segunda-feira, 26 de maio de 2014

Capítulo 5

Meninaaas, desculpem a demora, mas eu to aqui. Eu tava cheia de trabalhos pra fazer e tals, mas voltei e hoje tem haha espero que gostem.
 ***


Acordei com uma sensação de disposição, mas ao mesmo tempo sentia algo pesado no meu corpo, algo que me deixava sem vontade de sair da cama, mas tenho que levantar, hoje ainda é sexta e eu tenho trabalho.
Esfreguei os olhos e olhei em volta tentando me lembrar do porquê de eu estar no sofá.
-Bom dia! –Ouvi uma voz atrás de mim então olhei pra trás e vi Bruno me encarando com aqueles olhos castanhos incrivelmente lindos, porém, cansados. Ai que droga, acabei de me lembrar o que aconteceu, e o Bruno deve ter ficado acordado a noite inteira.
-Bom dia. –Falei e fui me levantando pra sentar no sofá.
-Tudo bem? –Perguntou ele.
-Acho que sim. –Soltei um sorrisinho. –Bruno, você ficou a noite toda acordado?
-Aham.
-Por que fez isso? Poderia ter ido dormir no quarto, na cama confortável. –Falei e ele riu.
-Eu fiz por que você precisava, e por que eu senti que deveria fazer, você é minha amiga e eu não iria te deixar aqui sozinha tendo pesadelos. –Ele falou me desarmando totalmente, pois eu sei que se ele não estivesse ali eu não iria dormir nada.
-Mas... –Tentei argumentar, mas nada me veio á cabeça. –Tudo bem você venceu, obrigada Bruno. –Suspirei alto.
-Ok, agora por favor, vá se arrumar pro trabalho. –Disse ele sorrindo e eu me levantei.
-Tudo bem, mas eu exijo que você fique aqui e descanse o quanto precisar que hoje eu venho embora na hora do almoço. –Falei pra ele que concordou. –Vou deixar minha cama arrumada ali pra você, pode dormir nela. –Falei e fui pro banho correndo, depois me vesti e me arrumei, preparei a cama pro Bruno e voltei até a sala pronta pra sair. Eu poderia deixar ele dormir no outro quarto, mas como eu moro sozinha e ninguém vem dormir aqui, o quarto está uma zona.
-Não vai tomar café? –Perguntou Bruno enquanto eu pegava as chaves do carro apressada.
-Não dá tempo, vou pegar algo no Starbucks e como no trabalho.
-Ahh ta. Bom trabalho então. –Disse ele sorrindo, mas mesmo assim dava pra ver a cara de cansado dele.
-Obrigada Bru, bom sono pra você, eu deixei a cama arrumada. Beijos e até depois. –Falei e sai. Peguei meu carro e fui em direção ao Starbucks, peguei algo rápido e fui comendo no caminho. Cheguei no trabalho um pouco atrasada, mas a Andrea tem a chave então ela abre a empresa quando eu preciso.
-Bom dia Andrea. –Falei sorrindo enquanto passava por ela. Por incrível que pareça eu não estava com sono, acho que nunca dormi tão bem. Coitado do Bruno que teve que me aguentar.
-Bom dia Rachel. –Ela sorriu de volta então fui pra minha sala, fechei a porta e liguei meu computador, fui ver uns e-mails e umas coisas da empresa.
O dia hoje foi tranquilo, nada de assinar papéis, resolver problemas com carregamentos e essas coisas.

Bruno’s POV
Bom, depois que a Rachel conseguiu finalmente pegar no sono, ela dormiu a noite inteira, mas eu não consegui dormir, eu fiquei preocupado e ao mesmo tempo curioso sobre tudo o que aconteceu. Eu preciso conversar com ela quando ela voltar, mas não sei como vou começar isso.
Depois que ela saiu eu me levantei do sofá, fui ao banheiro e depois fui pra cama que ela havia deixado arrumada pra mim, era a cama dela. Eu havia entrado algumas vezes no quarto dela, mas nunca reparei em detalhes, como um mural de fotos que ela tinha, com algumas fotos dela e de uma amiga que ela me disse que trabalha com ela, uma ou duas um pouco antigas, com uma mulher que eu creio que seja a mãe dela e duas fotos nossas, que tiramos no dia em que apresentei ela pros Hooligans. A primeira estávamos só nós dois abraçados de lado, e a segunda estávamos com todos os meninos. Rachel sempre estava sorrindo e pra falar a verdade, nesse um mês e meio que nos conhecemos eu nunca vi ela chorando, ontem foi a primeira vez. Ela sempre foi muito fria diante das situações, forte, seria a melhor colocação pra isso.
Depois de ficar um tempo observando as fotos dela eu me deitei na cama e não demorei nem cinco minutos pra dormir.
OFF

O dia passou devagar, por não ter muito o que fazer na empresa então quando deu meio dia eu avisei Andrea que não ia voltar a tarde e depois fui pegar meu carro. Ela ficou com um olhar desconfiado quando eu disse que não ia voltar, mas não se pronunciou. No caminho resolvi ligar pro Bruno, ele demorou um pouco pra atender.
-Oi. –Disse ele com a voz ofegante.
-Oi Bruno, o que aconteceu? Te acordei?
-Tá me chamando de preguiçoso é? Poxa Ray, é meio dia, eu não ia estar dormindo. –Disse ele com voz de ofendido. –Meu celular estava enfiado nas almofadas do sofá e eu não conseguia achar. –Disse ele e eu ri imaginando a cena.
-Tudo bem, me desculpa. Ui, se ofendeu. –Falei e rimos. –Enfim, eu to ligando pra avisar que to indo e se você quer que eu compre comida ou algo assim.
-Não precisa não, eu já pedi comida pra gente. Só to esperando você chegar pra comermos. –Ele falou com uma voz fofa.
-Ai que amigo prestativo que eu tenho. Só por isso nem vou te dar uns tapas como de costume hoje. –Falei tentando ser séria.
-Nossa, magoei.
-To brincando Bru. Vou desligar, to no transito. Beijos
-Beijos.
Desliguei o celular e continuei dirigindo, então uns cinco minutos depois eu já estava em casa. Estacionei, desci do carro e entrei.
-Oi Bru. –Disse passando pela sala onde ele estava sentado encolhido no sofá.
-Oi Ray. –Ele sorriu.
-Vou me trocar e já venho aqui pra almoçar.
-Tudo bem. –Disse ele. Eu fui até meu quarto, a cama estava impecavelmente arrumada, me troquei, prendi meu cabelo e desci. Bruno não estava na sala então fui até a cozinha e ele estava lá, terminando de colocar os copos na mesa.
-Vem, a comida acabou de chegar, tá quentinha. –Ele falou sentando á mesa, então me sentei também.
-Pediu o que?
-Comida mexicana. –Ele falou abrindo as embalagens com comida. Caramba, eu amo comida mexicana.
-Ahh que maravilha, eu amo comida mexicana. –Falei toda feliz.
-Eu sei, por isso pedi. –Bruno disse todo fofo. Logo nos servimos e começamos a comer.
Durante o almoço nós não falamos muito, apenas conversamos sobre algumas coisas aleatórias sobre as quais não me lembro, pois eu estava preocupada em fazer o Bruno parar de olhar pra mim, como se quisesse dizer algo.
-Isso estava maravilhoso. –Falei tirando nossos pratos da mesa e levando na pia.
-Muito bom mesmo, tenho que pedir mais vezes. –Disse ele.
-Você tem é que parar de comer esse tipo de comida pronta a toda hora, já está ficando gordinho viu. Bolotinha. –Falei e ele fez uma cara de ofendido.
-Olha quem fala, sua obesa. E esse monte de bacon aqui. –Disse ele apertando minha cintura do lado, como se tivesse puxando um monte de gordura.
-Querido, aqui é qualidade. –Falei e mostrei minha barriga, que eu posso confessar, era bem lisinha e eu não tinha do que reclamar. Bruno riu e eu abaixei a blusa pra começar a lavar a louça enquanto ele ficou sentado me encarando, mas eu não dei bola.
-Ray. –Disse ele.
-Sim?
-Posso te perguntar uma coisa? –Eu gelei quando ele disse isso. Eu não podia mais evitar isso e se eu dissesse que não ele iria perguntar mesmo assim.
-Pode. –Respondi tentando imaginar o que viria.
-O que aconteceu ontem? –Ele perguntou.
-Como assim? –Me fiz de desentendida. Sequei as mãos no pano de prato e fiquei encostada na pia.
-Rachel, não faz isso. Você sabe muito bem do que eu to falando. Eu nunca te vi chorar daquele jeito, não sabia que sua mãe tinha morrido e você começa a ter pesadelos no meio da noite. O que aconteceu?
-Bruno, eu... –Tentei falar, mas nada saia da minha boca, então abaixei a cabeça. –Eu não consigo te explicar. –Falei.
-Como Ray? Como não consegue? Apenas me diz o que aconteceu. –Ele chegou perto de mim e segurou minha mão, implorando por uma resposta.
-Desculpa Bru, eu não quero falar nisso, é doloroso. –Saí de perto dele e fui sentar no sofá então ele veio até mim.
-Por favor Rachel, você não tem ideia de como ficou meu coração quando eu te vi chorando ontem e se encolhendo por causa de pesadelos, ou de quando e te encontrei aquela vez na praça, no meio do frio. –Ele soltou a frase em desespero. –Eu só estou tentando te ajudar. –Ele chegou perto de mim e passou a mão pela minha bochecha. Eu não sei o que isso significou, mas eu sei que preciso explicar isso á ele.
-Sim Bru, minha mãe morreu. –Falei e ele sentou-se ao meu lado.
-O que houve? –Ele perguntou.
-Cirrose. Ela bebeu até morrer. –Mexi minhas mãos inquietantemente.
-Ah, mas não é só isso. Certo?
-Certo. –Respondi e respirei fundo. –Meu pai foi embora quando eu tinha 10 anos, e ela casou denovo. –Eu estava contando a parte mais leve da história, pois não sei se teria coragem de contar tudo.
-Você a odeia? –Ele perguntou e essa palavra fez meu corpo dar uma leve estremecida.
-Não.
-Então você ama ela? –Sim, essa palavra vez meu corpo estremecer mais ainda.
-Não. –Respondi sem entusiasmo nenhum, ele ficou confuso e ameaçou perguntar alo. –Bruno, minha mãe nunca realmente me amou, eu nem sei o que é isso, amor. E é por isso que você nunca me viu chorando, eu não demonstro emoções. –Falei e ele ficou pasmo. –Pronto, agora tá explicado o porquê a esquisita aqui nunca chorou e nunca teve um relacionamento? Chega de perguntas. –Falei e levantei do sofá, mas ele me segurou. Eu não aguentava mais aquilo.
-Ray, espera. –Ele parou na minha frente. -Você nunca namorou? Nunca sentiu nada por ninguém? –Ele parecia frustrado.
-Não Bruno, quer que eu repita?
-Mas Rachel... –Ele tentou falar, mas aquela situação estava me deixando nervosa.
-Chega Bruno. Aliás, por que está fazendo isso? Por que você se importa comigo? –Eu aumentei o tom de voz. Bruno abaixou a cabeça, apertou bem os olhos e me olhou denovo.
-Porque eu gosto de você! –Ele disse soltando meu braço que segurava com força e se virando pra ir embora. Merda, como assim ele gosta de mim? Eu não posso deixa-lo ir, eu só tenho o Bruno e mais ninguém, agora ele é o único que sabe disso. Mas o que eu posso fazer se não sinto absolutamente NADA por ele?
Fiquei por um tempo pensando enquanto via Bruno se arrumar pra sair. Eu posso não sentir nada por ele, mas não vou deixar ir embora a única pessoa que está do meu lado.
-Bru espera, me desculpa por aumentar o tom de voz. –Falei ainda parada.
-Ray, amanha conversamos, eu preciso ir pra casa. –Disse ele girando a maçaneta da porta, aparentemente triste. Eu rapidamente fui até ele, coloquei a mão em seu ombro e o virei, não poderia deixa-lo ir embora.

Bruno’s POV

-Bru espera, me desculpa por aumentar o tom de voz. –Rachel disse ainda parada. Eu não fiquei bravo com ela, isso nunca, mas depois de saber que ela nunca amou uma pessoa, eu preciso de um tempo pra pensar e se possível, esquecer esse sentimento antes que ele comece a tomar força.
-Ray, amanha conversamos, eu preciso ir pra casa. –Falei girando a maçaneta da porta então de repente senti sua mão no meu ombro, me virando.
OFF

Assim que o virei, ele ficou me encarando com aqueles lindos olhos castanhos, que deixavam visível sua tristeza. Eu não sei o que pode acontecer depois disso, mas eu sinto que nunca na minha vida, devo deixá-lo ir embora.
Sem dizermos nenhuma palavra, eu olhei mais uma vez para os seus olhos e sua boca, e então, o beijei.
  


***
E então meninas, o que acharam? A partir de agora o negócio vai começar a ficar tenso hahaha comentem pfvr e mais uma vez me desculpem a demora.


2 comentários:

  1. MEU DEUS, ela tomou essa coragem e eu fiquei tipo %%%%% pensei que ela ia deixar ele sair... e ele pensando que não quer alimentar esse sentimento que só vem dele, mal ele sabe que ela também quer ele, mas ainda não sabe. Aliás, o beijo que ela deu prova isso né! Adorei <3 e não demora please!

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  2. Aiii vc quer me matar Dri do meu ♥ Eu sabia desde o começo, desde q vc me contou q estava pensando em escrever uma fic nova... essa fic é d+ e para eu gostar de uma fanfic n é facil assim... bjss, aliás, ESSE BEIJO FOI... SEM PALAVRAS!!

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