Gente vocês prometem que não vão desejar minha morte e nem amaldiçoar até a quarta geração da minha familia? Okay Okay, eu sei que demorei pra caramba e sei que o capitulo tá mucho loco, mas é necessário.
Amo vocês <3
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Amo vocês <3
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Bruno’s Pov
Quando me afastei o
suficiente do barracão, pude ver a equipe de reforços disparando lá pra dentro
e uma ambulância á minha espera então os paramédicos logo se mobilizaram e a
colocaram na maca, entubando-a, pois ela havia perdido muito sangue. Eu entrei
na ambulância e fiquei estático enquanto eles faziam todos os outros
procedimentos a caminho do hospital.
-Ela perdeu muito
sangue, aparentemente há vários ossos quebrados, mas ainda há pulso então
precisamos correr. –Disse um paramédico ao outro. Ouvir que ela ainda tinha
pulso foi até agora, a melhor noticia que eu tinha ouvido.
Enquanto estava sentado
ao lado de sua maca na ambulância, estiquei minha mão e acariciei seu rosto de
leve.
-Como pode alguém querer
te machucar? Você é a pessoa mais meiga e divertida que eu já conheci. –Falo
baixinho, na esperança de que ela possa me escutar. Não posso perdê-la, Bradley
não pode perdê-la, Connor não pode e Andréa também não. Ela precisa ficar viva,
pra nós, as pessoas que a amam.
Foi me lembrando dos
nossos momentos juntos que lembrei-me do que ela havia me falado no telefone
então desci minha mão até o bolso de sua jaqueta e peguei um papel que lá
havia. Abri o papel com cuidado e corri os olhos nervosamente por ele, e,
embora eu não entendesse nada, vi muito bem a palavra gravidez escrita lá.
-Moço, pode por favor me
dizer o que é isso? –Falei pra um dos paramédicos, entregando o papel. Ele
pegou das minhas mãos e passou os olhos pelo monte de números então cochichou
algo com o outro homem e se voltou pra mim.
-Isso é um exame de
gravidez, apontando positivo. Isso por um acaso estava com a moça? –Ele
perguntou me devolvendo o papel.
-O QUE? ELA TÁ GRÁVIDA?
–Falei espantado e o homem acenou que sim com a cabeça então chegamos no hospital
e ela foi levada ás pressas pra sala de cirurgia com um coágulo no cérebro.
No momento eu só
conseguia pensar no motivo de ela não ter me contado, e rezar pra que essa
criança continue viva, seria demais pra mim se algo acontecesse com um dos
dois.
Passou-se algum tempo e
não havia ninguém que pudesse me dar noticias dela, ninguém sabia ou queria me
dar informações então pra não enlouquecer, resolvi ir tomar um café ali no
hospital mesmo, pois eu não sabia mais o que fazer, além de que eu estava desmaiando
de fome.
-Bruno? –Uma voz
feminina me chamou e quando me virei, pude ver Andréa parada ali, com um olhar
desolado então me levantei da banquetinha e a abracei com força, suspirando
alto, pra não chorar ali. –Ela vai ficar bem, sei que vai. Ela é forte. –Disse
Andréa e eu não falei nada.
-E ai cara, como você
tá? –Connor disse enquanto eu e Andréa nos soltávamos então nos abraçamos
também.
-Eu não sei cara. Ver
ela daquele jeito, toda machucada e jogada no chão. Aquilo acabou comigo.
–Falei e fechei os olhos por um momento, tentando manter a calma. Senti a mão
de Connor no meu ombro e pude ouvir ele respirar alto.
-Imagino como deve ser.
Mas e ela, nenhuma noticia?
-Nada ainda. –Falei.
-Tudo bem, vamos
esperar. –Ele falou e eu concordei.
-Querem sentar pra comer
alguma coisa? –Perguntei voltando ao meu assento e eles dois logo se sentaram
também.
-Quer pedir alguma coisa
amor? –Connor disse pra Andréa enquanto eu encarava meu café. Amor. Por que
essa palavra tem que doer tanto? Ainda mais agora. Eu queria tanto poder
chamá-la de meu amor. Queria poder dizer pra ela todos os dias o quanto eu a
amo e o quanto ela me faz bem, mas eu realmente não sei o que farei da minha
vida agora. Não sei como vou continuar se ela não sobreviver.
Fiquei tão imerso nos
meus pensamentos, que não percebi quando algumas lágrimas começaram a rolar
pelo meu rosto. Só percebi quando ouvi a voz da Andréa, me chamando de volta
pra realidade.
-Ei Bruno, não fica
assim. Eu sei que você tá mal, e nós também estamos, mas você precisa acreditar
que tudo vai melhorar ok? –Ela falou com um tom de voz calmo, que felizmente me
deixou mais calmo também.
-Tudo bem, obrigado por
estarem aqui. –Falei e eles sorriram.
-De nada. Agora, vamos
ali pra sala de espera que o Dr. Está chamando pra nos dar notícias da Rachel.
–Quando ela falou isso foi como se tudo voltasse a girar. Eu arregalei os olhos
e me levantei rapidamente então segui pra sala de espera enquanto eles vinham
atrás de mim.
Chegamos até onde o
médico estava nos esperando e ele apenas pediu pra que o seguíssemos então
fomos em silencio, apenas olhando um pro outro, tentando não imaginar o que ele
nos diria. Entramos numa sala toda clara e com pouca decoração, afinal, era um
hospital.
-Bom, qual a relação de
parentesco de cada um vocês com a paciente Rachel Williams? –Perguntou ele.
-Eu sou o irmão e ela
amiga. Nosso pai não tem como vir agora. –Connor disse para o médico que voltou
seu olhar pra mim.
-E você rapaz?
-Sou o namorado dela.
–Falei meio que gaguejando.
-Então doutor, o senhor
disse que tinha notícias da Rachel? –Andréa perguntou e ele acenou com a
cabeça.
-Sim, tenho noticias,
mas elas não são das melhores então sugiro que sentem-se pra podermos conversar
melhor. –Ele disse e meu sangue gelou então, com as pernas trêmulas, me sentei
e o encarei. –Bom, o caso dela é grave, muito grave mesmo. Ela chegou aqui com
vários hematomas no corpo todo, um coágulo muito sério no cérebro, aliás, ela
está em cirurgia agora e a pior parte de todas, ela chegou aqui com um
princípio de aborto. –Quando ele disse principio de aborto eu desabei. Eu não
posso perder meu bebe.
-ABORTO? ELA ESTÁ
GRAVIDA? –Perguntou Andréa, quase mais abalada do que eu.
-Sim, vocês não sabiam?
–Ele perguntou.
-Não, eles não sabiam. Ela descobriu a gravidez no dia em que foi sequestrada. Nós iríamos conversar quando eu saísse do estúdio, mas não deu tempo. Eu descobri enquanto vinha pra cá com ela na ambulância. –Falei enquanto chorava cada vez mais e Andréa já estava abraçada em Connor, ambos chorando. –Doutor, me diz a verdade. Meu filho morreu? –Falei e olhei pra ele, que suspirou fundo antes de falar.
-Não, eles não sabiam. Ela descobriu a gravidez no dia em que foi sequestrada. Nós iríamos conversar quando eu saísse do estúdio, mas não deu tempo. Eu descobri enquanto vinha pra cá com ela na ambulância. –Falei enquanto chorava cada vez mais e Andréa já estava abraçada em Connor, ambos chorando. –Doutor, me diz a verdade. Meu filho morreu? –Falei e olhei pra ele, que suspirou fundo antes de falar.
-Não, ele ainda está
vivo e estamos fazendo de tudo pra mantê-lo assim, mas eu não posso te prometer
nada. Ela está realmente muito machucada e o bebê precisa dela pra se manter
forte então se ela não reagir ao coma, infelizmente eu não posso te dar
esperanças.
-Você disse coma? –Falei
desconcertado e ele acenou que sim.
-Sim, ela está em coma
induzido devido às várias pancadas na cabeça e á perda de muito sangue que formou
o coágulo. –Depois disso eu estava desolado, não sabia mais o que fazer, mas
preciso dizer que fiquei aliviado por saber que meu bebê ainda está vivo e se
Deus quiser vai permanecer.
-E há previsão de quanto
tempo ela pode ficar em coma? –Connor, que era o mais ajuizado dali no momento,
perguntou.
-Na verdade esse é
sempre um problema. Nunca há uma previsão. Ela pode dormir por um mês, três
meses, um ano ou dez anos. Nunca se sabe. O jeito é ver como o corpo dela vai
reagir aos medicamentos e á cirurgia.
Depois daquelas notícias
nós três parecíamos totalmente perdidos. Na verdade estávamos perdidos. Não
sabíamos como contar aos outros a respeito disso. Estávamos desnorteados.
Assim que saímos da
sala, avistamos Bradley na recepção, tentando saber notícias da Ray então fomos
ao seu encontro.
-Bradley, você está bem?
O que houve com seu braço? –Andréa perguntou toda preocupada.
-Calma, calma. Não foi
nada. O tiro pegou de raspão no meu braço, mas não foi nada demais. –Ele disse
e nós todos respiramos mais aliviados.
-E o Paul? Me diz que
ele foi preso. –Falei olhando pra ele com olhar de súplica.
Bradley abaixou a cabeça
e a chacoalhou como sinal negativo. Isso não poderia estar acontecendo. Ele não
pode ter fugido.
-Não acredito, não
acredito. Como ele conseguiu fugir? –Perguntei incrédulo.
-Fugir? Quem disse que
ele fugiu? Eu falei que ele não foi preso, e não foi mesmo. –Ele disse e eu
parei pra olhar pra ele. –Paul está morto Bruno. Ele nunca mais irá fazer mal
algum pra Rachel e nem pra ninguém. –Ele disse e então uma pontinha de
esperança se acendeu dentro de mim. Brad me abraçou e eu o abracei de volta.
–Nunca mais ele fará nada a nenhum de nós Bruno. Pode ficar tranquilo.
-Na verdade, todo o mal
que ele podia ter feito ele já nos fez Bradley. –Falei com um tom de voz
mórbido e frio.
-Como assim? O que
aconteceu com a minha filha? Ela está bem? –Ele estava começando a se
desesperar.
-Vamos sentar pai, ai te
contamos o que aconteceu. –Connor falou então nos sentamos e Connor começou a
contar o que o médico disse.
-Meu deus, minha filha
está morrendo. –Ele disse se segurando pra não chorar.
-Não fala assim pai, ela
vai sair dessa. E outra coisa, ela está grávida pai. –Nesse momento, o rosto de
Bradley se iluminou e um pequeno sorriso surgiu em sua expressão.
-Eu serei avô? Bruno
você vai ser pai? –Ele disse olhando pra mim e sorrindo, o que me fez sorrir
também.
-Sim Brad, mas ela
precisa reagir aos tratamentos.
-Eu sei, mas só com essa
possibilidade eu já fico feliz. Muito obrigado por ter feito tudo isso pela
Rachel Bruno. Por ter arriscado sua vida pra salvá-la. Por ter estado aqui por
ela quando eu não estava. Eu serei eternamente grato. –Ele falou colocando a
mão sobre meu ombro.
-Não foi nada. Eu amo a
Rachel e se fosse preciso, eu morreria pra salvar a vida dela e dessa criança.
Eu só queria poder dizer isso pra ela outra vez. –Falei enquanto meus olhos se
enchiam de lágrimas outra vez.
-Bruno, não fica assim,
nós precisamos um do outro mais do que nunca agora e precisamos acreditar que
eles vão ficar bem. –Andréa disse se abaixando na minha frente e colocando a
mão no meu ombro.
-Tudo bem, obrigada por
estarem aqui e por todo o apoio. Vocês se tornaram todos muito importantes pra
Rachel, então, são importantes pra mim também. Todos vocês. –Falei e eles todos
me abraçaram.
-De nada, pode contar
com a gente sempre. Agora eu quero que você vá pra casa, tome um banho e
descanse. Nós vamos ficar aqui e quando você estiver melhor, mais descansado e
com a cabeça mais calma você pode voltar. –Bradley disse e por um momento eu
pensei em hesitar, mas eu estava realmente cansado, mentalmente e fisicamente
então apenas aceitei o conselho dele e me despedi deles.
-Me liguem se tiverem
qualquer noticia dela, por favor. Independente da hora, apenas me liguem que eu
virei correndo. –Falei enquanto esperava um táxi.
-Tudo bem cara, vamos
ligar sim, fica tranquilo. –Connor disse então eu entrei no taxi e fui pra
casa.
Agora teria a difícil
tarefa de avisar à minha família e o pessoal da banda sobre tudo isso, e teria
de mandar uma equipe de limpeza o mais rápido possível pra casa da Rachel, pra
limpar todo aquele lugar.
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Bom gente, por hoje foi isso viu. Espero que tenham gostado e prometo que vou tentar postar mais um, dependendo dos comentários, até domingo a noite okay :) Beijo beijo e fui
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Bom gente, por hoje foi isso viu. Espero que tenham gostado e prometo que vou tentar postar mais um, dependendo dos comentários, até domingo a noite okay :) Beijo beijo e fui
PARA DE DEMORAR GAROTA é sério Dri, eu fico aqui ansiosa pra saber o resto, pra saber se ela e o bebê irão sair dela. Ai que ódio desse cara, ainda bem que morreu e não pode fazer mais nada pra ela. Eu realmente amei o capítulo e espero que tudo dê certo <3
ResponderExcluirQue tudo dê certo com a Ray e o bebê.
ResponderExcluirNão demora tanto assim, estou muuuito ansiosa hehe'
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