quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Capítulo 19

Olha só quem reviveu do limbo? Eu mesmo hahaha Bom, como eu já disse, anda muito difícil pra escrever e postar mas não vou abandonar a fic de jeito nenhum. Só preciso que entendam que eu vou postar sempre que tiver um tempo. Desculpem qualquer erro e boa leitura.
***

Bruno’s Pov

Logo depois que o pai da Rachel chegou, o silêncio tomou conta da casa. Ninguém falava nada, apenas ficávamos nos encarando e Rachel não soltava minha mão nem por um segundo então Connor sugeriu que eu e ele fossemos dar uma volta e deixar os dois conversarem. Nesse exato momento ela me olhou implorando pra que eu ficasse, mas eu sabia que sair dali seria o melhor a fazer, do contrário, ela e o pai nunca se entenderiam, e eu não a queria mais ver triste. Eles precisam desse tempo sozinhos, pra dizer tudo aquilo que está entalado na garganta.
-Será que eles vão se entender? –Connor pergunta me tirando dos pensamentos enquanto caminhamos pelo gramado de trás do quintal dela, que por sinal era bem cuidado.
-Eu espero que sim, mas a Rachel é muito insegura quando se trata dessas coisas. Ela pode explodir a qualquer momento e isso será um momento tenso pra todo mundo. –Comentei com ele.
-Bom, eu não conheço muito da personalidade dela, mas ela parece ser bem assim mesmo. E eu gostei muito da ideia de ter ela como minha irmã então seila, eu queria muito que eles se entendessem pra que pelo menos um pedaço da família ficasse junta. –Ele transpareceu um pouco de tristeza em sua voz. Deve ser realmente desgastante passar por tudo o que todos passaram.
Nos sentamos em algumas cadeiras que haviam e ficamos ali, conversando e tentando descobrir o que estavam falando quando de repente ouvimos ela gritar.
-Não venha me falar de amor. Eu nem sei o que essa palavra significa. Amor. As pessoas dizem que amam as outras como se estivessem dando bom dia. Sabe aquele homem que está nesse momento lá fora com o meu irmão? Ele diz que me ama e eu vejo todos os dias a decepção no rosto dele quando eu não digo que o amo também e sabe porquê? Por que ninguém foi capaz de me mostrar o que é amar. Ninguém. –Ela disse com a voz perceptivelmente embargada e então Connor me olhou curioso. Eu fechei os olhos e respirei fundo. Era realmente difícil admitir que eu estivesse amando alguém que não me amava.


-Como assim ela não te ama? Vocês não são namorados? –Ele perguntou e eu confirmei com a cabeça.
-Não somos namorados. Eu digo isso, pois é o meu desejo, e é mais fácil do que explicar pras pessoas o motivo de andarmos de mãos dadas ou nos beijarmos publicamente e não sermos namorados. Ninguém entenderia. –Falei e ele acenou com a cabeça, dando a entender que ele compreendeu. Não ouvimos mais nada depois disso e a única coisa que passava pela minha cabeça era correr até lá e abraçá-la
OFF

Depois de toda aquela discussão, ficamos abraçados em silêncio. Isso não era um perdão total, e ele sabia disso, mas era uma chance de começarmos aos poucos a viver nossas vidas juntos outra vez.
-Err, desculpa atrapalhar. Tá tudo bem? –Bruno perguntou meio sem graça enquanto adentrava a sala com Connor. Soltei o abraço de Bradley e fui correndo abraçar Connor.
-Obrigado por não desistir de mim nem do papai. –Falei no ouvido de Connor que me abraçou mais forte e me deu um beijo na bochecha então soltei dele também e corri pro Bruno.
Com ele não foram necessárias palavras, nossos corpos abraçados, transmitindo calor um para o outro já diziam tudo. Ele deslizava suas mãos pelas minhas costas e me abraçava com toda a ternura do mundo enquanto eu liberava minha respiração tremula. Bruno me deu um beijo na testa e então nos sentamos todos na sala outra vez e aos poucos fomos iniciando uma conversa, pra descontrair o clima.
-Vejo que está cuidando muito bem da empresa minha filha. –Disse Bradley sorrindo, deixando algumas poucas rugas a mostra. Realmente a única coisa boa que a família da minha mãe nos deixou foi essa empresa.
-É acabei levando jeito pra coisa. –Comentei sorrindo também então senti Bruno acariciando minha mão de leve.
-E você? Peter, quero dizer, Bruno... Afinal, como devo te chamar? –Perguntou ele pro Bruno que riu.
-Meu nome verdadeiro é Peter, mas pode me chamar de Bruno. Bruno Mars.
-Claro, e no que você trabalha Bruno? –Perguntou meu pai, fazendo seu papel de pai, o que acabou sendo engraçado. Eu, Bruno e Connor nos olhamos com uma expressão engraçada pelo fato dele não saber quem é Bruno Mars.
-O Bruno é cantor pai, ele é muito famoso. –Falei sorrindo como uma boba e olhando pro Bruno, que pareceu um pouco tímido e abaixou a cabeça enquanto sorria também.
-Que ótimo, é um prazer conhecê-lo Bruno. E me desculpe, mas sou um pouco desligado desses assuntos, sabe como é. A polícia me toma muito tempo então quase não sobra tempo pra nada. –Disse ele e nós nos olhamos.
-Polícia? –Eu e o Bruno dissemos juntos e então foi a vez de Connor e do papai rirem.
-Explica pra eles pai. –Conn disse ainda rindo.
-Eu sou chefe da polícia filha. No momento da polícia de Los Angeles, pois fui transferido de Sidney pra cá. –Ele disse e senti Bruno ficar inquieto, talvez inseguro ou seila.
A conversa fluiu bem entre nós e depois de algum tempo eles foram pra casa, pois estavam cansados, mas Bradley disse que queria marcar algo pra fazermos amanha, o que me pareceu uma boa ideia, então eu fui até a cozinha e lavei um pouquinho de louça que havia lá quanto Bruno ficou na sala.
-Então Ray, eu não quis perguntar antes, mas vocês estão de bem, se acertaram ou? –Bruno perguntou encostado na porta da cozinha.
-Na verdade o que vai acontecer é que vamos voltar a conviver, e acho que isso com o tempo vai melhorar nossa relação, mas agora ainda é cedo pra dizer algo concreto. Não posso dizer que vou conseguir esquecer de uma hora pra outra, mas vamos ver o que acontece a partir de agora. –Falei e ele me abraçou por trás.
-Eu só quero que fique bem Rachel. Eu não gosto de te ver triste. –Ele disse beijando minha bochecha e saindo a em direção a sala então soltei um suspiro e sequei minhas mãos no pano de prato, indo em seguida pra sala, onde agora ma musica começava a tocar no player.
-Bru? Cadê você? –Falei andando devagar pelo lugar que continha apenas o abajur ligado então senti Bruno pegar na minha mão e me envolver para um abraço, me embalando no ritmo da introdução da musica. Assim que a musica começou, Bruno levantou meu queixo com a mão e começou a cantar junto.

If you want words, to put your mind at rest tonight, come and shout about it.
(Se você quer palavras pra colocar sua mente em descanso esta noite, venha e grite sobre isso.)
We can talk, for hundred miles and drive, where you’re less surrounded
(Nós podemos falar, por cem milhas e dirigir. Onde você estiver menos cercada)

Ele depositou um beijo calmo na minha testa e me abraçou outra vez, nos fazendo sentir a melodia gostosa da musica enquanto nos balançávamos de um lado pro outro naquele ambiente pouco iluminado.

I’m so sorry i can’t stop myself from staring at you
(Me desculpe, eu não consigo parar de olhar pra você)
When you’re tired and blue my dear
(quando você está cansada e triste minha querida)
It’s Just any reason I get to be closer to you
(qualquer razão para me aproximar de você)
I wanna shout about it
(Eu quero gritar sobre isso)

-Bru, você me ouviu dizendo aquelas coisas pro meu pai sobre você hoje a noite não é? –Perguntei com meu rosto na curva do seu pescoço e senti ele acenando que sim com a cabeça. –Me desculpa Bruno, mas você sabe que eu...
-Ray, não quero falar sobre isso agora ok? Só quero que fique tudo bem com você. –Ele falou e eu concordei então fomos pro quarto e nos deitamos. Eu fiquei acariciando seu cabelo e seu rosto em silêncio, até que ele dormisse e depois eu acabei adormecendo também.
***
-Bom dia Andréa. –Falei um pouco animada assim que cheguei na empresa e passei pela sala da Andréa.
-Bom dia Ray –Disse ela com um olhar confuso. Eu acenei com a cabeça e segui pra minha sala.
Estamos no dia 19 de dezembro, praticamente na semana do natal então vamos trabalhar até sexta. Era pra termos parado já, mas peguei um carregamento grande e que precisa de uma supervisão então vamos até sexta. Domingo como todos sabem é natal, sim num domingo, e também é meu aniversário. Claro que o Bruno já inventou de fazer um mega natal/festa de aniversário/emendando com o ano-novo lá na casa dele e chamou tanta gente que eu não consigo nem lembrar.
Meu relacionamento com meu pai está melhorando cada vez mais, estamos realmente tendo uma relação de pai e filha, e com o Connor também, ele e a Andréa estão juntos e felizes ainda. Nós saímos algumas vezes pra passear por Los Angeles, mas foram só algumas vezes, pois realmente a polícia toma muito o tempo dele e ultimamente o Bruno também anda muito ocupado no estúdio, eu e a Andréa muito ocupadas aqui na empresa por conta dos carregamentos grandes de fim de ano e o Connor, bom, nunca havia falado no que ele trabalha eu acho, mas ele é formado em relações internacionais e está sempre viajando por conta disso.
Eu e o Bruno estamos bem, poderíamos estar maravilhosos, mas estamos apenas bem já que andamos brigando em alguns desses dias, pois eu ainda não consigo aceitar o fato de que ele passa noites sem dormir por ficar preocupado comigo durante minhas crises de pesadelo, espasmos musculares etc. Ele está sempre com olheiras e cansado, ele diz que não, mas eu vejo nos olhos dele que ele precisa descansar. Ontem mesmo brigamos, pois eu disse que iria voltar a tomar o anticoncepcional, que havia parado naquela semana por conta do calmante que já não estou mais tomando, e ele não queria que eu voltasse a tomar por conta da quantidade de hormônios que tinha lá e que isso fazia mal ao organismo. Ele disse que pra ele não importava se ele precisasse usar proteção, ele apenas não queria me ver tomando essas porcarias, e acabamos brigando e eu fui pra minha casa dormir lá. Bom, não estamos namorando mesmo.
-Ray, posso entrar? –O barulho de Andrea batendo na porta e sua voz me fizeram sair dos meus pensamentos.
-Oi pode sim, desculpa eu tava distraída aqui. –Falei e ela acenou com a cabeça.
-Brigou com o Bruno outra vez? –Ela perguntou sentando-se a minha frente e eu soltei um suspiro.
-Outra vez. –Soltei um sorriso fraco. –Mas esquece isso, o que tem pra mim hoje? –Perguntei mudando logo de assunto.
-Na verdade nada aqui, mas lá no barracão temos o dono do carregamento de ferramentas, eles vão começar a carregar logo. –Ela falou e então me levantei pois iria acompanhar todo o carregamento pra que nada desse errado.
Caminhamos até o barracão em silêncio e chegando lá avistamos os funcionários carregando várias ferramentas como, machados, facões, serrotes e coisas desse tipo, parecia que alguém iria abrir uma grande loja.
-Olá, Rachel não? –Um homem alto e entroncado disse esticando sua mão pra mim.
-Sim, e o senhor? –Dei a mão pra ele e sorrimos rapidamente um para o outro.
-Sou Dean, Dean Harris. Sou responsável pelo carregamento das ferramentas que vão pra St. Clarita Hills.
-Ah claro, é um prazer fazer negócio com você. Preciso que você assine isto e podemos encaminhar o primeiro caminhão já. –Disse entregando-lhe uma nota que estava nas mãos da Andrea e ele assinou me devolvendo em seguida.
***
Assim que cheguei em casa fui tomar um banho e lavar meu cabelo, e quando voltei pra sala, encontrei um ser de 1,65 cm sentado no meu sofá. Respirei fundo e pigarreei pra que ele me visse ali.
-Oi Ray. –Disse ele baixinho, olhando nos meus olhos.
-Bruno olha só, se você veio aqui pra brigarmos, por favor, hoje não. Eu to cansada e preciso comer. –Falei sendo dura já que eu sabia que se não fosse, cederia a qualquer carinho dele.
-Eu não vim aqui pra brigar Ray. –Ele levantou e veio na minha direção. –Eu vim aqui pra nos acertarmos. Eu não queria ter discutido com você, mas eu fico muito preocupado com a sua saúde, eu não suportaria te perder Rachel, você sabe disso. –Ele levantou sua mão de leve e deixou-a acariciar minha bochecha.
-Tudo bem Bruno, eu sei, mas realmente estou cansada de discutirmos por motivos assim. Eu não vou mais tomar o remédio, sei que faz mal, mas eu me preocupo muito com essa história de ter filho. –Ele sorriu assim que falei e então me abraçou forte.
-Senti falta do seu abraço hoje. –Disse ele no meu ouvido.

-Eu também.  –Falei e ele se afastou, segurando meu queixo com a mão e me beijando, do jeito que só ele sabe.

***
É o seguinte, esse capitulo conteve detalhes muito importantes pro futuro da fic e da Rachel então se forem espertas vão captar hahahah Espero que tenham gostado e comentem. Até a próxima amoreees.
Ahhh, me adicionem no snap: drielly.andrade e me sigam no twitter @marsbaranga  obg dnd fuui

3 comentários:

  1. Eu estou amando essa fic, esse capitulo estava ótimo.. não demora pra posta,por favor.......
    Ass:Jordanya :*

    ResponderExcluir
  2. COF COF eu estou achando que captei duas coisas, uma das duas é a certa. Tomara que seja a mais legal que eu pensei, mas não vou dizer pra não estragar a surpresa :p udsaidusia amei Dri, e eu preciso de mais, massssss tu é má :p mentira, sei que ta ocupada, entendo como é! Beijos <3

    ResponderExcluir
  3. Acho que captei o que é shaushaushau. Fico feliz que ela e o pai dela se entenderam :) !

    ResponderExcluir