quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Capítulo 26

É o seguinte gatas, o cap de hoje tá mega grande, e triste, mas não se desesperem, tem muita coisa pra rolar. aproveitem <3
***

Bruno’s Pov


-Pode falar Ray. –Falei e engoli seco. Pude ouvir sua respiração profunda antes que ela começasse a falar.
-Bruno, se por um acaso não ficarmos juntos no final, você promete ser feliz? Promete que vai seguir sua vida, que vai seguir em frente?
-Rachel eu... –Tentei falar, mas ela não deixou.
-Promete que vai achar alguém pra fazer da sua vida o melhor que possa ser? E acima de tudo, promete que nunca, jamais vai me esquecer? Que quando tiver netinhos, vai contar pra eles que tivemos uma grande história? Só promete isso pra mim? –Quando ela disse isso eu me desabei em chorar, assim como a maioria á minha volta, já que a essa altura, já havia chego o Connor, Andréa e Eric.
-Por favor, não me deixa Rachel, eu te amo. –Falei tentando dar forças pra ela resistir.
-Sabe Bru, depois de todo esse tempo, eu percebi que não fazia sentido minha vida sem todos vocês e eu posso estar enganada, mas se eu morrer hoje quero ter a oportunidade de dizer que... –Ela engasgou-se com as palavras antes de continuar. –Dizer que EU TE AMO PETER. –Ela disse e então meu mundo girou. Ela realmente havia dito isso?
-Rachel, você...
-Ele está voltando, eu preciso desligar. Obrigada por tudo que fizeram por mim, eu serei eternamente grata. E Bru, só promete okay?
-Okay. –Foi a única coisa que consegui responder com uma voz baixa antes que ela desligasse o telefone. Eu não posso acreditar nisso e se ela pensa que eu vou deixá-la ir sem ao menos lutar, ela está muito enganada, é agora que eu não deixo mesmo. Enterrei a cabeça sobre as mãos e chorei. Chorei pelo fato de talvez não ter a chance de viver ao lado dela, de saber que talvez ela guardou suas ultimas palavras pra dizer que me ama. Eu chorei, pelo fato de que agora que poderíamos nos amar e ser felizes, ela se foi... E talvez pra sempre.
-CONSEGUIMOS, ESTÁ RASTREADO. –Um dos policiais gritou então nos amontoamos todos em cima do seu computador.
-Onde está? –Perguntei.
-O sinal vem de St. Clarita Hills. Pegamos ele. –Disse Bradley batendo na mesa de centro. –Quero que mandem reforços pra lá, mas não façam nada. Quero que apenas cubram a área e a deixem em segurança. Eu vou até lá pessoalmente pegar aquele desgraçado. –Disse ele pegando as chaves do carro.
-Eu vou também. –Levantei rapidamente.
-Bruno, eu não acho que seja seguro. Acho que você deve ficar aqui em segurança e esperar.
-Não Bradley, me desculpa mas eu não posso fazer isso, e se eu não for com a sua permissão, irei sem ela. –Falei e ele suspirou fundo.
-Tudo bem, vamos até o distrito e no caminho eu te explico o que vai fazer, mas você precisa fazer exatamente o que eu mandar. –Ele alegou e eu concordei.
-Certo. –Falei. –Phil, até mais irmão. –Falei abraçando Phil antes de sair.
-Até mais bro, se cuida e fique vivo. –Disse ele então eu acenei e saí pela porta, entrando no carro de Bradley e seguindo até o distrito.
OFF

 Depois que desliguei o telefone com o Bruno, voltei pro meu canto e me desabei a chorar e poucos minutos depois a porta se abriu e ele veio até mim com uma corda em mãos. Eu estava com medo o suficiente pra não olhar nos olhos dele então abaixei a cabeça e agarrei meus joelhos encolhida no canto.
-Bom dia rebelde, dormiu bem? –Perguntou ele como se nada tivesse acontecido, mas eu não respondi então ele deu um passo à frente e eu me encolhi mais. –Olha, você pode ter o bom senso de não resistir e me deixar te amarrar ou pode fazer do jeito mais difícil, mas vai doer. –Falou ele e eu pensei por alguns minutos. Pensei nas pessoas que estavam me procurando, na minha família e pensei no Bruno. Pensei no seu sorriso que eu nunca mais veria, nas nossas brincadeiras, nas nossas tardes vendo filme ou brincando com o Gerônimo e automaticamente um sorriso fraco se abriu no meu rosto. É eu iria sentir falta de tudo isso, mas agora, mais do que nunca, eu queria que ele fosse feliz.
Sem mais demoras, estiquei minhas mãos e ele começou a amarrar a corda forte nos meus pulsos.
-O que vai fazer comigo? –Perguntei com a voz baixa.
-Calma, é surpresa. –Disse ele dando um sorriso cínico enquanto terminava de me amarrar. Eu estava com medo, mas por mais estranho que pareça, minha mente não estava focada naquilo, na verdade, uma música se passava nela.

Espero que você se apaixone
E que doa muito
A única maneira de saber
Você deu tudo o que tinha
E eu espero que você não sofra
Mas aceite a dor
Espero que quando chegar o momento
Você diga

Então ele me levantou e fomos andando através do quarto. Meu corpo todo doía e eu mal andava então ele estava quase me carregando. Chegamos até a porta do quarto e ele me soltou pra destrancá-la então minhas pernas bambearam e eu caí no chão e fiquei lá. Eu estava desgastada, não tinha força pra fugir, e ele sabia disso, então me colocou sob seus ombros e saiu do quarto.

Eu, eu, eu
Eu fiz tudo
Eu aproveitei cada segundo que este mundo poderia me dar
Eu vi tantos lugares, as coisas que eu fiz
Sim, com todos os ossos quebrados
Eu juro que vivi

A única coisa que me vinha á mente agora era o Bruno, e seu sorriso. Eu não conseguia tirá-lo da cabeça, eu queria apenas ter a chance de beijá-lo uma ultima vez, de dizer obrigada por tudo o que ele fez por mim e dizer que eu o amo olhando nos olhos dele, mas infelizmente eu percebi isso tarde demais e agora não há mais volta.

Espero que você gaste os seus dias
E todos eles se somem
E quando o sol se pôr
Espero que você levante o seu copo
Oh, oh oh
Eu queria poder testemunhar
Toda a sua alegria
E toda a sua dor

Alguns minutos depois, entramos em uma outra porta, minha visão estava embaçada mas eu consegui perceber que esse quarto não estava vazio, na verdade ele tinha muita coisa então ele me largou no piso e começou a amarrar minhas mãos para o alto, só que separadas, e depois amarrou meus pés do mesmo jeito.
-Ei, acorda. Quero que você esteja bem acordada por que agora vamos começar a melhor parte. –Disse ele dando tapoinhas nos meu rosto então fui voltando aos poucos. –Olhe em volta Rachel, tenho que admitir que voe fez um belo trabalho. Por um acaso reconhece isso tudo? –Perguntou ele então olhei em volta e meus olhos se arregalaram. Não pode ser.

Bruno’s Pov

-Então é o seguinte Bruno, a área está cercada, mas entraremos lá sozinhos. Preciso que faça tudo o que eu mandar e tome muito, mas muito cuidado, pois não sabemos se ele está sozinho. –Bradley falou e eu assenti. Eu preciso admitir que estava tremendo de medo, mas eu precisava ir até lá salvá-la, eu realmente não me perdoaria se deixasse ela morrer.
-Tudo bem, mas geralmente esses barracões são enormes, como vamos saber em que lugar ela está? –Perguntei enquanto ajustava o colete a prova de balas por baixo da jaqueta.
-Esse é um problema, teremos que entrar em todos os cômodos que virmos, mas teremos que fazê-lo rápido.  –Ele falou e então entramos numa estrada de terra e minutos depois ele parou o carro no meio de uma grama bem alta.
-E agora, o que fazemos? –Perguntei enquanto saíamos do matagal pra estrada de terra.
-Nossos reforços estão escondidos aqui em toda essa área e vão invadir se eu der qualquer sinal então precisamos chegar até o barracão andando e depois que pegarmos a Rachel, voltaremos pro carro, pois eles já estarão invadindo pra deter qualquer um que esteja lá dentro. –Ele falou e eu suava frio. A arma na minha cintura me deixava um pouco confiante, mas ainda não anulava o fato de que eu estava com medo. –É aqui! –Disse ele e paramos olhando pro enorme barracão.
OFF

Eu olhava em volta, apavorada com o que eu via. Haviam martelos, serrotes, pregos de todos os tamanhos e outras ferramentas que poderiam ser usadas pra outras coisas normais.
-Como você...? –Falei não acreditando.
-Ah o Dean? É apenas um pobre coitado que precisava de dinheiro e eu o ofereci ajuda contanto que não me perguntasse nada. –Falou ele e eu me lembrei do homem com quem fechei o grande carregamento do final do ano. –É Rachel, você encomendou seu próprio cativeiro. –Ele falou enquanto pegava algo que parecia ser um estilete.
-Você é um rato. –Falei com um pouco menos de audácia do que antes pelo fato de estar muito fraca.
-É, e esse rato vai acabar com você Rachel. –Falou ele se aproximando de mim e olhando bem nos meus olhos. –Eu posso ver que ainda tem medo de mim e sabe, depois de todos esses anos eu estive pensando em inaugurar minha nova sala de diversão, mas não fazia ideia de quem seria minha primeira vítima, e então, seu nome apareceu estampado em todos os lugares com aquele cantorzinho. Eu pensei, por que não você? Acho que seria justo te conceder o primeiro lugar na minha nova diversão e a partir daí, eu comecei a te seguir, aliás, o que fazia tão sozinha naquele parque? –Eu estava apavorada com a falta de sanidade mental dele. Aquele dia no parque, eu sabia que havia alguém me vigiando, mas nunca sequer imaginei que era ele.
-A minha vida não interessa pra você seu inútil. –Falei e ele soltou uma risada sinistra.
-Tem razão Rayzinha, sua vida não me interessa, mas sua morte sim. –Ele aproximou a lâmina da minha testa e pressionou-a lá, fazendo um corte logo aparecer e então enquanto um pouco de sangue escorria, ele correu a lâmina pela extensão da minha testa, fazendo o que deduzi ser uma letra P. –Será um prazer acabar com você Ray. –Ele falou enquanto o sangue escorria da minha testa por todo o meu rosto e eu me segurava pra não urrar de dor. Paul ria desgraçadamente olhando pra mim enquanto largava o estilete em uma bancada onde continham os outros vários instrumentos. –Tá gostando amorzinho?
-Vai pro inferno. –Gritei e cuspi no seu rosto.
-Eu vou, mas você vai junto. –Não consegui realizar direito o sentido da frase, pois seu punho me acertou forte no rosto e em seguida, um chute forte na altura da coxa me fez gritar, mas dessa vez não pude conter as lágrimas que desciam incessantemente pelo meu rosto. No momento eu pensava na minha criança, que não tinha culpa de nada disso e que iria ir embora sem ao menos ver a luz do dia, sem ao menos sentir a brisa batendo de leve pelo seu rosto, sem ao menos ter a chance de dizer uma única vez a palavra ‘papai’.
Eu sentia que meus olhos e lábios estavam inchados, minha testa tinha aquele sangue seco e minha perna doía como o inferno, mas ainda não satisfeito, ele liberou uma série de socos contra minhas costelas e minha barriga então enquanto eu gemia de dor, senti ele soltando meus pés um de cada vez, e logo depois minhas mãos, me deixando cair no chão. O baque me fez soltar um grito agudo de dor e chorar mais ainda então passei a mão pela minha barriga, como se quisesse proteger meu filho.
A dor era intensa e a única coisa que eu queria fazer no momento era morrer, pra não ter mais que senti-la e nem ter mais que fazer meu bebe sofrer então comecei a pensar no Bruno outra vez.
-Eu te amo, eu te amo, eu te amo. –Comecei a repetir baixinho, como se isso fosse me manter forte.
-Chega, cala a boca sua garota infernal. Vou acabar logo com isso pra não ter que ouvir mais a sua voz. –Ele disse vindo até com uma marreta gigante. Então era assim que eu iria terminar? Uma marreta esmagaria meu crânio? Pelo menos seria rápido dessa vez. Ele levantou a marreta na altura da cabeça e então, antes que ele pudesse largá-la, ouvimos um estrondo.

Bruno’s Pov

Assim que entramos, fomos em silêncio e com muito cuidado, passando pelas portas, que não eram poucas. Olhamos vários lugares, temendo já encontrá-la morta, e nenhum deles tinha sinal dela, até que então, ouvimos um grito muito agudo vindo da porta no fim do corredor.
-Bradley, é a voz dela. –Falei, meu olhos querendo marejar. Ele concordou com a cabeça e respirou fundo.
-É o seguinte, não temos mais tempo, vamos arrombar e vamos tirá-la de lá ouviu? –Ele disse e eu acenei que sim. –Bruno, quero que preste bem atenção numa coisa. Eu vou tentar ao máximo não deixar que você tenha que fazer isso, mas se algo acontecer, você atira pra matar. Se não, pega a Rachel e corre pro hospital ok? –Ele disse e eu engoli seco.
-Okay. –Falei e então ele foi andando na minha frente em direção á porta no fim do corredor e quando chegou lá, contou silenciosamente.
-Um, dois, três. –E chutou a porta com toda a força possível.
Lá estava parado um homem com estatura forte, olhando pra ela no chão, segurando uma marreta gigante, que ele largou assim que nos viu, dando lugar a um facão então Bradley levantou a pistola e apontou pra ele.
-O que vocês estão fazendo aqui? –Disse ele com um tom de voz irritado.
-Se afasta dela. Agora. –Bradley falou, mas ele não se afastou, apenas deu uma risada doente. Bradley foi andando na direção dele que se distanciava da Rachel então pude correr até ela.
-Rachel, por favor, acorda. –Falei pegando ela no colo e então ela abriu os olhos, mas infelizmente, Paul havia jogado a arma de Bradley pra longe e eles estavam em luta corporal, mas eu precisava fazer o que Bradley mandou. –Ray por favor, fica comigo, por favor. Eu vou fazer de tudo pra que você saia dessa. –Falei e então pude ver um pequeno sorriso brotar por trás de toda aquela dor.
-O-obrigada Bru, m-mas não consigo. Eu te amo. –Ela disse e recostou a cabeça no meu peito, fechando os olhos em seguida.
-Ray por favor não vai, acorda por favor. Eu te amo.  –Falei chorando enquanto corria com ela nos braços pra fora do barracão e então, ouvi um tiro.
OFF

Depois do estrondo, pude ouvir perfeitamente a voz do meu pai e em seguida, a voz que não imaginava ouvir, a do Bruno. Eles falaram algo para o Paul e então ele começou a se afastar de mim, de repente, Bruno chegou até onde eu estava.
-Rachel, por favor, acorda. –Ele disse me pegando no colo então abri um pouco os olhos e olhei pra ele. Como era bom poder estar nos braços dele uma ultima vez. - Ray por favor, fica comigo, por favor. Eu vou fazer de tudo pra que você saia dessa. –Bruno falou e então um minúsculo sorriso brotou no meu rosto, mas já era tarde.
-O-obrigada Bru, m-mas não consigo. Eu te amo. -Esse sim, me parecia um belo jeito de morrer, vendo o rosto da pessoa que eu amo então recostei minha cabeça sobre seu peito e fechei os olhos.

Será que finalmente eu poderia morrer em paz?

***
Boom, não vou dar spoiler sobre os próximos, mas pode ter certeza que tudo pode enganar vocês ok? Espero que tenham gostado. Beijos e até outro dia amorees

5 comentários:

  1. EU ESPERO QUE SEJA O PAUL QUE TENHA MORRIDO POR SINCERAMENTE QUE HOMEM NOJENTO. Não pode acontecer nada ao bebê, nem ao pai dela, nem ao Bruno e não pode acontecer mais coisas a ela. Ela já sofreu tanto, tenha dó. Poste mais e não mate ninguém, por favor <3 amei e quero muito mais

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  2. Espero que o Paul morra ����e que a Ray fique������pois ela tem um filho pra cuida ������������� e uma familia pra costrui com o Bruno ��������������������������

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  3. Que cara imundo, tomara que morra. Espere que a Ray não perca o bebê e fique tudo bem.

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  4. Espero que que o tiro foi no Paul, não pode acontecer nada com ela, muito menos com o bebê.

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