Voltei gatas da minha vida. Boa leitura pra vocês. Me desculpem por algum erro no cap.
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Bruno’s Pov
Assim que o Bradley chegou, creio que ele
teve a mesma reação, pois ele parou na porta por um instante e arregalou os
olhos, que em seguida encontraram os meus, num olhar que teimava a dizer “tudo
vai ficar bem”, mas com uma expressão que dizia claramente que ele estava
atordoado.
-Bruno! –Ele falou num tom de voz calmo
enquanto vinha na minha direção.
-Bradley. –Falei olhando pro chão,
balançando a cabeça negativamente então ele me abraçou. –Eu não sei o que
houve, ela me mandou uma mensagem dizendo que precisava muito falar comigo e
assim que saí do estúdio vim direto pra cá e encontrei a casa assim.
-Calma garoto, vamos encontrar ela, eu
prometo. Pode ter certeza de que estou tão preocupado quanto você, afinal, ela
é minha filha e eu não vou desistir enquanto não acharmos ela e prendermos o
responsável. –Ele falou dando tapinhas nas minhas costas e em seguida,
virando-se pra equipe que estava atrás dele. –Por favor, contatem o restante da
equipe de criminalística e peçam pra que venham o mais rápido possível pra cá,
e contatem também a polícia do condado. Monitorem as saídas da cidade e me
avisem sobre qualquer coisa que for suspeita. –Disse ele firmemente e os
policiais começaram a se mexer, fazer ligações e analisar a “cena do crime”
enquanto eu e Bradley nos dirigíamos para o quintal dos fundos.
-Bradley, tem alguma idéia do que pode
ter acontecido? –Perguntei temendo a reposta.
-Na verdade podemos ter o obvio, como
podemos não ter. Pelo visto ela foi seqüestrada, eles provavelmente entraram em
luta corporal, o que pode ou não explicar o sangue e infelizmente ela foi
levada pra Deus sabe onde. –Disse ele e meu sangue gelou então me sentei no
chão e esfreguei o rosto pra espantar as lágrimas que queriam tomar conta.
-Eu não posso perdê-la. –Falei respirando
fundo e então ele se abaixou ao meu lado.
-Olha Bruno, eu também não quero, mas
agora, mais do que nunca preciso que você seja forte. Eu trabalhei todos esses
anos com bandidos, psicopatas e gente desse tipo, e posso dizer que não é nada
fácil, pois eles conseguem abalar o psicológico de todos ao redor da vítima.
Mas não podemos nos deixar abalar por isso. Eu vou ligar pro irmão dela agora e
avisá-lo, pois acho que ele precisa saber e creio que em poucas horas teremos a
situação sob controle, já que um exame vai nos dizer de quem era aquele sangue
na sala. –Disse ele batendo no meu ombro e se levantando.
-Tudo bem senhor, vou tentar, obrigada.
Será que posso ligar pra um amigo e pedir que ele venha até aqui? –Pedi me
levantando também.
-Com certeza, fique a vontade. Eu vou
verificar a casa e agilizar o trabalho, e se precisar de mim, estarei ali
dentro. –Disse ele indo pra dentro da casa enquanto eu discava o número do
Phil.
-Hey Bro. –Disse ele.
-Phil, preciso de você. –Fui direto ao
ponto.
-Como assim cara? Tudo bem?
-Não, não tá nada bem, preciso que venha
até a casa da Rachel e acho que vai precisar passar a noite aqui.
-Woow cara o que houve? –Perguntou
assustado.
-Quando chegar aqui você vai ver, só vem
rápido por favor. –Falei tentando manter um tom de voz normal.
-Tudo bem, já chego ai, só vou avisar a
Urbana.
-Ok cara, valeu. –Falei e desligamos
então guardei o celular no bolso e parei no quintal dos fundos esperando pelo
Phil. Olhei por um instante pra estrelas e tentei limpar minha mente pra tentar
saber o porquê de alguém fazer isso com a Rachel e pensando em como ela está.
-Ei cara. –Ouvi a voz de Phil atrás de
mim então me virei, com os olhos marejados e ele veio ao meu encontro, me
abraçando forte.
-Phil, eu não sei o que vou fazer se eu a
perder. Eu não vou aguentar isso cara, é demais pra mim. –Falei chorando cada
vez mais.
-Shh cara, não fala isso, você não vai
perdê-la, eu não sei o que houve, mas vamos encontrá-la Bruno. -Ele falou
tentando manter a voz firme então nos afastamos.
-Obrigada por vir. –Falei colocando a mão
em seu ombro.
-Sabe que pode sempre contar comigo...
Mas agora, pode me contar o que houve? –Ele pediu enquanto nos sentávamos no
gramado.
Contei a ele toda a história, desde a
mensagem, até a hora em que cheguei aqui e encontrei o sangue e tudo mais. Phil
ficou quase mais pasmo do que eu a medida em que eu falei os acontecimentos pra
ele então de repente, Bradley veio lá de dentro dizendo:
-Tenho notícias!
OFF
Acordei aos poucos com uma forte dor na cabeça,
tentando me lembrar o motivo de eu estar aqui e, aonde é “aqui”.
Havia apenas uma luz no centro do que
parecia ser um quarto em que eu estava presa. Havia uma espécie de teto solar
por onde dava pra ver as estrelas, mas ele era muito, mas muito alto então eu
meio que deduzi que estava em algum tipo de barracão e, além disso, não havia
mais nada no quarto, a não ser por uma porta que tentei abrir, em vão, pois
estava trancada.
Levei a mão até o nariz e senti um pouco
de sangue então comecei a me lembrar o que aconteceu e de repente ouvi passos
rápidos vindos da direção da porta, o que me fez me encolher num canto. Eu
sabia que era ele quem estava vindo.
-Acordada Rayzinha? –Disse ele com aquele
sorriso maldito nos lábios. Seus olhos demonstravam alguma coisa que me dava
medo, muito medo.
-Será que você não cansa de querer acabar
com a minha vida? Você é um cretino. –Falei sabendo que a qualquer momento eu
poderia morrer, mas se fosse isso mesmo, que fosse logo.
-Na verdade, eu vim fazer o que devia ter
feito há muito tempo, acabar o inacabado. Eu não deveria ter te deixado viva,
você me trouxe muitos problemas e a polícia está até hoje atrás de mim. É claro
que eu poderia esperar o crime prescrever, mas não aguentei. –Disse ele tocando
minha bochecha então dei um tapa em sua mão e em seguida, a mesma voltou me
acertando em cheio na bochecha.
-Quer me matar? Então acaba logo com
isso. –Falei elevando a voz então ele se aproximou mais de mim e agarrou meu
cabelo com força, batendo meu rosto contra parede em seguida.
-Sou eu quem decide as coisas por aqui
então você cala essa boca e faz direitinho o que eu mando. –Disse ele apertando
mais meu rosto contra a parede. –Mais tarde, vamos pro seu novo quarto. Quero
testar meus novos brinquedos com você e ver o estrago que eles fazem. –Ele
disse e meu sangue gelou. É obvio que ele não iria me matar logo de cara, ele
queria me torturar, ele é doente.
-Não me toca! –Falei e tirei a mão dele
de mim outra vez então ele respirou fundo.
-Você sempre fazendo as coisas do jeito
mais difícil não é Rachel? –Ele falou e quando eu pensei em responder, fui
atingida pelo seu punho no meu olho, me fazendo cair no chão. –Então faremos do
jeito mais difícil. –E então senti um chute nas costelas. Ele chutou duas,
três, quatro, virou as costas e saiu do quarto enquanto eu fiquei por mais
várias horas ali gemendo de dor.
No meio da noite, quase amanhecendo,
quando o frio ficou mais intenso, eu coloquei minhas mãos nos bolsos da jaqueta
e então percebi duas coisas, uma em cada bolso então tirei primeiro do bolso
esquerdo e percebi que era um papel. Me arrastei até perto da lâmpada e olhei
praquilo, vendo que aquele papel era meu teste de gravidez, o que me fez
desabar em lágrimas, pensando nessa criança que vivia no meu útero e que agora
teria um destino cruel sem nem ter a chance de nascer.
Guardei o papel de volta e peguei o que
havia no outro bolso, meu celular. Eu finalmente teria uma esperança, mas não
havia sinal da operadora então tentei com todas as minhas forças andar pelo quarto,
até que em um cantinho, um resquício de sinal apareceu. Era agora. Eu só teria
essa chance talvez e eu sabia que logo Paul iria aparecer então eu precisaria
ser rápida.
Bruno’s Pov
As noticias que Bradley tinha pra nós
eram que:
1º: Eles iriam passar a noite instalados
ali procurando por pistas da Rachel.
2º: A análise do sangue ficaria pronta
pela manha então saberíamos quem esteve lá e
3º: Se ela estivesse com o celular e
conseguisse ligar, em um minuto de ligação conseguiríamos rastreá-la e então
saberíamos exatamente onde ela está. Já que ligar pra ela poderia ser
arriscado.
Depois disso, Bradley nos disse pra ir
descansar, pois qualquer coisa ele nos avisaria e foi isso que fizemos, Phil
foi pro quarto de hóspedes e eu fiquei no quarto da Rachel. Felizmente consegui
dormir, mas não muito, pois fui acordado pelo toque incessante do meu celular
então esfreguei os olhos e olhei o nome no visor. Não acreditei quando vi
“Rachel” piscando ali então corri até a sala onde estavam os policiais e tudo
mais.
-Bradley ela está ligando! –Gritei e todo
olharam pra mim.
-Atenda e tente manter uma conversa, caso
for o sequestrador, pra que possamos rastrear o sinal. –Disse ele então com as
mãos tremendo, levei o celular até a orelha e atendi.
-Alô. –Minha voz estava trêmula.
-Bruno é você? –Perguntou ela então
coloquei no viva voz. Foi um alivio poder ouvir sua voz.
-Ray, sim sou eu. Você está bem?
-Na verdade não Bru, ele voltou. Ele
voltou. –Ela disse chorando e então eu sabia quem havia voltado. Paul.
-Paul? Eu juro que vou matar ele. –Falei
com raiva. –Ele fez algo com você?
-Não Bruno, você não vai, por favor, não
quero que mais ninguém se machuque e sim, ele me bateu.
-Rachel minha filha, consegue descrever
onde está? –Bradley pediu.
-Eu não sei, parece uma espécie de
barracão ou algo do tipo, e pode ser bem longe de L.A, pois o sinal é horrível.
–Disse ela.
-Tudo bem minha filha, nós vamos te
achar, eu prometo.
-Obrigada pai, mas por favor, se não
estiver mais no alcance de vocês, não se arrisquem, por favor. –Disse ela e meu
coração doeu.
-Ray por favor, não. Não se deixe levar.
–Falei quase chorando.
-Bruno, eu preciso que preste bastante
atenção no que vou te dizer agora tudo bem? –Disse ela.
-Okay Ray, pode falar. –Falei e todos
prestaram atenção.
-Quando me encontrarem eu poderei estar
morta, mas Bru, eu quero que você pegue algo que estará em um dos bolsos da
minha jaqueta. Eu sinto muito que isso não vá acontecer, mas esse papel que
está no meu bolso foi o motivo daquela mensagem. Eu realmente sinto muito. –Ela
falou e meu corpo estremeceu.
-Ray, não fala assim, por favor! –Minha
voz embargou.
-Não Bruno, eu não posso manter muita
esperança. Daqui a pouco ele vai voltar aqui e vai me levar pra outro quarto e
então, eu não sei o que vai acontecer, mas eu tenho mais uma ultima coisa pra
te dizer. –Ela disse e então eu me sentei no sofá, temendo o que viria a
seguir.
***
E então garotas o que acharam?? Espero que tenham gostado. Enfim, infelizmente não sei quando poderei postar denovo, mas juro que vou tentar o mais rápido possível. Beijo Beijos


Tô com muito medo do que possa acontecer, sério. Ela não merece tá passando por isso, e o Bruno ta sofrendo demais. Tomara que tudo saia bem e que o bebê esteja bem também, mas bem que ela poderia falar pra ele por telefone né :p ioaniosniod amei amei amei Dri, e preciso do próximo NOW
ResponderExcluirQUE PEQUENO!
ResponderExcluirSE ELA NÃO DISSER QUE O AMA EU SURTO! uahsuah
Amei Drids
Tenho a plena certeza que ela dira que o ama ♥♥ . Esse Paul tem que morrer.
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