sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Capítulo 27

Gente vocês prometem que não vão desejar minha morte e nem amaldiçoar até a quarta geração da minha familia? Okay Okay, eu sei que demorei pra caramba e sei que o capitulo tá mucho loco, mas é necessário.
Amo vocês <3
***

Bruno’s Pov

Quando me afastei o suficiente do barracão, pude ver a equipe de reforços disparando lá pra dentro e uma ambulância á minha espera então os paramédicos logo se mobilizaram e a colocaram na maca, entubando-a, pois ela havia perdido muito sangue. Eu entrei na ambulância e fiquei estático enquanto eles faziam todos os outros procedimentos a caminho do hospital.


-Ela perdeu muito sangue, aparentemente há vários ossos quebrados, mas ainda há pulso então precisamos correr. –Disse um paramédico ao outro. Ouvir que ela ainda tinha pulso foi até agora, a melhor noticia que eu tinha ouvido.
Enquanto estava sentado ao lado de sua maca na ambulância, estiquei minha mão e acariciei seu rosto de leve.
-Como pode alguém querer te machucar? Você é a pessoa mais meiga e divertida que eu já conheci. –Falo baixinho, na esperança de que ela possa me escutar. Não posso perdê-la, Bradley não pode perdê-la, Connor não pode e Andréa também não. Ela precisa ficar viva, pra nós, as pessoas que a amam.


Foi me lembrando dos nossos momentos juntos que lembrei-me do que ela havia me falado no telefone então desci minha mão até o bolso de sua jaqueta e peguei um papel que lá havia. Abri o papel com cuidado e corri os olhos nervosamente por ele, e, embora eu não entendesse nada, vi muito bem a palavra gravidez escrita lá.
-Moço, pode por favor me dizer o que é isso? –Falei pra um dos paramédicos, entregando o papel. Ele pegou das minhas mãos e passou os olhos pelo monte de números então cochichou algo com o outro homem e se voltou pra mim.
-Isso é um exame de gravidez, apontando positivo. Isso por um acaso estava com a moça? –Ele perguntou me devolvendo o papel.
-O QUE? ELA TÁ GRÁVIDA? –Falei espantado e o homem acenou que sim com a cabeça então chegamos no hospital e ela foi levada ás pressas pra sala de cirurgia com um coágulo no cérebro.
No momento eu só conseguia pensar no motivo de ela não ter me contado, e rezar pra que essa criança continue viva, seria demais pra mim se algo acontecesse com um dos dois.
Passou-se algum tempo e não havia ninguém que pudesse me dar noticias dela, ninguém sabia ou queria me dar informações então pra não enlouquecer, resolvi ir tomar um café ali no hospital mesmo, pois eu não sabia mais o que fazer, além de que eu estava desmaiando de fome.
-Bruno? –Uma voz feminina me chamou e quando me virei, pude ver Andréa parada ali, com um olhar desolado então me levantei da banquetinha e a abracei com força, suspirando alto, pra não chorar ali. –Ela vai ficar bem, sei que vai. Ela é forte. –Disse Andréa e eu não falei nada.


-E ai cara, como você tá? –Connor disse enquanto eu e Andréa nos soltávamos então nos abraçamos também.
-Eu não sei cara. Ver ela daquele jeito, toda machucada e jogada no chão. Aquilo acabou comigo. –Falei e fechei os olhos por um momento, tentando manter a calma. Senti a mão de Connor no meu ombro e pude ouvir ele respirar alto.
-Imagino como deve ser. Mas e ela, nenhuma noticia?
-Nada ainda. –Falei.
-Tudo bem, vamos esperar. –Ele falou e eu concordei.
-Querem sentar pra comer alguma coisa? –Perguntei voltando ao meu assento e eles dois logo se sentaram também.
-Quer pedir alguma coisa amor? –Connor disse pra Andréa enquanto eu encarava meu café. Amor. Por que essa palavra tem que doer tanto? Ainda mais agora. Eu queria tanto poder chamá-la de meu amor. Queria poder dizer pra ela todos os dias o quanto eu a amo e o quanto ela me faz bem, mas eu realmente não sei o que farei da minha vida agora. Não sei como vou continuar se ela não sobreviver.
Fiquei tão imerso nos meus pensamentos, que não percebi quando algumas lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Só percebi quando ouvi a voz da Andréa, me chamando de volta pra realidade.
-Ei Bruno, não fica assim. Eu sei que você tá mal, e nós também estamos, mas você precisa acreditar que tudo vai melhorar ok? –Ela falou com um tom de voz calmo, que felizmente me deixou mais calmo também.
-Tudo bem, obrigado por estarem aqui. –Falei e eles sorriram.
-De nada. Agora, vamos ali pra sala de espera que o Dr. Está chamando pra nos dar notícias da Rachel. –Quando ela falou isso foi como se tudo voltasse a girar. Eu arregalei os olhos e me levantei rapidamente então segui pra sala de espera enquanto eles vinham atrás de mim.
Chegamos até onde o médico estava nos esperando e ele apenas pediu pra que o seguíssemos então fomos em silencio, apenas olhando um pro outro, tentando não imaginar o que ele nos diria. Entramos numa sala toda clara e com pouca decoração, afinal, era um hospital.
-Bom, qual a relação de parentesco de cada um vocês com a paciente Rachel Williams? –Perguntou ele.
-Eu sou o irmão e ela amiga. Nosso pai não tem como vir agora. –Connor disse para o médico que voltou seu olhar pra mim.
-E você rapaz?
-Sou o namorado dela. –Falei meio que gaguejando.
-Então doutor, o senhor disse que tinha notícias da Rachel? –Andréa perguntou e ele acenou com a cabeça.
-Sim, tenho noticias, mas elas não são das melhores então sugiro que sentem-se pra podermos conversar melhor. –Ele disse e meu sangue gelou então, com as pernas trêmulas, me sentei e o encarei. –Bom, o caso dela é grave, muito grave mesmo. Ela chegou aqui com vários hematomas no corpo todo, um coágulo muito sério no cérebro, aliás, ela está em cirurgia agora e a pior parte de todas, ela chegou aqui com um princípio de aborto. –Quando ele disse principio de aborto eu desabei. Eu não posso perder meu bebe.


-ABORTO? ELA ESTÁ GRAVIDA? –Perguntou Andréa, quase mais abalada do que eu.
-Sim, vocês não sabiam? –Ele perguntou.
-Não, eles não sabiam. Ela descobriu a gravidez no dia em que foi sequestrada. Nós iríamos conversar quando eu saísse do estúdio, mas não deu tempo. Eu descobri enquanto vinha pra cá com ela na ambulância. –Falei enquanto chorava cada vez mais e Andréa já estava abraçada em Connor, ambos chorando. –Doutor, me diz a verdade. Meu filho morreu? –Falei e olhei pra ele, que suspirou fundo antes de falar.
-Não, ele ainda está vivo e estamos fazendo de tudo pra mantê-lo assim, mas eu não posso te prometer nada. Ela está realmente muito machucada e o bebê precisa dela pra se manter forte então se ela não reagir ao coma, infelizmente eu não posso te dar esperanças.
-Você disse coma? –Falei desconcertado e ele acenou que sim.
-Sim, ela está em coma induzido devido às várias pancadas na cabeça e á perda de muito sangue que formou o coágulo. –Depois disso eu estava desolado, não sabia mais o que fazer, mas preciso dizer que fiquei aliviado por saber que meu bebê ainda está vivo e se Deus quiser vai permanecer.
-E há previsão de quanto tempo ela pode ficar em coma? –Connor, que era o mais ajuizado dali no momento, perguntou.
-Na verdade esse é sempre um problema. Nunca há uma previsão. Ela pode dormir por um mês, três meses, um ano ou dez anos. Nunca se sabe. O jeito é ver como o corpo dela vai reagir aos medicamentos e á cirurgia.
Depois daquelas notícias nós três parecíamos totalmente perdidos. Na verdade estávamos perdidos. Não sabíamos como contar aos outros a respeito disso. Estávamos desnorteados.
Assim que saímos da sala, avistamos Bradley na recepção, tentando saber notícias da Ray então fomos ao seu encontro.
-Bradley, você está bem? O que houve com seu braço? –Andréa perguntou toda preocupada.
-Calma, calma. Não foi nada. O tiro pegou de raspão no meu braço, mas não foi nada demais. –Ele disse e nós todos respiramos mais aliviados.
-E o Paul? Me diz que ele foi preso. –Falei olhando pra ele com olhar de súplica.
Bradley abaixou a cabeça e a chacoalhou como sinal negativo. Isso não poderia estar acontecendo. Ele não pode ter fugido.
-Não acredito, não acredito. Como ele conseguiu fugir? –Perguntei incrédulo.
-Fugir? Quem disse que ele fugiu? Eu falei que ele não foi preso, e não foi mesmo. –Ele disse e eu parei pra olhar pra ele. –Paul está morto Bruno. Ele nunca mais irá fazer mal algum pra Rachel e nem pra ninguém. –Ele disse e então uma pontinha de esperança se acendeu dentro de mim. Brad me abraçou e eu o abracei de volta. –Nunca mais ele fará nada a nenhum de nós Bruno. Pode ficar tranquilo.
-Na verdade, todo o mal que ele podia ter feito ele já nos fez Bradley. –Falei com um tom de voz mórbido e frio.
-Como assim? O que aconteceu com a minha filha? Ela está bem? –Ele estava começando a se desesperar.
-Vamos sentar pai, ai te contamos o que aconteceu. –Connor falou então nos sentamos e Connor começou a contar o que o médico disse.
-Meu deus, minha filha está morrendo. –Ele disse se segurando pra não chorar.
-Não fala assim pai, ela vai sair dessa. E outra coisa, ela está grávida pai. –Nesse momento, o rosto de Bradley se iluminou e um pequeno sorriso surgiu em sua expressão.
-Eu serei avô? Bruno você vai ser pai? –Ele disse olhando pra mim e sorrindo, o que me fez sorrir também.
-Sim Brad, mas ela precisa reagir aos tratamentos.
-Eu sei, mas só com essa possibilidade eu já fico feliz. Muito obrigado por ter feito tudo isso pela Rachel Bruno. Por ter arriscado sua vida pra salvá-la. Por ter estado aqui por ela quando eu não estava. Eu serei eternamente grato. –Ele falou colocando a mão sobre meu ombro.
-Não foi nada. Eu amo a Rachel e se fosse preciso, eu morreria pra salvar a vida dela e dessa criança. Eu só queria poder dizer isso pra ela outra vez. –Falei enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas outra vez.
-Bruno, não fica assim, nós precisamos um do outro mais do que nunca agora e precisamos acreditar que eles vão ficar bem. –Andréa disse se abaixando na minha frente e colocando a mão no meu ombro.
-Tudo bem, obrigada por estarem aqui e por todo o apoio. Vocês se tornaram todos muito importantes pra Rachel, então, são importantes pra mim também. Todos vocês. –Falei e eles todos me abraçaram.
-De nada, pode contar com a gente sempre. Agora eu quero que você vá pra casa, tome um banho e descanse. Nós vamos ficar aqui e quando você estiver melhor, mais descansado e com a cabeça mais calma você pode voltar. –Bradley disse e por um momento eu pensei em hesitar, mas eu estava realmente cansado, mentalmente e fisicamente então apenas aceitei o conselho dele e me despedi deles.
-Me liguem se tiverem qualquer noticia dela, por favor. Independente da hora, apenas me liguem que eu virei correndo. –Falei enquanto esperava um táxi.
-Tudo bem cara, vamos ligar sim, fica tranquilo. –Connor disse então eu entrei no taxi e fui pra casa.

Agora teria a difícil tarefa de avisar à minha família e o pessoal da banda sobre tudo isso, e teria de mandar uma equipe de limpeza o mais rápido possível pra casa da Rachel, pra limpar todo aquele lugar.

***
Bom gente, por hoje foi isso viu. Espero que tenham gostado e prometo que vou tentar postar mais um, dependendo dos comentários, até domingo a noite okay :) Beijo beijo e fui

3 comentários:

  1. PARA DE DEMORAR GAROTA é sério Dri, eu fico aqui ansiosa pra saber o resto, pra saber se ela e o bebê irão sair dela. Ai que ódio desse cara, ainda bem que morreu e não pode fazer mais nada pra ela. Eu realmente amei o capítulo e espero que tudo dê certo <3

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  2. Que tudo dê certo com a Ray e o bebê.

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  3. Não demora tanto assim, estou muuuito ansiosa hehe'

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