segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Capítulo 23

Oooi gatas, espero que gostem do capítulo. Tem algumas surpresinhas. Beijos beijos.
***


Nessas duas semanas que se passaram, eu confesso que fiquei um pouco entediada, já que com o Bruno eu sempre tinha o que fazer e agora eu estava de férias. Algumas vezes saí com meu irmão, passei um tempo com meu pai quando ele estava de folga e tentei ver um pouco o mundo ao meu redor, entender como é que se tem uma vida normal.
O Bruno não me procurou, apenas conversamos por ligações e mensagens, mas não chegamos a nos encontrar mesmo que Bruno insistisse nisso e dissesse que estava sendo difícil pra ele não me ver. Eu ainda não estava pronta pra reencontrá-lo e ele respeitou meu tempo. Ontem infelizmente eu tive outro pesadelo terrível como sempre, mas dessa vez eu levei mais de três horas acordada pra me acalmar e por algum tipo de milagre eu não desmaiei, apenas me senti tonta, mas logo que me recompus fique andando pelo quarto com a TV ligada pra tentar me distrair e infelizmente não dormi nada.
Depois de passar no mercado e comprar algumas coisas pra comer, segui em direção a minha casa, pois eu sabia que iria chover logo. Era estranho por um lado, pois parecia que eu tinha voltado á minha velha e solitária vida, que eu vivia antes de conhecer o Bruno e de tudo isso acontecer.
Abri a porta de casa e levei um susto ao ver alguém sentado na minha cozinha, de costas pra mim. E obviamente ninguém tem as costas mais largas que o Bruno então sim, era ele e sim, eu teria que enfrentar. Assim que fechei a porta ele se virou e olhou pra mim, com um sorriso largo no rosto.
-Oi. –Disse ele sem tirar os olhos de mim.
-Oi Bruno, o que tá fazendo aqui? –Falei tentando agir o mais natural possível.
-Primeiro de tudo, posso dar um abraço na minha melhor amiga? –Disse ele abrindo os braços então fui de encontro a ele e nos abraçamos fortemente por longos cinco minutos. –Senti tanto sua falta. –Falou ele inalando o cheiro do meu cabelo como sempre fazia.
-Eu também. –Falei e suspirei alto.
-Nunca mais me diga que não podemos mais nos ver Rachel. Você não tem ideia da tortura que foram essas duas semanas pra mim. –Pude perceber que ele chorava fraquinho enquanto dizia isso.


-Por favor Bruno, não chora. Eu to aqui agora okay? –Falei afagando seu cabelo.
-Okay. –Disse ele e nos afastamos então ele sorriu pra mim.
-Agora. Você. Pode. Me dizer. Que diabos. Ta fazendo. Aqui? Eu quase. Morri. De susto. –Falei dando tapas no seu braço a cada palavra enquanto ele ria desesperadamente através das lágrimas que ainda preenchiam seus olhos.
-Heey, para de me bater. –Ele segurou meus pulsos. –Primeiro: Eu estava morrendo de saudade, já disse. E segundo: Tá vindo uma tempestade. Eu fiquei longe de você, mas não perdi a memória, sei que morre de medo. –Ele disse passando o dedo na ponta do meu nariz e minhas bochechas arderam.


-Ta bom salvador da pátria, obrigada. –Falei e rimos. Era bom tê-lo como amigo, como nos velhos tempos. Nosso reencontro havia sido melhor que o esperado.
-Agora por favor me diz que vamos comer porquê eu to morrendo de fome e não como nada desde o almoço. –Falou ele fazendo carinha de cachorro.
-Sim Bruno, vamos comer. Eu também não aguento em pé. –Falei e ele foi atacando as sacolas então tiramos as compras e fizemos alguma coisa pratica, rápida e saudável então nos matamos comendo e depois disso, Bruno foi tomar um banho enquanto eu lavava a louça.

Bruno’s Pov

Eu achava que a Rachel iria surtar em me ver na casa dela, mas na verdade não surtou, e acabou que nossa noite foi bem divertida. Eu deveria ter pensado nisso antes já que tinha a chave da casa dela guardada comigo.
-Ray, se não se importa eu queria tomar um banho. –Falei colocando meu prato na pia.
-Até parece que é um estranho aqui em casa. Pode ir claro. Você sabe onde está tudo se precisar né? –Ela disse e eu acenei que sim.
-Obrigada. –Dei um beijo em sua bochecha e fui pro banho.
Cantarolei algumas músicas debaixo do chuveiro, totalmente radiante por ter conseguido estar com ela outra vez, mesmo que não seja como éramos antes, apenas ter sua amizade já significava muito pra mim. Assim que terminei o banho, me vesti e voltei pra cozinha onde ela lavava a louça quietinha então fui pé por pé até ela e agarrei sua cintura, dando um susto nela.
-Ahhh Bruno eu te mato seu infeliz. Dois sustos num dia só não na. –Falou ela colocando a mão no peito, com uma cara realmente de assustada então me aproximei dela e abracei, podendo sentir seu coração bater rápido demais.
-Desculpa Ray, não achei que iria te assustar tanto.
-Mas assustou. –Disse ela e virou pra terminar de lavar a louça.
OFF

Eu não queria ter ficado brava com ele, mas isso foi brincadeira de mal gosto. Como se já não bastassem os pesadelos. Ah claro, ele não sabe, como sou burra.
-Nossa Ray, me desculpa mesmo, sério. Não era essa minha intenção, mas seila, você nunca foi de se assustar tanto assim. –Disse ele e eu terminei de lavar a louça e sequei as mãos, ainda de costas pra ele.
-É eu sei, tá tudo bem, eu agi por impulso. –Falei e ele me abraçou por trás, envolvendo suas mãos na minha cintura, me fazendo suspirar.
-Teve pesadelos ontem a noite não é? –Droga, eu esqueci que ele tem o incrível poder de ler minha mente. Concordei com a cabeça e ele me virou, fazendo nossos olhos ficarem fixos um no outro. –Quer conversar?- Acenei que não com a cabeça e então foi a vez dele suspirar. –Tudo bem, vamos ver TV? –Ele falou se inclinando e eu podia jurar que ele me beijaria, e estava esperando que não, pois eu realmente não conseguiria evitar, mas ao invés disso ele deu um beijo na minha testa e se afastou. Respirei em alivio e o segui para a sala.


Nos deitamos, ele atrás de mim no sofá e abraçado na minha cintura, e colocamos um filme de comédia romântica pra assistir enquanto ele me fazia carinho. Rimos bastante com o filme, mas quando estava quase no final, eu não consegui aguentar e dormi, o que não durou muito pois um trovão me assustou e eu me agarrei no Bruno.
-Shhh calma Ray, eu to aqui, vai ficar tudo bem. –Disse ele baixinho enquanto me abraçava forte. Respirei e tentei me acalmar, mas mão estava dando certo então fechei meus olhos e tentei me distrair com algo quando do nada sinto a testa do Bruno sobre a minha. –Hey. –Senti seu hálito bem perto do meu e me arrepiei então abri os olhos e encontrei Bruno olhando fixamente pra mim, alternando os olhares entre minha boca e meus olhos.
-Bruno, o que tá fazendo? –Perguntei enquanto ele respirava calculadamente.
-Você sabe que não precisa ser desse jeito. –Disse ele com a boca quase encostando na minha, me fazendo fraquejar.


-Bruno, por favor, não torne as coisas mais difíceis. – Falei tentando não focar naqueles olhos maravilhosos que me enfraqueciam.
-Ray, você sabe que isso pode ser bem mais fácil. Me deixa cuidar de você, como era antes. –Ele falou quase que num sussurro e meus olhos se encheram de lágrimas. Sua voz trazia claramente preocupação e tristeza.
-Bruno, eu sei que não te amo e tudo mais, mas eu juro que me preocupo o suficiente com você pra não querer mais você vivendo nesse pesadelo comigo, você não merece essa vida, isso é um fardo que foi destinado a mim pra carregar, não você. Você não vê que isso tudo só está te desgastando e te enfraquecendo? –Falei ainda mais baixo, deixando as lágrimas escorrerem pelos cantos dos meus olhos. Eu não sei exatamente o porquê, mas Bruno deu uma minúscula risada, como se debochasse de algo que eu falei e em seguida, acabou com o espaço existente entre nós, juntando seus lábios nos meus. Não era um beijo com desejo, sede, pressa e nem nada disso, era um beijo... Seilá, diferente, não sei explicar. Eu não tinha mais por onde fugir e nem forças pra isso eu tinha então correspondi ao seu beijo, pois eu não posso mentir pra mim mesma dizendo que não senti falta disso.
Suas mãos acariciavam minha bochecha sem pressa, enquanto as minhas automaticamente corriam por seus cabelos bagunçados, fazendo aquele mesmo carinho que eu estava acostumada a fazer, e quando achei que não iríamos parar até acabar na cama, eis que ele mesmo vai parando devagar o beijo, com selinhos.
-Ficar longe de você é a única coisa que pode me enfraquecer Rachel. Eu te amo mais que tudo nesse mundo. –Ele disse ainda com os lábios a centímetros dos meus, dando-me em seguida mais um selinho suave e demorado.
Eu realmente não sabia o que fazer e nem o que pensar, então outra vez, apenas me agarrei a ele e chorei, enquanto ele como sempre, me abraçava e dizia que tudo ia ficar bem. Mas eu sabia que talvez isso não ficasse bem, mas mesmo assim não falei nada, apenas chorei até cair no sono.
Acabamos dormindo no sofá outra vez então quando acordei fui direto tomar um banho e tomar café. Deixei a mesa pronta pra quando Bruno acordasse, pois ele estaria com fome, mas eu já não estaria mais aqui. Eu sei que ele pode ficar chateado comigo por achar que eu possa ter dado alguma esperança pra ele ontem a noite, mas eu já tomei minha decisão em relação a nós e não vou mudar, a partir de agora seremos apenas amigos, o que aconteceu ontem foi um tipo de despedida, só que em paz, sem brigas, choros e discussões, melhor assim.
Assim que eu terminei de me vestir, me certifiquei de que ele estava bem coberto no sofá e ainda dormindo e então escrevi um bilhete, que deixei embaixo do seu celular então antes de sair, dei mais uma boa olhada naquele anjo que dormia na minha sala, dei um beijo suave em sua testa e sussurrei, mais pra mim do que pra ele “vai ficar tudo bem” e saí.
Peguei meu carro e dirigi meio sem rumo por alguns minutos, até que parei em um bosque, bem longe das nossas casas, pra que não corresse o risco de ninguém me encontrar caso o Bruno não quisesse aceitar meu recado.
Passei muito tempo andando pelo bosque, onde não haviam muitas pessoas, e pensando sobre minha vida, sobre o Bruno, meu pai, irmão e de repente, algum sentimento feliz tomou conta de mim e eu sorri pro nada, lembrando-me dos poucos, porém bons momentos que passei com eles. Por vários momentos, eu pensei ter sentido alguém me vigiando e realmente pensei que o Bruno ou alguém pudesse te  me encontrado, mas quando olhei em volta não havia ninguém de diferente, a não ser as mesmas pessoas que eu vi assim que cheguei e depois de muito tempo por ali, eu realmente decidi que já estava na hora.

Bruno’s Pov
Assim que acordei no dia seguinte, tateei o sofá em busca da Rachel, mas não a encontrei então abri meus olhos rapidamente e olhei em volta, procurando por ela, mas ela não estava ali, nem na cozinha, nem no chuveiro e nem em lugar nenhum. Eu comecei a sentir medo então resolvi ligar pra ela, e foi quando vi um bilhete em baixo do meu celular. Na hora meus ossos gelaram então peguei o bilhete e imediatamente meus olhos bateram nas partes do bilhete que diziam algo sobre “Quando acordar não me procure” e “Eu tomei uma decisão”.

Posso dizer que estava desesperado.

***
Enfim meninas, no próximo capítulo sinto lhes dizer, mas o PÁ da fanfic vai aparecer. Não chorem e por favor comentem pois o próximo só vira sob certa quantidade de comentários haha. amo vocês

2 comentários:

  1. NÃO DEIXE ESSA MULHER SOZINHA. PRIMEIRO O BRUNO ME ASSUSTOU QUANDO ENTROU NA CASA E AGORA SENTINDO QUE ALGUEM TA VIGIANDO. VOCÊ QUER ME MATAR DE SUSTO TBM?

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  2. Eu acho ACHO a c h o que ela vai tentar se matar, se é que não vai conseguir mesmo se matar, mas aí eu digo: SE FOR ISSO MESMO, TU É MUITO RUIM CARA! Ela não pode fazer nenhuma besteira doida, e sair alá vonte,não é bem assim, tem muitas pessoas que a amam. Me diz, por favor, que ela não vai se matar e nem tentar uma loucura dessas! Adorei e estou esperando o próximo <3

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