de mostrar pra você que eu te amo. Por favor. É só o que eu peço. –Ele disse se aproximando de mim e eu dei um passo pra trás.
-E eu? Eu terei uma segunda chance? Eu terei minha adolescência de volta? Terei minha vida outra vez? Ou vai me dizer que não sabe que eu fui estuprada pelo ex-marido da minha mãe? Ou que não sabe que eu tenho ataques de pânico toda vez que ele assombra meus pesadelos? –Falei abaixando o tom de voz e chorando cada vez mais enquanto olhava pro chão. Senti Bradley me abraçando, mas não cedi e continuei com o corpo rígido.
-Eu sei de tudo isso minha filha. E eu voltei pois eu quero concertar as coisas com você, quero fazer parte da sua vida a partir de agora e para todo o sempre. Você pode me odiar por quanto tempo você quiser, mas eu te amo e quero que saiba que a partir de hoje, você querendo ou não, eu estarei aqui pra te proteger de agora até quando eu morrer. –Aquelas palavras me acertaram de uma forma inexplicável. Aquele abraço que esperei tantos anos pra receber outra vez, seus carinhos, suas palavras, sua voz. A voz que me contava histórias antes de dormir e que me acordava de manha quando eu não queria ir pra escola.
Discretamente coloquei meus braços ao redor dele e o abracei de volta, derramando todas as minhas lagrimas que ainda restavam.
-Eu não te odeio... Pai.

***
Então o que acharam? Será que a Ray vai perdoar o Brad de vez? E o que acharam dele? Logo mais vocês vão entendem o motive de ele ser esse persongem mais forte hahaha Beijo beijo, comentem por favor e até a próxima


3 comentários:

  1. MEU DEUS LÁGRIMAS APENAS VOCÊ ME DEIXA TÃO CURIOSA

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  2. Meu Deus, será que dessa vez ela perdoou ele mesmo, ou nem? Tomara que sim.E nossa, quando ela falou do Bruno pro pai dela, eu senti alguma coisa no meu peito dizendo que ele ouviu isso de algum jeito e se machucou, não sei porque, acho que é intuição ou medo que algo dê errado com os dois que são tão perfeitos. Tomara que eu esteja errada. Ah, amei esse capítulo, quero mais um e quero que ela perca esse medo de amar <3

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  3. :') Cara, espero que ela perdoe ele. Ain, esse abraço deles, simplesmente perfeito <3

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