Geeente volteeeeeei. Sim demorei, e até não ia postar hoje por motivos de ENEM, mas como acordei cedo resolvi postar. Boa leitura amoras, espero que gostem.
***
Bruno’s Pov
Assim que saí do
hospital recebi uma ligação de Phil dizendo que ele e Eric estavam indo lá pra
casa pra conversarmos sobre o estado da Rachel então fui o mais rápido que pude
pra casa, pois eu estava m sentindo fraco. Não fisicamente, mas
psicologicamente. Eu sentia que iria desabar a qualquer hora e quando isso
acontecesse, seria difícil parar.
Eu nunca havia sentido
isso em relação a nenhuma mulher, e então, ela entra na minha vida e vira tudo
de ponta cabeça, me faz amá-la incondicionalmente, me faz ter plena certeza de
que eu daria a minha vida pra salvar a dela, e então, isso acontece? Não está
certo, ela não pode fazer isso comigo. A vida não pode fazer isso comigo.
Cheguei em casa e eles
ainda não estavam lá então entrei e tomei um banho rápido, me vesti e voltei
para a sala, sentando no sofá e olhando pro nada, o que me fez pensar nela. Eu
não quero isso, não agora, essas lembranças só me destroem cada vez mais. Minha
mente automaticamente trabalha pra pensar nela, nas suas expressões e nos
nossos momentos divertidos e felizes. Eu lembro o quanto era precioso aquele
sorriso em seu rosto e como eu ficava contente em ver que a tinha feito sorrir.
Outra vez, sem perceber,
eu estava chorando, com as mãos apoiadas sobre os joelhos e meu rosto enterrado
nelas, tentando segurar as lágrimas teimosas que caiam então ouvi a campainha e
como sabia que eram eles, apenas mandei que entrassem.
-E ai. –Disse Eric
entrando com Liam logo atrás e em seguida Phil.
-E aí E. –Falei sem nenhum
entusiasmo então ele se sentou ao meu lado com Liam em seu colo enquanto Phil
se sentava do outro.
-E então, qual o estado
dela? –Perguntou Eric.
-Grave. Muito grave
Eric.
-Ai droga. Grave como?
–Phil perguntou enquanto eu secava as lágrimas dos meus olhos então assim que
me recuperei, contei a eles tudo o que o médico tinha me dito e assim como
todos, eles ficaram chocados e felizes com a história do bebê.
-Cara, eu to muito feliz
por você e vamos rezar pra que os dois saiam dessa irmão. –Eric falou colocando
a mão no meu ombro.
-Obrigada mesmo cara.
Obrigada à vocês dois. –Falei e Liam analisava meu rosto quietinho.
-De nada bro, é pra isso
que estamos aqui. Agora, Eric, podemos conversar ali na cozinha um pouco? –Phil
falou e Eric concordou.
-Filho, fica aqui com o
titio Bruno um pouco que o papai já volta. –Eric disse deixando Liam ao meu
lado no sofá então os dois saíram em direção à cozinha.
-Tio, cadê a tia Rachel?
–Liam perguntou com os olhinhos curiosos em minha direção.
-Ela tá no hospital meu
amor. –Falei acariciando seus cabelinhos de leve enquanto tentava forçar um
sorriso.
-E quando ela vai sair
de lá? Eu to com saudade dela. –Ele falou e então me lembrei do dia me que ele
conheceu a Rachel. Eles se deram muito bem logo de cara, pois ela é uma boba
quando está com crianças.
-Não sei querido, acho
que a tia Ray vai ter que ficar um tempo lá. –Falei e logo enterrei meu rosto
nas mãos outra vez e chorei um pouco, até que senti Liam entrando por debaixo
dos meus braços e subindo no meu colo.
-Não chora tio, a tia
Ray vai voltar logo. –Ele disse e abraçou meu pescoço com força, me fazendo
chorar mais ainda então envolvi meus braços ao redor de seu corpinho pequeno e
retribui o abraço, que de certa forma me fazia bem, pois crianças sempre tem o
poder de fazer tudo ficar melhor.
Depois que me recuperei
um pouco fique ali na sala brincando com meu sobrinho, tentando me distrair, e
felizmente deu certo então logo Phil e Eric voltaram da cozinha.
-To vendo que alguém ta
se sentindo melhor. –Eric disse voltando a sentar ao meu lado e eu acenei que
sim, pois realmente eu estava me sentindo melhor.
-Então bro, decidimos o
seguinte, essa noite o Eric fica aqui com você e se precisar, nos outros dias
nós revezamos ok? –Disse Phil e eu concordei então ele logo se despediu de nós.
Eric e Liam passaram a
noite ali comigo e procuramos fazer algo pra que eu mantivesse a cabeça
distraída pelo menos por hoje então assistimos alguns desenhos do Liam, depois
eu e Eric conversamos bastante e fomos matando tempo até a hora de dormir. E eu
finalmente estava cansado o suficiente pra apenas deitar na cama e capotar, mas
antes disso eu juntei minhas mãos e pedi pra Deus com todo meu coração que
realmente ajudasse a Rachel e meu filho a se recuperarem bem.
No dia seguinte eu
acordei e Liam já estava na frente da TV vendo desenho enquanto Eric tomava
café então dei bom dia pros dois e me sentei pra tomar café.
Um pouco antes do almoço
eles foram pra casa e eu fui pro hospital encontrar a Andréa, Connor e Bradley,
que provavelmente não tinham tido notícias ainda, pois não haviam me ligado.
-Ei cara, e ai, como
passaram a noite? –Perguntei para Connor que estava sentado com Andréa na
lanchonete.
-Bem, na medida do
possível, mas não tivemos nenhuma notícia ainda sobre como foi a cirurgia nem
nada sobre o estado dela. –Disse ele então eu peguei um café e voltei pra perto
deles. –E você, como passou a noite?
-Bom, meu irmão passou a
noite lá comigo e meu sobrinho então posso dizer que não foi das piores. –Falei
e eles sorriram. –Bom, vou voltar ali pra sala de espera e esperar por notícias
dela. Afinal, cadê o Bradley? –Perguntei antes de sair.
-Ah, ele teve que voltar
pra central pra terminar de resolver o caso, mas volta mais tarde. –Connor
disse e eu acenei e logo saí dali em direção à sala de espera.
Fiquei esperando e logo
eles voltaram da lanchonete e ficaram ali comigo esperando ansiosamente por
alguém que pudesse sair e nos dizer que ela estava bem então por volta de uma
hora depois, o médico apareceu pedindo pelos parente dela.
-Somos nós. –Falei
apressado.
-Pois bem, a Rachel já
foi levada pro quarto da UTI e está se recuperando da cirurgia, mas apenas um
de vocês vai poder vê-la hoje. –O médico disse e antes que eu pudesse ter
alguma reação, Connor falou:
-Bruno, você vai.
-Tem certeza cara? Você
é o irmão dela e...
-Não bro, tudo bem, você
tem esse direto. –Ele disse e então eu dei um abraço em cada um deles e segui o
médico pelos corredores.
-Bom, como ela está em
coma induzido, não podemos acordá-la até que comece a reagir bem aos
tratamentos então precisam ser pacientes e estarem preparados. –O médico disse
antes de entrarmos no quarto dela.
-Tudo bem, mas e quanto
à saúde do meu bebê? –Perguntei nervosamente.
-O bebê continua se
desenvolvendo bem por enquanto e tem grandes chances de sobreviver. –Ele falou
e um peso enorme foi tirado dos meus ombros. Entrei no quarto lentamente e
andei até sua cama, encontrando ali a mulher da minha vida, toda machucada e
enfaixada. –Vou deixar você aqui, mas não pode ficar muito tempo. Volto em
alguns minutos. –O Dr. disse sorrindo e saiu então me aproximei dela e levei
minha mão até sua bochecha que estava inchada. Sua cabeça estava enfaixada, seu
rosto e seus lábios tinham alguns cortes, e na sua testa, havia uma cicatriz em
forma de P. Aquele desgraçado mereceu cada segundo de dor que recebeu.
Acariciei seu rosto de
leve, com muito cuidado e me inclinei até ela, depositando um beijo em cada uma
das cicatrizes que ela tinha no rosto então depois disso peguei sua mão e
segurei como se fosse minha vida. E na verdade era mesmo.
-Oi minha linda. Sou eu
que to aqui. –Falei bem perto do ouvido dela e prestei atenção, na esperança de
que ela esboçasse alguma reação. –Sou eu, Bruno. O seu Peter minha princesa. To
aqui por você, eu te amo. –Falei e olhei o monitor cardíaco que rapidamente
mostrou uma alteração nos batimentos. Ela sabia que eu estava aqui então um
riso involuntário surgiu no meu rosto. –Eu sei que você tá me ouvindo meu amor,
e só pra você saber, nosso bebê está muito bem, obrigada por mantê-lo forte.
Quando você acordar eu vou te abraçar e nunca mais vou deixar você ir. Eu te
amo. –Falei e seus batimentos aceleraram mais ainda, fazendo um barulhinho
chato então logo o Dr. apareceu.
-Está tudo bem?
–Perguntou ele um pouco assustado.
-Sim, quer dizer, eu
acho que sim. Eu comecei a conversar com ela e os batimentos se aceleraram. O
que é isso? –Perguntei preocupado.
-Ah, na verdade é assim.
Ela ouve e sente tudo o que você faz, mas não consegue esboçar reações físicas
então quando consegue, ela demonstra emoção, mas isso geralmente acontece
quando vem de alguém muito especial ou quando são fortes emoções. –Ele falou e
eu olhei pra ela, sorrindo abertamente.
-É realmente, são fortes
as emoções.
-Bom, você tem mais
alguns minutos pra ficar aqui com ela então aproveite. Já venho te chamar. –Ele
falou saindo outra vez então voltei pra perto da cama dela.
-Daqui a pouco eu tenho
que ir Ray, mas amanha o Connor, seu pai e a Andréa vem te visitar e se der, os
meninos também vêm. Ah, o Liam perguntou de você ontem, ele disse que tá com
saudades. –Acariciei suas mãos novamente então logo o doutor voltou dizendo que
eu precisava ir. –Eu vou já minha linda. Te amo, volta logo pra gente viu.
–Falei e depositei um beijo em seus lábios, fazendo o coração dela acelerar e
outro sorriso surgir no meu rosto então soltei sua mão e saí do quarto, indo de
volta até a recepção pra encontrar Bradley, Andréa e Connor que andavam de um
lado para o outro querendo saber de notícias.
-E então? Como ela está?
–Andréa veio correndo, juntamente com Brad e Connor.
-Ela está na mesma. Está
tomando medicamentos pra induzir o coma, e se ela começar a reagir será ótimo,
eu conversei com ela e os batimentos dela se aceleraram. Ah, e meu filho está
muito bem. –Falei e todos eles sorriram, quase querendo chorar.
-Que ótimo, então isso é
um avanço? –Perguntou Bradley.
-Na verdade não muito,
pois ela pode ouvir e sentir tudo, mas não reage, e é aí que está o problema.
Enquanto ela não reagir não há mais avanços. –Falei sentindo a tristeza me
inundar outra vez.
-Então, o que podemos
fazer agora é esperar e rezar pra que tudo fique bem com ela e o bebê. –Connor
disse e nós concordamos.
***
Uma semana já havia se passado, e preciso confessar que foi uma semana difícil pra todos nós, já que ela não teve nenhuma reação e tiveram que reanimá-la duas vezes durante a madrugada de ontem.
Uma semana já havia se passado, e preciso confessar que foi uma semana difícil pra todos nós, já que ela não teve nenhuma reação e tiveram que reanimá-la duas vezes durante a madrugada de ontem.
Eu ia de mal a pior a
cada dia que eu passava naquele quarto ao seu lado sem poder ver seu sorriso, e
tenho passado meus dias lá já que pedi ao Phil pra que falasse com os
produtores pra que déssemos uma parada na produção por pelo menos essa semana.
Eu não teria cabeça pra nada, mas depois dessa semana, eu tive que voltar pro
estúdio e fazia isso todos os dias, apenas pensando em sair de lá direto pro
hospital. Em muitas das vezes eu não passava em casa nem pra comer ou tomar
banho, só fazia isso quando voltava pra casa no meio da noite ou na manha
seguinte, e por mais que o Brad, Andréa e Connor revezassem, eu não conseguia
ficar muito tempo sem ir pro hospital ver ela.
-Já está na minha hora
denovo minha vida, mas amanha eu volto pra te ver, continue forte. –Falei
beijando sua testa, bem em cima daquela cicatriz, e saindo do quarto.
Eram 2:40 da madrugada
então dirigi direto pra casa e assim que cheguei lá, me joguei na cama e dormi.
Não troquei de roupa, não comi e também não tomei banho, apenas dormi até a
manha seguinte quando meu despertador tocou.
-Cara, você não tá nada
bem. –Ryan disse quando eu cheguei ao estúdio com um copo gigante de cappuccino
em mãos E me entregando.
-Eu sei cara, eu sei. Obrigada.
–Disse me sentando á frente da mesa de mixagem e mexendo em algumas coisas.
-Mas e ela, nenhuma
reação? –Ari perguntou enquanto mexia em algo no seu celular. Dei um longo
suspiro antes de falar algo.
-Nada cara. Nenhuma
expressão facial, nem mexer as mãos, nem ameaçar abrir os olhos... Nada.
–Peguei um papel e comecei a escrever algumas coisas, pra não acabar chorando.
Logo o restante do
pessoal chegou fazendo barulho, mas o clima estava tenso ainda, e permaneceu
assim durante toda a manha, horário do almoço e durante a tarde também, mas
isso foi até bom porque aí não zoamos tanto e acabamos produzindo mais e quando
chegou o fim da tarde nós havíamos quase terminado os arranjos de uma música e
tínhamos mais duas pré-escritas.
Enquanto os caras
terminavam de organizar algumas coisas pra ir embora, eu entrei no meu
escritório e me escorei na mesa por alguns minutos, tirando uma soneca, até que
ouvi a voz do Phil me chamando.
-Hey cara, acorda. –Ele
disse e eu acordei assustado.
-Hã? Que horas são?
Preciso ir no hospital ver a Rachel. –Falei levantando num pulo.
-Ei ei ei, calma aí.
Você não vai dirigir desse jeito cara. Não mesmo.
-Phil, eu preciso ir lá.
–Falei implorando com os olhos.
-Eu vou com você então e
peço pra alguém levar seu carro pra casa, mas hoje você não vai ficar até de
madrugada viu, vou te trazer embora cedo e você vai dormir direito. –Ele disse
enquanto saíamos do estúdio em direção ao carro dele. Deixei minha chave com o
Dre pra ele levar meu carro em casa e segui com Phil pra mais um dia no
hospital.
E assim foram
passando-se os dias, e quando nos demos conta, já havia se passado um mês
inteiro. Um mês de angustia, um mês com cada vez menos esperança e um mês com
cada vez mais dor. A boa notícia é que meu filho, ou filha, estava bem, e já
dava pra perceber a barriga da Ray crescendo.
Eu não conseguia passar
uma noite sequer sem chorar feito uma criança que precisa da mãe, e realmente,
acho que as coisas seriam mais fáceis se ela estivesse aqui. Minhas fãs também
me deram todo o apoio do mundo e eu sou muito grato por tudo, e mesmo que
minhas irmãs e meu pai tenham passado boa parte do seu tempo aqui me apoiando,
eu precisava era do abraço da minha mãe. Só ela me entendia completamente... Só
ela e a Rachel.
Hoje é sábado, mais um
dia de visita, mais um dia de ver o amor da minha vida numa cama, sem poder se
mexer, falar, sorrir e mais um dia de ter que aguentar a dor de ir embora sem
nenhum progresso, mas hoje eu queria fazer algo diferente, eu queria fazer algo
que eu sabia que ela gostava então me arrumei, peguei meu boné e fui.
Assim que cheguei no
hospital fui cumprimentado por vários funcionário dali, já que eu passava mais
tempo no hospital do que na minha casa então passei direto pelos corredores e
entrei no quarto dela, sentindo o cheiro familiar dela inundar o quarto.
***
Espero que tenham gostado mesninas. Não sei quando posto o outro pq minha semana de provas começa amanha, mas vou tentar postar essa semana mesmo. Beijos e boa sorte pra quem vai fazer o Enem :*

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Não aguento ver o Bruno sofrendo, nem ele nem a família e amigos da Ray :/ Que ela fique bem logo.
ResponderExcluirBoa sorte no ENEM :)
Cadê você moça ?
ResponderExcluirMulher cadê tu ? Não faz isso com tuas leitoras. :(
ResponderExcluirHeeeeeeeey ...
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