domingo, 28 de setembro de 2014

Capítulo 24

Voltei mesninas, temos um suspense aí, boa leitura.
***

Bruno’s Pov

Tentei me acalmar antes de ler o bilhete por completo então fui até a cozinha e servi um grande copo de café, já que não sabia o que encontraria ali. Respirei fundo e comecei a ler o bilhete que dizia:

“Bom dia Bru, espero que tenha dormido bem e muito obrigada por passar a noite comigo. Quando acordar, não me procure, eu não vou muito longe, apenas preciso de um tempo pra pensar, sozinha. Volto pra casa antes de escurecer então não se preocupe, quero que tome o tempo que precisar e, por favor, sinta-se a vontade se precisar de algo ai em casa, mas peço que não esteja aí quando eu voltar pra casa. Eu tomei uma decisão, apenas amizade, e ficarei muito feliz se decidir respeitá-la. Pode levar a chave reserva com você, eu tenho a minha. Prometo que te ligo assim que voltar pra casa hoje, pra que você não fique preocupado Okay? Tenha um bom dia gatinho. Um beijo da sua melhor amiga gatinha, Rachel.”

E agora posso dizer que respirei pela primeira vez nessa manhã. Guardei o bilhete no bolso e tomei meu café, depois arrumei tudo e lavei o pouco de louça que havia na pia então fui pra minha casa, tomei um banho e fui até o estúdio encontrar Phil. Sim, eu decidi respeitar a decisão dela.
-Cara, na sua situação eu ficaria doido também, mas pelo menos ela prometeu ligar. –Phil disse ainda olhando pro bilhete.
-Pelo menos. Mas eu entendo a decisão dela, ela deve estar surtando com toda essa pressão do trabalho e tudo mais, e foi por isso que eu quis fazer a viagem pra Veneza, vai ser bom pra ela esquecer um pouco. –Falei passando a mão pelos cabelos e voltando minha atenção para o violão em minha mão.
-E pra quando tá marcada essa viagem? –Perguntou Phil.
-Ainda não tem data definida, temos mais algum tempo pra decidir quando viajar então deixamos pra escolher outra hora. –Falei
OFF

Estava na hora de voltar pra casa, já estava escurecendo e eu não queria mais fugir dos meus problemas, eu tive meu tempo pra pensar e agora é hora de voltar e continuar vivendo.
Assim que cheguei em casa eu liguei pro Bruno, que pareceu aliviado ao receber minha ligação então conversamos por um bom tempo, depois liguei pra Andréa e conversamos um pouco, já que não tínhamos nos visto muito por conta das férias e depois de tudo isso, fui dormir mais tranquila, preciso confessar.

9 de fevereiro

Caramba, amanha vai fazer dois meses que eu reencontrei meu pai denovo, depois de tantos anos. Foi um momento tão bom.
Ontem tive um sonho estranho, não foi um pesadelo, apenas um sonho estranho, seila. Eu sonhei com a Katherine, sonhei que estávamos voltando pra casa de algum lugar, já éramos adultas, nós ríamos juntas de algo e então ela parou o carro na frente da minha casa, a mesma que moro agora e quando eu desci ela disse “Boa noite Ray, até outro dia quem sabe. E por favor, toma cuidado.” Eu não respondi pois fiquei sem entender então ela ligou o carro e foi embora.
Não entendi o sentido daquele sonho, mas acordei com algumas lágrimas nos meus olhos. Sabe, é difícil aos 17 anos, ver que sua melhor amiga que sempre esteve lá pra tudo, de repente não está mais, e justamente na hora mais difícil da sua vida. Eu e Kate éramos como irmãs sabe, ela esteve lá quando eu entrei na escola e não tinha ninguém pra conversar, quando eu tive minha primeira paixonite no colégio, quando ela teve seu primeiro namoro eu também estava lá e de repente, puft, foi embora. Durante todos esses anos eu fiquei imaginando o porquê de ela ter feito aquilo, ou por onde ela anda hoje em dia.
Depois que levantei da cama, lavei meu rosto e tentei dispersar esses pensamentos então liguei pro Bruno e disse que estava pensando em fazermos algo amanha todos nós se meu pai estiver de folga e ele gostou da ideia, disse que só não passava aqui em casa agora pra falar sobre isso porque daqui a pouco  teria que ir pro estúdio então logo desligamos.
Logo depois do almoço eu fui ver TV então lembrei que não havia pego minha correspondência então saí de casa e fui andando calmamente até a caixa de correio na frente de casa pra pegá-las e logo voltei pela calçadinha de entrada, passando os olhos pelas correspondências e parando na que eu estava esperando por dias, a do médico. Continuei andando, entrei em casa e me encostei na porta, abri a carta e passei meus olhos pelo exame. Fui olhando os resultados de algumas doenças que poderiam ter sido e tudo estava negativo, eu estava aliviada por não ter nada grave, mas ainda não havia acabado, havia mais um exame no envelope então peguei e o abri. Lá estava escrito o seguinte:
           
“Resultado: 2262,00 mUI/mL Interpretação: Valores superiores ou iguais a 30,00 mUI/mL correlacionam-se geralmente com gravidez”

Quando meus olhos pararam na palavra gravidez, meu corpo todo tremeu, eu li uma, duas e três vezes, mas não conseguia realizar. Eu apenas me recostei na porta e deixei meu corpo deslizar por ela, até o chão enquanto lágrimas desciam pelo meu rosto. 


Eu não podia estar grávida, não agora, não assim. Eu e o Bruno nem estamos juntos e como eu iria contar isso pra ele? Como ele reagiria ao saber que vai ter um filho? De quantos meses eu estou?
Mil perguntas circulavam na minha cabeça no momento, mas eu não conseguia explicações pra nenhuma delas. Fui me arrastando até o sofá e me deitei lá, guardando o exame no bolso do casaco e agarrando uma almofada pra abafar o choro. Resolvi que teria que resolver isso o mais rápido possível, mas não iria atrapalhar o Bruno então apenas mandei uma mensagem.
“Oi Bru, será que depois que sair do estúdio poderia dar uma passada aqui em casa? Preciso falar com você, é muito importante, mas por favor, venha só a noite quando sair do estúdio. Não se preocupe. Beijos Ray.”
Enviei e guardei o celular também no bolso do casaco. Sim, esse era um assunto que requeria muita preocupação, mas obviamente eu não enviaria isso por mensagem pra ele, precisávamos conversar como adultos, e, daqui pra frente, tomar decisões muito importantes.
Uma dor aguda me invadia toda vez que eu pensava que havia um ser vivendo dentro de mim, que precisava do meu corpo, da minha saúde, tanto mental como física, e que quando nascesse, teria uma mãe esquisita e cheia de crises. Era demais pra eu assimilar de uma vez só, era crueldade do mundo contra mim me fazer criar uma criança agora. Eu não estava preparada pra isso, pra ter um bebê que precisaria de abrigo, carinho e o mais importante, que precisaria de amor. Amor, a cada vez que eu pensava nessa palavra, minhas lágrimas rolavam mais e mais, pois eu não queria colocar um ser no mundo pra que ele crescesse sem amor, isso já seria uma crueldade contra ele.


Eu não sei quanto tempo passei chorando, mas apenas acordei do meu transe quando ouvi a campainha tocando. Provavelmente deve ser o Bruno, já é noite e eu aqui com essa cara de derrotada.
Levantei e fui devagar abrir a porta, mantendo meus olhos fixos no chão, sabia que iria chorar se eu olhasse pra ele. Apenas esperei que ele viesse me abraçar ou algo assim, o que não aconteceu, então subi meu olhar, e um sorriso perverso me esperava, um sorriso que eu temi por anos e jurava nunca mais ver na vida, mas que agora havia voltado pra me atormentar.
-Muito tempo não? Rayzinha. –Eu não consegui raciocinar, apenas fiz a única coisa que poderia fazer agora, corri. Ou melhor, tentei correr, pois no momento em que dei o primeiro passo senti um chute nas pernas, que me fez cair de cara no carpete da sala e soltar um urro de dor.
-Me solta, me solta! –Eu gritava enquanto ele subia em cima de mim pra segurar meus braços.
-Ei, não vai dar oi pro seu padrasto preferido, que mal educada. –Disse Paul segurando minhas mãos acima da cabeça. Apenas em olhar pro seu rosto, eu já me sentia de volta ao pesadelo.
-Eu vou ligar pra polícia, me solta seu maníaco. –Falei tentando me debater, conseguindo me soltar de seu aperto e acertar sua cabeça com o abajur de ferro que havia caído no momento eu que eu atingi o chão. Ele pareceu ficar um pouco desnorteado enquanto o sangue pingava de sua cabeça por toda sua camiseta e meu carpete.
-Sua vadia! –Gritou ele, batendo com força no meu rosto, me segurando outra vez. –Você disse que vai chamar a polícia é? Acho melhor você não tentar nada querida Rachel. –Disse ele colocando a mão no bolso de seu casaco e meu sangue gelou, por pensar que ele estaria tirando uma arma, mas quando vi eram apenas fotos. Eram fotos do Bruno indo pro estúdio. –É bom você ficar bem quietinha e parar de tentar se mexer, pois senão seu namoradinho sofrerá as conseqüências, assim como toda a família dele. –Disse ele e uma lágrima solitária desceu pelo canto do meu olho, pensando no que ele poderia fazer com o Bruno. Ah não, com o Bruno não.
-Ele não é meu namorado, e você não vai encostar um dedo nele seu cretino desgraçado. –Falei com raiva e cuspi no rosto dele, que fez uma expressão de surpresa.
-Eu te avisei Rachel. –Disse ele e em seguida, senti um soco sendo disparado contra o meu maxilar, fazendo sangue jorrar na hora e logo após, seu cotovelo acertou minha têmpora, fazendo-me ficar desnorteada.


Não consegui mais ver muita coisa depois daquilo, apenas senti meu corpo sendo arrastado e então apaguei, pensando em quando no mundo, eu poderia ter uma morte sem sofrimento. Apenas morrer.

Bruno’s Pov

Saí do estúdio por volta de seis horas da tarde e fui direto pra casa da Rachel, um pouco preocupado, devo confessar, por causa da mensagem que eu havia recebido dela algumas horas atrás. Tentei dirigir com atenção e calma, mas sentia um aperto no meu peito a cada vez que pensava no que poderia ter acontecido pra ela me mandar aquela mensagem, então peguei todos os desvios que conhecia pra poder chegar mais rápido até sua casa.
Assim que cheguei, estacionei o carro e desci correndo, sentindo meu sangue gelar a cada passo que eu dava por sua calçadinha de entrada então cheguei até a porta e sem nem tocar a campainha, abri e entrei, me deparando com uma cena assustadora, algumas coisas estava caídas no chão, a sala toda bagunçada e sangue, muito sangue espalhado por mais da metade do cômodo.
No momento minhas pernas fraquejaram e eu ameacei cair, mas me mantive em pé e fiz a única coisa que eu poderia fazer agora, então enquanto corria pela casa gritando seu nome, disquei o numero do Bradley, o pai dela, pois além de ser pai ele também era policial.
Quando conclui que ela não estava em cômodo nenhuma da casa, Bradley atendeu.
-Alô. –Disse ele.
-Bradley é o Bruno, você precisa vir até a casa da Rachel com a polícia, o mais rápido possível. –Falei ofegante enquanto encarava aquele sangue todo no chão.
-Por quê? O que aconteceu? –Pediu ele com o tom de voz mais firme.
-A Rachel sumiu Bradley, e tem muito sangue aqui, por favor, venham logo pra cá. –Falei deixando minha voz embargar.
-Chego aí em 10 minutos. –Falou ele e eu apenas desliguei e me deixei escorregar pela parede até o chão enquanto chorava olhando pra todo aquele sangue e pensando que a minha Rachel poderia estar morta.

***
É nossa querida Ray foi encontrada por ele outra vez. Me digam aí o que acham que vai haver e o que acharam desse cap. Vejo vocês me breve bjs bjs

4 comentários:

  1. OOOOOOMG tadinha da Ray cara :'(( poosta logo o prox. ep porfa DDD;

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  2. Ooooooomg tenso muito tenso ! Preciso do próximo capitulo! Pldd !!!!!!

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  3. Eu falei que ela ficaria grávida EU FALEI, sou vidente, já posso trabalhar com isso. Cara, esse lance do padastro dela voltar, que isso, to pasma. E o que ele fez com ela? Acho que ele não a matou, masssss acho que ela acabou perdendo o bebê. Esse lance meio pll, amo <3 uxsbdusad perfeita, Dri <3

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  4. Céus, ela não pode perder esse bebê, ele seria uma forma de unir mais a Ray e o Bru. Esse desgraçado do padastro dela tem que morrer.

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