quinta-feira, 1 de maio de 2014

Capítulo 2

Olá gatas aksjdkajs to animada com essa fic haha. Obrigada a todas que comentaram no meu primeiro capitulo, fico feliz em ver que gostaram. Boa leitura e aproveitem, o cap. tá bem grandinho.
***

Senti uma luz forte invadir meus olhos, acho que estou no céu... Será?
Abri os olhos devagar tentando me acostumar com a claridade e pude perceber que estava num hospital então quer dizer que eu ainda estou na merda do mundo real.


-Rachel? Minha filha você acordou? –Dizia minha mãe chorando enquanto me abraçava. Além dela haviam uma enfermeira e um homem encasacado ao lado da minha cama.
-Mãe, o que aconteceu? –Perguntei com a voz muito fraca e minha mãe apenas chorava.
-Vai ficar tudo bem minha filha, tudo bem. –Dizia ela. Logo o homem com o casaco chegou mais perto e sentou ao lado da minha cama.
-Olá Rachel, sabe quem eu sou? –Perguntou ele.
-Não, eu deveria? –Falei com indiferença.
-Eu sou o detetive Andrew e preciso que me responda algumas perguntas. Pode fazer isso? –Perguntou ele então eu me ajeitei na cama pra que aquela luz parasse de refletir nos meus olhos.
-Posso, mas... O que houve?
-Você se lembra o que aconteceu ontem depois do cinema? –Perguntou ele. Sim, eu comecei a me lembrar, mas como me acharam? E o Paul, foi preso?
-Sim eu me lembro. –Deixei uma fina lágrima escorrer pelo meu rosto enquanto me lembrava daquela terrível cena. –Mas antes de começar eu queria saber, como me acharam?
-Nós rastreamos o chip do seu celular logo que foi feita a ocorrência do seu desaparecimento e felizmente a encontramos hoje pela manhã. Depois que terminarmos aqui, você terá mais detalhes do que aconteceu. –Disse ele.
-Tudo bem, vamos acabar logo com isso. –Sim eu estava sendo fria. Não consigo mais chorar, acho que algo foi bloqueado dentro de mim, não estou com vontade nem de demonstrar emoções.
-Então eu preciso que me diga tudo o que conseguir lembrar de ontem á noite até a hora que apagou. –Disse ele. Comecei a contar a ordem de tudo, eu me lembrava de todos os detalhes, todos mesmo, desde o momento em que ele me dopou até a hora em que apaguei e com certeza nunca mais vou esquecer disso.
Depois de ter contado tudo á policia, o detetive me contou o que houve. Paul não foi preso, ele me largou lá e fugiu, a polícia está atrás dele, mas nada até agora, eles acreditam que ele fez isso pelo simples fato de eu desprezá-lo enquanto ele e minha mãe estavam juntos. Já fizeram alguns exames em mim pra saber se eu não havia contraído doenças e essas coisas, e obviamente foi comprovado o estupro, o que me deixou muito mal, pois agora eu me sentia suja, com nojo de mim mesma e acima de tudo o momento mais importante pra uma garota foi roubado de mim.
(...)
Isso aconteceu comigo há 11 anos atrás, hoje eu tenho 27 anos. Depois daquilo a minha vida virou um inferno. Paul nunca foi preso, eu sofri rejeição na escola, Katy se afastou de mim sem nem dizer o motivo, minha mãe começou a me tratar diferente e entrou em depressão, eu passava o dia inteiro trancada dentro do quarto me cortando, sem choro nem nada, eu apenas me cortava por todo o corpo, isso me dava uma sensação de alívio.


Por incrível que pareça meu rendimento escolar nunca caiu, pois eu nunca me importei com a opinião dos outros a meu respeito, os professores estavam “do meu lado” e era isso o que eu precisava pra passar de ano e me formar.
Como ainda tínhamos aquela empresa do meu avô, eu fiz uma faculdade me especializando na área administrativa e assumi o lugar da minha mãe assim que terminei a faculdade. Infelizmente ela continuou me tratando diferente, o que já não fazia diferença pra mim, eu tinha me tornado uma pessoa com 100% dos sentimentos bloqueados por uma adolescência perturbada, ou seja, depois que eu cresci minha mãe parou de fingir que se importava comigo, no sentido amoroso, então simplesmente me deu aquela empresa pra que eu pudesse abrir uma filial em Los Angeles e assim que nos mudamos pra lá ela passou o resto dos seus 6 anos de vida, mais ou menos, bebendo. Ela bebeu até a morte, ela morreu sem me amar, eu não sei o que significa o amor, nunca senti ele e provavelmente ele é uma coisa que as pessoas inventam pra não deixar a vida vazia, mas pra mim não faz diferença mais, por que a única coisa que minha mãe poderia ter feito, a única coisa que eu realmente queria dela desde que meu pai foi embora era que ela me mostrasse o amor... Tudo o que ela tinha que fazer era me mostrar o amor.
(...)
-Andrea eu estou indo, você pode trancar tudo pra mim? –Disse para Andrea, uma das minhas funcionárias, enquanto arrumava minhas coisas pra ir embora.
-Posso sim dona Rachel. –Disse ela. Andrea era uma das únicas pessoas na minha vida em quem eu confiava, ela me ajudou com a empresa desde que eu a abri, também é uma das poucas pessoas com quem eu mantenho contato fora da empresa, o que é bom, pois eu não consegui mais chamar as pessoas de “amigos” depois da minha experiência, mas isso não vem ao caso agora.
-Tudo bem obrigada. E por favor, me chame só de Rachel, sabe que pra você pode ser só assim. –Falei sorrindo então ela concordou com a cabeça e sorriu também. –Então, bom fim de semana e até segunda. –Falei.
-Pra você também, até segunda. –Disse ela e eu saí. Peguei meu carro e parei no mesmo lugar de sempre pra tomar café antes de ir pra casa. Assim que cheguei, eu estacionei o carro e entrei, peguei meu café e saí pra ir até a esquina comprar um jornal. Voltei lendo ele no meio da rua e sem querer esbarrei em alguém e deixei meu café cair no chão.


-Ai que droga, me desculpe, eu estava distraído. –Disse um homem moreno, um pouquinho mais baixo que eu, bonito e bem vestido.
-Tudo bem, eu também estava distraída, não deveria estar lendo enquanto caminho. –Falei sendo simpática, afinal, nós dois estávamos errados. Aquele homem não me parecia estranho, eu acho que já o vi, na TV se não me engano, mas aqui em Los Angeles é tão comum encontrar famosos na rua que você até se acostuma.
-Então, posso te pagar outro café pelo menos. –Disse ele sendo gentil.
-Acho que não precisa, é só um café.
-Eu insisto, por favor. –Ele tinha cara de quem não ia desistir tão cedo.
-Tudo bem, pode ser nessa cafeteria aqui na esquina? –Perguntei á ele, já que eu havia comprado meu café ali.
-Claro, vamos. –Disse ele fazendo um sinal pra que eu fosse na frente. Fomos até a cafeteria em completo silencio, era estranho, pois eu estava indo tomar café com um cara que nem conheço, pelo menos não fora da Tv.
Entramos e pegamos uma mesa mais lá no fundo, ele fez os pedidos assim que a garçonete chegou e então ela saiu.
-Bom, agora que já estamos aqui, posso saber seu nome? –Perguntou ele.
-Ah sim, prazer Rachel. –Estiquei minha mão e o cumprimentei.
-Muito prazer Rachel, sou Peter, ou se preferir, Bruno Mars. –Disse ele ainda segurando na minha mão. Eu sabia que já tinha visto ele em algum lugar, ele é cantor, na verdade não me lembro de ter ouvido as musicas dele, nunca consigo lembrar o nome das musicas que ouço.
-Ah sim, sabia que você não me era estranho. E o que o senhor Bruno Mars fazia tão apressado na rua?
-Eu estava no estúdio aqui na frente e me apressei á toa pra pegar meu carro que deixei estacionado um pouco longe. Só estava indo pra casa, curtir minha folga e fugir um pouquinho do frio das ruas. –Disse ele afrouxando um pouco seu cachecol por estar em um ambiente aquecido.
-Olha eu não quero te atrapalhar ou te fazer perder o dia de folga, então por favor sinta se á vontade pra ir embora se quiser ta? –Falei e ele riu.
-Não vou perder meu dia de folga, estou aqui tomando um café com uma linda mulher que esbarrei na rua. –Ah sim, conheço bem o tipo dele, até que não é de se jogar fora, mas não quero nada que venha de homens assim.
-Tudo bem então, obrigada pelo elogio.
-De nada. Então Rachel, você trabalha com o que? –Perguntou.
-Tenho uma empresa de transportes, a Williams. –Assim que falei nosso café chegou e a garçonete se foi.
-Nossa, então estou diante da empresária de uma das maiores empresas de Los Angeles? –Disse ele todo empolgado.
-Digamos que sim, mas não gosto de ser vista assim, fora da empresa quero ser só a Rachel e você eu não preciso perguntar, pois sei que é cantor.
-Ok então, só Rachel, quer dizer que conhece minha música?
-Conheço apenas seu trabalho, musica mesmo, ouvi mas não me lembro qual foi. –Fui sincera.
-Que bom que gostou. –Disse ele. –Então, um brinde aos nossos bons empregos? –Propôs ele.
-Claro! –Disse e brindamos com os copos de café e começamos a rir da cena antes de tomar. Logo terminamos o café e Bruno pagou a conta então nos levantamos e fomos andando pra fora da cafeteria.
-Obrigado por aceitar tomar café com o desastrado aqui. –Disse ele.
-De nada, sua companhia foi muito agradável.
-Imagina, você também é uma boa companhia. –Ele falou e paramos na calçada.
-Obrigada, então tchau, a gente se vê por aí. –Falei e o dei um beijo no rosto.
-Será que antes de ir, eu poderia pedir seu telefone? Gostei mesmo de tomar café com você. –Disse ele. Bom, eu também gostei de tomar café com ele, só não sei se devo, não somos amigos nem nada disso. Mas sinceramente, eu não aguento mais passar meus finais de semana exatamente iguais, tomando café no mesmo lugar e sozinha.
-Tudo bem, anota aí. –Passei meu número pra ele que anotou e deu um toque pra que eu também anotasse o dele.
-Obriga Rachel, então até mais. –Disse ele, nos despedimos denovo, ele seguiu seu caminho e eu peguei o meu carro e fui pra casa.
Cheguei, larguei minhas chaves na bancada e a bolsa no quarto, peguei minha toalha e fui tomar um banho morno pra relaxar. Depois fui até a cozinha, comi alguma coisa e voltei pro quarto, deitei na cama e fiquei vendo Tv até pegar no sono. Acho que não dormi nem 5 minutos e meu celular tocou, era a Andrea.
-Alô! –Falei com voz sonolenta.
-Oi Rachel, estava dormindo? –Perguntou ela.
-Oi Andrea, eu estava, mas acho que cochilei só. Aconteceu alguma coisa? –Falei ficando sentada na cama.
-Na verdade não, eu quero te convidar pra sair, eu e você, ir em algum lugar, se divertir um pouco, topa? –Perguntou ela. Até que não seria uma má idéia, eu nunca tenho nada pra fazer mesmo.
-Pode ser, aonde vamos?
-Sabe aquele restaurante ótimo que tem na avenida? Então é lá mesmo.
-Ok, vou me arrumar e te encontro lá daqui a 40 minutos pode ser? –Falei já me levantando.
-Pode ser, então até lá, beijos.
-Beijos. –Falei e desligamos então me levantei e fui decidir que roupa usaria já que estava frio lá fora. Resolvi usar um sobretudo por cima de um vestido, pois o restaurante é um pouco fino e lá dentro poderei tirar o casaco mesmo então será isso. Separei a roupa em cima da cama, fui escovar os dentes e voltei pra me vestir e me maquiar. Passei uma maquiagem própria pra noite, meu batom vermelho que eu amo, meu perfume e coloquei meu sapato então conferi se a casa estava fechada, peguei minha bolsa, chaves do carro e fui.
O restaurante não ficava longe da minha casa por isso não demorei muito pra chegar lá, tinha dado quase o tempo em que havíamos combinado de nos encontrar então entrei e logo o garçom me levou até a mesa em que Andrea estava.
-Oi, demorei? –Perguntei me sentando.
-Na verdade não, cheguei faz uns 10 minutos só.
-Menos mal, pensei que tinha demorado. –Coloquei a mão no peito como sinal de alívio e ela riu. –Quer pedir já?
-Pode ser. –Disse ela fazendo sinal pra que o garçom viesse á nossa mesa. Ele entregou os cardápios e nós fizemos nossos pedidos junto com as bebidas. Como nós duas estávamos dirigindo, pedimos bebidas sem álcool e logo o garçom se foi então ficamos conversando.
-Adivinha quem esbarrou em mim hoje? –Perguntei pra Andrea que ficou com uma cara de interrogação.
-Quem? –Perguntou ela.
-Sabe o Bruno Mars, o que faz o clipe do rosto da menina com a fita, daquela música bem bonita?
-Não acredito, sério? Como foi?–Disse ela animada.
-Sim, eu estava lendo jornal no meio da rua e nós nos esbarramos, ai sem querer ele derrubou meu café e pediu se podia pagar outro, aí eu aceitei e depois do café ele foi pra casa e eu também. –Falei e ela ficou sorrindo.
-Nossa que sonho, aquele homem é lindo demais. E vocês não trocaram telefone ou nada assim? –Perguntou ela um pouco eufórica demais. Não posso negar que ele é sim um homem muito bonito, mas nada de mais.
-Exagerada você. Sim ele pediu meu telefone e eu passei, afinal ele foi muito gentil. –Pronto, ela surtou, quase teve um ataque no restaurante.
-Ahh então já estão assim é? Vão sair denovo?
-Claro que não né, não se empolga. Ele falou que queria marcar algo, mas duvido que ele vá ligar, ele tem coisas pra fazer e não pode ficar ligando pra todo mundo que encontra na rua né. –Já acabei com as esperanças dela, afinal, ele realmente deve ter mais coisas pra fazer do que ficar ligando pros outros.
-Pois eu ainda acho que ele vai ligar, e se ligar, você vai aceitar sair com ele e não tem conversa. –A Andrea é do tipo que ama tentar arrumar namorado pros outros, mas quando se trata dela, não quer nem conversa.

-Ah sim, vai sonhando. –Falei e logo nossos pedidos chegaram, nós comemos tranquilamente enquanto conversávamos e olhávamos as pessoas em volta, comentávamos sobre os casais e sobre várias outras coisas. Depois pagamos a conta e fomos pra casa, eu estava super cansada então depois que me troquei, eu escovei os dentes e me joguei debaixo do edredom, adormecendo em poucos minutos.

***
E então gente bonita? Oq acharam. E o Bru? Acham que ele vai ligar pra Ray? Beijos e até a próxima heheh

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