terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Capítulo 30

Oooi amoraas. Voltei com um cap mega pra vocês.
Boa leitura.
***

Um mês se passou e finalmente estou em casa, livre daquele hospital e livre de todos aqueles tubos horríveis que eles colocaram em mim com remédios.
Já era março e eu estava me sentindo bem, mas mesmo assim, ainda não estava totalmente autorizada a trabalhar e etc.
Enquanto eu estava no hospital, todos foram me visitar e isso foi um momento muito importante pra mim, pois à pouco tempo atrás eu era apenas a mulher que pensava que ia morrer sozinha, e agora, tenho o Bruno, meu pai e meu irmão, e tenho a Andréa. Sem falar na família do Bruno que sempre me trata muito bem.
-Ray, já comeu? –Bruno perguntou descendo as escadas da casa dele em direção à sala onde eu estava.
-Não, quer tomar café comigo?
-Quero sim. Vem cá que eu te ajudo. –Bruno falou vindo até o sofá e me dando a mão pra levantar. Eu odiava me sentir impotente, mas eu tinha que aceitar o fato de que meu corpo estava fraco e talvez ainda demorasse uns meses pra voltar ao normal.
Bruno me levou até a bancada da cozinha e me colocou sentada enquanto arrumava as coisas pra tomarmos café, sentando-se de frente pra mim logo em seguida.
Começamos a comer em silêncio, como tem sido todo santo dia desde que eu saí daquele maldito hospital. Bruno estava diferente comigo, não exatamente no mal sentido, mas também não era uma coisa boa.
Ultimamente ele tem andado muito calado, nossas conversas não passam de poucas coisas, ele não quer de jeito nenhum tocar no assunto do meu sequestro e de como eles me resgataram, e eu sinto que ele parece apavorado com algo, bem lá no fundo.
-Terminou o café? –Perguntou ele me tirando dos meus pensamentos então tomei o ultimo gole de café que havia na minha xícara.
-Terminei sim. –Falei e então ele levantou e veio até mim, parou e ficou me encarando. Sua boca fez menção de falar algo, mas ele logo desistiu e a fechou, como se tivesse algo que queria falar.
Sua mão seguiu o caminho até minha testa e seu polegar passou por cima da minha cicatriz, ele fechou os olhos e respirou fundo, beijando o local em seguida.



-Eu te amo. Desculpa se não tenho te dado muita atenção ultimamente, é só que, eu tenho tanta coisa passando pela minha cabeça. –Ele soltou de uma vez só, me encarando com aqueles olhos profundos.
-E por que não conversa comigo sobre tudo isso? Quero te ajudar. Sinto falta de você, do meu melhor amigo que sempre conversava comigo. –Falei e ele balançou a cabeça que não.
-Eu sei... É que, deixa pra lá. Você tem consulta hoje não tem? –Suspirei em frustração e concordei.
-Hoje é o dia do ultrassom. –Falei e ele sorriu como um bobo enquanto me levantava da cadeira.
-Vou com você. Vem vamos tomar um banho. –Falou ele enquanto subíamos as escadas.
Entramos no banho e tratamos de não demorar muito já que o transito deve estar caótico.
Coloquei uma roupa confortável e quentinha já que ainda fazia frio lá fora então peguei minha bolsa e seguimos pro carro onde Bruno ligou uma música enquanto víamos a cidade passar.
-O que acha que é? –Bruno perguntou olhando pra mim por um segundo.
-Uma menina.
-Também acho que será uma menina. –Passei minha mão por seu cabelo e sorri pra ele. –E se ela for linda como você vou comprar uma arma e ela só vai namorar com 18 anos. –Terminou ele e eu dei uma risada.
-Ah vai sonhando, se ela for como eu, quando você estiver pensando que ela tá fazendo algo, ela já vai ter ido e voltado. –Falei provocando uma gargalhada nele, que balançou a cabeça e ficou quieto. –Senti falta da sua risada. Você é tão lindo quando está sorrindo. –Falei e ele suspirou alto.



Não deu tempo dele responder nada, pois havíamos chego no hospital então ele estacionou e descemos do carro.
Bruno pegou na minha mão e caminhamos pra dentro do hospital, até a recepção.
Na verdade eu acho que o Bruno anda exagerando, pois embora eu esteja um pouco fraca, eu consigo andar muito bem ainda, só quando fico muito tempo parada que travo um pouco, mas talvez seja só o jeito dele de mostrar algum afeto.
Nos apresentamos na recepção dizendo que tínhamos hora marcada com o Dr. McVey e a moça logo chamou uma enfermeira pra nos acompanhar até a sala dele.
-Dr. McVey, a senhorita Williams está aqui. –Ela disse e pediu que entrássemos, se retirando em seguida.
-Olá Rachel. –Disse ele entendendo a mão pra me cumprimentar. –Olá Peter. Como estão? –Perguntou cumprimentando o Bruno e fazendo menção pra que nos sentássemos.
-Estamos bem doutor. –Falei olhando de canto pro Bruno que estava distraído com algo.
-Que ótimo. Bom, vamos começar? –Falou ele e eu concordei. –Deite-se na maca, por favor, e levante sua camiseta até a altura dos seios. –Ele disse e Bruno deu uma olhada meio torta pra ele. Eu conhecia aquele olhar, era ciúmes, mas por favor, agora não.
Bruno logo tratou de chegar mais perto de mim e segurar minha mão, me fazendo sorrir. Enquanto espalhava o gel pela minha barriga, o doutor foi fazendo perguntas sobre minha alimentação, repouso, se tenho praticado alguma atividade leve e coisas do tipo.
-Bom, agora vamos ver esse bebezão. –Ele disse pegando o aparelho e passando pela minha barriga. –O que vocês querem que seja?



-Menina. –Respondemos eu e Bruno juntos.
Nos minutos seguintes o doutor apenas olhava pra maquina, mexia o aparelho e apertava botões. Aquilo já estava me deixando apreensiva e eu olhava pro Bruno hora ou outra que me dava um olhar de “tudo vai dar certo”.
-E então doutor? –Perguntei mordendo os lábios.
-Aparentemente está tudo bem com a filha de vocês.
-Ufa que bom, já pensei que tin... PERAI, VOCÊ DISSE FILHA? –Falei eufórica.
-Isso mesmo, podem comemorar, sua menininha esta a caminho. –Ele disse e lágrimas caíram dos meus olhos.
-Bruno, vamos ter uma princesinha. –Olhei pra ele que sorriu pra mim e me beijou.
-Eu sabia, nossa menininha forte igual á mãe, parabéns minha linda. –Ele disse no meu ouvido.
***
Assim que chegamos em casa, eu larguei minha bolsa no quarto do Bruno e desci as escadas bem devagar. Minha felicidade estava a mil e eu mal podia esperar pra contar pra todos.
-Hey, deveria ter me chamado pra te ajudar, não quero que desça as escadas sozinha. –Ele disse colocando meu braço ao redor do seu pescoço e me ajudando o resto dos degraus.
-Tá tudo bem Bru, eu to conseguindo. –Falei e ele não disse nada então reparei que ele estava arrumado. –Aonde vai?
-Ah, esqueci de te avisar, vou pro estúdio, mas não vou demorar. Quer que eu te traga algo quando estiver voltando? –Pediu ele.
-Não tudo bem. –Falei e ele sentou ao meu lado no sofá.
-Te amo, qualquer coisa me liga ou manda mensagem tá? –Ele disse me dando um beijo enquanto acariciava meu rosto.
-Pode deixar. Também te amo.
-É tão bom ouvir você dizendo isso. –Ele disse e eu sorri. –Tchau minha princesinha, papai volta logo viu. Não enlouquece a mamãe. –Ele se abaixou e deu beijos na minha barriga pequena ainda.
Em seguida ele saiu pela porta e eu fique ali sozinha então liguei a TV e tentei assistir algo, mas meus pensamentos estavam longe. Eu não conseguia entender o que o Bruno tinha. Só de lembrar de como ele tem sido diferente esses dias me faz querer chorar.
Ouvi a campainha tocando e demorei um pouco pra levantar e chegar até a porta, ainda limpando algumas lágrimas que escorreram.
-Oi pai, tudo bem? –Perguntei vendo ele ali na porta.
-Tudo sim, só senti saudades. Me dá um abraço. –Ele pediu e eu o abracei.
-Vem entra. –Falei abrindo espaço pra ele entrar.
-Então, tudo bem com você? Cadê o Bruno?
-Tá no estúdio. Tudo sim pai. –Suspirei fundo.
-Hey, sei que tem algo te incomodando. Conta pra mim. –Ele pediu e eu resolvi falar. Talvez ele tenha um bom conselho.
- Sabe pai, o Bruno tem agido diferente comigo desde que saí do hospital. Nós não conversamos como conversávamos antigamente e ele não fala de jeito nenhum sobre o que aconteceu no barracão. Eu sinto falta dele. Quero meu Bruno de volta. –Falei já deixando algumas lágrimas descerem pelo meu rosto outra vez.
-Ah meu amor vem cá. Não fica assim. –Ele disse me abraçando. – O que aconteceu Ray, é que agora ele está traumatizado. Ele sofreu demais com tudo isso.
-Mas eu não entendo pai, ele poderia simplesmente sentar e se abrir comigo, eu preciso que ele fale.
-Não é tão simples assim meu amor. Imagine-se na situação dele. Ele entrou na sua casa aquela noite e havia sangue por todo o chão, você estava desaparecida e mais cedo mandou uma mensagem dizendo que precisava falar com ele. Então ele te encontrou no barracão toda machucada e ficou cara a cara com o pior pesadelo da sua vida, com o homem que arruinou sua adolescência. E ainda depois, ele precisou encarar a situação de te ver toda enfaixada e impossibilitada em coma durante quase dois meses, sabendo que você estava com um filho dele na barriga. Imagine-se nessa situação. Ele passou noites e noites naquele hospital Rachel e muitas vezes teve que vir embora forçado então acho que ele só precisa de um tempo pra amenizar tudo isso. –Tudo o que meu pai falou me acertou em cheio. Era verdade, Bruno estava traumatizado, pois ele tomou toda a minha dor pra tentar me deixar melhor.
-Meu Deus pai, eu não tinha pensado desse jeito. Eu sou uma egoísta mesmo, não enxergo as coisas. –Falei abraçando-o e chorando mais.



-Não Ray, não é assim. Vocês dois sofreram demais e agora estão se recuperando juntos, e essa criança vai ser a maior força de vocês. E se aceita minha ideia, acho que deveriam fazer uma viagem. Sair de Los Angeles, ficar uns dias longe de tudo isso, só vocês. –Assim que ele disse isso, eu me lembrei da nossa viajem pra Veneza, que Bruno me deu de aniversário. Ela pode ser marcada ainda.
-Tudo bem pai, obrigada, vou fazer isso mesmo. Acho que quando ele chegar vou conversar com ele. –Falei e ele secou minhas lágrimas e sorriu.
-Isso minha filha, agora se acalme por favor, não queremos que nada aconteça com essa criança. –Ele disse repousando a mão sobre minha barriga e eu me lembrei que não havia contado a ninguém sobre a consulta de hoje a tarde.
-E falando nisso pai, acho que o senhor deveria dar oi pra sua netinha. –Falei e os olhos dele se arregalaram.
-Ray, isso é sério? –Perguntou ele todo bobo.
-Sim pai, descobrimos hoje à tarde. –Falei e ele me abraçou.
-Parabéns filha, estou feliz que vou ter o Bruno e o Connor pra me ajudar a cuidar dela, pois se ela puxar a você. –Ele disse e eu ri. Exatamente o que o Bruno me falou hoje à tarde.
Eu e meu pai conversamos mais um pouco sobre a bebê, e eu disse que deixaria pra escolher o nome dela com o Bruno, já que se eu não o fizesse era capaz dele me dizimar, então depois ele foi pra casa já que teria que trabalhar bem cedo no outro dia.
Olhei no relógio e eram dez da noite então peguei uma maçã na cozinha e subi pro quarto, tomei um banho com certa dificuldade e deitei na cama enquanto mexia um pouco no celular então logo ouço barulho da porta e Bruno chamando.
-Ray cheguei.
-To aqui em cima. –Gritei pra ele e logo ouvi seus passos subindo a escada, pisando com força então Bruno entrou no quarto e se jogou na cama, fechando os olhos. –Cansado? –Perguntei me deitando ao lado dele e fazendo carinho no seu pescoço.
-Um pouco. –Ele resmungou e eu beijei seus lábios.
Bruno gostou da ideia e logo colocou sua mão por baixo da minha blusa do pijama então parei e olhei pra ele. –Preciso de você Ray. –Ele disse subindo sua mão até meus seios descobertos e acariciando meus mamilos de leve.
-Eu também preciso de você Bruno. –Falei me sentando sobre a cintura dele enquanto nos beijávamos.
Tirei minha blusa do pijama e Bruno agarrou meus peitos com vontade, fazendo gemidos escaparem da minha boca então me virou e ficou por cima dessa vez, tirando sua calça jeans junto com a cueca e sua camiseta.
-Acho que você não precisa disso. –Ele falou puxando minha calça e calcinha de uma vez só então voltou a me beijar enquanto sua mão fazia o caminho até o meio dar minhas pernas, acariciando com vontade.
-Bruno... Eu... Não hm... Isso. –Eu dizia sem saber realmente o que queria dizer.
Bruno logo tirou suas mãos dali e então se posicionou no meio das minhas pernas, introduzindo-se em mim devagar.
-Se estiver desconfortável você me diz viu. –Ele disse movendo-se dentro de mim enquanto sua boca beijava ora meus peitos, ora minha boca. Ele sabia como me deixar doida.



Logo ele aumentou a velocidade, indo cada vez mais fundo enquanto ambos soltavam suspiros pesados e grunhidos.
-Eu to chegando. –Falei pra ele que foi mais rápido, me fazendo gozar em seguida e me fechar ao redor do seu membro.
-Ah Rachel. –Ele falou alto quando também chegou, caindo em seguida ao meu lado. –Eu te amo Ray, nunca duvide disso. –Ele falou me puxando mais perto dele e nos cobrindo.
-Eu também te amo. –Falei agarrando seu pescoço e me aninhando por ali, ouvindo ele respirar cada vez mais calmamente.
Em poucos segundos, me senti apagando em seus braços num sono profundo.

***
Espero que tenham gostado meninas.
Eu tenho reparado que o numero de cometários diminuiu tipo, demais, e isso me deixa muito triste, pois mesmo estando sem tempo eu venho aqui e tento fazer meu melhor pra vocês.
Bom, até a próxima, beijos.

Um comentário:

  1. Ufaa, já estava com saudade hehe' . Ahh, esses dois <3 , graças a Deus tudo deu certo.

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